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03 abril 2013

A Barilla vai às compras

A fabricante de massas italiana Barilla contratou o banco de investimento americano Goldman Sachs para procurar alvos no Brasil.

 A empresa pretende comprar fabricantes de massa ou fazer joint ventures com empresas locais.

O presidente da Barilla, Cláudio Colzani, assumiu o cargo no ano passado com a missão de acelerar a expansão internacional da empresa. Colzani fez carreira na Unilever, onde chegou a presidir a unidade Bestfoods (que produz a maionese Hellmann"s) no Brasil. Com receita anual de 4 bilhões de euros, a empresa anunciou recentemente a venda da Lieken, fabricante de pães na Alemanha, para concentrar-se em massas, molhos e pratos prontos. Revista Exame
Fonte: cvmclipping 03/04/2013

03 abril 2013



15 abril 2013

Inflação não desanima investidor estrangeiro

Investidores estrangeiros mantêm o interesse no Brasil, apesar da subida do custo de vida e do crescimento fraco

Em tempos de inflação em alta e de frustração com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos estrangeiros diretos, aqueles que são destinados à produção, são um alívio nos indicadores do país. Depois de anos seguidos de recorde, os números ainda se mantêm fortes. Em fevereiro, dado mais recente, o fluxo de recursos vindos de fora foi de US$ 2,65 bilhões, contra US$ 2,13 bilhões no mesmo mês em 2012, apesar do quadro de baixa expansão da atividade econômica. “As empresas estrangeiras estão batendo às nossas portas”, atesta o diretor de fusões e aquisições da Ernst Young Terco, Viktor Andrade. “O potencial de crescimento e amadurecimento da nossa economia é grande”, aposta o gerente de fusões e aquisições da Pricewaterhouse Coopers (PwC), Alexandre Pierantoni.

 Só na semana passada, houve dois negócios de peso. Na sexta-feira, a Israel Aerospace Industries anunciou a compra de 40% da IACIT, companhia sediada em São José dos Campos (SP), que fornece serviços e equipamentos nas áreas de controle de tráfego aéreo e marítimo, meteorologia e tecnologia da informação. Dois dias antes, na quarta, foi fechada uma aquisição que vinha sendo discutida há meses — essa na área de agribusiness, em que a competitividade brasileira é notória. A multinacional holandesa DSM comprou a Tortuga, que produz nutrientes para bovinos. Fundada em 1954 por um imigrante italiano, a empresa tem sede em São Paulo e unidades em vários estados. O valor da transação foi divulgado, o que é raro: 440 milhões de euros (R$ 1,12 bilhão).

 Na semana anterior, houve também duas transações significativas, igualmente nas áreas de tecnologia e de nutrição animal. Na terça, 3 de abril, a Intel, maior fabricante mundial de chips, comprou a Profusion, produtora de softwares de Campinas (SP). No mesmo dia, a norte-americana H.J. Baker ficou com a Fanton, de Bauru (SP), outra produtora de suplemento alimentar para gado.

 A H.J. Baker não está chegando agora. No ano passado, havia adquirido outra fábrica de insumos para criadores, a Rumiphos, de Paranaíba (MS). O faturamento combinado das duas empresas é de R$ 20 milhões anuais, mas a perspectiva é crescer 50% em dois anos. E tem muito mais gente querendo entrar. A italiana Barilla, fabricante de massas, contratou o banco Goldman Sachs para procurar empresas brasileiras que possa comprar ou com as quais possa se associar. A Barilla é presidida desde o ano passado por Claudio Cozzani, que morou no país no período em que foi executivo da Unilever.

 Nos três primeiros meses do ano, houve 22 negócios no Brasil envolvendo estrangeiros, de acordo com levantamento do blog Fusões e Aquisições. Desse total, 15 foram com investidores estratégicos — quando uma empresa estrangeira vem para cá — e 7 financeiros, em geral fundos de private equity, que pretendem lucrar, com a venda da fatia que compraram, daqui a alguns anos. “Eles são importantes porque, além do capital que trazem, cobram resultados e aumentam a eficiência das empresas”, diz Pierantoni, da PwC. Segundo ele, vários desses fundos que ainda não estão no Brasil vêm prospectando negócios no país.

 Distorções 
Desde a crise de 2008, as nações emergentes têm sido o destino preferencial de investimentos externos. E o Brasil se destaca. Foi o país que mais cresceu nesse quesito, no período. Em 2010, aumentou 56% em relação ao ano anterior o montante de líquido (descontando o que saiu) de recursos destinados a aumentar a produção aqui. Em 2011, houve nova subida expressiva, de 24%. Em volume financeiro, o país só perde para a China.

 No ano passado, porém, o crescimento já começou a perder fôlego. Entraram no país US$ 65,2 bilhões líquidos (descontado o que saiu), menos do que os US$ 66,7 bilhões de 2011. Em reais o volume foi superior, por conta da volatilidade na cotação das moedas. “De qualquer forma, o que importa é que estamos em um patamar elevado, por conta dos aumentos muito grandes nos anos anteriores”, nota Andrade, da Ernst & Young Terco.

 A consultoria Tendências projeta para este ano um pequeno aumento, que elevará o total para US$ 67 bilhões. “A situação ainda é razoavelmente boa, apesar da piora na condução da política econômica”, aponta o economista da consultoria Bruno Lavieri. Ele critica a falta de previsibilidade quanto aos preços. “O governo não usa mais a política monetária. Tenta segurar a inflação por meio de incentivos que causam distorções na economia”, afirma. PAULO SILVA PINTO
Fonte: Correio Braziliense 15/04/2013

15 abril 2013



08 abril 2013

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA DE 01 a 07/abr/13

Ao longo da semana de 01 a 07/abr/13,   foram anunciadas com destaque pela imprensa 15 operações de Fusões e Aquisições, envolvendo direta ou indiretamente empresas brasileiras de 10 setores.

 ANÁLISE DA SEMANA 
 Principais constatações

Dez setores realizaram 15 operações nesta semana. A maior operação divulgada esta semana foi a Kinea, do Itaú, comprando 20% do ABC, de Nizan Guanaes, por R$ 170 milhões.


 TOPs - MAIORES TRANSAÇÕES EM VALOR 
  • - A maior operação divulgada esta semana foi a compra pela Kinea, empresa de investimentos do Itaú, de 20% do Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, por R$ 170 milhões. 
  • - Em relação às aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras merece ressaltar a operação da Smith & Nephew, empresa americana de tecnologia médica, adquirindo ativos da Pró Cirurgia Especializada (PCE), de São Paulo. A PCE tem cerca de 165 funcionários e uma rede de 11 distribuidores em 10 estados. 
  • - Quanto às transações envolvendo empresas estrangeiras por parte de companhia brasileira vale mencionar a joint venture entre a Andrade Gutierrez com o Dangote Group, conglomerado da Nigéria. A nova companhia vai atuar nas áreas de engenharia para infraestrutura, como estradas, saneamento e transportes de modo geral, incluindo concessões públicas. 
 NEGÓCIOS DA SEMANA 
 "Market Movers" - Brasil. 
  •  Estácio compra Facitec por R$ 29 milhões. A Estácio Participações comprou a Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec). O valor da total da aquisição é de R$ 29 milhões. 
  •  Kinea, do Itaú, compra 20% do ABC, de Nizan Guanaes. A Kinea, empresa de investimentos do Itaú, comprou 20% do Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, por R$ 170 milhões. Com o dinheiro e a consultoria financeira do Kinea, o grupo pretende fazer aquisições e expandir a operação. 
  • Flex Aero e TWO Aviation unem operações para carga. Duas empresas de táxi-aéreo especializadas no transporte de cargas, a Flex Aero e a TWO Aviation, anunciam a criação da TWO-Flex, fusão entre as duas operações. Com faturamento anual de R$ 75 milhões e frota combinada de 18 aeronaves, a nova companhia tem como foco o transporte aéreo regional de cargas.
 "Market Movers” - Exterior 
HUMORES & RUMORES 
  • BB oferece R$ 2 bi por mais 25% do Banco Votorantim. Maior instituição financeira do país, o Banco do Brasil ofereceu cerca de R$ 2 bilhões para comprar mais 25% do Banco Votorantim. O objetivo do negócio é ampliar a influência no antigo banco da família Ermírio de Moraes, com quem divide a gestão desde 2009, quando pagou R$ 4,2 bilhões pela metade do banco. Apesar de chegar a 75% do capital, o BB seguirá com minoria do capital votante (49,99%) para não caracterizar a operação como uma "estatização”.  
  •  Banco do Brasil disputa compra de bancos norte-americanos. O Banco do Brasil está na disputa pela compra de bancos norte-americanos nos Estados da Flórida e de Nova Jérsei, como parte da estratégia de aumentar a participação nos resultados do grupo, disse uma fonte a par do assunto. Dos alvos em potencial, a negociação mais avançada é para compra da unidade do espanhol Bankia na Flórida, onde o BB comprou o EuroBank, por 6 milhões de dólares, há dois anos. 
  • A Barilla vai às compras. A fabricante de massas italiana Barilla contratou o banco de investimento americano Goldman Sachs para procurar alvos no Brasil. A empresa pretende comprar fabricantes de massa ou fazer joint ventures com empresas locais.  
  •  Linx pretende adquirir mais duas empresas até fim do ano. Após anunciar a compra em março da Seller, especializada em softwares para postos de gasolina e lojas de conveniência, e da Direção, de softwares para pequenas redes varejistas a companhia pretende adquirir mais duas empresas até o final de 2013. A meta é adquirir até quatro empresas por ano. O valor da aquisição, normalmente, segue o múltiplo da receita, que é de 1,5 a 2,5 vezes. As aquisições possuem três pontos importantes. Adicionar uma nova vertical de varejo, ou por causa da atuação em alguma região que não alcançam ou por uma tecnologia que interessa e que irá agregar valores à companhia. Com avanço no otimismo, a empresa espera ter crescimento orgânico entre 15% e 20% por ano. 
  • Mineradora Anglo American procura sócio para projeto comprado de Eike. Adquirido em 2008 de Eike Batista por cerca de US$ 5 bilhões, o empreendimento, localizado em Minas Gerais, é o quarto maior do país, atrás apenas de minas da Vale, da CSN e da Samarco. A empresa acionou o banco de investimentos Morgan Stanley para buscar um interessado. A ideia é vender pelo menos 30% do projeto, avaliado em US$ 8,8 bilhões.  
  • ATS Brasil busca sócios para nova bolsa de valores no Brasil. A Americas Trading System Brasil (ATS Brasil) negocia a entrada de novos sócios em seu projeto de criar uma bolsa de valores no país. Segundo reportagem da agência Dow Jones, a empresa, que tem hoje como sócios a Bolsa de Nova York (Nyse) e a brasileira Americas Trading Group (ATG), estaria negociando com bancos e fundos de investimentos locais e internacionais parcerias nas quais eles se comprometeriam a garantir liquidez para os negócios da nova bolsa em troca de participação acionária na operação. 
  • Cemig estuda aquisições para garantir geração A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está estudando novas aquisições para serem feitas ainda em 2013. A empresa não revela quais são os ativos nem os valores, mas adiantou que o objetivo é substituir a capacidade de geração que pode ser perdida com a decisão de não renovar as concessões de 18 usinas proposta pelo governo federal no fim do ano passado. A empresa deve captar recursos no mercado para fazer as aquisições, apesar dos pouco mais de R$ 4 bilhões que a companhia tem em caixa. 
  • Grupo Fischer quer vender braço naval avaliado em R$ 1,5 bi. Mais conhecido pela produção de laranjas e maçãs, o Grupo Fischer quer vender a CBO (Companhia Brasileira de Offshore), empresa de navegação e apoio marítimo que faz parte do seu portfólio. A divisão, que presta serviços para a cadeia de óleo e gás, é avaliada pelo Grupo em cerca de 1,5 bilhão de reais. 
  • Controladora da TIM negocia fusão para recuperar-se de dívidas. A Telecom Italia, controladora da TIM no Brasil, anunciou que tem negociado uma possível fusão com o grupo Hutchison Whampoa (H3G), um investidor em diversas áreas de negócios, como portos, varejo e telefonia móvel. A fusão combinaria duas das quatro principais operadoras do país. A prestadora tem uma dívida superior à € 28 bilhões, e tem buscado estratégia para reverter a situação e manter o crescimento no Brasil, com a TIM. Ano passado, a empresa iria receber € 3 bilhões do empresário egípcio Naguib Sawiris e rejeitou o investimento.  
  •  'Private equity' mira pequenos investimentos. Um em cada três investimentos de fundos de "private equity" (que compram participações em empresas) no país é feito com menos de US$ 25 milhões (R$ 49,8 milhões). É o que revela um estudo da Empea, associação de "private equity" dos países emergentes. Foram 34% em 2012. No ano passado, os fundos de "private equity" no Brasil fecharam 70 negócios com investimento de US$ 4,4 bilhões, de acordo com os dados da Empea. 
  • Mais uma empresa de tecnologia deve abrir seu capital em breve. A Altus Sistemas de Automação entrou com pedido de companhia aberta na CVM, visando a listar seus papéis no Bovespa Mais. Em 2013, a expectativa é de pelo menos cinco ofertas públicas iniciais (IPOs) de empresas nas quais detém participação. A oferta inicial da Senior Solution foi a segunda do ano, depois da da Linx, empresa de software para varejistas que ficou acima da estimativa sugerida e foi listada no segmento Novo Mercado. 
  • BB Seguridade fará maior IPO no Brasil desde 2009. A oferta pública inicial de ações da BB Seguridade poderá levantar até R$ 12,15 bilhões, no maior IPO realizado no país desde outubro de 2009, segundo termos da distribuição secundária divulgados . A oferta inicial é a maior já realizada no país desde os R$ 14 bilhões levantados pelo IPO do Santander Brasil, em 2009. A operação supera o IPO do banco de investimento BTG Pactual, que em abril de 2012 levantou R$ 3,65 bilhões. 
  •  Ouro Verde avalia abrir capital este ano. A direção da Ouro Verde, empresa de locação e terceirização de frotas, estuda antecipar o lançamento de ações no mercado. Em vez de 2014, agora a companhia trabalha com a possibilidade de fazer a oferta pública inicial no 2º semestre de 2013. O montante previsto para a captação permanece o mesmo, R$ 1 bilhão, e o que falta definir é quanto será a parcela destinada ao caixa da empresa e o valor da oferta secundária. A Ouro Verde, fundada há 40 anos, se apresenta como a maior locadora de equipamentos pesados do país. Sua frota conta com 4.881 equipamentos pesados e 15.835 veículos leves, voltados apenas para pessoa jurídica e contratos de longo prazo. Seus investimentos somaram R$ 453 milhões em 2012 e mais R$ 500 milhões estão previstos para 2013.  
  •  Alupar Investimento pode movimentar até R$1,16 bi em IPO. A Alupar Investimento, que atua na transmissão e geração de energia, pode levantar até R$ 1,16 bilhão em uma oferta pública inicial (IPO). Os ativos de transmissão da Alupar têm contratos que expiram entre 2030 e 2042 nos Estados do Pará, Santa Catarina, Piauí, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso. A empresa também tem atividades no Chile. A operação ocorre em meio a algumas outras ofertas anunciadas neste ano, com a mais recente sendo marcada pela retomada do IPO da produtora de açúcar e álcool Biosev. O mercado também aguarda pelas ofertas iniciais da empresa de fidelidade de clientes Smiles, da Gol, e da BB Seguridade.Mais cedo neste ano, as empresas de software Linx e Senior Solution realizaram IPOs em fevereiro e março. 
  • Número de fusões e aquisições no mundo é o menor desde 2003. O número de fusões e aquisições no primeiro trimestre, em todo o mundo, foi o menor desde 2003, segundo dados da agência Thomson Reuters compilados pelo jornal americano The New York Times. Segundo o NYT, foram fechados 8.115 acordos de fusões e aquisições no planeta, entre janeiro e março. O total movimentado pelos negócios alcançou 542,8 bilhões de dólares. A cifra é 10% maior que a do mesmo período do ano passado, mas ainda é 26% menor que a do primeiro trimestre de 2011. 
  • Falta ousadia no mercado de aquisições. A briga pouco acirrada também reflete um dilema maior no mercado de fusões e aquisições: o dinheiro está barato nos Estados Unidos, as ações atingiram valores recorde, muitos investidores desejam consolidações. Mas fusões e aquisições continuam surpreendentemente escassas. As aquisições de menos de US$ 1 bilhão constituem só um terço do total, a pior porcentagem em pelo menos cinco anos. São os pequenos e médios negócios que estão em dificuldades. O fluxo das fusões e aquisições é sabidamente imprevisível, mas banqueiros e advogados estão preocupados. Num ambiente de baixo crescimento, a expectativa era que as fusões e aquisições subiriam acentuadamente. Mas isso não aconteceu até agora. Evidências empíricas e acadêmicas sugerem que, em épocas normais, ações em alta e baixo crescimento geram mais aquisições. A forte cotação das ações incentiva a venda das empresas e a economia lenta estimula compradores a tomar medidas para aumentar os lucros. Em qualquer transação, é preciso haver dois para dançar o tango e os diretores-presidentes e conselheiros não vêm mostrando disposição para entrar na pista de dança. A culpa é do tumulto dos últimos anos. A lembrança da crise financeira, a confusão causada pela dívida soberana europeia e as conflagrações no Oriente Médio, sem falar do papel exagerado dos bancos centrais na economia mundial, estão mantendo os executivos e os conselhos longe das aquisições. Um regime regulatório mais apertado também contribui. 

POSTAGEM MAIS LIDA NESTA SEMANA
A Barilla vai às compras

 RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES 
 01 - Os Gradin entram em transporte de cargas. A GranEnergia, companhia controlada pela holding da família Gradin, anuncia a criação da MTO, empresa multimodal voltada para o transporte de cargas de alto valor agregado. A companhia iniciará suas operações no primeiro trimestre de 2015 e investirá R$ 330 milhões nessa primeira fase do projeto. Os aportes podem atingir R$ 1 bilhão até 2020, quando os planos de expansão da MTO estiverem concluídos, o que inclui transporte por hidrovia e marítimo, além de outras rotas fora do eixo Rio-São Paulo. A MTO tem como acionistas a GranEnergia, com 85% de participação, e a Infra Partners Investimentos em Logística, especializada no desenvolvimento de negócios logísticos, com outros 15%. 02/04/2013
02 - Flex Aero e TWO Aviation unem operações para carga. Duas empresas de táxi-aéreo especializadas no transporte de cargas, a Flex Aero e a TWO Aviation, anunciam a criação da TWO-Flex, fusão entre as duas operações. Com faturamento anual de R$ 75 milhões e frota combinada de 18 aeronaves, a nova companhia tem como foco o transporte aéreo regional de cargas, de capitais para cidades secundárias. 02/04/2013
03 - Getty Images aumenta sua presença na América Latina com aquisição da empresa G&S Imagens do Brasil. A Getty Images adquiriu 100% de propriedade da G&S Imagens do Brasil Ltda. Utilizando o nome de Getty Images do Brasil, a G&S Imagens atuava como a principal distribuidora de conteúdo criativo e editorial da Getty Images no mercado brasileiro. A aquisição permitirá aos clientes brasileiros uma seleção ainda maior e mais relevante de conteúdo editorial e criativo, assim como a ampliação do acesso a serviços como os de fotos autorais e gestão de conteúdo digital.02/04/2013
04 - Knijnik se associa a fundo de private equity para projetos no Brasil. A Axxon Group, que atua em investimentos em companhias de médio porte do país, adquiriu participação na Knijnik Engenharia Integrada – atuante no desenvolvimento de projetos de estrutura, de instalações elétricas e hidráulicas e de climatização.A Knijnik i passou de um volume de vendas de R$25 milhões em 2011 para R$50 milhões em 2012 e prevê chegar a R$90 milhões em 2013. O investimento do Axxon em diversas empresas tais como Mundo Verde, Vetbrands, Instalarme, e Mills, que também atua no mercado de construção civil e teve seu IPO em 2010, demonstra a capacidade do Fundo em auxiliar na estruturação das empresas, além de um profundo conhecimento do nosso setor, características que foram fundamentais na nossa decisão. 01/04/2013
05 - Intel compra produtora de softwares de Campinas (SP) . A Intel, maior fabricante mundial de chips para computadores, anunciou a aquisição da brasileira Profusion, empresa de software instalada em Campinas (SP). É a primeira aquisição da companhia no Brasil. O valor do negócio não foi revelado.A Profusion foi criada há cerca de cinco anos e tem atualmente 23 funcionários. A companhia é especializada no desenvolvimento de interfaces com usuários e sistemas baseados em HTML 5 - linguagem de programação que é a sucessora do atual padrão de desenvolvimento de páginas na internet e que pode ser usada para criar programas também para celulares, tablets e até TVs. 03/04/2013
06 - Americana H.J. Baker compra duas empresas de nutrição animal no Brasil. A H.J. Baker fez uma incursão pelo interior do Brasil no último ano em busca de oportunidades no ainda pulverizado - mas agitado - mercado brasileiro de nutrição animal para bovinos. A prospecção deu resultados e, em novembro passado, a companhia fechou a aquisição da sul-mato-grossense RUMIPHOS. Na semana passada, foi a vez da Fanton, de Bauru (SP). Os dois negócios foram anunciados hoje. A H.J Baker não divulgou o valor das aquisições. No Brasil, a H.J. Baker pretende atingir um faturamento de R$ 30 milhões nos próximos dois anos, ante os R$ 20 milhões combinados de Rumiphos e Fanton. 03/04/2013
07 - Americana H.J. Baker compra duas empresas de nutrição animal no Brasil. A H.J. Baker fez uma incursão pelo interior do Brasil no último ano em busca de oportunidades no ainda pulverizado - mas agitado - mercado brasileiro de nutrição animal para bovinos. A prospecção deu resultados e, em novembro passado, a companhia fechou a aquisição da sul-mato-grossense Rumiphos. Na semana passada, foi a vez da FANTON, de Bauru (SP). Os dois negócios foram anunciados hoje. A H.J Baker não divulgou o valor das aquisições. No Brasil, a H.J. Baker pretende atingir um faturamento de R$ 30 milhões nos próximos dois anos, ante os R$ 20 milhões combinados de Rumiphos e Fanton. 03/04/2013
08 - Ezentis compra 60% de companhia brasileira do setor elétrico. A empresa espanhola Ezentis, especializada em tecnologia e comunicações, desembolsou 4,7 milhões de euros para adquirir 60% de uma companhia brasileira que opera principalmente no setor elétrico. A transação foi confirmada nesta quinta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) pela empresa espanhola, que não informa o nome da companhia brasileira envolvida. A empresa brasileira tem um faturamento anual de 22,6 milhões de euros e sua aquisição inscreve-se dentro do Plano Estratégico 2013-2015 da Ezentis, que procura ampliar sua presença na América Latina. 04/04/2013
09 - Smith & Nephew adquire distribuidor brasileiro. Smith & Nephew a empresa global de tecnologia médica, anunciou um acordo para adquirir ativos relacionados ao negócio de distribuição de sua linha de produtos para medicina esportiva, reconstrução ortopédica e de traumas, no Brasil, atualmente realizada através de Pró Cirurgia Especializada (PCE). PCE foi criada em 1957 e trabalhou para a Smith & Nephew há mais de 30 anos. PCE tem cerca de 165 funcionários hoje. Os termos não foram divulgados.02/04/2013
10 - Brasileira Eco Sistemas é comprada por empresa suíça. A Eco Sistemas fabrica sistemas hidráulicos para aplicações móveis e industriais. A Bucher Hydraulics, divisão hidráulica da Bucher Industries que se tornará proprietária da Eco Sistemas, emprega 1.650 pessoas e gerou em 2012 um volume de negócios de €337,4 milhões. A Eco Sistemas, que emprega um total de 60 pessoas e que no ano passado teve um volume de negócios de 8,2 milhões de euros, fabrica sistemas hidráulicos para aplicações móveis e industriais.04/04/2013
11 - CRP anuncia investimento na Atria Capital. A CRP Companhia de Participações empresa de Private Equity, com sede em Porto Alegre, e a Atria Capital, especializada em assessoria financeira em Corporate Finance, também com sede na capital gaúcha, anunciam uma associação para atuação conjunta no mercado de serviços financeiros e advisory para empresas, aliando a experiência e tradição de CRP à expertise da equipe da Atria Capital, que vem consolidando resultados expressivos a cada ano. O negócio tem por objetivo segregar as áreas de private equity e serviços financeiros, garantindo foco, especialização e independência em cada segmento e tipo de operações. 04/04/2013
12 - Kinea, do Itaú, compra 20% do ABC, de Nizan Guanaes. A Kinea, empresa de investimentos do Itaú, comprou 20% do Grupo ABC, do publicitário Nizan Guanaes, por R$ 170 milhões. Com o dinheiro e a consultoria financeira dos executivos do Kinea, o grupo, que hoje é o 18.º maior conglomerado de comunicação do mundo, pretende fazer aquisições e expandir a operação, principalmente no Brasil.05/04/2013
13 - Estácio compra Facitec por R$ 29 milhões. A Estácio Participações anunciou a aquisição da Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (Facitec), mantida pelo Instituto de Ensino Superior Social e Tecnológico. O valor da total da aquisição é de R$ 29 milhões. De acordo com o comunicado, a Estácio concordou, ainda, com o pagamento adicional de R$ 7 milhões caso a Facitec venha a ser transformada em Centro Universitário até 31 de dezembro de 2014. A Facitec foi fundada em 2001 e possui aproximadamente 3,6 mil alunos. São 8,5 mil vagas totais e 120 professores alocados em um único câmpus. A Facitec oferece 13 cursos superiores e 24 de pós-graduação, além de cursos de extensão e cursos livres. O tíquete médio líquido dos cursos é de aproximadamente R$ 426. 05/04/2013
 14 - Bookess e SBS fecham joint venture A plataforma de autopublicação Bookess e a livraria SBS criaram uma joint venture para atuar no mercado editorial e educacional. A Bookess possui 30 mil usuários cadastrados e faz produtos digitais e impressos, pelo sistema print on demand. Já a SBS é voltada para o setor de idiomas, científicos, técnicos e profissionais. A parceria tem como meta também a internacionalização do negócio, focando principalmente na América Latina, onde a SBS já tem presença. A Bookess é uma plataforma de publicação digital que edita livros digitais e impressos sob demanda. No site o internauta pode criar seu próprio livro ou distribuí-lo digitalmente em todo o mundo, em livrarias como a Saraiva, a Amazon, a Apple Store, e agora também no Facebook, sem restrições e gratuitamente 04/04/2013
 15 - Andrade Gutierrez fecha joint venture com Aliko Dangote, o homem mais rico da África. A construtora Andrade Gutierrez (AG) fechou uma joint venture com o Dangote Group, conglomerado da Nigéria que pertence ao empresário Aliko Dangote, o homem mais rico da África. Sua fortuna, segundo a revista Forbes, é de US$ 16,1 bilhões, fruto de negócios na área de cimento, e de commodities, como açúcar e farinha de trigo. A nova companhia vai atuar nas áreas de engenharia para infraestrutura, como estradas, saneamento e transportes de modo geral, incluindo concessões públicas. 04/04/2013

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA: 
 SEMANA SEGUINTE >>> 08 a 14/abr/13 >>>; 
 SEMANA ANTERIOR >>>25 a 31/mar/13 >>>; 

FUSÕES E AQUISIÇÕES: 65 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM MARÇO/13 

TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em março/2013 

 M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ 

 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da consolidação das informações semanais coletadas pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Os dados estão limitados às informações noticiadas pela imprensa e, sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity - dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é precisa a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para a exatidão e transparências das informações.

08 abril 2013



30 junho 2013

Do outro lado do balcão

Um dos principais executivos do varejo brasileiro, Hugo Bethlem investe em rede de restaurantes para concorrer com o Spoleto

 Por quase três décadas, o agora empresário Hugo Bethlem atuou como executivo de destaque no mercado varejista. Ele teve passagens importantes, em cargos de comando de empresas como Carrefour, Sendas, Dicico e Pão de Açúcar, onde ocupou o cargo de vice-presidente de relações corporativas até agosto do ano passado e foi um dos cotados para assumir a presidência em 2010. Essa ampla experiência no segmento é hoje seu grande trunfo para ter sucesso em uma nova empreitada. Bethlem está abrindo uma rede de restaurantes de comida rápida especializada em massas, a Quasi Pronti.

 Ele tem como sócio no negócio o empresário português António Relva Ribeira, um ex-colega de trabalho da época do Carrefour, que criou a marca em Portugal, em 2001. Atualmente, a rede possui quase 30 lojas na Península Ibérica e na Romênia. A Quasi Pronti, cujo principal rival será o Spoleto, vai iniciar as operações com cinco lojas localizadas na capital paulista. A primeira deve ser aberta nesta semana no Shopping Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Em três anos, Bethlem espera, no mínimo, dobrar o número de restaurantes. O investimento na empresa será de US$ 5 milhões.

 Para levantar esses recursos, o empresário aproveitou-se de sua extensa rede de contatos. “Fiz uma rodada de investimentos do tipo que os americanos chamam de ‘family and friends’ (amigos e família)”, diz. Dessa forma, ele convenceu outras 13 pessoas a entrarem no negócio, a maioria ex-colegas de trabalho, que dividiram entre si dez cotas de R$ 500 mil. “Teve gente que nem chegou a trabalhar comigo, mas me conhecia e decidiu apostar.” Por contrato, nenhum investidor pode sair do negócio ou receber dividendos nos primeiros três anos da companhia. A rede de contatos de Bethlem também foi útil na hora de definir fornecedores.

 Ele conseguiu fazer parcerias com grandes fabricantes de alimentos, como a italiana Barilla, tradicional marca de macarrão, além do frigorífico JBS e da empresa de laticínios Vigor, ambas da holding J&F, da família Batista. Essa boa relação com fornecedores será fundamental para os planos do empresário de oferecer um preço menor no concorrido mercado de alimentação fora de casa. O setor, que faturou no ano passado cerca de R$ 20 bilhões, é formado basicamente por redes de franquias, com mais de 570 marcas disputando a preferência e o apetite dos consumidores. O prato mais barato da Quasi Pronti custará R$ 17,90. A média nas praças de alimentação de shoppings, onde estarão instaladas as primeiras cinco lojas da rede, é de R$ 22, segundo cálculos de Bethlem.  Por Rodrigo CAETANO
Fonte: istoedinheiro 28/06/2013

30 junho 2013



28 abril 2015

Agência Digi investe R$1 milhão na compra da empresa especializada em serviços de mídias digitais I.CON

Movimento estratégico amplia o portfólio da agência, aumenta a carteira de clientes do grupo e ainda fortalece o time de executivos que ganha com a chegada de Sara Bonenkamp.

A Digi, agência de Live Marketing especializada em promover relacionamentos transformadores entre pessoas e marcas, investiu R$ 1 milhão na aquisição da I.CON, empresa especializada em serviços de social media fundada por Sara Bonenkamp. O movimento faz parte da estratégia de expansão e crescimento do Grupo Digi, que busca sempre oferecer aos clientes o que há de melhor em comunicação moderna.

“O objetivo da aquisição foi somar à nossa estratégia de promover relacionamentos transformadores entre pessoas e marcas a expertise de uma agência especialista em promover conversas através das redes sociais, gerando assim mais valor agregado para a Digi e fortalecendo uma área muito estratégica para o nosso conceito”, afirma Pedro Bannura, presidente da Digi.

Toda estrutura da I.CON foi absorvida pela agência, desde os funcionários até os clientes. Importantes empresas, como Allianz Seguros, Loungerie, Hasbro (Play-Doh) e Mary Kay passam a fazer parte do potfólio do Grupo Digi. Além disso, com a transação, a Digi ganha um aporte profissional com vinda da renomada profissional de atendimento, Sara Bonenkamp, que passa a ocupar a vice-presidência de atendimento da agência, com o objetivo de fortalecer o relacionamento da Digi com os clientes.

Perfil— O Grupo Digi é composto pela agência Digi (especialista em programas de relacionamento, incentivo e engajamento), pela DigiPronto (maior núcleo de desenvolvimento web independente do mercado, focado em atender as agências de publicidade e live marketing, fornecendo tecnologia em aplicativos para web e mobile e dando suporte às campanhas das maiores empresas do Brasil e do mundo) e pela FullDigi (agência digital multinacional, focada em inovação e resultado através do marketing digital de performance. A empresa é fruto de uma joint venture entre o Grupo Digi, do Brasil, e a FullSix, da Itália. Entre as contas atendidas estão JBS e Barilla). Leia mais em revistafatorbrasil 24/04/2015

28 abril 2015



09 março 2013

Chegou a hora de a Bauducco procurar um sócio

Familiar e fechada, a Bauducco é vista como uma joia no setor de alimentos. A empresa pode valer entre 2,4 e 3 bilhões de reais

Loja da Bauducco, em São Paulo: à procura de um sócio para bancar investimentos de 500 milhões de reais

O mercado brasileiro de alimentos não é mais o mesmo. Durante décadas, o setor foi dominado por grupos familiares, donos de marcas conhecidas, mas que não iam muito além de suas regiões de origem. De uns anos para cá, o jogo mudou.

 Uma série de aquisições mostrou que esse mercado está chegando a uma nova fase. Saem as famílias, entram as multinacionais. Em 2011, a americana Pepsico pagou 800 milhões de reais para comprar a fabricante goiana de biscoitos Mabel.

 No ano seguinte, a produtora global de bebidas Diageo, dona de marcas como Johnnie Walker, adquiriu a cachaçaria cearense Ypióca por 900 milhões de reais. Também no ano passado a americana General Mills arrematou a fabricante de farinha e salgadinhos Yoki por 2 bilhões de reais. O fator responsável por essa transformação tem, claro, relação com o aumento do poder de compra dos brasileiros.

 Para as empresas familiares que não entraram na onda de consolidação, tem-se o dilema: vender ou se transformar para sobreviver no novo cenário, muito mais competitivo? A Bauducco, tradicional fabricante de panetones e biscoitos, decidiu trilhar o segundo caminho.

 Fundada por um imigrante italiano 60 anos atrás, a Bauducco iniciou no fim do ano passado a busca por um sócio. Está à venda uma fatia de 20% por cerca de 500 milhões de reais — segundo estimativas de executivos de fundos interessados no negócio, a empresa pode valer algo ente 2,4 bilhões e 3 bilhões de reais.

 Para a Bauducco, uma empresa absolutamente fechada, que não publica balanços e é controlada por uma família que jamais havia cogitado vender uma participação na empresa, a atual negociação é um desvio um tanto radical em sua história. EXAME teve acesso aos números que estão sendo mostrados aos potenciais compradores.

 Em 2012, as vendas da companhia somaram 1,5 bilhão de reais, o dobro de cinco anos atrás. Seu lucro chegou a 97 milhões de reais, o dobro de três anos atrás. A Bauducco vem conversando com fundos de private equity. Massimo Bauducco, neto do fundador, toca as negociações pessoalmente.

 “Estamos estudando as possibilidades e ouvindo propostas, mas ainda não discutimos preços”, afirma Paulo Cardamone, diretor da divisão de varejo da companhia. A família Bauducco não concedeu entrevistas.

 Para a Bauducco, abrir mão de 20% do negócio é o preço para manter a atual trajetória de crescimento num mercado muito mais competitivo. No segmento de panetones, ninguém vende mais que a Bauducco no mundo.

 No último Natal, a companhia produziu 65 milhões de unidades. No Brasil, suas­ marcas Bauducco, Visconti e Tommy dominam 65% do mercado — força comparável à da Ambev em cervejas ou à da Souza Cruz em cigarros.

Nos Estados Unidos, a empresa é dona de 48% desse mercado e vende mais até que os tradicionais fabricantes italianos. Na última década, a Bauducco passou pela maior transformação de sua história.

Dedicada anteriormente a três produtos — panetones, biscoitos simples e torradas —, a companhia começou a diversificar. A partir de 2005, lançou produtos que rendem margens de lucro maiores, como seus biscoitos de goiaba e cookies.

 Desde então, as vendas de categorias como essas cresceram até 50% por ano. Após essa mudança de rumo, os panetones, que respondiam por quase a totalidade do faturamento até a virada do século, hoje representam um terço das vendas.

 No total, 20% da receita vem de produtos lançados depois de 2005. Hoje, a empresa é líder em alguns dos segmentos que mais crescem no mercado de alimentos brasileiro, impulsionados pela sofisticação do consumo da classe C, como torradas e cookies.

 “Aproveitamos o momento de aumento da renda dos brasileiros para lançar produtos mais sofisticados no mercado”, diz Cardamone. Em 2012, a companhia também inaugurou a primeira loja com sua própria marca, onde vende produtos mais caros do que os comercializados nos supermercados.

 Até agora, possui duas unidades em São Paulo, mas os planos são levá-las a outros estados, com a abertura de outras 30 em três anos. “A ideia é que esses produtos tornem a marca mais desejada pelos consumidores”, afirma Marcelo Cherto, consultor de varejo que fez o projeto das lojas para a Bauducco.

 Mais concorrência
 A questão que aflige a Bauducco é: a fórmula que deu certo nos últimos cinco anos funcionará nos próximos cinco? As recentes movimentações do mercado mostraram que não. Além das aquisições, as múltis fizeram investimentos que indicam que a Bauducco não terá sossego daqui em diante.

 A Pepsico, que comprou a Mabel e chegou a negociar a aquisição da Marilan, outra tradicional fabricante de biscoitos para a classe C, já deixou claro que pretende crescer no mesmo mercado desejado pela Bauducco.

 No ano passado, anunciou que ampliará suas fábricas no país e reformulou sua linha de biscoitos. A Mondelez (novo nome da Kraft no Brasil) inaugurou uma linha de produção de seus biscoitos em 2012 e já anunciou outra ampliação para este ano. Apesar de líder em segmentos como panetones e torradas, a Bauducco ainda é pouco relevante no mercado de biscoitos como um todo.

A companhia é a quarta colocada no ranking nacional, com participação de mercado de 8%, bem atrás da líder M. Dias Branco, dona de marcas como Adria e Isabela, que pertence ao empresário cearense Francisco Ivens de Sá Dias Branco e detém 25% do mercado — e é líder absoluta no Nordeste, região onde a Bauducco inaugurará uma fábrica em 2013.

 Segundo os dados obtidos por EXAME, a companhia pretende crescer 70% dentro de cinco anos, chegando a um faturamento de 2,6 bilhões de reais, e triplicar o lucro para 280 milhões. O dinheiro do novo sócio ajudaria a bancar um plano de investir 500 milhões de reais nos próximos cinco anos para ampliar as fábricas, um valor 50% maior do que os desembolsos do quinquênio anterior.

 Apesar de necessária, a abertura é um movimento dramático para a companhia, que sempre recusou com veemência qualquer proposta de aquisição. Não foram poucas as ofertas recebidas ao longo dos anos.

 Massimo, conta-se nos corredores da empresa, costumava responder às propostas com indisfarçável desdém — como na vez em que teria ouvido uma proposta do então presidente da Nestlé, Ivan Zurita, que queria comprar a Bauducco inteira.

 Em vez de analisar a oferta, Massimo saiu-se com esta: “E se você me vendesse sua divisão de biscoitos?” É uma resposta que tem tudo a ver com o jeitão com que é tocada a empresa, fundada em 1952 pelo italiano Carlo Bauducco, no bairro do Brás, em São Paulo. Aos 55 anos, Massimo comanda os negócios há duas décadas e concentra todas as decisões. Seu pai, Luigi, permanece como presidente honorário e o irmão, Carlo Andrea, é diretor de novos negócios.

 Abaixo de Massimo, estão seis diretores oriundos de empresas como Nestlé, Barilla e Unilever. Quando não está em viagem, ele gosta de provar os produtos na fábrica e de visitar varejistas. Até hoje os familiares se reúnem todos os dias para almoçar com os executivos na sede da empresa, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O tamanho do drama que esse momento de mudança representa pode ser medido pelas restrições impostas pela família para as negociações. Segundo investidores que iniciaram conversas, a empresa se mantém inflexível em dois pontos fundamentais tanto para fundos como para outras companhias aceitarem o negócio.

 Não promete a venda de uma fatia maior de seu capital no futuro nem garante a compra da fatia vendi­da de volta caso o investidor não encontre saída para seu investimento.

 Além disso, o novo sócio não teria direito a indicar executivos para nenhum cargo, como costuma ocorrer nesse tipo de associação. “Sem ceder em algum desses pontos, vai ser difícil fazer negócio”, diz o diretor de um fundo que perdeu o interesse pela transação. Para a família Bauducco, tudo precisa mudar — desde que tudo permaneça como está. Por  João Werner Grando,
Fonte: exame 09/03/2013

09 março 2013