30 julho 2018

Via Varejo quase lá

Depois da migração da Via Varejo, dona das marcas Ponto Frio e Casas Bahia, para o novo mercado, cresceram as chances de venda da empresa para o Magazine Luiza.

Os potenciais compradores incluem ainda a gigante Amazon e o chinês Tencent. .. Por Mauricio Lima  Leia mais em veja 29/07/2018

30 julho 2018



Dona do Aeroporto de Guarulhos está à venda. De novo

Mais uma vez, a Invepar é colocada à venda, e as mesmas empresas correm para comprá-la

A Invepar, controladora do aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, está à venda mais uma vez, de acordo com informação publicada neste domingo pelo jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo.

Segundo a notícia, o BTG Pactual negocia com investidores a venda da empresa. Ainda de acordo com a publicação, o fundo árabe Mubadala e a gestora Vinci Partners se uniram em um consórcio, enquanto a CCR corre por fora para tentar adquirir a empresa.

No início deste ano, houve também uma tentativa de compra da Invepar pelas mesmas empresas, mas as negociações não prosperaram. Até então, a controladora do maior aeroporto brasileiro era avaliada em 5 bilhões de reais.

Os maiores acionistas da Invepar são a OAS e os fundos de previdência da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e da Petrobras. A Invepar foi fundada em março de 2000, com o objetivo de participar de concessões no setor de infraestrutura do país.

A OAS, que tenta sair do processo de recuperação judicial, decretada após ser engolida pela Operação Lava-Jato, procura transferir os 24,4% de capital que detém na concessionária para os credores.

No 1º trimestre de 2018, a Invepar diminuiu o prejuízo para 89 milhões de reais, número 35% menor que as perdas de 138 milhões de reais no mesmo período do ano passado. Por Diogo Max Leia mais em EXAME 30/07/2018



Accesstage investe R$ 2 milhões na Moneto

A Accesstage investiu R$ 2 milhões na Moneto, fintech que visa automatizar o processo de cobranças via recebimento de pagamentos online, agilizar o recebimento financeiro das vendas pelo autônomo e promover o crescimento de pequenos negócios.

“Identificamos sinergia entre ambas as empresas, o que foi um dos pilares para a concretização da parceria. Entre os pontos de sinergia, a Accesstage irá transferir tecnologia de processamento de transações eletrônicas para o Moneto, elevando sua capacidade operacional [...] O pequeno e o médio empreendedor estão na mira do nosso negócio também”, explica Celso Sato, presidente da Accesstage.

A startup está de olho nos empreendedores do setor de vendas diretas, que movimentou R$ 45,2 bilhões no País em 2017, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas.

“Vimos a dificuldade de profissionais de revenda em efetuar recebimentos. Normalmente, eles só recebem cheque ou dinheiro. Isso acaba saindo caro e complicado em questão de logística, pois exige que o revendedor tenha a necessidade de ir até os seus clientes finais e às vezes nem recebam o valor total. Por outro lado, os pagadores [clientes do autônomo] não têm a comodidade de fazer o pagamento com cartão ou outros meios eletrônicos. Normalmente têm de se deslocar até o banco para tirar dinheiro, por exemplo”, explica Marcos Arruda, fundador da Moneto, por meio de nota.

Com o aplicativo da fintech, o autônomo envia cobranças online para seu cliente. “Além de ser mais rápido o recebimento financeiro, as chances de pagamentos e menor inadimplência são maiores. Por outro lado, o cliente teria a comodidade de pagar uma cobrança pelo celular, de qualquer lugar e a qualquer momento, escolhendo a melhor forma como boleto, cartão de crédito ou débito online” explica Arruda. Leia mais em dci 30/07/2018




Johnson & Johnson compra fabricante de xaropes Zarbee's nos EUA

A divisão de consumo da Johnson & Johnson (J&J) entrou em acordo definitivo para adquirir a fabricante de xaropes e vitaminas americana Zarbee's Naturals.

Sem divulgar detalhes financeiros da transação, a multinacional informou que a empresa é  líder em produtos para saúde feitos com matérias-primas naturais.

A Zarbee's foi fundada em 2008 pelo médico pediatra Zak Zarbock, que criou itens alternativos aos medicamentos tradicionais de venda livre. O primeiro produto foi um xarope para tosse infantil à base de mel feito com vitamina C e zinco, sem adição de álcool, drogas e sabores .. Leia mais em valoreconomico 30/07/2018





29 julho 2018

S&P-500 está perto de novo recorde, a despeito do tombo das big techs

O mercado de ações norte-americano precisa subir apenas mais 2% para atingir um novo recorde, apesar das quedas expressivas de alguns gigantes da tecnologia, como Facebook e Twitter, o que de certa forma assegura que o 'rali' que já dura nove anos continua firme e deve prosseguir.

Nos últimos meses analistas e investidores vêm debatendo se um mercado de ações cujos ganhos recentes foram em grande parte impulsionados por um punhado de empresas de tecnologia pode estar sujeito a uma reversão.

Grandes liquidações ocorreram nos últimos dias: o Facebook eliminou mais de US$ 100 bilhões na quinta-feira depois de alertar que seu crescimento estava desacelerando, enquanto Netflix Inc. caiu no início deste mês depois de não atingir suas próprias previsões de crescimento de usuários. Twitter e Intel recuaram na sexta-feira após divulgarem resultados .. Leia mais em valoreconomico 29/07/2018


29 julho 2018



Brasil vai perder o trem digital, diz Genish, CEO da Telecom Italia

As autoridades regulatórias do setor de telecomunicações da União Europeia estão preocupadas em acelerar os processos para que os países do bloco não percam o trem do novo mundo digital que está se desenhando, impulsionado pela quinta geração de serviços móveis (5G).

Ao se deslocar rumo às novas tecnologias em marcha lenta, o Brasil tende a chegar à estação de trem com anos de atraso.

Isso deverá resultar em perda de competitividade global em diversos setores de produção industrial, e não só de telecomunicações, afirmou Amos Genish, CEO da Telecom Italia, dona da TIM Brasil. .. Leia mais em valoreconomico 29/07/2018



‘Temos mais risco de surpresas negativas’, diz Mário Mesquita do Itaú Unibanco

Economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita prevê um cenário de mais volatilidade até a eleição. Embora a instituição já tenha revisado, neste mês, sua previsão para o PIB para 1,3%, Mesquita diz que novas surpresas negativas não podem ser descartadas até o fim do ano. Segundo ele, mais choques no câmbio e na Bolsa podem ter impacto direto no avanço da economia brasileira. A seguir, os principais trechos da entrevista.

As perspectivas econômicas se deterioraram desde o início do ano. A eleição pode agravar o quadro?
A eleição é parte de um contexto de incerteza mais intensa, que passa pela agenda de reformas, pela economia mundial e pela ameaça de guerra comercial. Nos EUA, por exemplo, os riscos tanto de superaquecimento quanto de recessão parecem ter aumentado. Essa incerteza ocasionou um aperto das condições financeiras – ou seja, a queda da Bolsa, alta do dólar e das taxas de juros de mercado. E esse aperto atua para frear a recuperação da economia.

O Itaú já revisou as estimativas para o ano?
Acabamos de rever a previsão de crescimento para 1,3%. Em parte, essa revisão foi ocasionada pelo aperto das condições financeiras. Caso isso se deteriore ainda mais, a gente pode ter de rever para baixo (novamente). Houve certa melhora em apenas um aspecto, que é a relativa estabilização do câmbio desde o fim de junho, sem intervenção adicional do Banco Central. Isso está relacionado sobretudo ao fato de que o BC americano tem indicado que a chance de aceleração das altas de juros nos EUA diminui.

Ou seja: não há calmaria no horizonte.
Se você me perguntar se, dentro desse cenário de crescimento de 1,3%, tem mais risco de termos surpresas positivas ou negativas, por ora, é ainda mais negativo do que positivo.

No fim do ano passado, as previsões para a economia chegavam a 3%. O Itaú trabalhava com que número?
Era na faixa de 3%. E aí a gente teve uma decepção com a atividade já na virada do ano. O consumo começou a mostrar certo enfraquecimento, e o investimento não ocupou o espaço.

O cenário político atual é muito turvo. Dependendo da definição que ocorra, a situação pode piorar?
Em termos de comportamento do mercado, em geral, a volatilidade historicamente tem sido maior até o primeiro turno. Depois, ela diminui. Normalmente, após o candidato ganhar a eleição, muda a retórica. De competitiva passa a priorizar a governabilidade até a posse. Em geral, o mercado se acalma depois do frisson eleitoral.

Mas, dependendo do candidato, a retórica da solução econômica não muda muito?
O problema econômico é o mesmo. É preciso consolidar a recuperação da economia, o que passa por restaurar a confiança e pelo problema fiscal seriíssimo. A maioria dos candidatos tem registrado corretamente a importância do problema fiscal. É claro que isso não quer dizer que a eleição é irrelevante, pois precisamos entender como o novo presidente vai resolver o problema, especialmente o da Previdência, e como vai angariar capacidade de articulação no Congresso.

O ano de 2019 é chave para o País?
A agenda legislativa de 2019 é a mais importante dos próximos quatro anos. Capital político é igual carro novo saindo da revenda: a partir do primeiro dia, o valor dele começa a cair. O futuro governante terá de ser muito ágil e priorizar bem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em istoedinheiro 20/07/2018



Risco pode influenciar valor de empresas brasileiras

O risco gerado pela indefinição política - ou, posteriormente, por um governo pouco comprometido com uma agenda econômica de reformas estruturais - poderá levar a uma mudança na forma como o investidor estrangeiro enxerga o Brasil, e o quanto está disposto a pagar para administrar um serviço público ou adquirir uma empresa por aqui. "A variável de incerteza (político-econômica) é um dos principais fatores na definição de preços de ativos", diz o advogado Fernando Alves Meira, líder da área empresarial do escritório de advocacia Pinheiro Neto.

Por enquanto, os indicadores mostram que o "susto" dos estrangeiros com o Brasil está mais no capital especulativo do que nos investimentos de longo prazo. Na Bolsa paulista, a B3, deve ocorrer este ano a primeira fuga de capital estrangeiro desde 2011. Até meados de julho, mais de R$ 9 bilhões de dinheiro externo tinham sido retirados do mercado nacional. No setor produtivo, houve uma desaceleração mais contida.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto no País, segundo o Banco Central, é atualmente de US$ 70 bilhões, estabilidade em relação a 2017. Em janeiro, a projeção era de US$ 80 bilhões.

Embora esteja no time dos que acreditam que o receio com a eleição não está deixando empresários apavorados nem interrompendo bruscamente processos de fusão ou aquisição já em andamento, Meira ressalta que, muitas vezes, as crises podem criar oportunidades que não estariam disponíveis em um cenário mais tranquilo. Isso vale tanto para a disponibilidade de determinados ativos quanto para o preço cobrado por eles.

Nos últimos anos, acordos "de oportunidade" surgiram no meio empresarial brasileiro. O Grupo J&F, que precisava se capitalizar para pagar um acordo de leniência, cancelado posteriormente, vendeu diversos ativos no ano passado. Um deles - a fabricante de celulose Eldorado - acabou sendo uma oportunidade para o grupo sino-indonésio Paper Excellence, que investiu R$ 15 bilhões no ativo, ganhar relevância no Brasil.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado à Braskem, apesar de ser considerada a "joia da coroa" da Odebrecht, que foi colocada à venda por sua controladora. Envolvida na Operação Lava Jato, com problemas em suas outras divisões e pressionada por vencimentos em seus débitos bancários, o Grupo Odebrecht negocia, atualmente, um acordo bilionário com a holandesa LyondellBasell.

Alívio. 
O advogado Carlos Mello, do escritório Souza, Mello e Torres, diz acreditar que, independentemente do resultado da eleição, o volume de negócios voltará a crescer. Ou seja: alguma definição é melhor do que a situação atual. "O investidor estrangeiro que está aqui e conhece o País vai buscar oportunidades", diz. Ele ressalva que, dependendo do resultado das urnas, poderá ser mais ou menos difícil para o Brasil atrair capital que ainda não esteja por aqui. "A verdade é que nenhum dos candidatos empolga. Não existe paixão (do setor produtivo) por qualquer um dos presidenciáveis."

No entanto, Álvaro Bandeira, economista do banco Modal, acredita que o resultado da eleição pode ser pior do que a indefinição atual. Segundo ele, não só a intenção do vencedor em fazer as reformas estruturais e resolver a situação das contas do governo, mas sua capacidade política de levar as mudanças adiante influenciará na economia em 2019. "Para este ano, a situação já está mais ou menos definida: o crescimento será fraco de qualquer maneira", diz. O problema, segundo ele, está em 2019: com um cenário internacional também difícil, guerra comercial e alta de juros nos Estados Unidos, dependendo do caminho político que o País escolher, há risco até de recessão. Estadão Conteúdo  Publicado por Terra Leia mais em gsnoticias 29/07/2018



28 julho 2018

Slack adquire HipChat

 Atlassian, empresa de software australiana que fatura US$ 15 bilhões, firmou um acordo para vender os sistemas Stride e HipChat - populares serviços de mensagens - para o Slack, que tem sido o grande rival das soluções no mercado de rede social corporativa.

Com isso, a Atlassian está saindo do mercado de mensagens após 6 anos. O segmento ganhou recentemente mais competição de grandes empresas como a Microsoft, com o Teams, e empresas iniciantes de rápido crescimento, como a Slack.

A partir da negociação, HipChat e Stride serão descontinuados no início do próximo ano.
Como parte do acordo, a Atlassian fará um "pequeno mas simbólico investimento no Slack", descreveu Stewart Butterfield, CEO da Slack, no Twitter.

O movimento demonstra a intensificação de uma parceria entre as empresas. Outros produtos da Atlassian, incluindo Jira, seu principal software, voltado para rastreamento de erros, já se integram ao Slack.

A transação pode ser vista como uma resposta do Slack à Microsoft, que vê a plataforma Teams crescer rapidamente. A companhia incluiu o sistema de mensagens corporativo como parte do pacote Office 365 para empresas e lançou recentemente uma versão gratuita do Teams.

O Slack pagará um valor não revelado ao longo de três anos para adquirir os ativos da Atlassian nos sistemas HipChat e Stride.

Hoje, 200 mil empresas em 181 mercados utilizam o Teams. Já o Slack soma 8 milhões de usuários em mais de 500 mil organizações. Júlia Merker // Leia mais em baguete 27/07/2018 

28 julho 2018



Cade aprova a aquisição, pela CEI, da CGH Ituerê da Vale.

A operação aprovada pelo CADE consiste na aquisição, pela CEI, da CGH Ituerê — que engloba ativos de geração de energia compondo a central geradora hidrelétrica Ituerê, situada no município de Rio Pomba, estado de Minas Gerais, atualmente de titularidade da Vale — formalizada por meio de um Contrato de Compra e Venda de Ativos de Geração e Outras Avenças. Ato de Concentração. Aprovação sem restrições. A seguir trechos do parecer aprovando a transacão.

I.1.                 CEI – Energética Integrada Ltda. ("CEI" ou "Compradora")

A CEI é uma holding de investimentos em empresas do setor de energia elétrica. As subsidiárias do Grupo CEI são sociedades que atuam nos segmentos de (i) geração de energia elétrica, (ii) prestação de serviços de operação e manutenção de centrais hidrelétricas, (iii) comercialização de energia elétrica, (iv) prestação de serviços de consultoria e assessoramento no setor elétrico e (v) desenvolvimento e implementação de projetos de geração de energia elétrica.

I.2.                 Vale S.A. ("Vale" ou "Vendedora")

A Vale é uma das maiores companhias de mineração e metais do mundo, sendo a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas de minério de ferro e a maior produtora global de níquel. Também produz minério de manganês, ferroligas, carvão metalúrgico e térmico, cobre, metais do grupo da platina (PGMs), ouro, prata e cobalto. A Vale participa de exploração mineral greenfield em seis países e opera um grande sistema de logística no Brasil e em outras regiões do mundo — incluindo ferrovias, terminais marítimos e portos, que estão integrados às suas operações de mineração. A Vale também possui investimentos nos setores de energia, siderurgia e fertilizantes, diretamente e por intermédio de coligadas e joint ventures.

DESCRIÇÃO DA OPERAÇÃO

A presente Operação consiste na aquisição, pela CEI, da CGH Ituerê — que engloba ativos de geração de energia compondo a central geradora hidrelétrica Ituerê, situada no município de Rio Pomba, estado de Minas Gerais, atualmente de titularidade da Vale — formalizada por meio de um Contrato de Compra e Venda de Ativos de Geração e Outras Avenças.

A respeito da racionalidade da Operação, segundo as Requerentes, a aquisição irá proporcionar, para a CEI, crescimento no seu portfólio de investimentos, expansão do parque gerador de sua propriedade, além de crescimento das atividades econômicas do Grupo CEI relacionadas à geração de energia elétrica, como comercialização de energia. Já para a Vale, a Operação condiz com sua estratégia de gerenciar seu portfólio de ativos de geração de energia para atender às necessidades atuais e previstas de energia para suas operações, com o objetivo de reduzir custos e minimizar o risco de escassez com problemas de fornecimento de energia.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO

O Grupo CEI atua na área de geração de energia elétrica nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além de comercializar energia elétrica, potencialmente, para todo o Brasil. Já a CGH Ituerê é um empreendimento de geração de energia elétrica, de matriz hidrelétrica, localizada no município de Rio Pomba, estado de Minas Gerais. Dessa forma, a Operação resulta em sobreposição horizontal no mercado de geração de energia elétrica e acarreta ainda integração vertical entre os mercados de geração de energia elétrica (upstream) e de comercialização dessa energia (downstream). No entanto, essas relações não geram preocupações concorrenciais, como será exposto a seguir.

Quanto à atividade de geração de energia, este Conselho considerou, em julgados anteriores, o mercado relevante de produto em duas dimensões: (i) geração de energia independentemente da matriz energética envolvida (biomassa, eólica, fóssil, hídrica, nuclear ou solar)[2]; e (ii) mercado com a dimensão produto segmentada por matriz energética[3].  O cenário de produto mais restrito adotado para esta análise será o de geração pela matriz hidrelétrica, por se tratar da fonte pela qual os ativos adquiridos geram energia.

Do ponto de vista geográfico, as análises pretéritas do CADE adotaram duas possíveis abrangências geográficas: nacional ou por subsistemas do Sistema Interligado Nacional - SIN (i.e., Norte, Nordeste, Centro-Oeste/Sudeste e Sul). Porém, nesses casos não foi realizada definição precisa dos mercados relevantes geográficos. No presente caso, levando em conta que a CGH Ituerê e a CEI possuem empreendimentos com atuação na matriz hidrelétrica no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste (“Subsistema SE/CO”), o cenário utilizado para a presente análise será o deste subsistema, como cenário mais conservador.

Passando à análise da sobreposição resultante da Operação, a atuação da CGH Ituerê no referido mercado relevante é bastante reduzida, representando 0,0061%[4] do market share no Subsistema SE/CO, apenas na matriz hidrelétrica; e 0,0040% nacionalmente, em relação à mesma matriz. Considerando todas as matrizes energéticas no território nacional, a participação de mercado da CGH Ituerê é pouco significante, representando apenas 0,0025% desse cenário de mercado. A Compradora, CEI, também apresenta baixas participações no mercado de geração de energia elétrica: 0,092% de participação no Subsistema SE/CO com base na matriz hidrelétrica; 0,059% de market share nacional de energia produzida a partir de matriz hidrelétrica; e 0,038% do mercado nacional, levando em conta todas as matrizes energéticas.

Dessa forma, após a Operação, o Grupo CEI terá participação de mercado inferior a 1% em qualquer cenário de mercado relevante acima identificado (do mais abrangente ao mais restrito, na dimensão produto e geográfica), o que demonstra a inexistência de sobreposição horizontal significativa decorrente da Operação.

Já quanto à comercialização de energia elétrica, o mercado pode ser avaliado sob dois pontos de vista, na dimensão produto: (i) um em que as operações de compra e venda de energia elétrica são realizadas entre agentes vendedores e agentes de distribuição, precedidas de licitação — denominado Ambiente de Contratação Regulada (“ACR”); e (ii) outro em que os geradores, autoprodutores, produtores independentes, comercializadores, importadores e exportadores de energia e os consumidores livres e especiais negociam a compra de energia, estabelecendo volumes, preços e prazos de suprimento — conhecido como Ambiente de Contratação Livre (“ACL”). Em ambas as hipóteses, a venda dessa energia gerada pode se dar em âmbito nacional, dado que a infraestrutura do SIN permite a aquisição de energia de qualquer geradora, independentemente de sua localização, até mesmo de países vizinhos em determinadas situações. 

Isso posto, as partes esclareceram que o Grupo CEI é autorizado a atuar no mercado somente no âmbito do ACL, por meio da empresa ATMO Comercializadora. Assim, a CEI tem ambos consumidores e geradores como clientes, o que pode levar a Requerente a verter a produção elétrica gerada pela CGH Ituerê para a ATMO Comercializadora, gerando uma possível integração vertical. No entanto, o market share da CEI no referido mercado é, também, bastante reduzido, representando 0,151% do volume total de venda de energia elétrica no regime ACL. Leia mais em sei.cade 25/07/2018



Ecorodovias descarta compra de ativos de terceiros neste ano, diz executivo

A Ecorodovias não mira compras no mercado secundário neste momento, disse nesta sexta-feira o diretor executivo de finanças, de relações com investidores, Marcello Guidotti.

Em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, Guidotti disse também que os números preliminares referentes a julho apontam crescimento do tráfego das rodovias administradas pela companhia ante mesma etapa do ano passado.

A empresa revelou que teve impacto de 47 milhões de reais na receita com pedágio no segundo trimestre devido à greve dos caminhoneiros em maio. Por Aluísio Alves Reuters Leia mais em ultimoinstante 27/07/2018



Marfrig está perto de vender a Keystone para a Tyson, dizem fontes

A Marfrig busca levantar mais de US$ 3 bilhões com a venda da Keystone, fornecedora de nuggets de frango para o McDonald’s, dizem fontes.

A Marfrig Global Foods está próxima de vender a Keystone Foods, fornecedora americana de nuggets de frango para o McDonald’s, para Tyson Foods, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A Tyson está em negociações exclusivas com a Marfrig, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as discussões são privadas. Representantes da Marfrig e da Tyson não quiseram comentar as negociações.

A Marfrig está buscando levantar mais de US$ 3 bilhões com a venda do negócio, disseram pessoas com conhecimento do assunto em maio. A Marfrig disse na época que selecionou cinco potenciais compradores para a fase final do processo de venda, que incluiu visitas a fábricas da Keystone nos EUA e na Ásia e a apresentação de ofertas vinculantes em junho.

A Keystone teve receita de US$ 2,8 bilhões no ano passado e tem operações em sete estados dos EUA, bem como na Coreia do Sul, China, Malásia, Tailândia e Austrália. Seus ativos americanos respondem por quase 70% das vendas, mas o maior crescimento vem do braço asiático.

A Marfrig informou em abril que usaria parte dos recursos da venda da Keystone para pagar pela aquisição do controle acionário da National Beef Packing, a quarta maior empresa americana de embalagem de carne bovina, comprado por US$ 969 milhões. O restante do dinheiro será usado para pagar dívidas, o que deve reduzir a alavancagem do frigorífico brasileiro.

Além da Tyson, a Keystone atraiu propostas da Cargill, da Cofco e de uma empresa japonesa não-identificada, disseram duas pessoas com conhecimento direto do assunto em junho. A George’s Inc. – uma produtora americana de frango de propriedade familiar – também apresentou uma oferta vinculante.

A Marfrig considerou vender as operações da Keystone nos EUA e na Ásia separadamente, disse uma pessoa em maio. A Marfrig contratou o JPMorgan para encontrar um único comprador e ainda preferiria esse resultado, disse a pessoa na época.

A Cofco tem laços estreitos com a Keystone. A empresa detém 15% de participação em uma das quatro unidades da Keystone na China há 25 anos, segundo a Marfrig. E, em 2011, a Cofco formou uma joint venture com a Keystone como parte de um esforço para investir em centros de distribuição de alimentos na China, embora o plano nunca tenha sido implementado. Por Cristiane Lucchesi, Gerson Freitas Jr. e Shruti Date Singh, da Bloomberg .. Leia mais em exame 27/07/2018