02 julho 2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 25/jun a 01/jul/2018

Divulgadas 14 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 25/jun a 01/jul/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                        
Principais transações

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NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil
  • PagSeguro eleva captação para US$ 1,1 bilhão em oferta de ações - A PagSeguro concluiu sua oferta pública de ações com a captação de US$ 1,1 bilhão, conforme comunicado da empresa, listada na bolsa de Nova York....  26/06/2018
"Market Movers” - Exterior
  • Empresa dos EUA de residências para estudantes Greystar compra Education Realty por US$4,6 bi - A Education Realty, incorporadora de residências para estudantes, anunciou nesta segunda-feira que será adquirida por uma afiliada da Greystar Real Estate Partners por cerca de 4,6 bilhões de dólares, incluindo dívidas. O acordo, que deve ser fechado na segunda metade do ano, tem um valor patrimonial de 3,15 bilhões, com base nas ações da Education Realty em circulação em 1º de maio. 25/06/2018
  • Fusão da Wabtec com a GE Transportation cria líder global para equipamentos ferroviários - A Wabtec e a GE Transportation se fundirão, criando líder global para equipamentos ferroviários, serviços e software. Combinação Estratégica Irá Impulsionar a Criação de Valor ao Acionista Acelerando a Inovação em Transporte e Logística Após a transação, a Wabtec terá receitas de aproximadamente US $ 8 bilhões, um mix de negócios mais diversificado, margens mais altas e um aumento de aproximadamente 15% no lucro por ação de EPS no primeiro ano. 21/05/2018
  • AT&T adquire plataforma digital de publicidade AppNexus - Doze dias após a Justiça americana ter autorizado a fusão entre a AT&T e a Time Warner, a operadora de telecomunicações americana anunciou a compra da plataforma digital de publicidade AppNexus. O valor do negócio não foi relevado, mas na semana passada a agência “Dow Jones Newswires” informou que a AT&T desembolsaria até US$ 1,6 bilhão. 25/06/2018
  • Advent compra unidade de energia distribuída da GE por US$3,25 bi - O grupo norte-americano Advent fechou acordo para comprar a unidade de energia distribuída da também norte-americana General Electric por 3,25 bilhões de dólares, disseram as companhias nesta segunda-feira, marcando a saída a GE de um setor que tem crescido rapidamente na indústria de energia. A GE colocou à venda a unidade, que fabrica os motores à gás recíprocos Jenbacher e Waukesha, como parte de um plano de três anos de desinvestimentos em ativos industriais no valor de cerca de 20 bilhões de dólares. A GE espera conseguir até 10 bilhões de dólares com esses negócios neste ano. 25/06/2018
  • Conagra vai comprar Pinnacle Foods por US$ 8,1 bi - A Conagra Brands informou nesta quarta-feira que vai comprar a Pinnacle Foods por cerca de 8,1 bilhões de dólares em dinheiro e ações para criar uma mega empresa de alimentos congelados com marcas como Birds Eye, o ketchup Hunt's e a Marie Callender’s. Incluindo dívida, o negócio está avaliado em 10,9 bilhões de dólares. 27/06/2018
  • Amazon anuncia aquisição de US$ 1 bilhão para entrar no ramo farmacêutico - A Amazon continua em seu projeto de ser um espaço onde absolutamente tudo (que for legal, claro) pode ser comprado. A empresa anunciou que agora vai entrar no negócio farmacêutico para venda de remédios após confirmar a compra da PillPack, uma startup fundada em 2013, por US$ 1 bilhão. A PillPack é uma farmácia online que envia medicamentos para todos os estados dos EUA, o que indica o interesse na entrada neste mercado, mas a visão de que a Amazon não conseguiria competir por conta própria contra gigantes estabelecidos neste setor no país, como CVS e Walgreens. 28/06/2018
  • Banco espanhol CaixaBank vende ativos imobiliários ao Lone Star - O banco espanhol CaixaBank informou que vai vender a maior parte dos seus ativos imobiliários, avaliados em 7 bilhões de euros (cerca de US$ 8,13 bilhões), a uma empresa detida pelo Lone Star.   29/06/2018
  • Chinesa Xiaomi capta US$4,72 bi após precificar IPO no piso das estimativas - A chinesa Xiaomi precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Hong Kong na parte mais baixa da faixa estimativa, levantando 4,72 bilhões de dólares na maior operação do mundo de uma empresa mercado de tecnologia em quatro anos, disseram pessoas próximas as transação nesta sexta-feira.Isso avalia a empresa em cerca de 54 bilhões de dólares, quase metade do esperado por especialistas no início do ano. 29/06/2018
  • EUA aprovam aquisição de ativos da Fox pela Walt Disney - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ, na sigla em inglês) aprovou a aquisição de US$ 71 bilhões pela Walt Disney dos ativos da 21st Century Fox na quarta-feira, com a condição de que a Disney desmembre as redes esportivas regionais da Fox. A aprovação dá à Disney uma vantagem em sua batalha com a Comcast pelo controle de peças-chave do império de entretenimento de Rupert Murdoch. As condições colocadas pelo DoJ permitem que a Disney ainda absorva as partes da Fox que se tornaram fundamentais para a estratégia de longo prazo, ou seja, o estúdio de cinema e televisão da empresa, bem como a participação no serviço de streaming Hulu. 27/06/2018
  • EUA: ADM fecha acordo para aquisição de produtora de suplementos britânica - A Archer Daniels Midland (ADM) fechou um acordo para a aquisição da empresa Probiotics International (PIL), baseada no Reino Unido. A companhia é uma produtora de suplementos probióticos para humanos, pets e animais de produção. O negócio será feito por US$ 243 milhões, pagos em dinheiro.
  • Coca-Cola Femsa compra Montevideo Refrescos por US$ 250,7 milhões - A Coca-Cola Femsa, maior engarrafadora mundial da Coca-Cola em volume, informou que comprou a empresa uruguaia Montevideo Refrescos, que pertencia à Coca-Cola Company. A operação, paga em dinheiro, foi avaliada em US$ 250,7 milhões. 28/06/2018
  • Thyssenkrupp e Tata Steel anunciam fusão de operações na Europa - A alemã Thyssenkrupp e a indiana Tata Steel afirmaram neste sábado um acordo para criar uma nova empresa que vai gerenciar as operações de aço na Europa. Sob o acordo, cada companhia irá manter uma fatia de 50% da joint venture, que terá sede na Holanda e se chamará Tata Steel B.V. A fusão, caso aprovada pelas agências reguladoras, irá criar a segunda maior companhia de aço da Europa depois da ArcelorMittal, que e baseada em Luxemburgo. Ela irá empregar cerca de 48 mil trabalhadores na Alemanha, Reino Unido e Holanda. 30/06/2018

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA
  • Família Bueno nega venda de hospitais de ex-donos da Amil - Aparelho de ressonância magnética em hospital Além das marcas de exames laboratoriais, grupo também possui empresas de outras áreas, como uma distribuidora de material e medicamento hospitalar - “Não temos interesse em vender os hospitais agora”, diz Pedro de Godoy Bueno, presidente e acionista do grupo Dasa, uma das maiores empresas de medicina diagnóstica do país, que possui a Ímpar (de instituições hospitalares). 25/06/2018
  • BRF estuda vender alguns ativos - Outra saída cogitada, segundo o jornal, seria o aumento de capital de até R$ 4 bilhões. Sob comando de Pedro Parente na presidência, a BRF corre contra o tempo para minimizar a crise que enfrenta após a paralisação de alguns frigoríficos, reflexo da Operação Carne Fraca. Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de São Paulo, a BRF vê a venda de alguns frigoríficos para um grupo chinês como uma das saídas. O negócio foi interrompido antes mesmo da entrada de Pedro Parente. 27/06/2018
  • Nestlé pode ser obrigada a leiloar marcas da Garoto - É a segunda vez que a empresa não cumpre o tempo estipulado pelo Cade. O primeiro terminou em outubro do ano passado. ANestlé não conseguiu vender no prazo determinado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pacote de 10 marcas, entre elas Serenata de Amor, Chokito, Lollo e Sensação, e corre o risco de ter de levá-las a leilão, sem estipular um preço mínimo.  A venda do pacote tinha sido negociada com o Cade para garantir, 16 anos depois, a aprovação da compra da Garoto, feita em 2002. O prazo, no entanto, termina nesta sexta-feira, 29. É a segunda vez que a empresa não cumpre o tempo estipulado pelo órgão de defesa da concorrência. O primeiro terminou em outubro do ano passado. 27/06/2018
  • NII Holdings coloca à venda participação majoritária na Nextel Brasil, dizem fontes - Potenciais interessados incluem Telefônica Brasil e Access Industries, que já tem 30% por cento da operadora. A NII Holdings contratou Rotschild para vender o controle da operadora de telefonia celular Nextel no Brasil, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto. O Rotschild foi contratado recentemente para organizar o processo de venda da participação de 70 por cento da NII na Nextel Brasil e ainda não definiu datas para a entrega das ofertas, disse uma das fontes. 28/06/2018
  • Suzano pode comprar florestas da Duratex por R$ 750 milhões - Ao contrário do que vinha sendo esperado, a Suzano Papel e Celulose pode exercer a opção de compra, por R$ 750 milhões, de 20 mil hectares de eucalipto da Duratex, cujo vencimento ocorre nesta segunda-feira (2 de julho).  Com o reforço do caixa resultante da alta do dólar, a Suzano passou a ter conforto financeiro para seguir adiante com essa operação ao mesmo tempo em que avança na compra bilionária da Fibria. ..  28/06/2018
  • Naspers coloca o site Buscapé à venda - O grupo sul-africano de mídia e tecnologia Naspers decidiu colocar à venda seu negócio brasileiro de e-commerce, o Buscapé, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A companhia contratou o banco de investimento do Citigroup para vender sua participação no negócio. Após acumular investimentos em vários serviços de comparação de preços, a Naspers tem vendido esses ativos como parte de uma estratégia para focar seu portfólio em startups de tecnologia financeira, entrega de alimentos e classificados. 27/06/2018
  • JBS diz desconhecer negociação entre BNDES e fundo do Catar envolvendo ações da empresa - Apesar da possível negociação do BNDES com fundo do Catar, as ações da JBS eram um dos destaques de alta na bolsa paulista. A JBS afirmou nesta sexta-feira desconhecer negociações para venda de participação detida por sócio na companhia, após a revista Veja publicar que o BNDES estaria negociando a venda de sua fatia na empresa para o fundo soberano do Catar. 29/06/2018
  • Ecovix pretende atrair investidores estrangeiros para Estaleiro Rio Grande - Antes de vender ativos, empresa precisa ter seu plano de recuperação homologado pela Justiça. Em seu longo trajeto de recuperação judicial, a Ecovix espera atrair a atenção de investidores estrangeiros para o Estaleiro Rio Grande, no polo naval da região sul do Estado. Na terça-feira (26), o plano de reestruturação da companhia foi aprovado em assembleia geral de credores. Agora, a empresa aguarda pela homologação do documento na 2ª Vara Cível de Rio Grande. 28/06/2018
  • Parente diz que plano de reestruturação da BRF é ‘freada para arrumação’ - O plano de reestruturação operacional e financeira, aprovado pelo Conselho de Administração da BRF nesta sexta-feira, 29, nada mais é que uma “freada para arrumação” da companhia, disse o CEO, Pedro Parente, em teleconferência com jornalistas. A nova estratégia da BRF contempla, dentre outros fatores, adequações operacionais, venda de unidades na Europa, Tailândia e Argentina, foco nos mercados doméstico, muçulmano e asiático, redução de 5% no quadro de funcionários e previsão de arrecadar R$ 5 bilhões. 29/06/2018
 M & A - COMPRA
  • Enel pode gastar mais de €2 bi para comprar grupo da América Latina - Compra da empresa latino-americana de fibras Ufinet International expande seu negócio de banda larga ultra-rápida. A Enel fechou um acordo nesta segunda-feira pelo qual poderá gastar mais de 2 bilhões de euros (2,3 bilhões de dólares) para comprar a empresa latino-americana de fibras Ufinet International, enquanto a companhia italiana busca expandir seu negócio de banda larga ultra-rápida. 25/06/2018
  • Procura por seguro para fusões e aquisições aumenta 35% no Brasil - O BTG Pactual está de olho neste mercado, aproveitando-se da sua clientela corporativa no banco de investimento. A colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo informa que, com um empurrãozinho da Lava Jato e do número de transações, o seguro para fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) atrai mais a atenção das empresas no Brasil. A apólice contra riscos transacionais cobre eventos relacionados a fusões e aquisições, indenização fiscal e declarações e garantias (R&W, na sigla em inglês). Embora ainda engatinhe no Brasil, o seguro de M&A tem presença considerável ao redor do globo. No ano passado, o número de apólices contratadas cresceu 38% em relação a 2016, ultrapassando a marca de US$ 20 bilhões no mundo, conforme a Marsh.  24/06/2018
  • Celeo Redes negocia compra de ativos de transmissão da Isolux no Brasil - A Celeo Redes, controlada pelo grupo espanhol Elecnor e pelo fundo holandês APG Infrastructure, está em negociações para ficar com ao menos parte dos ativos de transmissão de energia da também espanhola Isolux no Brasil, disse à Reuters um executivo da empresa nesta segunda-feira. As conversas entre as companhias acontecem após dificuldades financeiras da Isolux, que no ano passado teve suspensa a participação em licitações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) após atrasar a entrega de empreendimentos. O foco da Celeo Redes é na compra de uma participação de 100 por cento da Isolux na Cachoeira Paulista Transmissão de Energia (CPTE) e dos 33,3 por cento detidos pela empresa na Jauru Transmissora de Energia (JTE), na qual a Celeo Redes já é sócia. 25/06/2018
  • Leilão da Aneel termina com indiana Sterlite como maior vencedora - A Sterlite, que estreou no país no ano passado, ficou com seis projetos, que demandarão cerca de 3,6 bilhões de reais para serem construído. Um leilão de concessões para a construção de novas linhas de transmissão de energia no Brasil terminou na noite desta quinta-feira com um resultado acima das mais otimistas previsões, com deságio recorde, viabilizando a construção de empreendimentos que demandarão cerca de 6 bilhões de reais.29/06/2018
  • Onda de aquisições agita o e-commerce - Nielsen se aproxima de comprar a consultoria Ebit, especializada em comércio eletrônico. Webmotors, maior site brasileiro de compra e venda de carros, adquire a leiloeira Loop. A Nielsen está próxima de comprar a consultoria Ebit, do Buscapé, fortalecendo sua atuação no comércio eletrônico. A operação foi aprovada nesta semana, sem restrições, pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). No ano passado, havia circulado a notícia de que o Buscapé estava negociando a consultoria por cerca de R$ 5 milhões. Na época, especulou-se que o WPP e a GfK também avaliaram o ativo. Fontes da indústria disseram ao Estado de Minas que a marca e a influência da Ebit são provavelmente maiores que o valor do negócio. Comprada pelo Buscapé por volta de 2006, a Ebit é a consultoria de e-commerce mais tradicional do Brasil. Talvez o maior ativo da empresa seja o relatório Webshoppers, que desde 2001 monitora volume de vendas, quantidade de compradores e categorias de produtos comercializados no e-commerce brasileiro. 28/06/2018
  • Fintechs caminham para consolidação, diz presidente da ABFintechs - Rodrigo Soeiro afirma que aquisições recentes já são indícios de que o mercado local está seguindo a tendência internacional. O mercado brasileiro assistiu este mês ao anúncio de três aquisições feitas por fintechs. Na avaliação de Rodrigo Soeiro, presidente da Associação Brasileira de Fintehcs (ABFintechs), os casos são indícios de um movimento mais amplo de consolidação de mercado, que está em fase inicial no Brasil. Segundo o dirigente, o processo de consolidação já acontece lá fora e acontecerá também por aqui. “É uma tendência”, diz o dirigente. A primeira aquisição foi a do controle da UZE e da Biz, empesas de cartões de crédito private label tradicionais no mercado, pela Trigg, concorrente do NuBank fundada pouco mais de um ano. No dia seguinte, foi divulgada a aquisição da Wabbi, de sistemas de gestão de escritórios de contabilidade, pela ContaAzul, plataforma de gestão para empresas de pequeno porte. O terceiro anúncio foi o da aquisição da área de seguros da corretora Bidu pela Thinkseg, fintech que vende seguros através de sua plataforma digital. Uma das próximas empresas a figurar na lista pode ser o Banco Inter. Primeira fintech brasileira a abrir capital na B3, em maio deste ano, a empresa já divulgou que pretende usar parte dos R$ 541,5 milhões captados na oferta primária de ações em aquisições estratégicas. 28/06/2018
  • O retorno do Fleury - Depois de cinco anos ajustando a casa e melhorando a rentabilidade, o segundo maior grupo de exames diagnósticos do Brasil retoma as aquisições e os aportes na expansão da sua rede. Para uma empresa de capital aberto, o Fleury esteve bastante fechado nos últimos tempos. Segundo maior grupo de exames diagnósticos do Brasil, com uma receita de R$ 2,4 bilhões, a companhia foi uma das consolidadoras do setor no começo desta década, ao lado do Dasa, dono da marca Delboni Auriemo e seu maior concorrente. Mas, nos últimos cinco anos, o Fleury virou notícia pelas negociações de suas ações, após o interesse do grupo de médicos controladores em vender as suas participações. 29/06/2018
PRIVATE EQUITY
  • Investimentos em venture capital mais do que dobram na América Latina, com liderança do Brasil - As startups brasileiras receberam 45,4% dos investimentos alocados na região. A indústria de venture capital na América Latina bateu recorde em 2017. Os investimentos superaram US$ 1 bilhão pela primeira vez, uma alta de 128% na comparação com o ano anterior, de acordo com dados da Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital (Lavca). Enquanto isso, o número de negócios fechados subiu 26%, para 249. O Brasil foi o principal destino desse capital. As startups brasileiras receberam 45,4% dos investimentos — US$ 859 milhões em 133 negócios. O México ficou em segundo lugar, com 23,7% dos investimentos — US$ 80 milhões em 59 acordos, uma queda se comparado aos US$ 130 milhões e 73 negócios de 2016. 21/06/2018
IPO
  • B3 estuda como atrair IPO de empresas de tecnologia - A B3 começou a estudar o que pode ser feito para atrair as aberturas de capital de companhias de tecnologia, que devem crescer com a multiplicação de “start-ups”, a fim de evitar uma repetição do que ocorreu com a PagSeguro. A novata da área de meios de pagamentos, criada em 2006 pelo UOL, optou por listar suas ações na Bolsa de Nova York (Nyse), numa operação de US$ 2,3 bilhões. ..26/06/2018
RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • Grupo Leforte compra Hospital Christovão da Gama - O grupo hospitalar Leforte — dono do antigo Hospital Bandeirantes — fechou a aquisição do controle do Hospital e Maternidade Dr. Christovão da Gama, localizado em Santo André, no ABC Paulista.  . Atualmente, há no complexo hospitalar 300 leitos, com capacidade para realização de 400 partos mensais. No ano passado, o hospital foi responsável por 4.000 atendimentos ambulatoriais na pediatria e 2.200 consultas somente no pronto-socorro infantil. 26/96/2018
  • BB Seguridade vende divisão SH2 para Mapfre por R$ 2,4 bi - Área reúne ramos de seguros automotivo e de grandes riscos. A BB Seguridade concluiu nesta terça-feira a venda de sua fatia numa joint venture para a sócia Mapfre, negócio que inclui seguros automotivo e de grandes riscos, por 2,4 bilhões de reais, numa tentativa de melhorar os níveis de rentabilidade. O acordo, que vinha sendo costurado desde fevereiro, permitirá à BB Seguridade, que reúne os negócios de seguros e previdência do Banco do Brasil, tenha um consumo de capital 1,8 bilhão de reais menor, valor que será distribuído aos acionistas como um dividendo extraordinário. 26/06/2018
  • Brasileira Hi Technologies recebe aporte de investidores estrangeiros  - A Positivo Tecnologia informou que a Hi Technologies, startup brasileira na área de saúde, receberá aporte de R$ 14,7 milhões dos fundos de investimento Monashees e Qualcomm Ventures, conforme o comunicado divulgado na manhã desta terça-feira. A Positivo comprou 50% da Hi Technologies em abril de 2016 e, conforme publicado pelo Valor em março, as empresas estavam sendo "assediadas" por fundos de investimento que enxergavam potencial de crescimento na startup... 26/06/2018
  • Aqua Capital adquire controle da catarinense Lac Lélo  - O Aqua Capital, gestora de fundos de participações em empresas com sede na capital de São Paulo, adquiriu o controle da catarinense Lac Lélo, seu décimo aporte e o primeiro no setor de lácteos do país. A gestora investiu R$ 100 milhões para obter uma participação majoritária (não divulgada) na empresa, que deve fechar 2018 com R$ 240 milhões de faturamento. .. 25/06/2018
  • Nielsen compra Ebit e dobra aposta no ecommerce - Mercado disputado por Euromonitor, Ipsos, Datafolha, GfK. A Nielsen está próxima de comprar a consultoria Ebit, do Buscapé, fortalecendo sua atuação no comércio eletrônico. A operação foi aprovada ontem, sem restrições, pelo CADE. A revista Exame adiantou em setembro que o Buscapé estava negociando a consultoria por cerca de R$ 5 milhões. Na época, a publicação disse que a WPP e a GfK também avaliaram o ativo. Fontes da indústria disseram ao Brazil Journal que a marca e a influência da Ebit são provavelmente maiores que o valor do negócio. 27/06/2018
  • Webmotors, do Santander, fecha com a Estapar e adquire 51% da LOOP - A Webmotors, do Santander Brasil, assinou acordo estratégico com a Estapar por meio do qual assumirá 51% do capital da LOOP, de leilão de veículos seminovos e usados. A transação, cujo valor não foi revelado, deve beneficiar as revendas de automóveis interessadas em recompor seus estoques e ainda consumidores que buscam uma alternativa rápida para vender seus carros. Com o acordo, a Webmotors amplia seu portfólio de serviços, enquanto a LOOP passa a contar com a expertise do portal, que soma mais de 25 milhões de acessos por mês. A Estapar garantirá a capilaridade da operação com a sua rede que contempla mais de 400 mil vagas em aproximadamente 1.000 estacionamentos nas cidades mais importantes e 15 milhões de clientes mensais. 26/06/2018
  • Hainan Airlines planeja vender fatia restante na Azul - Aérea chinesa já tinha vendido participação em abril; fatia remanescente vale cerca de US$ 324 mi. A Hainan, parte do conglomerado HNA, que está em expansão e conturbado, vendeu em abril parte de sua fatia na Azul para uma subsidiária da United Continental por 138,3 milhões de dólares.    A participação remanescente da Hainan, que representa 17,95 por cento das ações preferenciais e 17,28 por cento do capital da companhia, vale cerca de 324 milhões de dólares com base no valor de mercado da Azul no fechamento de terça-feira.27/06/2018
  • Petrobras assina acordo para venda de distribuidoras no Paraguai - A Petrobras informou nesta quarta-feira (27) que o conselho de administração aprovou ontem (26) a venda de sua participação em três distribuidoras no Paraguai para o Grupo Copetrol, empresa peruana da área de comercialização e distribuição de combustíveis, por US$ 383,5 milhões (US$ 1,45 bilhão). A assinatura do acordo será feita hoje pela Petrobras International Braspetro, subsidiária da Petrobras, e a Corporación Paraguaya Distribuidora de Derivados del Petróleo, empresa do Grupo Copetrol que atua na distribuição 26/06/2018
  • Fusão mira crescimento do mercado de antecipação de recebíveis - A fusão das consultoras de crédito Sul Brasil e Sul Invest, ambas com sede em Curitiba, deu origem a uma das dez maiores companhias brasileiras no segmento de FIDCs multi cedentes e multi sacados. A nova empresa – que conserva o nome Sul Brasil – reúne um patrimônio líquido de R$ 400 milhões e pretende atrair investidores com perfil de curto e longo prazo. A fusão concluída em maio prepara a empresa para um período de mercado em crescimento, diz Alexandre Silveira, sócio fundador da Sul Brasil. “A perspectiva de crescimento da nossa indústria de fundos de recebíveis é da ordem de 15 a 20% em 2019, devido à agilidade das operações em comparação com o segmento bancário, e também à retração dos bancos na liberação de crédito para o setor industrial.” 26/06/2018
  • PagSeguro eleva captação para US$ 1,1 bilhão em oferta de ações - A PagSeguro concluiu sua oferta pública de ações com a captação de US$ 1,1 bilhão, conforme comunicado da empresa, listada na bolsa de Nova York. A empresa havia projetado captação de US$ 965 milhões, ao preço de US$ 29,25 por ação. Mas tinha dado um prazo de 30 dias para os bancos subscreverem um lote com desconto de 4.950.000 ações de classe A. Esse lote foi totalmente integralizado em 22 de junho. Os coordenadores foram Goldman Sachs e Morgan Stanley...  26/06/2018
  • Startup curitibana recebe de R$ 1 milhão para produzir tecnologia que gera energia renovável - Imagine gerar a energia consumida na própria casa, empresa ou em uma propriedade rural quase de graça e de forma sustentável, não causando qualquer impacto para o meio ambiente? A partir de novembro, a startup curitibana Metha começa a produzir em larga escala sua micro central hidrelétrica (MCH), um equipamento de pequenas dimensões, capaz de produzir energia elétrica a partir dos menores pontos de disponibilidade de água. A Metha foi a única empresa do Paraná selecionada no programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) para receber R$ 1 milhão, dinheiro que irá permitir à startup instalar sua linha de montagem e selecionar distribuidores do equipamento em todo o país. “Esse investimento é fundamental para que possamos desenvolver nosso plano de negócios e crescer“, comemora o engenheiro mecânico Felipe Wotecoski, 31 anos, um dos sócios fundadores. 29/06/2018
  • Glencore Energy fecha acordo para compra de 78% da Ale Combustíveis - A Glencore Energy informou nesta sexta-feira que assinou, por meio de subsidiária no Brasil, um acordo para adquirir 78 por cento da Ale Combustíveis, quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil. Marcelo Alecrim, um dos fundadores da Ale, manterá 22 por cento de fatia no negócio e assumirá o posto de presidente do Conselho de Administração com a conclusão do acordo. "O investimento proporcionará à Glencore uma plataforma sólida para aproveitar as significativas oportunidades de crescimento interno no setor de combustíveis, com a maior parte do aumento da demanda a ser atendido pelas importações", disse a empresa. A Ale tem cerca de 1.500 postos de combustíveis em 22 Estados do Brasil, além de cerca de 260 lojas de conveniência.A transação está sujeita a aprovação do órgão antitruste Cade. 28/06/2018
  • Compra do controle da rede Caçula pela Pirelli recebe aval do Cade - Ato de Concentração nº 08700.003838/2018-15. Requerentes: Pirelli Comercial de Pneus Brasil Ltda. e Caçula de Pneus Comércio, Importação e Exportação Ltda. Decido pela aprovação sem restrições.  Apesar de a autarquia identificar sobreposição horizontal, a operação não gera concentração de mercado28/06/2018
  • Cade aprova a aquisição da Fujisan Centro de Hemoterapia pela H Hemo - Hemoterapia Brasil - Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Nº 776 - Ato de Concentração nº 08700.003617/2018-39. Requerentes: H Hemo - Hemoterapia Brasil S.A. e Fujisan Centro de Hemoterapia Hematologia do Ceará Ltda. ADecido pela aprovação sem restrições. . 22/06/2018

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES

02 julho 2018



Acionistas da Azevedo & Travassos, em dificuldades, vendem suas ações

A empresa de construção Azevedo & Travassos informou nesta segunda-feira (2) que sua acionista controladora, a Helber, que atua como uma holding de participações em empresas, junto com um grupo de acionistas, fecharam um acordo para a venda de ações para a AJC Holding, companhia que atua na reestruturação de empresas com problemas, por R$ 43,2 milhões.

A notícia fez com que a B3 anunciasse a suspensão das negociações dos papéis da empresa no pregão de hoje. .. Leia mais em valoreconomico 02/07/2018
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Dell volta a abrir capital

A Dell anunciou um negócio pelo qual voltará a ser uma companhia com ações abertas na bolsa.
Michael Dell segue a trajetória de mudanças na Dell. Foto: Divulgação.

O movimento será feito através de uma operação complexa envolvendo a VMware, companhia controlada pela Dell. O que não muda é que o negócio segue firmemente nas mãos do fundador, Michael Dell.

A VMware tem dois tipos de ações, negociadas separadamente: 18% são ações próprias e 82% são as chamadas chamadas "tracking stocks", um tipo de ação que acompanha a performance da empresa, mas não dá direito a uma participação efetiva na composição acionária.

Essas ações, conhecidas pela sigla DVMT, foram criadas em 2016 como parte da arquitetura financeira para a compra da EMC, que até então era a dona da VMware.

Com o negócio, a Dell vai comprar as ações DVMT, já seja com dinheiro ou com uma emissão de novas ações da própria Dell.

No total, o negócio é de US$ 21,7 bilhões, parte do qual virá de uma emissão de dividendos especiais de US$ 11 bilhões por parte da VMware e outra de ações e dinheiro da Dell (dos donos das ações DVMT podem escolher o pagamento).

Especulações sobre o próximo capítulo dos planos da Dell já vinham de meses, com várias soluções tendo sido cogitadas para resolver o problema da complexidade da empresa após aquisição da EMC, um negócio de US$ 67 bilhões fechado em 2016.

A empresa tinha ainda uma dívida enorme a pagar, contraída pela aquisição da EMC e na operação de fechamento de capital, em 2013. O valor da dívida chega a US$ 52 bilhões.

A Dell aproveitou seu tempo como uma empresa de capital fechado para se reposicionar, deixando de ser uma companhia de PCs e servidores para agregar uma oferta completa de hardware e softwares ligados à área de infraestrutura.

Desde então, a incrementou sua posição no mercado de PCs assumindo a liderança nos Estados Unidos (e no Brasil também), ao mesmo tempo em que superava a HP no mercado de servidores.
"Em 2012, as pessoas estavam dizendo que o PC estava morto. Não estava. E três anos atrás, diziam que tudo iria para a cloud pública. Isso estava completamente errado também", disse Michael Dell em entrevista sobre a abertura de capital ao New York Times. Maurício Renner Leia mais em baguete 02/07/2018



EUA têm US$ 35,2 bilhões em IPOs no primeiro semestre

As ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) nos EUA, que ficaram abaixo do esperado nos últimos dois anos, se recuperaram no primeiro semestre de 2018.

No acumulado do ano, foram 120 operações desse tipo, somando US$ 35,2 bilhões, o maior nível desde 2012 e o quarto maior na série histórica, que começa em 1995. .. Leia mais em valoreconomico 02/07/2018
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IPOs se recuperam nos EUA e já superam os US$ 35 bi

As ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) nos Estados Unidos, que ficaram abaixo do esperado nos últimos dois anos, se recuperaram no primeiro semestre de 2018. No acumulado deste ano, foram 120 operações desse tipo, somando US$ 35,2 bilhões, o maior nível desde 2012 e o quarto mais elevado na série histórica iniciada em 1995.

Banqueiros afirmam que não há um fator único que tenha levado as companhias a abrirem seu capital. Em vez disso, o movimento é estimulado por uma convergência de condições econômicas favoráveis, bom desempenho dos mercados acionários e o apetite dos investidores por companhias com ritmo elevado de crescimento.

Isso levou a uma oferta ampla e diversificada, com empresas de diversos setores e tamanhos, desde empresas de internet, como a Dropbox, até a fabricante de sistemas de alarmes residenciais ADT, além de grandes varejistas como a BJ's Wholesale Club.

O volume de IPOs só não foi ainda maior porque uma das principais empresas a abrir capital nas bolsas americanas este ano, a dona do aplicativo de música Spotify, se tornou pública sem levantar nenhum capital, por meio de um procedimento conhecido como listagem direta.

O movimento de IPOs começou a esquentar no ano passado, após um desempenho bastante fraco em 2016. Banqueiros e advogados que atuam nessa área dizem que o ritmo deve continuar forte no restante deste ano. "Nossa carteira de IPOs está no maior nível desde a crise financeira global", diz Evan Damast, diretor global de ações e renda fixa do Morgan Stanley.

As empresas que abriram capital neste ano estão sendo negociadas atualmente, em média, 22% acima do preço do IPO, segundo dados da Dealogic. No setor de tecnologia, esse ganho é ainda maior, de 53%. Enquanto isso, o índice S&P 500 acumula alta de menos de 2% e o Nasdaq sobe cerca de 8,5%.

"Neste ano estamos percebendo que a demanda dos investidores por IPOs no segmento de tecnologia é a maior que já vimos tanto em termos de quantidade como de qualidade", diz Madhu Namburi, diretor de tecnologia no banco de investimento do J.P. Morgan.

O forte movimento no mercado de IPOs, no entanto, não significa que a atividade no mercado privado tenha diminuído. "Os mercados privados facilitam que as empresas, primeiramente, levantem capital. Já um IPO é um marco que vai muito além do dinheiro", comenta Namburi, lembrando que as companhias de capital aberto têm exigências maiores de transparência e governança.

Muitas empresas que levantaram recursos recentemente, como Airbnb, Uber e WeWork, devem adiar um eventual IPO para pelo menos 2019, segundo fontes com conhecimento do assunto. Outra potencial candidata a abrir capital no médio prazo, a Lyft, levantou US$ 600 milhões na semana passada de fundos hedge e mútuos, incluindo a Fidelity Investments.

No pipeline de potenciais IPOs de tecnologia para este ano aparecem empresas como Sonos, Upwork, SurveyMonkey e Eventbrite. Além disso, a chinesa Tencent Music deve escolher o mercado americano para listar suas ações, num dos maiores IPOs do ano. No primeiro semestre, foram 28 aberturas de capital nesse segmento, com um total de US$ 12,2 bilhões levantados.

As expectativas para o próximo anos também são bastante positivas. "Há uma chance real de que 2019 seja ainda mais forte do que 2018", diz Namburi. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 02/07/2018



Nissan desiste de vender negócio de baterias para chinesa GSR Capital

A montadora de carros japonesa Nissan descartou o plano de vender seu negócio de baterias para a chinesa GSR Capital, depois que a empresa de investimentos não pôde pagar pela transação. .. leia mais em valoreconomico 02/07/2018
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Zurich tem a compra da QBE no Brasil aprovada pela SUSEP

A partir de hoje (2 de julho), as operações Brasil da empresa australiana já estão totalmente incorporadas

A seguradora global Zurich teve a aprovação da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) para a aquisição das operações da QBE Insurance Group Limited (QBE) no Brasil. Portanto, com a conclusão do processo, a partir de hoje, a QBE já passa a atuar como Zurich no mercado brasileiro.

A compra foi anunciada pelo Grupo Zurich no final de fevereiro e, além do Brasil, incluiu ainda as operações da QBE na Argentina, Colômbia, Equador e México. O valor total da operação na região foi de US$ 409 milhões.

A aquisição consolida a Zurich como top player na América Latina, com posição forte em mercados relevantes, aprimorando canais e tecnologias de distribuição, complementando capacidades em seguro empresariais e fortalecendo a posição de liderança em Ramos Elementares. No Brasil, a Zurich passa a ter uma gama de capacidades adicionais e acesso a novos canais de distribuição.

De acordo com Edson Franco, CEO da Zurich Brasil, a aquisição das operações da QBE no Brasil vem fortalecer a atuação da companhia alinhada com sua estratégia. “Está dentro do nosso princípio estratégico com objetivo de somar mais negócios em afinidades, seguro viagem e seguros empresariais, bem como aumentar escala e ampliar canais de distribuição”, reforça o executivo.

Sobre a Zurich no Brasil - A seguradora Zurich soma o conhecimento do mercado brasileiro, no qual tem mais de 70 anos de experiência, à expertise internacional em soluções de seguros multicanal. A Zurich atesta solidez financeira e segue rígido padrão global de conduta, praticado em todas as suas operações. Dedica-se a compreender as necessidades dos clientes e oferece soluções para pessoas físicas e jurídicas, de pequenas empresas a multinacionais. Tendo o Brasil na sua estratégia de crescimento, e decidida a contribuir com o desenvolvimento social e econômico do país, visando o médio e longo prazo, a companhia dispõe de produtos e serviços sob medida para este mercado.

Zurich Insurance Group (Zurich) é uma seguradora líder multicanal que apresenta soluções para seus clientes e parceiros na esfera local e global. Com cerca de 53 mil colaboradores, fornece uma ampla gama de serviços e produtos em Seguros de Vida e de Ramos Elementares em mais de 210 países e territórios. Entre os clientes da Zurich encontram-se indivíduos, pequenas e médias empresas, assim como grandes empresas e multinacionais. O Grupo está sediado em Zurich, Suíça, onde foi fundado em 1872. O Zurich Insurance Group Ltd (ZURN) está listado no Six Swiss Exchange e tem o Nível I no programa American Depositary Receipt (ZURVY), que é transacionado fora da bolsa no OTCQX. Para mais informações sobre a Zurich, consultar www.zurich.com. Leia mais em maxpress 02/07/2018

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3 ideias para transformar a Nestlé

Um ano depois, Dan Loeb está impaciente

Um ano depois de comprar US$ 3,5 bilhões em ações da Nestlé, Dan Loeb acha que a companhia está perdida em sua estratégia, lenta para reagir às mudanças do mercado e perdendo oportunidades. A ação continua estagnada.

Loeb, o gestor da Third Point, enviou uma carta ao board da Nestlé no fim de semana pedindo “rapidez, ousadia e foco” para simplificar “uma estrutura organizacional desnecessariamente complexa.”

Ele sugere que a Nestlé se divida internamente em três negócios: bebidas, nutrição e mercearia — cada um com seu próprio CEO, marketing e estrutura independente.

“Estes não são consertos rápidos para gerar resultados de curto prazo,” ele diz na carta. “Este é um pedido de urgência — em vez de gradualismo — para capitalizar as oportunidades fugazes que os concorrentes vão capturar se a Nestlé não se energizar.”

Abaixo, um resumo — parafraseado — das propostas de Loeb, organizadas em três temas:

1) ESTRATÉGIA

A atual estratégia da Nestlé é definida vagamente e cheia de inconsistências internas. A Nestlé se descreve como uma empresa focada em “nutrição, saúde e bem-estar”, mas muitas de suas categorias e marcas estão fora desta definição. A companhia também vende café, produtos ‘pet’, nutrição infantil e água como categorias-chave para o longo prazo, mas apenas metade de suas vendas são geradas a partir dessas áreas. A outra metade é reportada como “outras categorias”, o que mostra a falta de foco da companhia.

Uma empresa que executa apenas metade de sua visão estratégica envia uma mensagem confusa a seus acionistas e clientes.

O board da Nestlé adicionou três conselheiros altamente qualificados desde que a Third Point investiu. Ainda assim, embora a Nestlé seja a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, é surpreendente que nenhum de seus conselheiros tenha tido experiência como um líder na indústria de alimentos e bebidas para ajudar o conselho a definir a estratégia.

2) PORTFÓLIO

A Nestlé tem que agir mais rápido para se livrar de negócios de baixo desempenho ou não-estratégicos. Ao longo do último ano, a companhia vendeu negócios que representam menos de 2% de seu faturamento, apesar de um mercado de M&A aquecido. Há pouca (ou nenhuma) chance de que o atual portfólio entregue, de forma sustentável, o crescimento de vendas orgânicas de cerca de 5% que a empresa pretende.

A Nestlé deveria alienar até 15% de seu faturamento e usar os recursos para adquirir mais marcas em suas categorias-chave — ou aumentar a recompra de ações. A participação na L'Oréal deveria ser vendida, já que não há uma lógica estratégica de longo prazo para continuar neste ativo.

É difícil imaginar um ambiente de negócios melhor para a Nestlé adotar a mentalidade #NestléNOW e remodelar seu portfólio do que esta época de múltiplos altos e forte demanda estratégica por alguns de seus negócios de crescimento mais baixo.

3) ORGANIZAÇÃO

A organização burocrática, insular e complacente da Nestlé é altamente complexa e letárgica. Com isso, a companhia deixa escapar muitas oportunidades ao não entender novas tendências de mercado.

Quando fala sobre estratégia em seu site, a Nestlé se vangloria de “por mais de 150 anos, ter construído um negócio que compreende e antecipa as necessidades do consumidor e se adapta para vencer num mercado em evolução”.

No entanto, a Nestlé não fez nada disso nos últimos anos. A empresa não conseguiu participar de algumas das principais novas tendências que impulsionaram o mercado de alimentos e bebidas, e acabou permitindo que marcas novas e concorrentes mais focados capturassem participação de mercado.

Mesmo sem inovação interna, a Nestlé deveria ter sido mais agressiva em adquirir marcas menores e ágeis.

A empresa deve simplificar sua estrutura organizacional excessivamente complexa e se dividir internamente em três divisões — bebidas, nutrição e mercearia — para melhorar o foco, a agilidade e a responsabilidade. Cada grupo de categorias tem uma perspectiva e um conjunto de oportunidades diferentes e se beneficiaria do foco e da atenção de líderes estratégicos e forças de vendas dedicadas.

O fato da Nestlé ter sobrevivido por mais de 150 anos fazendo as coisas do “jeito Nestlé” não garante sucesso contínuo. Todas as empresas veneráveis ​​têm que se adaptar a um mundo em mutação ou arriscar se tornar obsoletas, como já vimos acontecer com marcas lendárias como a General Electric. Geraldo Samor Leia mais em  Brazil Journal 02/07/2018



Empresas de saúde se associam a startups

Iniciativas apoiadas variam de realidade virtual a tecnologia para checar diagnóstico

Nomes tradicionais do setor de saúde como o hospital Albert Einstein e o grupo diagnóstico Dasa se aliaram a startups para rastrear inovações e fomentar iniciativas que variam de óculos de realidade virtual para estudantes de medicina a tecnologias que checam laudos médicos.

A chegada das empresas tradicionais oferece às novatas ajuda especializada na criação de seus produtos e permite que sejam testados com médicos e pacientes, etapa fundamental para atuar no setor.

O Einstein já investiu entre R$ 200 mil e R$ 500 mil em 12 novatas. Ao todo, o grupo tem algum tipo de parceria com 25 startups, 18 delas participantes do programa de apoio de sua incubadora, a Eretz.bio, mantida desde o final de 2017.

“Há uma confluência de novas tecnologias baseadas na digitalização que permite que surjam novas empresas de base tecnológica com capacidade de crescer rapidamente”, diz Claudio Terra, diretor de inovação do Albert Einstein.

Entre as investidas pelo hospital estão a MedRoom, que desenvolveu sistema com óculos de realidade virtual para treinar alunos de medicina.

Vinícius Gusmão, presidente da companhia, diz que a Lucy, personagem virtual que pode ter os órgãos internos examinados pelos alunos, foi aprimorada junto à faculdade.

Fundada em 2015, a startup tem 28 funcionários e faturou R$ 760 mil em 2017. Além de atender faculdades, faz projetos sob medida para hospitais e a indústria da saúde.

Já o grupo Dasa, dono de laboratórios como Delboni Auriemo e Lavoisier, assumiu um andar dedicado a startups de saúde no Cubo, do Itaú e do fundo Redpoint eVentures.

A empresa já investiu na Beep Saúde, que permite chamar médicos em casa a partir de aplicativo.

A Unimed de Porto Alegre fez parceria com a aceleradora Grow+, que apoia a criação de negócios para encontrar fornecedores inovadores.

“Em uma operadora de saúde tradicional, é difícil trabalhar inovação. A operação é intensa, você acaba se envolvendo nas coisas do dia a dia” diz Salvador Gullo Neto, diretor da Unimed.

Em 2017, após receber 128 inscrições de interessadas em ganhar R$ 100 mil para investir (dividido entre aceleradora e operadora de saúde), a companhia fez parceria com a Predict Vision, que usa inteligência artificial para analisar exames de retina.

O serviço será usado para auditar laudos dados por médicos (para checar se o diagnóstico é coerente com a imagem) e fazer acompanhamento de pacientes a longo prazo. Autor: Filipe Oliveira Referência: Folha de São Paulo Leia mais em capitólio 02/07/2018



A desglobalização e a Kraft Heinz

Donald Trump e sua Nova Matriz Econômica

O primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, vai ser fotografado hoje no meio de uma plantação de tomate (ou numa fábrica) enquanto anuncia a entrada em vigor de mais de US$ 12 bilhões em tarifas contra produtos americanos — incluindo o ketchup ‘Made in America’.

Mas a Kraft Heinz — uma das empresas prejudicadas pela medida — é apenas dano colateral.

O alvo de Trudeau é Donald Trump, cuja administração deflagrou uma guerra comercial impondo tarifas contra o alumínio e o aço canadense. Trump está fechando a economia americana e tentando reverter o processo de globalização, que derrubou fronteiras comerciais, integrou cadeias de suprimento e gerou riqueza e desinflação nos EUA.

Os canadenses não têm muita simpatia pela Heinz. Há quatro anos, como parte de sua estratégia de cortar na carne, a empresa fechou uma fábrica no país e botou 700 funcionários na rua. (A market share que a Heinz perdeu foi direto para a French’s, que de francesa só tem o nome: a marca pertence à McCormick, outra companhia americana. A French’s começou a produzir ketchup em Toronto no ano passado, e seu marketing inclui rótulos que dizem: “Envasado no Canadá com 100% de tomates canadense.”)

A Kraft Heinz faturou US$ 2,2 bilhões no Canadá no ano passado, o que representa 8% de seu faturamento global. No entanto, só 20% do seu negócio canadense é importado. Além do ketchup, a companhia vende café, mostarda, maionese e molho de salada.

Tudo indica que o CEO Bernardo Hees está atento ao assunto. Há dez dias, um senador da Pensilvânia, o estado onde a Kraft Heinz paga seus impostos, reclamou que as tarifas canadenses podem custar a própria existência da fábrica da Heinz em Ohio, de onde o ketchup é exportado.

“A solução para que eles possam continuar a vender seus produtos no Canadá seria fechar a fábrica nos EUA e transferi-la para o Canadá”, o Senador Patrick Toomey, um Republicano, disse ao Secretário de Comércio Wilbur Ross durante uma audiência no Congresso. Ross ficou quieto.

Toomey também deixou clara a semelhança que existe entre o Governo Trump e os de Lula e Dilma, que também apostavam em ‘conteúdo nacional’ e ‘campeões nacionais’ como a JBS e a Odebrecht.


“Para cada pessoa que trabalha na indústria de produção de aço, existem 40 ou mais pessoas que trabalham em empresas consumidoras de aço,” disse Toomey. “Estamos escolhendo vencedores e perdedores, o que provavelmente vai resultar, na minha opinião, em muito mais empregos perdidos do que ganhos.”

Nos anos 80, quando o Japão era visto como uma potência ascendente cuja hegemonia mundial era apenas questão de tempo, os slogans “Buy American” e “Made in America” tentavam superar o complexo de inferioridade americano. Os slogans eram eficazes para os políticos populistas, mas não muito eficientes para a economia.

Com o fim do protecionismo e o advento do 'free trade’, os EUA perderam empregos industriais para a China, mas ganharam preços baratos e continuaram sendo o mercado mais desejado do mundo. (A literatura econômica, aliás, mostra que a perda de empregos industriais teve muito mais a ver com os avanços da tecnologia do que com a China.)

Cada CEO americano hoje está tentando calcular quanto sua empresa vai ganhar ou perder com a tentativa de Trump de reverter a globalização — que é irreversível em muitos aspectos. Mas a maioria do S&P 500 vai simpatizar com o posição tomada pela Heinz, que disse na sexta-feira:

“Como uma empresa global de alimentos, a Kraft Heinz se opõe a políticas comerciais que impõem impostos ou tarifas sobre nossos produtos. Com o NAFTA em vigor há mais de 20 anos, desenvolvemos cadeias de suprimento que perpassam toda a América do Norte. Somos contra qualquer mudança que afete nossa capacidade de movimentar nossos produtos facilmente através dessas fronteiras”.

Cerca de 29% do faturamento do S&P vem de fora dos EUA.  Geraldo Samor  Leia mais em braziljournal 01/07/2018



As empresas que ficaram ainda mais valiosas em 2018

Levantamento aponta as 20 companhias que mais ganharam em valor de mercado de janeiro a junho deste ano

Petrobras: estatal ganhou quase 25 bilhões de reais em valor de mercado (foto/Divulgação)

A Vale foi a companhia que mais ganhou em valor de mercado neste ano. Em janeiro, o valor de mercado da mineradora era estimado em 209,24 bilhões de reais. Em junho, o valor de mercado saltou para 257,74 bilhões de reais, um aumento de quase 50 bilhões de reais em seis meses.

O bom desempenho da companhia está relacionado a valorização das ações que foram impactadas pelo preço do minério de ferro. Somente este ano, os papéis da mineradora acumulam ganhos de mais de 24%.

Quem também apresentou um aumento expressivo em valor de mercado foi a Suzano. A companhia ganhou quase 29 bilhões em valor de mercado de janeiro a junho deste ano.

Até agora, as ações da companhia de papel e celulose acumulam ganhos de 141%. Os papéis da exportadora são impactados pelo valorização do dólar frente ao real. Além disso, a Suzano anunciou, em março deste ano, que comprou a Fibria. Juntas, as companhias são líderes em papel e celulose no mundo.

A Petrobras também é destaque no ranking das companhias que mais ganharam em valor de mercado neste ano. A estatal ganhou 25 bilhões de reais em seis meses. Atualmente, o valor de mercado da companhia é de 240 bilhões de reais.

No ano, as ações ordinárias da Petrobras acumulam ganhos de 15% e as preferenciais de 6%.

Os papéis foram impactados pelo valorização do petróleo no mercado externo, além do otimismo dos investidores como o programa de desinvestimento da companhia.

Os investidores também acompanharam a saída de Pedro Parente da presidência após a greve dos caminhoneiros.

Confira abaixo a lista das 20 companhias que mais ganharam em valor de mercado. Os dados foram divulgados pela Economatica, provedora de informações financeiras, a pedido do site EXAME. Por Karla Mamona Leia mais em exame 02/07/2018



Investidor prefere oferta primária de ações, mas secundária rende mais

Desde as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) em abril, as ações da operadora de saúde Hapvida valorizaram 27%. No mesmo período, a concorrente Intermédica subiu 32%. A diferença de desempenho até chegou a ser bem maior no período. A Hapvida, cuja oferta foi majoritariamente primária, levantou mais recursos no IPO e teve maior demanda na oferta. Mas é a concorrente, cuja oferta foi majoritariamente secundária, que registra a maior valorização.

Para gestores de ações e bancos de investimento, esse comparativo pode servir de exemplo de um fenômeno comum do mercado acionário brasileiro. Os investidores tendem a privilegiar ofertas majoritariamente primárias de ações (aquelas em que o dinheiro vai para o caixa da empresa), acreditando que a companhia tende a crescer mais com recurso em caixa. Por outro lado, dá desconto ao precificar ofertas secundárias (quando o acionista é o vendedor), em que o capital não chega à companhia. Por isso mesmo, as primárias costumam chegar à bolsa com múltiplos maiores. Com análise inicial mais modesta, as secundárias acabam tendo mais espaço para se valorizar, em média.

Na comparação das operadoras de saúde, a Hapvida chegou à bolsa com um múltiplo de 19 vezes o Ebitda, ante 11,3 vezes da Intermédica. Se as companhias têm desempenho operacional semelhante, o potencial de valorização daquela que chegou mais barata será naturalmente maior, comparam gestores de ações.

De 2013 a 12 de junho de 2018, 66% das ofertas majoritariamente ou exclusivamente secundárias acumularam variação positiva desde o IPO, ante 60% das ofertas primárias. Conforme levantamentos da empresa de informações financeiras Economatica e do Valor Data, em seis anos, o desempenho médio das ofertas secundárias foi melhor em cinco deles, perdendo para primárias somente em 2015. No acumulado desde 2013, a média foi de uma variação de 79,56% para secundárias, ante 20,37% de primárias.

Levantamentos internos dos bancos também mostram isso, em ofertas iniciais e em ofertas subsequentes ("follow-ons", que podem ser tanto primárias quanto secundárias). "Fizemos uma regressão de todas as transações desde 2004. Quanto maior a oferta secundária no IPO, maior o upside [potencial de valorização] dos analistas que cobrem os papéis", diz Hans Lin, diretor do banco de investimento Bank of America Merrill Lynch no Brasil.

Não se trata de uma barreira, ressaltam os especialistas. "Se você dá a opção, na margem, há preferência para que o dinheiro do novo investidor seja direcionado à companhia e não para dar saída a outros acionistas. Mas o que faz diferença na decisão final é o porquê dos antigos acionistas estarem saindo", diz Eduardo Mendez, corresponsável pela área de renda variável do Morgan Stanley.

Se o acionista vendedor é um fundo de private equity, por exemplo, a avaliação do investidor costuma ser menos dura. Para dois gestores de fundos de ações, um bom exemplo ocorreu em junho. Quando anunciou uma oferta adicional de ações menos de seis meses após o IPO, a empresa de meios de pagamento PagSeguro despencou na bolsa de Nova York. Os acionistas controladores, que definem a administração da empresa, estavam vendendo mais ações - conseguindo uma permissão ("waiver") dos bancos coordenadores para não esperar uma prazo de seis meses para a nova venda. Em 2017, a empresa aérea Azul fez o mesmo na brasileira B3. Conseguiu um waiver dos bancos e da B3 para uma oferta adicional cinco meses depois do IPO. Os investidores também não gostaram, mas grande parte da venda era de fundos de private equity e já era esperado. Enquanto a ação da PagSeguro fechou com queda de 14,6% no dia do anúncio, a da Azul caiu 4,9%.

Outro exemplo citado pelas instituições diz respeito ao processo de IPO da XP Investimentos, no ano passado - que acabou não acontecendo já que a empresa fez uma transação de venda ao Itaú. Entre os riscos avaliados pelos investidores, não estava a questão da venda secundária, segundo executivos que participaram do processo. Haveria venda de participação do fundo de private equity General Atlantic, que já tem a saída da empresa esperada, e a fatia de venda da parte dos sócios executivos continuava lhes garantindo controle e gestão da empresa.

"Se o objetivo da operação for justificável, o investidor compra sendo primária ou secundária", diz Roderick Greenlees, diretor do banco de investimento do Itaú BBA. "Se a empresa não tiver um bom uso para os recursos, o investidor até prefere que seja uma oferta secundária".

A justificativa da oferta vale tanto para precificar uma secundária quanto primária. Uma empresa que não tem planos de crescimento orgânico ou aquisições acaba deixando o caixa rendendo juros de mercado. "Do ponto de vista do investidor, isso não é bom, já que ele consegue esse mesmo retorno sozinho", afirma um executivo experiente em ofertas. "As ações da CCR têm sido penalizadas, entre outros motivos, por a companhia ter feito nova captação mas não ter usado o dinheiro ainda." A concessionária de rodovias captou R$ 4 bilhões em fevereiro do ano passado. A empresa tinha R$ 2,82 bilhões em caixa no fim de 2016, aumentou o volume com a oferta e, em março de 2018, tinha R$ 5,13 bilhões em caixa. A CCR diz que "novas oportunidades de investimento são criteriosamente avaliadas e precisam estar alinhadas às premissas da empresa".

Para o Morgan Stanley, há certa diferença também em ofertas de empresas estreantes e de empresas que já são listadas. Conforme o banco, existe uma maior dispersão no tempo no comparativo entre IPOs e follow-ons. As ações de ofertas subsequentes demoram um pouco mais para tomar tração na bolsa, o que não significa que, no médio prazo, esse desempenho se mantenha.

"Considerando as ofertas totais nos dois últimos anos, o retorno ponderado pela média do volume levantado foi de 18% nos primeiros 30 dias de negociação de IPOs e de 4% em follow-on. Considerando a média linear, é de 11% e 4,4%, respectivamente'", diz Mendez. Uma das razões é que, no follow-on, costuma haver um desconto sobre o preço que a ação já é negociada em bolsa, o chamado "desconto de tela". Isso justifica o papel levar mais tempo para corrigir o preço, na média.

Os especialistas ressaltam, no entanto, que simplesmente o fato de ser uma oferta primária ou secundária, IPO ou oferta subsequente não garantem qualquer desempenho - o investidor terá que se aprofundar sobre cada uma delas antes de comprar o papel. "Olhar somente para médias pode ser uma pegadinha", afirma um gestor que tem cerca de R$ 10 bilhões em renda variável.  - Valor Econômico
Leia mais em portal.newsnet 02/06/2018



01 julho 2018

O retorno do Fleury

Depois de cinco anos ajustando a casa e melhorando a rentabilidade, o segundo maior grupo de exames diagnósticos do Brasil retoma as aquisições e os aportes na expansão da sua rede

Para uma empresa de capital aberto, o Fleury esteve bastante fechado nos últimos tempos. Segundo maior grupo de exames diagnósticos do Brasil, com uma receita de R$ 2,4 bilhões, a companhia foi uma das consolidadoras do setor no começo desta década, ao lado do Dasa, dono da marca Delboni Auriemo e seu maior concorrente. Mas, nos últimos cinco anos, o Fleury virou notícia pelas negociações de suas ações, após o interesse do grupo de médicos controladores em vender as suas participações. Para assessorá-los nesse objetivo, eles contrataram, em 2013, o JP Morgan. Mas não houve negócio. Apenas um aporte do fundo Advent, que comprou 13% de participação, em setembro de 2015, quando a fatia era avaliada em R$ 350 milhões. Dois anos depois, o private equity vendeu essa posição, por R$ 1,3 bilhão, aproveitando o melhor momento da empresa na bolsa de valores, e a chance de utilizar os recursos para investir no setor educacional, por meio da Estácio.

A imensa valorização do Fleury tem relação com o trabalho de Carlos Marinelli, nomeado CEO no segundo semestre de 2014. Um executivo de perfil discreto e que é bem visto pelo mercado. Entre julho e setembro de 2015, quando o Advent comprou a sua participação, até o primeiro trimestre deste ano, a margem Ebitda subiu de 20,6% para 28,5%. Nesse período, enquanto a nova gestão trabalhava internamente nas melhorias de margens, por meio de aprimoramento de processos e ganhos de eficiência no atendimento aos clientes, a empresa deixou de fazer anúncios de impacto. Mesmo o lançamento de uma plataforma de genômica, em novembro de 2017, uma grande aposta da companhia e uma importante inovação no mercado brasileiro, não chegou a merecer um comunicado oficial.

Por meio dela, o grupo pretende se comunicar com clientes e médicos, e divulgar conhecimento sobre exames genéticos. Ela ainda servirá para vender online esses exames e serviços de assessoria médica personalizada para a investigação de diagnósticos mais complexos. “A inovação em medicina diagnóstica ajuda médicos a salvar vidas e são recursos tão necessários a um sistema que encara desafios como o envelhecimento populacional e o desenvolvimento crescente de opções terapêuticas”, diz Marinelli. “Seguimos investindo no desenvolvimento de produtos e serviços no segmento de genômica de forma a consolidar nosso posicionamento e confirmar a vanguarda do grupo na medicina personalizada e de precisão.”

Apesar desse desejo por discrição, a companhia está voltando gradualmente aos holofotes. Desde setembro de 2017, o Fleury já anunciou a compra do laboratório Serdil, de Porto Alegre, e do Instituto de Radiologia de Natal, por R$ 29,8 milhões e R$ 90,5 milhões, respectivamente. A empresa também traçou um plano de ampliar a sua rede em 70 unidades, até 2021, aumentando em até 60% a base de atendimento. Apenas no último ano, foram abertas 30 delas, contabilizando 169 unidades de suas seis bandeiras. As mais conhecidas são a Fleury, que deu origem ao grupo e está voltada à classe alta de São Paulo e de Brasília, e a a+ (em letra minúscula), de alcance nacional, com foco na classe média e que concorre mais diretamente com o Delboni. “Com a abertura de duas grandes unidades no ano passado, completamos o posicionamento do Fleury, mas na a+ há muitas oportunidades”, diz a médica Jeane Tsutsui, diretora executiva da marca Fleury e que passou a ser a principal porta-voz do grupo na comunicação de inovações e de estratégias para o mercado.

Os investimentos em expansão e inovações ultrapassaram os R$ 295 milhões em 2017. E devem se manter nesse nível, à medida que o plano de abrir mais unidades e comprar empresas avança. “O desafio para crescer nesse setor é conseguir registrar os pagadores, que são os planos e seguradoras de saúde, para que passem a aceitar as novas unidades. Eles costumam pensar que, com mais opções próximas das pessoas, vai aumentar o número de pedidos de exames”, diz Thiago Macruz, analista de investimentos do Itaú BBA. “Mas o Fleury defende que vai ganhar participação de mercado, não ampliar os gastos dos planos. E também tem apresentado uma maturação mais rápida do que o esperado para as suas novas unidades a+.”

No plano do Fleury, o ganho de receita deve vir desse aumento de participação e de novos exames que estão sendo lançados, cada vez mais sofisticados. “Estamos apresentando mais de 100 novos produtos ou alterações de diagnósticos, por ano”, diz Jeane. “Temos uma estratégia clara de que o que estamos construindo hoje será o que precisamos para o futuro.” A plataforma de genética e o uso do Watson, plataforma de computação cognitiva da IBM, para a área de oncologia, são apenas os mais vistosos. Esse último é capaz de avaliar alterações existentes em 366 genes, ao custo de R$ 8 mil. Mas há uma série de outras novidades, muitas delas inéditas no País, como a impressão 3D de órgãos e partes do corpo em gesso ou acrílico, que permitem aos cirurgiões visualizarem melhor, por exemplo, tumores em ossos. Com tudo isso, parece que o período de discrição do Fleury nos últimos anos está encerrado. Leia mais em em istoedinheiro 29/06/2018

01 julho 2018