04 junho 2018

Fusões e aquisições no Brasil caem 40,6% em maio

O número de operações de fusão e aquisição no Brasil recuaram pelo segundo mês consecutivo em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, em 40,6%, para 54 operações.

Os dados são do relatório mensal da Transactional Track Record (TTR),  empresa que monitora operações de fusões e aquisições no Brasil e na América Latina, em parceria com a consultoria LexisNexis e o escritório de advocacia TozziniFreire Advogados.

Dessas operações, 18 tiveram seus valores revelados, somando R$ 4,2 bilhões, uma queda de 65,6% ante maio de 2017.

O destaque do mês passado foi a conclusão da aquisição da Piraquê pela fabricante de alimentos M. Dias Branco, em uma operação avaliada em R$ 1,5 bilhão. No setor de capital privado, o número de operações caiu 80%, para dois acordos ... Leia mais em valoreconomico 04/06/2018

04 junho 2018



Investimento do setor de Private Equity somou R$ 15,2 bi em 2017, diz Abvcap

 Os fundos de private equity investiram R$ 15,2 bilhões no ano passado, um aumento de 36% em relação aos R$ 11,3 bilhões investidos em 2016, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap). Os números não englobam fundos globais.

Os investimentos abrangem 175 empresas, uma elevação de 10,2% em relação ao ano passado, quando os investimentos aconteceram em 157 empresas. Nos últimos cinco anos, houve R$ 102 bilhões investidos em 778 empresas, de acordo com o presidente da associação, Piero Minardi.

A indústria de private equity registrou volume recorde de desinvestimentos em 2017, no total de R$ 9,8 bilhões, de acordo com a Abvcap. Em 2016, o desinvestimento somou R$ 5 bilhões. O presidente da associação, Piero Minardi, ressaltou que desde 2011, os fundos desinvestiram perto de R$ 40,5 bilhões.

De acordo com Minardi, 54 empresas foram desinvestidas no ano passado, ressaltando que seis das nove ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) foram de empresas com participação de private equity. "Olhando desde 2004 para cá, vemos que quase 50% das ofertas em bolsa tiveram um private equity por trás, o que mostra quão importante a indústria está sendo para o mercado de capitais", destacou. - Leia mais Jornal do Comércio 04/06/2018



Tyson Foods compra empresa de frango orgânico Tecumseh Poultry

A Tyson Foods, uma das maiores produtoras de carnes dos Estados Unidos, anunciu nesta segunda-feira a compra da empresa de frangos orgânicos Tecumseh Poultry. O valor do negócio não foi informado.

"A marca Smart Chicken é líder em sua categoria, cujo crescimento torna esta aquisição estratégica para a Tyson Foods", disse em nota o diretor de Marketing do segmento de aves da Tyson Foods, Eric Schwartz.

Os ativos da Tecumseh Poultry incluem duas plantas localizadas em Tecumseh e Waverly, no Estado de Nebraska, assim como granjas de frangos que abastecem estas unidades. Conforme o comunicado, a Tyson planeja manter a Tecumseh como uma subsidiária separada e continuar empregando os 600 funcionários da empresa.

A Tyson já produz e comercializa produtos orgânicos com as marcas NatureRaised Farms e Aidells. A transação acompanha um movimento observado entre os maiores fabricantes de frango dos Estados Unidos no sentido de elevar sua presença no segmento de alimentos orgânicos.

As vendas de frangos refrigerados orgânicos no país cresceram cerca de 12% nos últimos 12 meses encerrados em 28 de abril, alcançando US$ 333 milhões, enquanto as vendas de frango convencional aumentaram menos 3,3% no mesmo período, para US$ 7,7 bilhões, segundo dados compilados pela consultoria Nielsen Perishables. Fonte: Dow Jones Newswires. Leia mais em terra 04/06/2018



Startup chinesa de inteligência artificial arrecada US$ 1,2 bi em 2 meses

Após arrecadar US$ 600 milhões de gigantes como o Alibaba em uma rodada de investimentos no mês passado, a companhia anunciou ter captado mais US$ 620 milhões

Fornecedora de sistemas de reconhecimento facial, análises de vídeo e inteligência artificial para diversas áreas, a startup chinesa SenseTime não para de arrecadar somas impressionantes de dinheiro. Após arrecadar, em uma rodada de investimentos em abril, US$ 600 milhões de gigantes como o Alibaba, a companhia anunciou no último final de semana ter captado mais US$ 620 milhões.

A fabricante de chips eletrônicos Qualcomm e fundos de investimento como Fidelity International e Hopu Capital estão entre as empresas que aportaram recursos na SenseTime. A startup afirma ter agora um financiamento disponível de mais de US$ 1,6 bilhão e valor de mercado superior a US$ 4,5 bilhões.

O valor coloca a empresa como uma das startups mais valiosas do mundo, sendo a maior na área de inteligência artificial. Entre seus clientes estão governos de regiões chinesas e empresas como a Weibo e o grupo HNA, que tem forte atuação no setor da aviação. Entre suas soluções, estão softwares de monitoramento, realidade aumentada e, mais recentemente, direção autônoma. Leia mais em epoca negocios 04/06/2018
Reconhecimento facial (Foto: Getty Images)



Enel fecha aquisição de mais de 70% da Eletropaulo em OPA de R$ 5,5 bi

Leilão movimentou 122,79 milhões de papéis da distribuidora de energia elétrica por R$ 45,22 cada

A italiana Enel fechou a compra de mais de 70 por cento da distribuidora de energia paulista Eletropaulo por cerca de 5,55 bilhões de reais, em um leilão realizado nesta segunda-feira pela bolsa B3, na qual apresentou uma oferta pública pela aquisição até da totalidade das ações da elétrica.

A companhia italiana superou sua rival Iberdrola pela transação, que a tornará a líder no mercado brasileiro de distribuição de eletricidade, posição até então ocupada pela CPFL Energia, da chinesa State Grid.

O negócio envolverá o pagamento pela Enel de 45,22 reais por ação da Eletropaulo, em um total de 122,79 milhões de papéis da companhia, que possui cerca de 167,3 milhões de ações em circulação.

Os italianos ainda se comprometeram a realizar um aporte de ao menos 1,5 bilhão de reais na distribuidora paulista, a maior do Brasil em termos de faturamento e energia negociada.

A aquisição foi fechada após uma dura concorrência com a Neoenergia, controlada pelos espanhóis da Iberdrola, que ofereceu 39,53 reais por ação da Eletropaulo em sua proposta final pelo ativo, na semana passada.

"Uma empresa grande como a Eletropaulo, em uma região super populosa e que concentra boa parte do PIB brasileiro, acaba atraindo grandes grupos... Eles devem estar contando que vão ter maior capacidade de investimento para melhorar os indicadores de performance da companhia e torná-la mais rentável", disse à Reuters o especialista em energia da E&Y, Marcos Quintanilha.

A Eletropaulo ficou em 44° lugar em um ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) do ano passado no qual consumidores avaliam a qualidade dos serviços prestados pelas distribuidoras de energia no país.

CONCORRÊNCIA ACIRRADA

A disputa pela compra da Eletropaulo teve início ainda em março, quando a companhia recebeu uma primeira proposta da Enel. Na época, os papéis da distribuidora eram negociados a cerca de 17 reais.Posteriormente, a elétrica atraiu uma proposta da brasileira Energisa, de 19,38 reis por ação, e da Neoenergia, que entrou então em uma guerra de lances contra a Enel pelo negócio.

Antes do leilão, os maiores acionistas da Eletropaulo eram a norte-americana AES e o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a compra do controle pela Enel, a Eletropaulo irá se somar às outras operações de distribuição de energia controladas pela empresa no país --no Rio de Janeiro, no Ceará e em Goiás. O número de clientes do grupo em distribuição no país passará para 17 milhões, contra 7 milhões anteriormente.

A Enel também possui ativos de transmissão e de geração de energia no Brasil, com destaque para os negócios em fontes renováveis, como usinas eólicas e solares. Reuters Leia mais em dci 04/06/2018



Bain Capital vai ajudar Toshiba Memory a buscar grandes aquisições

A Bain Capital, que liderou a compra da Toshiba Memory por 18 bilhões de dólares, anunciou nesta segunda-feira que planeja apoiar os negócios de fusões e aquisições no setor de chips, incluindo contratos potencialmente grandes.

O segundo maior fabricante de chips Nand do mundo deve ter necessidades robustas de recursos -em parte devido à natureza de alto custo de capital da indústria de semicondutores, e também por ter de agradar os membros do consórcio vencedor do Bain.

A empresa de private equity dos Estados Unidos e a Toshiba Memory discutirão que tipo de tecnologias ou aquisições serão necessárias, com o presidente da Toshiba Memory, Yasuo Naruke, observando que no longo prazo a tecnologia ligada à próxima geração de chips de memória será necessária."Acredito que nosso poder de financiamento permitirá que a Toshiba Memory se envolva em fusões e aquisições em larga escala", disse Yuji Sugimoto, presidente do Bain Capital no Japão, após a conclusão do acordo na semana passada.

A conversa sobre potenciais aquisições ocorre em meio à crescente demanda por chips, já que a ascensão de smartphones poderosos, inteligência artificial e direção autônoma exigem quantidades de armazenamento de dados cada vez maiores.

Em setembro passado, o consórcio Bain venceu uma longa e controversa batalha pelo negócio de chips da Toshiba - posto à venda após custos numa unidade nuclear dos EUA mergulharem o conglomerado japonês em crise.

Pelo acordo, a Toshiba reinvestiu na unidade, detendo cerca de 40 por cento. Outros membros do consórcio incluem Apple, a fabricante de chips sul-coreana SK Hynix, Dell, Seagate, Kingston e a Hoya.Seus novos donos planejam um IPO do negócio em três anos.

A Toshiba tinha 19,3 por cento do mercado de Nand no primeiro trimestre, atrás da arquirrival Samsung que detinha 37 por cento, segundo a empresa de pesquisa TrendForce.

Os chips Nand tridimensionais possuem uma estrutura de células empilhadas, dando-lhes muito mais capacidade de armazenamento do que os chips convencionais.

A expansão agressiva de capacidade para chips 3D Nand está em andamento na Toshiba Memory, com sua sexta linha de produção pronta para operar no terceiro trimestre em sua fábrica de Yokkaichi, no Japão, maior unidade de produção Nand do mundo.

A construção de uma nova fábrica de chips de memória em Kitakami, no norte do Japão, também começará no mês que vem.

Outras expansões de capacidade dependerão da demanda do mercado, disse Naruke, mas acrescentou que novas linhas de produção podem ser construídas em Yokkaichi ou em Kitakami.(Por Makiko Yamazaki) Reuters Leia mais em dci 04/06/2018



Custom entra no Brasil com foco em pequenas

Após comprar 75% da mineira Nitere por US$ 6 milhões, empresa italiana aposta em mercado de equipamentos voltados à emissão de cupons fiscais eletrônicos e softwares de gestão comercial

 Italiana quer ganhar escala com impressão para varejistas menores

Após entrar no mercado brasileiro através da compra da Nitere, a italiana Custom já traça planos ambiciosos. A meta é que, em cinco anos, a atividade brasileira fique entre as maiores da companhia, movimento que se apoiará em negócios com pequenas e médias empresas.

Para este ano – já operando no Brasil por meio da aquisição de 75% da mineira Nitere por US$ 6 milhões – a Custom pretende faturar US$ 170 milhões. “Com essa nova iniciativa no Brasil, planejamos em um ano recuperar o valor investido e, posteriormente, pensar em ampliar nossa margem de receita. Não fizemos isso apenas visando faturamento, mas acreditando no potencial de crescimento econômico do País”, diz o CEO da empresa italiana, Carlo Stradi.

Segundo ele, a operação no Brasil tem como objetivo usar o “know-how de mercado” da Nitere para ampliar o portfólio e desenvolver novos produtos de automação para o pequeno e médio varejo. Para isso, os italianos mantiveram a atual equipe administrativa do negócio, apostando em equipamentos voltados à emissão de cupons fiscais eletrônicos e softwares de gestão comercial.

“Dentro de cinco anos, o Brasil será um dos nossos principais mercados. Especificamente no estado de São Paulo há potencial para crescermos na área fiscal do comércio, como por exemplo por meio do Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (CFe-SAT)”, antecipa.

A estratégia de mercado ganhou força após aprovação da lei estadual de São Paulo 6.374, em 06/04/2016 estabelecer que todo comerciante com receita bruta acima de R$ 120 mil deverá substituir a emissão da Nota Fiscal de Venda ao Consumidor pelo CFe-SAT.

Ainda de acordo com Stradi, o foco em pequenos negócios trará maior escalabilidade para as operações da empresa, pois o ganho se concentra no volume, e não só na margem. Porém, tendo em vista que a capacidade produtiva da Nitere será ampliada, o desafio é absorver a oscilação do dólar.

“Não temos como resolver diretamente o problema da flutuação cambial, mas trabalhamos para diminuir os custos de produção local e amenizar os efeitos dessa variação de preço nas importações que vem, em sua maioria, da Índia e China”, disse Stradi.

Segundo ele, a Custom investe 10% do faturamento em inovação e agora adota como estratégia de expansão a aquisição de novas empresas.

E é com essas compras em mercados estratégicos que a empresa pretende elevar em 19% sua receita até 2020, chegando a US$ 209 milhões. No caso específico da Nitere, no Brasil, a expectativa de ampliação no portfólio é de 50%, “com a possibilidade de reforçar a presença da empresa em países na América do Sul, como a Argentina”, antecipa.

Outra aposta da empresa para o mercado global, incluindo o Brasil, é o mercado de luxo. Com a compra da italiana Bizeta há cerca de três anos, a empresa ganhou expertise no desenvolvimento de software de vendas online para o varejo de moda de luxo. A companhia atuava no mercado brasileiro, mas com o início da crise, viu a diminuição da presença de seus clientes, como Salvatore Ferragamo, Fendi, Prada e Bvlgari.

“Hoje, com os sinais da recuperação da economia brasileira, recebemos notificações, como da Fendi e Bvlgari, para o desenvolvimento de outros projetos de software em novas unidades dessas marcas no Brasil até o ano que vem”, informou o gerente de vendas para o varejo da Custom, Andrea Pedrazzi. /O jornalista viajou à Itália a convite da Custom. Leia mais em dci 04/06/2018
Italiana quer ganhar escala com impressão para varejistas menores



Advent International adquire fatia majoritária do Walmart no Brasil

Empresa de private equity ficará com 80% da operação

 Walmart informou nesta segunda-feira que a empresa de private equity Advent Internacional vai adquirir uma participação de 80 por cento nas operações do Walmart no Brasil, enquanto a varejista vai manter uma fatia de 20 por cento

Como resultado da transação, o Walmart espera registrar uma perda líquida não caixa de cerca de 4,5 bilhões de dólares como um item especial no segundo trimestre.

O valor do negócio não foi informado. Reuters Leia mais em dci /04/2018
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Walmart vende operação no Brasil para empresa de private equity Advent

A empresa de private equity Advent acertou a compra de 80% do Walmart Brasil. Os demais 20% vão permanecer com o grupo varejista..

As conversas, segundo a matéria, envolviam exatamente a venda de 80% da operação brasileira para a Advent por R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões. ..Leia mais em valoreconomico 04/06/2018





03 junho 2018

Venda da Eletrobrás não sai este ano

O desgaste do governo, acentuado pela greve dos caminhoneiros, e a proximidade do calendário eleitoral inviabilizaram de vez a aprovação, ainda neste ano, do projeto que permite a privatização da Eletrobrás - o mais importante da atual agenda econômica. Responsável por colocar o projeto em votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admite nos bastidores que dificilmente a medida será votada antes das eleições.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, ele tem sua própria agenda de prioridades, que inclui medidas de apelo popular, como a redução no preço do gás. O único "esforço" que será feito pelo presidente da Câmara será para aprovar o projeto que tenta solucionar o problema de seis distribuidoras deficitárias da Eletrobrás e promover alterações no setor elétrico.

 A Eletrobrás acumula nos últimos seis anos perdas de R$ 28 bilhões. O projeto que permite a privatização foi enviado no dia 22 de janeiro, mas está emperrado em uma comissão especial da Câmara, de onde ainda precisaria seguir para o Senado.

A avaliação de Maia é de que o governo não terá mais força suficiente para aprovar a privatização da estatal de energia. Com a fragilidade do governo, Temer e os parlamentares não poderiam enfrentar desgaste nem mesmo das famílias cujos seus integrantes trabalham ou dependem da Eletrobrás. E, para Maia, mesmo após as eleições, a proposta só poderá ser votada se for um tema defendido pelo novo presidente da República eleito.

"Está difícil aprovar Eletrobrás. O tempo está escasso e temos outras matérias da microeconomia para votar", disse o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA), que é da base aliada.

Às vésperas do pleito, o foco do Planalto e do Congresso passou a ser a aprovação de medidas que garantam estímulo novo à economia, sobretudo o crédito. Com saída da Eletrobrás da lista, entram projetos como o da duplicata eletrônica e do distrato que podem melhorar o crédito e ajudar a acelerar a ainda lenta retomada da economia. "Com essas medidas, nós vamos gerar um ambiente econômico, no segundo semestre, melhor do que o atual. E isso facilita o processo eleitoral de todo mundo, inclusive de quem está na oposição", disse o presidente da Câmara. "Todos esses projetos dão sinais positivos e segurança jurídica", concordou o líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), que defende a candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles ao Planalto.

Essas medidas microeconômicas também estão na lista de prioridades da equipe de Guardia e, apesar de contarem com o apoio do presidente da Câmara, ainda enfrentam resistências dos parlamentares. O cadastro positivo, por exemplo, não teve a votação concluída e ainda pode ser totalmente desfigurado caso sejam aprovadas mudanças no texto principal.

Para aprovar as medidas econômicas, o governo só tem, na prática, duas semanas até o início da Copa do Mundo e das festas juninas, quando os parlamentares viajam a seus redutos eleitorais e os trabalhos na Câmara entrarão em ritmo lento. Em agosto, começará a campanha eleitoral, quando as votações diminuirão ainda mais.

Questionado se a articulação política de um governo enfraquecido não atrapalha as votações, Maia admitiu contratempos. "É claro que, em um ano eleitoral e com o desgaste que o governo tem hoje, tudo sempre fica mais difícil, mas fazemos um esforço coletivo. Não legislar e deixar a economia assim, em vez de tentar empurrar o crescimento, seria um erro".

Subsídios

Para bancar os novos subsídios que pretende colocar em votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, promete trabalhar pela aprovação do projeto da cessão onerosa para abrir caminho para o leilão de barris de petróleo excedentes do pré-sal. Apresentado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), ele será relatado pelo deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE), aliado de Maia e ex-ministro de Minas e Energia do governo Temer. A expectativa é que, se o projeto for aprovado antes do recesso de julho, o governo poderá fazer os leilões até setembro.

Maia calcula que os leilões poderão render cerca de R$ 80 bilhões e defende que esses recursos sejam destinados para medidas como barateamento do preço do gás de cozinha. A pressão por novos subsídios desencadeou a demissão de Pedro Parente da Petrobrás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 03/06/2018

03 junho 2018



Microsoft pode comprar plataforma para desenvolvedores GitHub por US$ 5 bi

A plataforma para desenvolvedores de software GitHub pode ser comprada pela Microsoft segundo apurou a publicação Business Insider. Segundo análises do valor de mercado do GitHub, ela pode estar valendo até US$ 5 bilhões, ou R$ 18,8 bilhões, apresentando um aumento considerável desde 2015, quando havia sido avaliada em US$ 2 bilhões, ou R$ 7,5 bilhões.

O GitHub ganha dinheiro por meio de assinaturas que chegam a somar mais de US$ 200 milhões, ou R$ 753 milhões, em receita

Não há muita clareza sobre o andamento da negociação entre as empresas, mas uma fonte da Business Insider revelou que existia uma intenção das empresas trabalharem em uma parceria de mercado no valor de US$ 35 milhões, ou R$ 131,7 milhões, e que a ideia evoluiu para um possível investimento e, mais recentemente, a aquisição total da empresa.

O GitHub é uma das ferramentas mais usadas por desenvolvedores de software. Nela, é possível armazenar códigos de programação, conferir atualizações e ainda abrir temas para discussão sobre esses assuntos. A plataforma tem mais de 23 milhões de usuários em mais de 1,5 milhão de organizações. O GitHub ganha dinheiro por meio de assinaturas que chegam a somar mais de US$ 200 milhões, ou R$ 753 milhões, em receita.

Nem a Microsoft, nem o GitHub deram declarações sobre essas informações.POR RAFAEL FARINACCIO  Leia mais em TecMundo 01/06/2018






02 junho 2018

Stone contrata bancos para realizar IPO em Nova York

A processadora de cartões Stone Pagamentos começou a contratar os bancos para coordenar sua oferta pública inicial de ações (IPO) em Nova York. Goldman Sachs e J.P. Morgan já estão nesse grupo, conforme o Valor apurou.

 Duas fontes afirmam que a oferta deve ser majoritariamente primária - as gestoras Actis e Gávea não devem se desfazer de suas ações. ... Leia mais em valoreconomico 01/06/2018

02 junho 2018



01 junho 2018

Fintechs vão a mercado levantar recursos para expandir carteira

O crescimento das "fintechs" de crédito, empresas de tecnologia com foco em serviços financeiros, tem levado as companhias a buscarem o mercado de capitais para financiar a expansão de suas carteiras. O momento é favorável, dada a maior demanda por ativos de crédito por parte de fundos de investimento e gestores de fortunas, diante da queda da taxa básica Selic para a mínima histórica, de 6,5% ao ano.

Lendico, Creditas, Just, Nubank e Nexoos pretendem captar recursos no mercado neste ano por meio da oferta de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). O mercado de capitais tem sido uma alternativa de funding para as operações de financiamento realizadas por essas fintechs, ao conectar os tomadores de crédito aos investidores.

A XP Investimentos está trabalhando em pelo menos quatro operações envolvendo fintechs, que devem sair até o meio do terceiro trimestre, e somam cerca de R$ 600 milhões, conta Rafael Quintas, sócio e chefe de distribuição de mercado de capitais.

A Lendico, fintech que atua na concessão de empréstimo pessoal e tem como sócios a alemã Rocket Internet e o banco BMG, prepara o primeiro FIDC de R$ 100 milhões. A empresa vai ficar com as cotas subordinadas, que devem representar 30% do fundo e são as primeiras a absorver as perdas.
A ideia é diversificar não só a fonte de funding, como de receita. Hoje, a fintech ganha apenas a comissão dos créditos que origina para o BMG e, ao investir na cota subordinada, ela passa a ganhar também com o spread (diferença entre o custo de captação e do empréstimo) da operação.

Nessas transações, as fintechs vendem os recebíveis dos contratos de crédito para o FIDC, cujas cotas são distribuídas para os investidores.

"Financiávamos nossas operações com recursos do nosso sócio, o banco BMG, e agora queremos usar mais o mercado de capitais", diz Marcelo Ciampolini, presidente da Lendico.

Os créditos que serão cedidos para o fundo serão de operações de menor risco, que têm uma taxa média de juros de 3,5% ao mês nos empréstimos pessoais, abaixo da média cobrada pelos bancos. "Acho que vamos conseguir captar recursos a uma taxa competitiva e isso não deve afetar as taxas cobradas pela Lendico", diz Ciampolini.

Plataforma de crédito do Guia Bolso, a Just também prepara uma segunda rodada de captação de um FIDC lançado no ano passado, que tem uma carteira de R$ 120 milhões. A ideia é fazer uma emissão similar ainda no primeiro semestre. A fintech já tinha levantado R$ 100 milhões com um grupo restrito de investidores.

A Just origina crédito para parceiros como a BV Financeira, Portocred e o banco CBSS, formado pela parceria do Bradesco com o Banco do Brasil.

"Hoje a maior parte do funding vem do mercado de capitais e a ideia é reduzir e chegar ao fim do ano com 50% dos recursos de mercado e 50% dos parceiros financeiros", diz Bruno Poljokan, diretor da Just. A fintech tem uma carteira de crédito de R$ 350 milhões e pretende chegar a R$ 500 milhões até o fim do ano.

A Creditas também tem usado a estrutura de FIDC para financiar as operações de crédito. A empresa já lançou dois fundos de recebíveis, de R$ 100 milhões cada, sendo um lastreado em crédito com garantia de imóvel ("home equity") e outro de financiamento de veículos. A empresa pretende fazer uma nova rodada de captação nesses fundos da ordem de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões cada.

A emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) com lastro em financiamentos na modalidade home equity também está nos planos da Creditas. Segundo Sergio Furio, fundador e presidente da empresa, a captação de recursos no mercado representa cerca de 70% do funding da fintech.

As operações de home equity, que representam 35% da carteira de crédito total de R$ 350 milhões, são financiadas integralmente pela captação de recursos via FIDC. Já o funding para o financiamento de veículos vem do parceiro, a BV Financeira. A Creditas tem ao todo parceria com cinco instituições financeiras. "Esperamos crescimento de quatro vezes na carteira", diz.

A Nexoos, que atua no financiamento a pequenas e médias empresas, também estuda levantar de R$ 50 milhões com investidores institucionais.

"Lá fora, todas as plataformas de empréstimos 'peer-to-peer' que cresceram financiam mais da metade do volume de empréstimos no mercado de capitais, como Lending Club e Funding Circle ", afirma Daniel Gomes, presidente da Nexoos. Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 01/06/2018

01 junho 2018