17 junho 2019

Em consórcio, grupo tenta de novo comprar Liquigás

O grupo Ultra está novamente tentando comprar a Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobras, mas em outro formato.

O presidente da holding Ultrapar, Frederico Curado, disse, em entrevista ao Valor na quinta-feira, que o grupo faz parte de um consórcio que apresentou oferta não vinculante pelo ativo no início da semana passada.

"O Ultra está em um consórcio e é minoritário por força do edital", disse o executivo, sem fornecer mais informações sobre esse processo. .. leia mais em valoreconomico 17/06/2019

17 junho 2019



AJC Group assume mais de R$190 milhões em dívidas do Grupo Salione

As 18 empresas do Grupo Salione que atuam nas áreas de Extração, Mineração, Concreto, Pavimentação, Infraestrutura, Transporte e Construção, foram adquiridas pelo AJC Group.

As unidades de negócio totalizam um passivo trabalhista de cerca de R$60 milhões, R$50 milhões com credores quirografários e um passivo tributário que gira em torno de R$83 milhões milhões.

Para tanto, foi protocolado pedido de Recuperação Judicial (RJ) e deferido no final do mês de maio.

O Plano de Recuperação do Grupo Salione está em fase de desenvolvimento pela nova gestão do AJC Group que, se aprovado, terá 36 meses para ser executado e divulgado.

A empresa conta, hoje, com 110 (cento e dez) colaboradores. Segundo Anderson Alex de Siqueira, Diretor Executivo responsável pela operação, será feita uma manutenção organizacional para garantir a continuidade dos colaboradores atuais e abrir novas oportunidades de emprego para profissionais da região... Leia mais em ajcgroup 17/06/2019



Notre Dame Intermédica anuncia oferta secundária de 50 milhões de ações

A oferta consistirá na distribuição pública das ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil em mercado de balcão não organizado (Imagem: Equipe Money Times)

A Notre Dame Intermédica (GNDI3) divulgou na noite de sexta-feira fato relevante sobre a realização de uma oferta pública de distribuição secundária de, inicialmente, 50 milhões de ações ordinárias, nominativas, escriturais, sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames, de titularidade da Alkes II – Fundo De Investimento Em Participações Multiestratégia.

A oferta consistirá na distribuição pública das ações, com esforços restritos de colocação, a ser realizada no Brasil em mercado de balcão não organizado, sob a coordenação do Banco Itaú BBA, com o J.P. Morgan, do Banco Morgan Stanley(MS), do Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, do Banco de Investimentos Credit Suisse, do Banco Bradesco (BBDC4) BBI e do UBS Brasil Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Simultaneamente, no âmbito da oferta, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior pelo o Itaú BBA USA Securities, o JP Morga Securities, Morgan Stanley, Citigroup Global Markets, Credit Suisse Securities, Bradesco Securities e UBS. Investing.com Brasil - Leia mais em moneytimes 17/06/2019



Cade aprova aquisição pela Superfrio de armazém frigorífico da Espaçofrio

Aquisição pela Superfrio de todos os bens e direitos relativos a armazém frigorífico de propriedade da Espaçofrio, não envolvendo qualquer aquisição de participação societária nessa empresa.

Superfrio Armazéns Gerais S.A. (“Superfrio” ou “Compradora”) - A Superfrio é uma empresa brasileira que atua na prestação de serviços de logística frigorificada, contando com infraestrutura e instalações para operações de armazenagem. A Superfrio é controlada indiretamente pelo Pátria Brazilian Private Equity Fund IV –Fundo de Investimento em Participações (“FIP Pátria IV”), um fundo de investimento privado, sob a gestão do Pátria Investimentos Ltda. (“Pátria Investimentos”).

 Espaçofrio Armazenagem Frigorífica Ltda. (“Espaçofrio”) - A Espaçofrio é uma empresa familiar brasileira que atua no mercado de armazenagem frigorificada, sendo controlada diretamente por 4 (quatro) pessoas físicas (“Vendedores”), detendo, atualmente, unidades de armazenagem frigorificada localizadas nos Municípios de Cascavel (a Unidade Cascavel, objeto da presente operação) e Curitiba, ambos no Estado do Paraná, Região Sul do Brasil.

 DESCRIÇÃO DA OPERAÇÃO - Trata-se de operação de aquisição, pela Superfrio, de todos os bens e direitos relativos a um único armazém frigorífico localizado no Município de Cascavel, Estado do Paraná (“Unidade Cascavel”), de propriedade da Espaçofrio (a “Operação”)[1], não envolvendo qualquer aquisição de participação societária nessa empresa.

A Operação representa, segundo as partes, oportunidade de negócio para o FIP Pátria IV, que tem o compromisso de identificar, investir e ampliar o valor de empresas brasileiras, com o objetivo de assegurar a seus investidores retorno financeiro por meio da valorização a longo prazo das ações e de outros títulos e valores mobiliários (conversíveis ou permutáveis em ações) de emissão das empresas investidas. Para a Superfrio, a Operação também representa oportunidade de se estabelecer em região de interesse para o mercado de armazenagem frigorificada. Para os Vendedores, a realização da Operação cumpre o papel de liquidar ativo com o objetivo de reinvestimento em outras áreas de negócios.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO
A Operação acarreta sobreposição horizontal no mercado de armazenagem frigorificada, visto que a Superfrio já atua neste segmento, com unidades localizadas nos estados do Paraná (uma unidade no município de Arapongas, localizada a cerca de 347 km da Unidade Cascavel) e de São Paulo (3 unidades no município de Ribeirão Preto e unidades únicas nos municípios de Vargem Grande, Mogi-Guaçu, Mairinque, Jacareí e Marília). O armazém objeto da aquisição ora em análise se localiza em Cascavel/PR, como ressaltado acima.

De acordo com a jurisprudência, a prestação de serviços de logística, tais como armazenagem, transporte etc., deve ser tratada de forma segmentada, de acordo com o tipo de atividade analisada[2]. No que concerne especificamente à armazenagem de cargas, a jurisprudência segmenta o mercado pelo tipo de carga armazenada, devido à existência de diferenças relevantes em termos de movimentação e armazenagem de cada tipo de carga[3]. Neste caso, informam as requerentes, tanto a Superfrio quanto a Unidade Cascavel atuam somente no armazenamento de cargas sólidas frigorificadas (resfriadas ou congeladas). As requerentes entendem o mercado relevante, na dimensão produto, portanto, como sendo o de armazenagem de cargas frigorificadas.

Com relação à dimensão geográfica, à luz das circunstâncias específicas do caso e das atividades por elas desenvolvidas, as requerentes aduziram que o mercado teria abrangência nacional ou, ao menos, a região abrangendo o eixo sul-sudeste. No entanto, os precedentes do CADE não permitem chegar a essa conclusão e tampouco mencionaram esses possíveis cenários. Em casos anteriores (precedentes mencionados), o Cade caracterizou o mercado relevante de armazenagem ora como estadual, ora como restrito ao porto e seus arredores. No recente Ato de Concentração nº 08700.000828/2018-10, esta Superintendência considerou os seguintes cenários: (i) mercado de armazenagem de cargas frigorificadas no estado de Santa Catarina; e (ii) mercado de armazenagem de cargas frigorificadas na área próxima ao Porto de Itajaí (localidade onde se situava o armazém objeto daquela operação).

Cabe destacar que as requerentes indicaram que o armazém objeto desta operação se distancia mais de 500 km dos portos mais próximos da localidade do armazém (Cascavel/PR). Em todo caso, como será visto a seguir, uma definição precisa da dimensão geográfica não será necessária, uma vez que a Operação não acarreta concentração de mercado acima de 20% em nenhum dos cenários considerados, quais sejam (do mais conservador para o menos): (i) estadual, (ii) eixo sul-sudeste e (iii) nacional, ressaltando que a dimensão geográfica pertinente ao caso é a estadual.

Seguem abaixo as participações de mercado da Superfrio nos três cenários concorrenciais geográficos elaborados pelas requerentes, segundo informações disponibilizadas pela ABIAF em 2018 e também de acordo com a base de dados e inteligência de mercado proprietária da Superfrio[4].. a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições.. Leia mais em sei.cade 14/06/2019




Superintendência do Cade aprova joint venture com Vtex sem restrições, diz Totvs

A Totvs anunciou que, na última sexta-feira, 14, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, uma joint venture com a plataforma de comércio eletrônico Vtex e também a venda para essa empresa da fatia detida no capital social da Ciashop. Há um prazo legal de quinze dias para recurso ou avocação pelo Tribunal do órgão de defesa da concorrência. A operação depende também do cumprimento de outras condições precedentes.

A joint venture terá como foco o desenvolvimento e distribuição de soluções de software para e-commerce.

Pelos termos do acordo, a Totvs usará sua estrutura própria e de franquias para distribuir as soluções Vtex em todo o País.

A venda para a Vtex da totalidade da participação na Ciashop – ou 70,47% do capital – tem o valor de R$ 21,175 milhões, sujeito a ajustes. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 17/06/19 



Brechó de luxo abre capital em NY e pode arrecadar US$ 285 mi

O brechó on-line RealReal definiu nesta segunda-feira os termos para sua oferta pública inicial em Nova York.

O site que vende artigos de luxo consignados espera captar até US$ 285 milhões e ser avaliado em cerca de US$ 1,57 bilhão. .. Leia mais em valoreconomico 17/06/2019





A estratégia do tubarão

Fusões e aquisições são o “filé mignon” da cobertura de negócios. Nos tempos de vacas gordas da economia brasileira não tinha uma semana que não saia uma operação. No ápice, em 2014, a PwC contou 879 delas no país. Algumas já eram bola cantada - enquanto as negociações rolavam, os detalhes corriam soltos na imprensa, abastecida por informações vazadas pelos envolvidos. Outras realmente pegavam o mercado - e os jornalistas - de surpresa. Vi muitas vezes o caderno de Economia do Estadão mudar inteiro para “encaixar” um grande negócio anunciado no meio da noite.

Chamava a atenção uma movimentação que corria nos bastidores. Cerca de um terço das operações de fusões e aquisições (ou M&A, no termo do mercado) tinha a participação de fundos de private equity. São "investidores da economia real", que basicamente compram empresas com a expectativa de melhorar seus resultados e vender com lucro no futuro. Muitas vezes essas vendas são feitas na bolsa de valores em ofertas de ações para investidores como você.

A maioria desses fundos é abastecido por dinheiro de investidores estrangeiros. Nos tempos áureos da economia brasileira havia uma disputa entre esses agentes pelas melhores companhias, que inflou o valor de mercado das empresas brasileiras. Com a crise, o Brasil saiu da moda e muitos desses fundos desistiram de “caçar” oportunidades por aqui... Leia mais em seudinheiro 17/06/2019



Fintech de empréstimo pessoal bate recorde e capta R$ 4 mi em crowdfunding

A fintech Mutual, que possibilita empréstimo entre pessoas comuns, captou 4 milhões de reais por meio da modalidade de equity crowdfunding, em que ocorre um financiamento coletivo feito por vários investidores.

A captação, feita por meio da plataforma de equity crowdfunding EqSeed, foi a maior da história neste formato no Brasil e o valor foi levantado em apenas nove dias. ”. .. Leia mais em exame 17/06/2019

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Fintech Mutual capta R$ 4 milhões em maior rodada online de investimento em startups do Brasil

Fintech de empréstimos entre pessoas completa rodada de investimento pela internet em apenas nove dias. Captação foi feita via Eqseed, plataforma online de investimentos em startups

A fintech Mutual, que viabiliza o empréstimo entre pessoas, conectando quem precisa de dinheiro com quem quer emprestar, captou R$ 4 milhões pela EqSeed, plataforma online de investimentos em startups. A rodada ocorreu em apenas nove dias e se tornou a maior captação individual da história do segmento de equity crowdfunding no país.

Após a captação, a Mutual utilizará o recurso financeiro para multiplicar por 5 o número de usuários de sua plataforma digital, saltando dos atuais 200 mil para 1 milhão. A fintech quer emprestar mais de R$ 60 milhões, atingindo um faturamento bruto de R$ 6 milhões, além de adquirir a licença do Banco Central (BC) para atuar como uma Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP).

“Agora, vamos trabalhar bastante para expandirmos a nossa operação e honrar o nosso compromisso com os mais de 150 investidores que confiaram no nosso propósito para democratizar o acesso ao crédito, combater o alto spread bancário, diminuindo os juros praticados no Brasil, e proporcionar investimento com retorno justo”, pontua Leonardo Rebitte, CEO da Mutual.

Pioneira e líder do segmento de crédito colaborativo específico para pessoas físicas, a Mutual conta com mais de e 200 mil usuários ativos, entre tomadores de empréstimos e investidores, e já intermediou mais de R$ 6 milhões em empréstimos com pouco mais de um ano de operação.

De acordo com o economista e sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o forte interesse dos investidores pela Mutual como ativo financeiro ocorreu, entre outros fatores, pela crescente demanda de investidores pelas fintechs no Brasil.

“Hoje, os investidores estão vendo uma fintech atrás de outra se tornarem unicórnio, isto é, atingindo valuation de US$ 1 bilhão, e estão se perguntando cada vez mais como podem investir em uma dessas fintechs. Assim, quando surgiu na EqSeed a oportunidade de investir na Mutual, o apetite para participar da rodada era enorme. São as fintechs como a Mutual que vem ameaçando o negócio dos grandes bancos mundialmente, e impulsionando mudanças imensas na maneira que as pessoas gerenciam e investem seu dinheiro,” avalia Begnoche.

A onda de plataformas de empréstimos entre pessoas é forte e irreversível. “O spread bancário no Brasil é o segundo maior do mundo. As pessoas conhecem essa desigualdade entre o que o banco cobra e o que ele paga aos investidores, é um absurdo, mas ficavam sem muitas opções. Pela Mutual, as pessoas têm acesso a empréstimos com juros mais justos e o investidor consegue o tipo de retorno que antes ficava apenas com os bancos”, explica Rebitte.

Para Begnoche, o diferencial da Mutual está na sua equipe e tecnologia. “Os sócios da Mutual são empreendedores extremamente qualificados e com históricos profissionais marcantes. A qualidade da tecnologia que eles já desenvolveram é impressionante, à frente do mercado, e os permite efetuar empréstimos em apenas um segundo pelo aplicativo. É um dos motivos que permitiu à Mutual alcançar tanta tração no mercado até hoje”, avalia.

Recordes no venture capital online

Além de ser a maior rodada já concluída, esta da Mutual foi a primeira a contar com um aporte individual de mais de R$ 1 milhão. O ticket médio foi de R$ 26 mil, enquanto o mínimo que um investidor pode investir foi de R$ 5 mil. “Na EqSeed, o investidor recebe os mesmos termos de investimento e proteções, independentemente do valor aportado. É interessante destacar como os investimentos online pela EqSeed viabilizaram startups como alternativa de ativo para composição de uma carteira diversificada, tanto para os investidores mais qualificados como para o investidor fazendo seus primeiros aportes em startups”, avalia Begnoche.

No ano passado, foram ao todo R$ 12,8 milhões investidos em startups pela EqSeed, que se tornou a maior plataforma de investimento em startups online do mercado brasileiro. A empresa também foi a primeira plataforma do setor aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Este ano, a EqSeed objetiva intermediar até R$36 milhões em captações, valor composto essencialmente por rodadas acima de R$ 1 milhão. A empresa também busca realizar as primeiras rodadas de R$ 5 milhões, valor máximo permitido pela CVM.

Sobre a Mutual - Em operação desde fevereiro de 2018, a Mutual foi criada para revolucionar o empréstimo entre pessoas no Brasil, conectando quem precisa de dinheiro com que quer lucrar com investimentos diversificados. A fintech brasileira oferece uma plataforma digital de peer to peer lending (empréstimo P2P ou crédito P2P) em que qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra com taxas de juros menores aos praticados pelos bancos. Além disso, permite aos investidores com perfis menos conservadores diversificarem seus investimentos para obterem retornos bem acima do CDI.

Sobre a Eqseed - A EqSeed conecta investidores a startups e empresas em expansão para efetuar rodadas de investimento de até R$5 milhões. Fundada em 2015 pelo matemático inglês e ex-Lloyds Bank Mercados de Capitais, Greg Kelly, e pelo economista norte-americano Brian Begnoche, a EqSeed é a primeira empresa com autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para distribuir rodadas de investimento de startups sob Instrução CVM 588/2017. No ano passado, foram ao todo R$ 12,8 milhões investidos em startups pela EqSeed, que se tornou a maior plataforma de investimento em startups online do mercado brasileiro. Alex Cabral  Leia mais em ModoCon Comunicação 17/06/2019




Pfizer compra fabricante de remédio para câncer por US$ 11,4 bilhões

A americana Pfizer chegou a um acordo para a compra da biofarmacêutica Array BioPharma, especializada no desenvolvimento de tratamentos para câncer, por US$ 11,4 bilhões. .. Leia mais em valoreconomico 17/06/2019





De olho em dias melhores, varejo aposta em fusões e digitalização

O desemprego está em alta e a renda está estagnada. Os números do varejo não são nada animadores: o setor se expandiu 0,6% no primeiro quadrimestre, comparativamente a igual período de 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As expectativas de crescimento são cada vez menores: na última semana, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) reviu para baixo, pela quinta vez, as projeções para o setor.

Mas, mesmo assim, o setor vive dias agitados. Duas operações marcaram a semana: o fim da batalha entre o Magazine Luíza e a Centauro pela Netshoes, com a primeira levando a melhor, e a volta da emblemática família Klein ao comando da Via Varejo, operação que reúne as Casas Bahia e o Ponto Frio.

Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que essas duas operações refletem uma aposta em dias melhores para o varejo, baseada em duas tendências: a digitalização cada vez maior e a consolidação do mercado. “As últimas operações de fusão e aquisição refletem a expectativa de um cenário melhor no futuro”, aponta Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Segundo Mariana Vergueiro, analista de varejo da XP Investimentos, a melhora na confiança do consumidor pode trazer um impulso adicional ao segmento.

“O cenário de retomada de crescimento, inflação ancorada e juros nas mínimas históricas gera um ambiente positivo para o setor de varejo no Brasil. Ainda que os dados de atividade mais recentes indiquem recuperação mais lenta que o esperado, com consequente revisão para baixo no crescimento de lucro das empresas em 2019, acreditamos que uma melhora na confiança do consumidor possa impulsionar o setor." Mariana Vergueiro, analista de varejo da XP Investimentos

Paralelamente a isso, destaca Patrícia Cotti, diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar), as empresas estão aproveitando o momento para se focar mais na especialização. É o que explica movimentos como o do GPA passando o controle da Via Varejo para o grupo liderado pela família Klein.

A Netshoes e o cenário digital

A compra da Netshoes reflete bem esse cenário, diz Patrícia. “Conceitos como marketplace vão ser cada vez mais relevantes no futuro do setor. E a Netshoes tem expertise no segmento esportivo.”

O varejo online também está em ebulição. A aquisição da Netshoes pelo Magazine Luíza reúne duas empresas que têm forte cultura digital e se segue à saída de cena do Walmart desse mercado. “Reflete também uma busca por ganhos de sinergia das operações”, aponta Silveira, da Nova Futura Investimentos.

Os ganhos da Magalu não se restringem a isso, aponta Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da GS&Consult, uma consultoria especializada em varejo. “Está se incorporando um know how que a Netshoes tem, uma base muito grande de clientes e uma receita crescente ao longo dos próximos anos.”

Ao adquirir a Netshoes, diz ele, a Magazine Luiza também vê a oportunidade de agregar um novo setor ao seu ecossistema de negócios; pode usar sua capilaridade e sua malha logística para ampliar a presença da marca Netshoes; reforçar a omnicanalidade (integração entre o varejo online e offline) e se valorizar ainda mais no mercado.

Para o Magazine Luíza, a aquisição da Netshoes também tem um aspecto defensivo: “é um movimento frente à entrada da Amazon como importante player do segmento”, destaca Vinícius Andrade, analista da Toro Investimentos.

Mariana, da XP Investimentos, vê a transação envolvendo o Magazine Luíza em linha com a estratégia de expansão do sortimento online. Porém, segundo ela, ainda faltam detalhes sobre sinergias e como será estruturada a operação. Em 2018, as vendas líquidas da Netshoes no Brasil somaram R$ 1,7 bilhões, mas a operação ainda não é rentável.

A volta dos Klein à Via Varejo

A volta da família Klein ao comando da Via Varejo é decorrência da decisão do grupo francês Casino, controlador da GPA, em sair do segmento de eletroeletrônicos, que está com vendas em retração. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 0,8% em relação ao período anterior, de acordo com dados do IBGE.

“O Casino não tinha expertise no segmento de eletroeletrônicos e aproveitou o mercado fraco para separar as operações e se concentrar no varejo de alimentos”, diz Patrícia, do Ibevar. Há pelo menos dois anos, o grupo, que está em um momento delicado e pediu proteção contra credores na França, tentava se livrar da operação.

O sócio da GS&Consult aponta que nunca houve uma integração ou aproveitamento de sinergias entre o GPA e a Via Varejo.

Para Silveira, o retorno da família Klein à Via Varejo é interessante para a empresa. “Sai o GPA, que não conhecia o segmento, e volta um grupo que tem forte conhecimento e tradição. Vai ser uma concorrência forte para o Magazine Luíza.”

Rebetez destaca que os Klein têm um profundo conhecimento do negócio, sabem bem o comportamento dos consumidores das classes C e D - um grupo que tem entre 40 e 50 milhões de pessoas - e sabem bem da importância do crédito para essas classes.

“Os Klein saíram do comando das Casas Bahia, mas parece que as Casas Bahia nunca saíram dele. Assim que surgiu uma oportunidade para voltar, eles aproveitaram.”

O negócio está estimado em R$ 2,6 bilhões e deve ser concretizado sem dificuldades”, aponta o consultor. Ele aponta que a família Klein tem fácil acesso a investidores e bancos. A família também foi beneficiada pelo ambiente econômico mais retraído, o que, segundo ele, favoreceu a operação.

O GPA também se beneficia da transação, ressalta Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. “Eles passam a focar sua atenção em um segmento onde as margens são maiores do que no varejo de eletroeletrônicos, que é muito mais cíclico.”

A expansão do varejo digital também deve ser uma marca do novo comando da Via Varejo, diz a diretora do Ibevar. “É de se esperar uma reestruturação da operação de e-commerce do grupo.”

Andrade aponta que esse caminho é natural. “A Magalu vem nadando de braçada nesse segmento e a Via Varejo precisará, antes de mais nada, fazer a lição.”

A consolidação do setor

A fusão da Aliansce com a Sonae Sierra, criando um conglomerado com 29 shopping centers, e a união do Magazine Luiza com a Netshoes refletem uma outra tendência no setor: a de consolidação do setor. “Fusões e aquisições tendem a ser cada vez mais comuns no mercado brasileiro, que está cada vez mais maduro”, afirma a executiva do Ibevar.

Essa tendência deve ganhar força com a aprovação da Reforma da Previdência, que poderá contribuir para retomar a confiança dos investidores no mercado brasileiro. Isto, segundo Patrícia, pode contribuir para atrair players internacionais ao mercado brasileira e destravar o consumo.

“Está todo mundo em compasso de espera pela reforma da Previdência. Ultrapassando esta fase as expectativas tendem a melhorar”, diz Rebetez. E um dos primeiros setores a se beneficiar disto, complementa William Teixeira, da Messem Investimentos, é o varejo. “Assim ele voltará a crescer.”

O movimento de consolidação é inevitável, aponta Rebetez. Um dos segmentos em que isto é mais visível é no segmento de delivery. Ele cita o caso da curitibana James que foi adquirida pelo GPA, em dezembro de 2018. “As startups estão se associando ao varejo tradicional e isso acontece em outros setores como o financeiro e de meios de pagamento.”

Outro segmento em que este cenário de consolidação é evidente, e que tem forte ligação com o varejo, é o das maquininhas de pagamento. Os principais players desencadearam uma guerra por fatia de mercado, o que está impactando negativamente nas margens do negócio." Vandré Kramer Leia mais em gazetadopovo 15/06/2019




16 junho 2019

Energia deve ter nova rodada de privatização

Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a movimento

Distribuidoras de energia controladas por governos estaduais estão com dificuldades para cumprir as metas de qualidade do serviço e apresentar resultados positivos, fundamentais para a realização de investimentos. Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a empurrar as empresas para a privatização, o caminho mais fácil para evitar a perda da concessão.Seria a terceira onda de privatizações no setor.

Na década de 1990, diversas distribuidoras foram privatizadas pelos Estados em troca da renegociação de suas dívidas com o mercado pela União - como Eletropaulo, hoje Enel SP, e Light, no Rio. No ano passado, seis distribuidoras do Norte e Nordeste, que eram estaduais e foram transferidas para a Eletrobrás, antes de serem vendidas. A privatização de estatais é uma das alternativas propostas pelo Plano Mansueto para Estados que precisarem de socorro da União.Entre as empresas com mais problemas na área econômico-financeira estão a CEB, distribuidora controlada pelo governo do Distrito Federal, e a CEEE, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul. Já a Cemig, do governo de Minas Gerais, luta para provar à Aneel que cumpriu as metas de qualidade do serviço.

Ao renovarem suas concessões por 30 anos, em 2015, essas distribuidoras se comprometeram a atingir uma trajetória de melhoria nos indicadores econômicos e de qualidade em cinco anos, até 2020. Caso descumpram os índices mínimos por dois anos consecutivos nesse período, podem ter as concessões cassadas - nesse cenário, ficam sem ativos e fluxo de caixa futuro, com dívidas e passivos trabalhistas, ou seja, sem valor. Para evitar essa punição, as empresas são obrigadas a apresentar um plano de troca de controle - o que, no caso das empresas controladas por Estados, significa a privatização.

A CEB já rompeu o indicador econômico-financeiro no ano passado e, para cumprir o deste ano, precisaria de um aporte de R$ 426 milhões. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou que deve vender o controle da companhia, proposta que será submetida aos acionistas em assembleia na próxima quarta-feira, dia 19 de junho. O DF é dono de 80% dos papéis da empresa. Procurada, a companhia informou que não iria se manifestar até a realização da assembleia. ResultadosAlvo de fiscalização direta da Aneel, a CEEE não tem cumprido o plano de resultados, exigido após a piora na qualidade do serviço. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a empresa está em situação grave e deve ser intimada já nas próximas semanas a apresentar uma solução.

Paralelamente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, conseguiu acabar com a obrigatoriedade de realização de um plebiscito para privatizar estatais. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa, no mês passado, e abriu caminho para a venda da CEEE - será preciso aprovar um projeto de lei para isso. Procurada, a empresa não comentou.Maior distribuidora do País em unidades consumidoras atendidas, com 8,4 milhões, a Cemig tem grandes chances de não atender os indicadores mínimos de qualidade da Aneel, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A Cemig recebeu autos de infração referentes aos anos de 2016 e 2017, mas está recorrendo na Aneel. A empresa tenta provar que não houve má-fé, mas erro na interpretação da norma, para evitar caracterizar o rompimento dos indicadores por dois anos consecutivos - o que levaria à caducidade de concessão.Procurada, a Cemig informou que vem cumprindo todos os limites de qualidade impostos.

A empresa disse que investiu R$ 5 bilhões em sistema de distribuição entre 2013 e 2017 e deve investir outros R$ 5 bilhões até 2022. Também do grupo Cemig, outra distribuidora que enfrenta dificuldades é a Light, privatizada em 1996. Com 3,9 milhões de unidades consumidoras no Rio, a empresa é uma das mais atingidas pelos furtos de energia, o que tem se refletido em seus indicadores financeiros. No caso de Minas Gerais, a privatização exige referendo popular para a venda de estatais. Se quiser privatizá-la, o governador Romeu Zema terá que convencer a Assembleia Legislativa a mudar a Constituição estadual.A Light informou que pretende lançar ações no mercado para reduzir sua dívida e diz que retomar a trajetória de redução de perdas é sua maior prioridade nas áreas "possíveis", "uma vez que a violência e o poder paralelo têm dificultado o acesso das equipes para a realização do trabalho". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo... Leia mais em epocanegoios 16/06/2019'

16 junho 2019



15 junho 2019

Rumo avaliará participar de Fiol e Ferrogrão

Ferrovias estão entre os mais importantes projetos ferroviários para o escoamento de commodities, como grãos e minério de ferro, do Brasil

aior operadora ferroviária do Brasil, a Rumo avaliará eventual participação em leilões das futuras concessões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da Ferrogrão, disse Júlio Fontana Neto, ex-presidente executivo da Rumo e integrante de seu conselho da administração.

Ferrogrão e Fiol estão entre os mais importantes projetos ferroviários para o escoamento de commodities, como grãos e minério de ferro, do Brasil. "Somos concessionários ferroviários e temos por obrigação estudar todo e qualquer projeto", disse Fontana Neto, em evento. "Não são todos que podem trazer interesse para nós, mas com certeza vamos estudar."

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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou ontem que o governo estuda autorizar, e não conceder, a Ferrogrão, que liga os Estados do Mato Grosso e do Pará. "Ganhamos perpetuidade e liberdade de tarifas", disse.

O governo federal tem expectativa de publicar, ainda neste ano, os editais para os leilões das concessões das duas ferrovias. Segundo a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do ministério, Natália de Souza, eles estão entre os projetos mais desafiadores do portfólio da pasta, que tem uma carteira total de R$ 208 bilhões. Estadão Conteúdo Leia mais em seudinheiro 15/06/2019

15 junho 2019



Outra liminar cai e Petrobras deve fechar venda da UFN3 até setembro

Outra liminar contra a venda caiu hoje e expectativa é que as obras se iniciem em março de 2020 e a unidade fique pronta em 2022

Uma semana após a liberação da venda do controle acionário de subsidiárias de empresas públicas e sociedades de economia mista, sem necessidade do aval do Congresso Nacional, são retomadas as negociações para a venda da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), em Três Lagoas, cidade a 338 quilômetros de Campo Grande. Mais um avanço nesse sentido veio com decisão da 24ª Vara Federal do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, que revogou a liminar que determinava a suspensão da venda de 100% de participação acionária da UFN3.

"Desta forma, a Petrobras está retomando o processo competitivo para a venda dessas unidades [UFN3 E Ansa]", confirmou a estatal em nota.

O titular da Semagro (Secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruk, diz que no início desta semana o Governo do Estado já recebeu a primeira posição da Petrobras, que solicitou a prorrogação dos incentivos fiscais da unidade por mais dois anos. “Não temos nenhum impedimento legal para essa prorrogação e o governador [Reinaldo Azambuja (PSDB)] já demonstrou interesse em prolongar o incentivo. Isso seria um facilitador desse processo de negociação. Não há perda de receita do governo do Estado”, completou.

Verruk ainda antecipou que as negociações para a aquisição de gás natural também foram retomadas nessa semana. “O Grupo Acron já voltou às negociações com a MS Gás e a estatal boliviana YPFB [Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos S/A]. Inclusive o presidente boliviano Evo Morales vai para a Rússia no próximo mês para discutir o fornecimento de gás para a unidade”, detalhou. Conforme o titular da pasta, a empresa russa também solicitou uma audiência com Azambuja.

2020

Com o andamento acelerado das negociações, o titular da pasta é otimista com o calculo para a previsão de entrega da obra. “As duas empresas [Petrobrás e Acron] estão muito empenhadas nesse processo”, ressaltou. Segundo ele, as negociações devem seguir até setembro deste ano.

Depois de fechado o negócio, a expectativa é que em seis meses a obra seja retomada. “A empresa precisa desse tempo para contratar empreiteira, por exemplo. A obra deve ser iniciada em março de 2020. Nossa estimativa é que a Unidade estará pronta em 2022. Isso se tudo ocorrer bem”, concluiu. Leia mais em campograndenews 14/06/2019



Uber, Visa e Paypal investem US$ 10 milhões (cada) em criptomoeda do Facebook

Expectativa é que a moeda virtual do Facebook seja lançada nesta terça-feira (18); Mercado Livre, Stripe e Booking.com também investiram na criptomoeda

A Uber, Paypal, Visa e Mastercard investiram cada um delas cerca de US$ 10 milhões na criptomoeda do Facebook, segundo o WSJ. A moeda virtual está sendo chamada de “Libra” e a expectativa é que seja divulgada na próxima terça-feira (18).

Além dessas empresas, fontes informaram ao veículo que a fintech Stripe, o Booking.com e o Mercado Livre também aportaram dinheiro na criptomoeda. No entanto, os valores não foram revelados.

A “Libra” será administrada por uma instituição independente do Facebook como forma de evitar os comentários de “monopólio”. A expectativa é de criar um fundo de US$ 1 bilhão para garantir a estabilidade e evitar as flutuações típicas das criptomoedas.

As empresas que investiram na criptomoeda devem participar da instituição que irá mantê-la. O projeto da criptomoeda do Facebook existe há mais de um ano – e a expectativa é que a moeda seja utilizada não apenas nas redes sociais da empresa, mas também em compras físicas.

Ainda que as criptomoedas não tenham virado uma tendência em todo o mundo, a expectativa é que uma criada pelo Facebook pode ajudar nisso. A empresa possui quase 2,4 bilhões de usuários ativos mensalmente e a criptomoeda pode derrubar as barreiras financeiras das moedas correntes, inclusive na transferência de dinheiro entre países. Por Tainá Freitas Leia mais em starse 14/06/2019



14 junho 2019

Amazon é a marca mais valiosa do mundo; veja o top 10

Empresa de Jeff Bezos teve valorização de 52% na sua marca e ultrapassou Apple e Google em ranking anual

A Amazon é a marca mais valiosa do mundo, segundo o ranking anual BrandZTM. Em relação ao ano passado, o valor da marca Amazon cresceu 52%, subindo duas posições e ultrapassando a Apple e o Google. A marca atingiu o preço de US$ 315,5 bilhões.

Segundo David Roth, presidente da BrandZ, a empresa de Jeff Bezos expandiu seu mercado para além do e-commerce, impactando setores como saúde, alimentação, IoT e até cinema e séries de TV. “A proposta central da marca é remover o atrito em tudo o que uma pessoa precisa fazer, tornando mais fácil, rápido e barato todo o consumo cotidiano”, explica.

Das dez marcas mais valiosas do planeta, oito são norte-americanas e duas da China (Alibaba e Tencent). Apenas duas entre as dez tiveram desvalorização em relação ao ano passado: Facebook (-2%) e Tencent (-27%).

Nenhuma marca latino-americana figura nas 100 principais. Veja, abaixo, o top 10, ou acesse este link para conferir o ranking das 100 mais valiosas do mundo.

As marcas mais valiosas do mundo

  • Amazon: US$ 315,5 bilhões (+52%)
  • Apple: US$ 309,5 bilhões (+3%)
  • Microsoft: US$ 251,2 (+25%)
  • Visa: US$ 177,9 bilhões (+22%)
  • Facebook: US$ 158,9 bilhões (-2%)
  • Alibaba: US$ 131,2 bilhões (+16%)
  • Tencent: US$ 130,8 bilhões (-27%)
  • McDonald's: US$ 130,3 bilhões (+3%)
  • AT&T: US$ 108,3 bilhões (+2%)
Por João Ortega Leia mais em starse 14/06/2019

14 junho 2019



Raia Drogasil está em ponto de inflexão, diz BTG

Com a perspectiva de um cenário competitivo mais fraco no setor de farmácias — e uma sólida expansão da Raia Drogasil — o BTG Pactual elevou o preço-alvo da empresa e cravou: “o pior já ficou para trás”.

Num relatório divulgado hoje, o banco disse que a competição no varejo farmacêutico deve perder força em duas frentes.

Ao mesmo tempo em que as redes pequenas e associativistas já chegaram... Leia mais em brazilbusiness 14/06/2019



Leilão de Via Varejo tem alta demanda e Klein fica com R$ 100 mi em ações

O empresário Michael Klein ficou com menos ações da Via Varejo do que esperava inicialmente, depois do leilão na B3, que conduziu a saída do Grupo Pão de Açúcar (GPA) do capital da varejista, ter registrado elevada demanda.

Inicialmente, a ideia era comprar R$ 300 milhões dos R$ 2,2 bilhões que estavam à disposição no leilão, com a fatia do GPA.

No entanto, Klein acabou adquirindo R$ 100 milhões em ações da Via Varejo, ou cerca de 1,5% do capital. O restante ficou na mão de fundos e demais investidores. A demanda no leilão chegou, em um determinado momento, a R$ 3,7 bilhões, bem .. Leia mais em estadao 14/03/2019



Quer valuation e crescimento cíclico? Shoppings podem ser a resposta, diz BTG

BTG avalia setor imobiliário na América Latina e reitera preferência por shopping

“Permanecemos mais positivos com shoppings brasileiros”. A afirmação permeia relatório do BTG Pactual sobre o setor imobiliário na América Latina, no qual os analistas estudam as particularidades de cada segmento e comparam o valuation entre os mesmos.

Para o banco, as ações da Multiplan (MULT3) e do Iguatemi (IGTA3) são top picks na região. “Os shoppings brasileiros são negociados com cerca de 200 pontos-base de spread sobre as taxas locais de benchmark”, ponderam os analistas, destacando o desconto existente entre os shoppings e as taxas de referência, “levemente acima dos níveis históricos”.

Baratos e defensivos

Além disso, o BTG Pactual pondera que os shoppings brasileiros são “baratos e defensivos”, ao destacaram o portfólio AAA – dado que ambas as empresas detém os maiores centros de consumo do Brasil, tendo os “melhores portfólios” na visão do banco – e o “valuation atratente”.

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“Vemos todas as empresas sendo negociadas com uma taxa de desconto frente ao valuation oferecendo potencial de crescimento (principalmente em um cenário de recuperação da economia)”, pondera a equipe de analistas formada por Gustavo Cambauva, Gordon Lee, Elvis Credendio, Alvaro Garcia e Mariana Cruz.

Além da dupla composta por Multiplan e Iguatemi, o BTG Pactual destaca positivamente as ações de BrMalls (BRML3) e da Aliansce (ALSC3), listando recomendação de compra para ambas as ações, a medida que a recuperação nos consumidores da classe B deverão dar suporte à performance dessas companhias.

M&A como proxy

Mais adiante na análise, o BTG levanta um ponto extremamente importante: a atividade de M&A (Fusões e Aquisições) no setor como proxy (metonímia) de quão descontadas estão as empresas deste setor.

“Para os shoppings brasileiros, nós destacamos que as diferenças nos múltiplos de M&A está dependendo bastante da qualidade do ativo adquirido”, ponderam os analistas, ressaltando ainda o desconto em relação à média histórica e aos pares latino-americanos. Valter Outeiro da Silveira - Leia mais em moneytimes 14/06/2019 





Passaredo Linhas Aéreas entra na disputa por slots da Avianca em Congonhas

A Passaredo Linhas Aéreas entrou na disputa pelos pares de slots a serem disponibilizados pela Avianca, em recuperação judicial, no Aeroporto de Congonhas (SP). A companhia de aviação regional já solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assumir ao menos dez das 21 operações de pouso e decolagem no aeroporto paulistano. A demanda será reforçada em ofício protocolado na manhã desta sexta-feira, 14, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília (DF).

Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o controlador da Passaredo, José Luiz Felício Filho, justificou que, pelas regras atuais, a empresa “como entrante”, ou seja, por não operar em Congonhas, “tem o direito a 50% dos pares de slots da Avianca no aeroporto quando for feita a redistribuição pela Anac”. Além da Passaredo, a única empresa nacional do setor classificada como entrante seria a MAP Linhas Aéreas, companhia com operações apenas nos estados do Amazonas e Pará.

Pela regra, os slots restantes seriam distribuídos entre as companhias em operação no País – Latam, Gol e Azul. Durante o processo de recuperação a Avianca, a Azul tentou comprar as operações da concorrente para ter os slots em Congonhas, mas Latam e Gol entraram na briga e o processo, além de judicial, foi parar em instâncias do governo federal, entre eles o Cade, órgão que zela pela concorrência e agora é questionado pela Passaredo.

“A Passaredo vem em processo desgastante de sete ou oito anos (que incluiu a entrada e a saída de uma recuperação judicial) e sempre esperou oportunidade de operar em Congonhas para acessar mercado de alta rentabilidade e alta competitividade. Temos o direito e a capacidade de fazer operação”, disse Felício.

Segundo o controlador da Passaredo, na reunião com representantes da Anac, em 27 de maio, foi reiterado o interesse da companhia de ser um novo operador no aeroporto paulistano. “Escutamos que as regras serão mantidas, mas o Cade, que participa do processo, está sob pressão, até pela própria Azul, que pede os slots, mas não é entrante, pois já opera no aeroporto”, disse. “Vamos reforçar no Cade que somos uma aérea brasileira entrante e, dentro desse contexto, ter a segurança jurídica e concorrencial”, completou o empresário, que garante ter o apoio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) para o pedido.

Apesar da dificuldade financeira após o final da recuperação judicial, em 2017, a Passaredo estima um investimento de US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 17,5 milhões, para ampliar em 50% suas operações caso tenha êxito e passe a operar em Congonhas.

A empresa espera incorporar três novos turboélices ATR72-500 à frota atual de seis aeronaves e elevar para 60 o número de 40 voos diários, já incluindo o retorno da linha Ribeirão Preto (SP) a Curitiba (PR), previsto para 30 de junho.

Caso a Passaredo tenha o aval para operar em Congonhas, o que deve ocorrer após o fim do processo de recuperação judicial da Avianca, as operações devem ser iniciadas em 90 dias, estima Eduardo Busch, diretor executivo da companhia. Ao contrário da Azul, que quer os slots para operar na ponte aérea Rio-São Paulo, Passaredo manterá o perfil de companhia região. “Não temos destinos ainda, mas dentro dessa característica vamos priorizar, entre outros, o interior de São Paulo, como Araçatuba e Bauru, por exemplo”, completou o presidente da empresa.

Esta semana a empresa foi ameaçada pela Socicam Aeroportos, concessionária do aeroporto de Vitória da Conquista (BA), de ser proibida de operar na cidade por reter taxas de embarque. Anteontem, a concessionária informou que a negociação foi concluída e os voos da aérea regularizados. “Estranhamos a forma como a Socicam tratou essa negociação. Agiram de forma a pressionar uma situação que é nossa responsabilidade e foi resolvida”, criticou Felício.

Segundo o empresário, a Passaredo pretende expandir operações da Bahia, Estado que implanta uma política de reduzir de 18% para 4% o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre querosene de aviação. Nesta sexta-feira, a Passaredo começa a operar voos entre Salvador (BA) e Petrolina (PE), uma das rotas deixadas justamente pela Avianca.

Sem contar com as operações em Congonhas, a Passaredo, que tem sede em Ribeirão Preto (SP), prevê transportar 730 mil passageiros em 2019, alta de mais de 30% sobre os 560 mil passageiros do ano passado.  Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 14/06/19 



Venda de participações do governo e da BB Seguros no IRB pode movimentar R$8 bi

A decisão de venda segue a estratégia da Caixa Econômica Federal, que vendeu uma fatia de 8,9% detida por um fundo gerido pelo banco

Ogoverno federal e a BB Seguros Participações planejam vender suas fatias na resseguradora IRB Brasil Resseguros até julho por meio de uma oferta de ações que pode movimentar R$ 8 bilhões, afirmaram três fontes com conhecimento do assunto.

O governo e a BB Seguros, uma companhia controlada pela holding de seguros BB Seguridade, possuem fatias de 11,7% e 15,2%, respectivamente, no IRB.

A decisão de venda segue a estratégia da Caixa Econômica Federal, que vendeu uma fatia de 8,9% detida por um fundo gerido pelo banco, em linha com uma estratégia do governo de alienar ativos para complementar a receita de impostos.

Esse fundo gerido pela Caixa vendeu as ações a R$ 91 em uma oferta subsequente de ações que atraiu muitos investidores estrangeiros.

As ações do IRB se valorizaram 19,27% desde o começo do ano, sendo negociadas a R$ 97.

As unidades de banco de investimentos da Caixa, Itaú Unibanco, UBS, Citigroup, Bank of America e Banco do Brasil, que controla a BB Seguridade, vão coordenar a oferta.

Itaú e Bradesco, os dois maiores bancos privados do país, também são acionistas relevantes do IRB.

O governo e o IRB não comentaram o assunto. O Banco do Brasil não se pronunciou de imediato... Leia mais em epocanegocios 14/06/2019



Cyrela Commercial compra edifício Birmann 10 por R$ 87,6 milhões

A Cyrela Commercial Properties (CCPR3) anunciou a aquisição do Edifício Birmann 10, em São Paulo, por R$ 87,6 milhões, revela um comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira (12).

O empreendimento está situado na Rua Verbo Divino nº 1400, bairro Chácara Santo Antônio, na Cidade de São Paulo, e tem área bruta locável (ABL) de 12.200 m².

O valor será pago em 12 parcelas de R$ 7,3 milhões, acrescidas de uma taxa de remuneração de 4,19% ao ano, calculada pro rata.

Os imóveis são de propriedade da Fundação Sistel de Seguridade Social e serão adquiridos pela CCP Lavanda Empreendimentos Imobiliários Ltda., subsidiária integral da companhia. Gustavo Kahil - Leia mais em moneytimes 12/06/2019 



Magazine Luiza compra Netshoes por US$ 115 mi após disputa com a Centauro

Operação será concluída até o dia 19 de junho; aquisição foi aprovada por 90,32% dos acionistas da Netshoes

Com reviravoltas comparáveis a final de novela, acabou nesta sexta-feira, 14, a disputa entre Magazine Luiza e Centauro pela compra da Netshoes. Quem levou a empresa foi o Magazine, cuja proposta de compra foi aprovada por 90,32% dos acionistas da Netshoes em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta data na capital paulista.

A Magalu adquirirá a integralidade das ações de emissão da Netshoes pelo preço de US$ 3,70 por ação, totalizando aproximadamente US$ 115 milhões. A operação será concluída até o dia 19 de junho. O valor é 85% maior que o oferecido inicialmente pela varejista.

O Magazine Luiza foi quem primeiro demonstrou interesse em comprar a Netshoes e fez uma oferta no final de abril de US$ 2,00 por ação da companhia, perfazendo um total de US$ 62 milhões. Durante um mês, essa foi a única proposta formal recebida pela Netshoes, até que, no dia 23 de maio, a Centauro resolveu entrar no páreo, oferecendo US$ 2,80 por ação, ou US$ 87 milhões pelo negócio.

A partir daí, a briga pelas operações da varejista de material esportivo apenas se acirrou. No mesmo dia em que a Centauro apresentou sua oferta, o Cade publicou despacho aprovando a operação entre o Magazine e a Netshoes sem restrições.

Com a Netshoes com pressa para fechar negócio, devido ao seu prejuízo operacional, caixa negativo e capital de giro deficiente, o despacho foi ponto a favor do Magalu, que, em seguida, aumentou a oferta para US$ 3,00 por ação, ou US$ 93 milhões.

Porém, dois dias antes da Assembleia Geral Extraordinária, a Centauro elevou sua oferta para US$ 3,50 por ação (US$ 108,7 milhões). A Netshoes decidiu, então, adiar a Assembleia.

Na primeira semana de junho, a Netshoes marcou nova data para a AGE e, em comunicado, a empresa avaliou que a proposta da Centauro não dava garantias suficientes em relação à condição financeira da empresa ou tratava adequadamente "as preocupações de liquidez de curto prazo". O conselho de administração da Netshoes recomendou, portanto, que os acionistas votassem a favor do acordo com o Magazine Luiza.

A Centauro não se deu por satisfeita e, na quarta-feira, aumentou novamente a oferta, para US$ 3,80 por ação, e, dessa vez, enumerou uma série de medidas de apoio para que a Netshoes pudesse suportar a pressão sobre seu fluxo de caixa operacional até que a transação se consumasse.

Elas incluíam o empréstimo de até R$ 120 milhões à Netshoes para reforçar o capital de giro e um financiamento adicional com o Banco Votorantim, elevando de R$ 325 milhões para R$ 375 milhões os recursos a serem tomados por empréstimo para subsidiar a consumação da fusão.

Além disso, um edital publicado pelo Cade na quinta-feira, 13, considerou que eventual operação entre Netshoes e Centauro seria analisada pelo rito sumário, o que significa que a análise da transação seria realizada no prazo máximo de 30 dias, a contar de 12 de junho. Porém, por ser parte interessada, o Magazine Luiza tinha a prerrogativa de apelar ao Cade em até duas semanas. Fontes informaram ao Broadcast que a empresa faria uso dessa ferramenta, caso necessário.

Faltando pouco mais de 12 horas para a assembleia desta sexta, a Centauro fez uma última tentativa de levar a Netshoes e, na quinta à noite, elevou a oferta para US$ 4,10 por ação (US$ 127,3 milhões).

O conselho de administração da Netshoes considerou que não teria tempo para avaliar adequadamente a nova proposta e reiterou sua recomendação para que os acionistas aprovassem o acordo fechado com o Magazine Luiza - opção apoiada por mais de 90% dos acionistas nesta sexta-feira..., Leia mais em dci 14/06/2019



Nova holding reúne ativos geridos pela JFL

O grupo de ativos residenciais para a renda gerido pela JFL Realty - de Jorge Felipe Lemann, conhecido como Pipo - passou por reorganização societária, marcada pela entrada do empresário Marcel Telles. Um dos sócios do pai de Pipo, Jorge Paulo Lemann, na AB InBev e no fundo 3G, Telles começou a ter participação nas propriedades residenciais administradas pela JFL, no fim de 2017, ao adquirir fatia do edifício de alto padrão VHouse. Em meados do ano passado, entrou nos demais ativos. Em fevereiro, foi constituída a JFL Holding, reunindo todos os ativos, com controle compartilhado entre Pipo e Telles. A JFL Realty continua administrando as propriedades.

O conselho de administração da holding tem quatro membros - dois de cada lado - e, os empresários vão alternar, anualmente, o "voto de minerva" em caso de impasse na tomada de decisões relativas à plataforma. Neste ano, cabe a Pipo o desempate se necessário.

Os recursos comprometidos pelos dois empresários nos ativos residenciais para locação, na cidade de São Paulo, somam R$ 400 milhões. O valor inclui os 51% adquiridos do VHouse e os desembolsos com reforma e mobiliário do prédio; a compra de terrenos para os projetos VO 699 e Faria Lima e o desenvolvimento desses empreendimentos, e a aquisição de terreno para prédio a ser erguido no Jardim Paulista, com vista para o Parque Ibirapuera. Pode haver comprometimento de mais R$ 110 milhões caso seja fechado negócio para outro projeto nos Jardins.

A JFL Realty, na qual Pipo tem como sócios Carolina Burg Terepins e Guilherme Vilazante, detém 75% da BR Residential - empresa que fará a gestão financeira dos ativos da holding. Telles tem os demais 25%. Já a gestão de serviços dos empreendimentos fica por conta da JFL Living, marca que, recentemente, substituiu a KZA. Operada pela JFL Realty, a nova marca pertence a Pipo, Carolina, Vilazante e Telles.

Vilazante conta que o momento é propício para investimentos imobiliários no Brasil, considerando-se que o setor vive o fim de um período de baixa do ciclo, mas o movimento de alta ainda não começou. Segundo o executivo, as condições de financiamento ao comprador - principal "gatilho" para o aumento de preços - "melhoraram muito pouco", apesar da redução da taxa básica de juros Selic para 6,25%. À medida que houver melhora mais acentuada do crédito imobiliário, os preços tendem a subir.

O foco da JFL Realty são empreendimentos dos padrões médio-alto e alto para a chamada locação "long stay", ou seja, hospedagem por períodos mais longos, em regiões nobres das zonas Oeste e Sul de São Paulo.

Há cerca de 450 unidades sob gestão, e a expectativa é elevar, até o fim do ano, esse volume para o patamar de 800 a 1.000 unidades originadas ou em operação, de acordo com Carolina. Segundo a executiva, as negociações em curso indicam que esse crescimento será alcançado até dezembro. Para financiar o crescimento da plataforma de ativos, está em estudo captação de recursos da ordem de US$ 75 milhões a US$ 300 milhões junto a investidores institucionais estrangeiros e nacionais.

A operação poderá significar a entrada de investidores na holding. A intenção é que, mesmo se isso ocorrer, Pipo e Telles continuem a deter, juntos, o controle da holding. Outro modelo possível é que, a partir dos aportes, os investidores passem a ter participação direta nos ativos, em proporção semelhante em cada um deles. Não está descartada também a criação de fundo de investimento imobiliário (FII) lastreado pelas propriedades.

Futuramente, pode haver oferta inicial de ações (IPO) da holding.

Localizado na avenida Eusébio Matoso, nas proximidades da Faria Lima, o VHouse é, por enquanto, o único ativo em operação da plataforma. De acordo com Carolina, a demanda pelas unidades do VHouse está acima da esperada, e a média dos preços por metro quadrado cobrados dos ocupantes - incluindo aluguel, condomínio e serviços - supera em 30% o valor projetado.

Uma das razões para o crescimento do segmento residencial para renda é a busca de mobilidade por parte dos ocupantes. A executiva conta que, entre os inquilinos do VHouse, estão casais jovens, pessoas recém-separadas, estudantes de pós-graduação, expatriados e pessoas que moram em outras cidades e vêm com frequência a São Paulo.

No fim de agosto, o VO 699, empreendimento na Vila Olímpia, será inaugurado. Comprado da Tael Incorporações em agosto do ano passado, o VO 699 tem 131 unidades, parte delas com curadoria da Casa Vogue. O Faria Lima, projeto desenvolvido na avenida Rebouças, será entregue no próximo ano.

A JFL está na reta final de negociação de terreno no Jardim Paulista, para desenvolver empreendimento residencial de alto padrão, com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 104 milhões. Outro terreno está sendo negociado, também na região dos Jardins. Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 14/06/2019



Resseguradoras Austral e Terra Brasis fazem fusão

As resseguradoras Austral, controlada pelo fundo Vinci Partners, e Terra Brasis, do Brasil Plural, chegaram a um consenso, após mais de um ano de tratativas para unir suas operações no País. A operação foi antecipada pela Coluna do Broadcast. A companhia resultante nasce com R$ 1,6 bilhão em ativos, R$ 672 milhões em prêmios brutos de resseguros em 2018 e cogita listar ações na bolsa brasileira como forma de atrair capital para continuar sua expansão.

Ainda sem marca definida, a resseguradora será a segunda do setor com capital nacional e a terceira em prêmios, atrás somente do líder IRB Brasil Re e da alemã Munich Re. Seu patrimônio líquido combinado será de R$ 387 milhões. O negócio foi feito via troca de ações, sem injeção de recursos. Além disso, não envolveu a seguradora Austral.

Tanto a Austral quanto a Terra Brasis atuam em todas as linhas de negócios do mercado, incluindo patrimonial, agronegócios, pessoas, infraestrutura.

Donos.
A nova empresa será controlada pela Vinci Partners, com participação de cerca de 62% do negócio, tendo como sócios o Brasil Plural, com fatia de 20%, e o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, que detinha participação nas duas companhias e ficará com 18% das ações. A Vinci terá três assentos no conselho, enquanto Brasil Plural e IFC terão um cada.

Um dos motivos que teria atrasado a conclusão das conversas, teria sido, segundo fontes, diferentes acordos de acionistas das duas companhias. Depois de mais de um ano, a fusão foi assinada.

O atual presidente da Austral, Bruno Freire, vai comandar a empresa resultante. A seu lado, o presidente da Terra Brasis, Rodrigo Botti, será o “segundo homem” da operação.

“Há expectativa de que a economia brasileira retome uma taxa de maior crescimento nos próximos anos e, com a fusão das duas resseguradoras, estaremos mais bem posicionados para aproveitar a retomada”, disse Freire, ao Estadão/Broadcast.

Sobre a possibilidade de listar ações na bolsa brasileira, unindo-se ao IRB, único ressegurador de capital aberto no País, ele afirma que é uma possibilidade em um leque de caminhos para atrair capital para a nova empresa, mas o martelo não está batido. Um novo sócio, segundo ele, também não estaria descartado, embora não tenha sido engatilhado um terceiro nome durante as conversas entre Terra Brasis e Austral.

Sinergia. Apesar de as empresas atuarem nas mesmas áreas, Freitas afirma que há sinergias de nichos de atuação, bem como geograficamente. “Temos um plano parecido de expansão da América Latina, mas enquanto a Terra Brasis se voltou aos países do Norte da região como Colômbia, Peru e Panamá, nós priorizamos mais o Sul como Argentina, Chile e México”, afirma Freire.

Ele também avalia como positiva para a fusão a expectativa de o governo transferir riscos do Proagro – uma espécie de seguro agrícola – para o resseguro. A empresa, de acordo com ele, será mais “parruda” para disputar esse novo mercado no Brasil bem como o de infraestrutura.


A fusão entre Terra Brasis e Austral ocorre após tentativas de desinvestimento sem sucesso por parte da Vinci Partners. A gestora negociou a venda da operação de seguros da Austral para a americana Argo, mas o negócio não prosperou. Antes disso, a Vinci chegou a negociar toda a sua operação de seguros e resseguros para o chinês Fosun, mas a transação também não foi concluída.

O negócio entre Austral e Terra Brasis depende de aval dos reguladores, incluindo a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Sem precisar um prazo para a bênção dos órgãos reguladores, Freire disse que, as fusões e aquisições em seguros mais recentes foram aprovadas em cerca de seis meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.. Leia mais em istoedinheiro 14/06/2019



Oferta de ações deve tirar Caixa do Pan

O Banco Pan fará oferta pública de ações com dois objetivos: aumentar a liquidez dos papéis e dar saída parcial à Caixa, dona de 36,56% do capital total.

O banco estatal se tornou acionista em 2009 e, desde 2011, controla o Pan, que se chamava Panamericano e pertencia ao grupo Sílvio Santos, com o BTG Pactual. .. Leia mais em valoreconomico 14/06/2019



Fintechs: Veja tipos e benefícios de cada um à economia

As fintechs, empresas focadas no desenvolvimento de projetos inovadores, estão mudando a dinâmica do mercado ao passo que vão lançando novas tecnologias. Ainda assim, pouco se sabe a respeito desse segmento empresarial. Foi pensando nisso que o Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira (13) um estudo inédito sobre a participação das fintechs e o uso do sandbox – modelo no qual autoridades financeiras dão limites e períodos previamente estabelecidos – no Brasil.

Dentre os destaques da pesquisa, a pasta listou os tipos de fintech existentes e que benefícios essas empresas geram sob a ótica econômica. Confira a seguir as opções do mercado:

Pagamentos (mobile money)

Os serviços oferecidos pelas fintechs deste segmento se baseiam na possibilidade de armazenamento e transferência de fundos via celular, o que já serviu de ajuda na criação de negócios e atividades de varejo para diminuir o número de casos de fraudes e corrupção quando utilizados para pagamento de benefícios sociais.

Nos últimos tempos, tiveram impacto na inclusão financeira em países onde a participação do usuário em sistemas bancários é baixa.

DLT e Tokens digitais

A Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) auxilia na infraestrutura e nos processos da área financeira e vê potencial de melhoria em seis aspectos: simplificação operacional; eficiência regulatória; redução de risco de contraparte; redução do tempo de compensação e liquidação; ganhos de liquidez e capital; e minimização de fraudes.

Com ela, também é possível realizar captações públicas de recurso por meio da emissão de tokens digitais ou “moedas” para desenvolver produtos ou serviços normalmente relacionados a blockchains.

Remessas internacionais

Pensando em reduzir os custos das transferências de fundos internacionais, que são muito altos, empresas desenvolveram saídas para as remessas. A DLT é um exemplo disso. Ela poderia oferecer um arranjo que pudesse substituir o papel de intermediários e realizar a transferência total em duas etapas: mensagem, em que as informações são passadas entre agentes nas duas portas da transferência, e liquidação, na qual fundos podem ser movimentados.

Hipoteca/Alienação Fiduciária

As fintechs do campo hipotecário oferecem serviços com processo de solicitação e aprovação online. Essas empresas processam informações em tempo reduzido e, assim, evitam aumentar o risco do empréstimo. Dessa maneira, o mercado pode agir mais rapidamente contra choques de demanda.

Gerenciamento de Finanças Pessoais

Neste segmento, existem ferramentas que auxiliam no gerenciamento de finanças usando gestão de fluxos de caixa e otimização da estrutura de gastos. Outros serviços que contam no portfólio são as soluções de contabilidade para empresas.

Empréstimos entre Pares (P2P lending)

O intermédio por parte de bancos é substituído por uma operação direta entre tomadores de empréstimo e credores.

Por meio de algoritmos e bases de dados não tradicionais, as fintechs conseguem avaliar o crédito de forma mais rápida e barata. Porém, empréstimos tomados entre pares são mais arriscados. Estudiosos do tema encontraram problemas de alta inadimplência para devedores classificados de “maior risco”.

Seguros As Insurtechs (Fintechs de seguros)

Contam com diversos modelos de negócios capazes de gerar benefícios. Existem, por exemplo, empresas de seguro entre pessoas (peer-to-peer), que pode reduzir o risco moral e o comportamento fraudulento, e sob demanda, que permite o usuário ativar ou desativar a cobertura quando for mais conveniente a ele.

As fintechs usam técnicas de análises de dados que conseguem identificar consumidores potenciais, reduzir custos de indenizações, detectar comportamentos fraudulentos e avaliar a situação de risco da empresa.

Crowdfunding

O método visa financiar novos empreendimentos por meio de vários indivíduos para projetos com fins lucrativos, culturais ou sociais. Pode ser utilizado como uma alternativa de financiamento para pequenas empresas sem precisar recorrer a um investidor anjo, bancos ou fundos de capital de riscos.

Sistemas Automatizados para Consultoria de Valores Mobiliários

São sistemas que fornecem conselhos e serviços de gestão voltados ao mercado financeiro sem a intervenção de uma pessoa, de algoritmos e modelos de alocação de ativos. Estudos revelaram que os benefícios ainda são limitados, mas estima-se que esta área ainda tem potencial para impactar de maneira positiva os pequenos investidores que não conseguem acesso fácil a consultores financeiros. Diana Cheng - Leia mais em moneytimes 13/06/2019 





Fundador da Niely investe em outra marca

Quase cinco anos após vender sua fabricante de produtos para cabelos Niely para a francesa L’Oréal, por mais de R$ 1 bilhão, o empresário Daniel Fonseca de Jesus, de 60 anos, vai retornar ao mercado que fez dele um dos empreendedores mais conhecidos do país, o de cosméticos.

Quase cinco anos após vender sua fabricante de produtos para cabelos Niely para a francesa L’Oréal, por mais de R$ 1 bilhão, o empresário Daniel Fonseca de Jesus, de 60 anos, vai retornar ao mercado que fez dele um dos empreendedores mais conhecidos do país, o de cosméticos.

Os investimentos envolvem desde a montagem de equipe até o marketing do novo negócio, como publicidade e campanhas em pontos de venda. Uma atriz global a ser anunciada será a cara – e os cabelos – da nova marca. Cerca de 300 expositoras serão contratadas para apresentar os produtos às clientes em lojas pelo país.

“Estou de volta ao mercado. E queremos ser uma grande empresa de cosméticos”, diz Daniel de Jesus, em entrevista ao Valor, na sede de sua holding Milano, na Barra da Tijuca. “Queremos 10% do mercado de coloração e tratamento em cinco anos. Serão cinco anos de trabalho duro de marketing, distribuição, vendas. Trabalho formiguinha, de segunda a segunda”.

O empresário prefere manter, por enquanto, o nome da nova marca sob sigilo – faltam detalhes para anunciá-la, como concluir uma negociação sobre o domínio de internet, já que a endereço está registrado por um pequeno empresário. Quando fundou a Niely, o nome foi uma homenagem à filha Danielle.

Como considera o mercado de cosméticos maduro, com baixo crescimento ano a ano, a participação almejada viria das fatia de concorrentes, como a Koleston (Wella) e da própria Niely, a empresa que fundou em 1986 e que chegou a faturar R$ 540 milhões em 2014, quando foi vendida.

O carro-chefe de Daniel de Jesus deverá ser novamente o produto de tintura cor creme, segmento que fez da Niely uma campeã de vendas por meio da marca Cor&Ton. Segundo ele, o produto da agora concorrente ainda venderia cerca de 5 milhões de unidades mensais no país.

“Sempre tivemos a formulação da coloração creme. O que precisamos foi atualizar a fórmula”, diz o empresário, que contratou assessorias do país e do exterior para desenvolvimentos dos produtos. “Para frente, podemos avaliar linhas de produtos de maquiagem e tratamento de pele.”

O retorno ao mercado de cosméticos foi possível com o término do período de “quarentena” (cláusula de não competição) do empresário na L’Oréal, no fim do ano passado. Desde que vendeu a empresa em 2014, ele vinha ocupando o cargo de vice-presidente do comitê estratégico da L’Oréal.

“Eu fui comunicar pessoalmente para a L’Oréal a decisão de entrar novamente no mercado de cosméticos. Cumpri nossos acordos e ser decente é a melhor coisa que existe”, diz o empresário, acrescentando que sua relação com a gigante francesa sempre foi positiva. “Eles disseram que não queriam ter a gente como concorrente”.

O empresário costuma dizer que a motivação da venda da Niely não foi dinheiro, mas o reconhecimento de que sua empresa tinha produtos de qualidade a ponto de interessar à maior do setor no mundo. Toda essa capitalização, porém, será evidentemente um diferencial em seu retorno ao setor, além da experiência acumulada ao longo de 30 anos nesse mercado.

“Quando fundei a Niely eu não tinha dinheiro e nem experiência, mas o mercado não estava maduro. Agora somos capitalizados e temos experiência, mas o mercado está maduro. São desafios opostos”, diz o empresário. “Nosso diferencial seguirá o mesmo de 20 anos atrás, que é distribuição e qualidade.”

A história de Daniel de Jesus é um roteiro de filme. Nascido de família simples no Rio, aos 12 anos vendia picolé no trem para ajudar nas contas de casa. Foi office-boy em uma imobiliária até fundar em 1981 uma empresa de limpeza em Nova Iguaçu (RJ). Com sensibilidade para captar os desejos de consumidoras, decidiu mudar para o ramo de beleza em 1986.

O primeiro saldo da Niely foi com a venda de produtos para cabelos crespos (xampus, condicionadores e alisantes) em 1995. Em 2000, estendeu a estratégia para tinturas para cabelos. Quatro anos depois, lançou a marca Niely Gold, que foi acompanhada de forte investimento em marketing de TV. O foco sempre foi consumidores das classes C, D e E.

“Vou novamente focar nas classes C, D e E. Prefiro vender cem pedidos de R$ 2 mil do que um pedido de R$ 100 mil. No primeiro caso, se dez pedidos pararem, ainda tenho noventa. No segundo caso, se um pedido faltar, eu fecho a fábrica”, acrescenta o empresário, que desta vez vai terceirizar a produção. Ele espera definir um sócio dentro de 60 a 90 dias.

Em paralelo, Daniel de Jesus está investindo R$ 10 milhões na construção de uma sede para a nova empresa e sua holding. A empresa será presidida por ele e terá na vice-presidência geral sua filha mais velha, Danielle, que passou uma temporada na L’Oréal em Nova York após a venda da empresa.

A volta ao setor de cosméticos não significa, contudo, uma saída da aposentadoria. Daniel de Jesus, na verdade, nunca se aposentou. Além do cargo que ocupou na L’Oréal, sua holding Milano tem participação no Taco Bells, na Eleva, na Cultura Inglesa e em um empreendimento de 1,2 mil imóveis em Nova Iguaçu (RJ), entre outras.

O empresário diz que, após a venda da Niely, entrou em “quase depressão” – não em termos clínicos, mas no aspecto de uma rotina ociosa. Residente em Angra dos Reis (RJ), ele afirma que “passa mal” se ficar mais do que quatro dias longe do trabalho. “Mas já conversei com Deus. Eu pedi a Ele essa chance de fazer de novo uma grande empresa do setor”, conclui. Fonte: Valor Leia mais em panoramafarmaceutico 13/06/2019



Dongfeng e Maxion Wheels realizam cerimônia de lançamento de nova fábrica de rodas de alumínio premium para automóveis de passageiros

 Maxion Wheels, a maior fabricante mundial de rodas, realizou em 6 de junho de 2019 com sua nova parceria de joint venture, o Dongfeng Motor Parts and Components Group, uma cerimônia de lançamento no local onde será instalada sua fábrica de 22.000 m² em Suizhou, China. A nova empresa, a Dongfeng Maxion Wheels Co., Ltd., teve a honra de celebrar esse importante marco com ilustres convidados, entre eles, funcionários públicos e dignitários, clientes, fornecedores e colaboradores da empresa.

“Graças à nossa parceria com uma das maiores empresas automotivas da China, podemos levar rapidamente nossa experiência global na produção de rodas de alumínio ao maior mercado de veículos do mundo.”
“Com nossa nova parceria, Dongfeng Motor Parts and Components, essa fábrica suprirá a demanda futura de fabricantes de veículos mundiais e chineses por rodas de alumínio para carros produzidas localmente”, afirmou Pieter Klinkers, diretor executivo da Maxion Wheels. “Graças à nossa parceria com uma das maiores empresas automotivas da China, podemos levar rapidamente nossa experiência global na produção de rodas de alumínio ao maior mercado de veículos do mundo.”

Kai Kronenberg, vice-presidente e diretor de representação da Maxion Wheels na China, acrescentou: “Esperamos iniciar a produção até o final de 2020, com planos de produzir dois milhões de rodas em molde brilhantes e usinadas por ano”.(BUSINESS WIRE) .. Leia mais em businesswire 14/06/2019



KKR propõe compra de ações da Axel Springer

O grupo americano de private equity KKR propôs comprar a participação de acionistas minoritários no grupo de mídia alemão Axel Springer, em uma transação que estima em € 6,7 bilhões o valor da editora do "Bild", o jornal mais vendido do país. .. Leia mais em valoreconomico 14/06/2019



Worley e Enaval criam joint venture brownfield para o Brasil

A Worley entrou em uma joint venture 50:50 com a Enaval, uma empresa com mais de 20 anos de experiência em engenharia, construção, instalação, comissionamento, manutenção e modificações na indústria de petróleo e gás no Brasil.

A nova joint venture, combinando as capacidades globais de engenharia e brownfield da Worley com os serviços e instalações de fabricação da Enaval, fornecerá serviços brownfield de engenharia, aquisição e construção (EPC) e manutenção, modificações e operações (MMO) desde o conceito até o fechamento do mercado brasileiro. indústria de petróleo e gás.

A equipe de Soluções Integradas da Worley Enaval (WE) foi premiada com um contrato de tieback submarino brownfield por uma empresa brasileira de exploração e produção de petróleo e gás. A WE Integrated Solutions fornecerá serviços de engenharia, integrados ao aumento da produção de uma unidade de armazenamento e descarregamento de produção flutuante existente, diretamente dos escritórios e instalações de fabricação da joint venture no Rio de Janeiro.

Andrew Wood, CEO da Worley, disse: “Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Enaval no Brasil por meio da oferta WE Integrated Solutions.”

O diretor da Enaval, Amauri F. Rodrigues, disse: “A WE Integrated Solutions combina a experiência coletiva e o conhecimento de nossa empresa. organizações para formar uma nova alternativa de Nível 1 para o mercado brasileiro de energia ”.

A nova joint venture também foi apresentada em um recente evento do Governo do Reino Unido no Consulado Britânico no Rio de Janeiro. Joanna Crellin, Comissária de Comércio de Sua Majestade para a América Latina e o Caribe, esteve no evento e disse: “Estou muito feliz em ver o lançamento desta joint venture, que reúne uma empresa brasileira e global com fortes raízes do Reino Unido no Mar do Norte. o topo de seu jogo para criar uma nova e excitante oferta para o mercado brasileiro. É ótimo que o Departamento de Comércio Internacional (DIT) tenha sido capaz de desempenhar um papel em reunir esses parceiros. Estou ansioso para ver grandes coisas deste projeto no futuro. ” Por Thailane Melopostado .. leia mais em opetroleo 11/06/2019




VBI fecha parceria com Grosvenor Group

A VBI Real Estate, gestora de recursos com atuação concentrada no mercado imobiliário brasileiro, e o londrino Grosvenor Group constituíram, na quartafeira, joint venture com foco no segmento de residências estudantis.

A gestora inglesa, que investe recursos do Duque de Westminster, Hugh Grosvenor, terá 80% da nova empresa, e a VBI, os demais 20%.

O Grosvenor Group se comprometeu a investir US$ 60 milhões na joint venture, em duas tranches de US$ 30 milhões. Já os aportes da VBI na parceria serão feitos por meio de seus quatro empreendimentos de residências estudantis - três na capital paulista e um em Sorocaba -, e de três ativos adquiridos para serem reformados e destinados ao segmento - dois em São Paulo e um no Rio.
Segundo Rodrigo Abbud, sócio da VBI, as conversas entre as partes duraram dois anos, e a decisão de fechar a parceria foi tomada um ano atrás.

Questionado sobre a decisão do Grosvenor Group de investir no Brasil antes da aprovação das reformas enquanto muitos investidores estrangeiros aguardam definição para fazer aportes no país, Abbud disse que a parceira tem visão global, capital de longo prazo e condições de antecipar movimentos. "Depois da aprovação das reformas, o preço dos ativos será outro", diz, ressaltando que o Grosvenor é "dono de metade de Londres" e de Mayfair, região de escritórios comerciais da capital inglesa.

Há quatro anos, a VBI comprou o controle da operadora de moradias estudantis ULiving. A marca será mantida pela joint venture, e Juliano Antunes seguirá a frente dos negócios do segmento. Jornalista: Chiara Quintão Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnte  14/06/2019



Os shoppings vão às compras

A fusão entre Aliansce e Sonae cria uma gigante no mercado brasileiro de shopping centers e deve reaquecer a disputa por ativos e a consolidação do setor

Portfólio: empreendimentos como o Plaza Sul (à esq.), Shopping Leblon e Parque D. Pedro integram a ampla rede da nova operação (Crédito:Jordão Marianne Domingues | Divulgação)
A indústria brasileira de shopping centers vem mostrando pouco apetite para as compras desde o início da crise econômica que assola o País. Do boom observado entre 2010 e 2014, quando registrou 109 fusões e aquisições, o setor recuou para 51 transações concretizadas nos quatro anos seguintes, segundo a consultoria KPMG. Esse período de menor movimentação na busca de ativos pode, no entanto, estar chegando ao fim. Na quinta-feira 6, a Aliansce e a Sonae Sierra Brasil, subsidiária local do grupo português Sonae, anunciaram um acordo para a fusão de suas operações. Fruto de conversações que tiveram início há cerca de um ano, o negócio depende agora das aprovações das respectivas assembleias das companhias e também do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa é de que o processo seja concluído até o fim do ano.

O acordo para a formação da Aliansce Sonae Shopping Centers é baseado unicamente na troca de ações. Pelos termos, a Aliansce e o Canadá Pension Plan Investment Board (CPPIB), seu acionista, irão deter 67,9% da participação no bloco de controle na nova companhia. A Sonae e o grupo Otto, seu sócio, ficarão com os 32,1% restantes dessa fatia. Com um total de ações negociadas no mercado de capitais que pode chegar a 43%, a empresa seguirá listada no Novo Mercado da B3.

Complementar: a rede combinada formada por shoppings como o Continental (à esq.), Metrópole (acima) e West Plaza (abaixo) praticamente não tem sobreposição de ativos
“A combinação dos dois negócios deve resultar em uma companhia com posicionamento estratégico ainda mais forte”, afirmou, em nota, Renato Rique, diretor-presidente e presidente-executivo co Conselho de Administração da Aliansce. “É um marco decisivo na evolução da indústria de shopping centers no Brasil. Com essa estrutura, vamos ter condições de liderar o processo de consolidação do setor”, acrescentou José Baeta Tomás, diretor-presidente da Sonae Sierra Brasil, em teleconferência sobre a fusão. O executivo assumirá o posto de diretor de integração na nova estrutura. Rique, por sua vez, será o presidente do Conselho de Administração, que terá de até sete assentos e dois membros independentes. CEO atual da Aliansce, Rafael Sales ocupará o mesmo cargo no novo grupo.

A união de duas grandes administradoras de shopping centers é um caminho ainda inexplorado no País. E por seu porte, abre a perspectiva de um reaquecimento nas transações do setor. “A fusão coloca pimenta nesse mercado. É o estopim para a retomada do processo de consolidação, que ficou adormecido com a crise”, diz Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Essa tendência pode mudar um segmento ainda extremamente pulverizado.

Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a participação somada das sete maiores administradoras não supera os 30%. “Hoje, são 208 shoppings independentes, de um total de 563 centros no País. Ainda existem muitos ativos à disposição na prateleira”, afirma Luiz Marinho, sócio-diretor da consultoria GS&Malls. “O acordo é apenas a ponta do iceberg. Vamos ver outros movimentos semelhantes. Eles não serão estimulados exclusivamente por essa fusão, mas animados por ela.”

COMO FICA
A operação resultante do acordo deve, de fato, incentivar respostas dos principais concorrentes, um grupo formado por BRMalls, Multiplan e Iguatemi. Com a combinação, a Aliansce Sonae assume a primeira posição em números de shoppings administrados, com 29 empreendimentos próprios e outros 11 de terceiros. Com um total de 1,4 milhão de m², esse portfólio dará ao grupo a segunda colocação em área bruta locável (ABL), um dos indicadores mais representativos do setor.

Levando-se em conta os últimos doze meses, a receita líquida soma R$ 876 milhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) fica em R$ 630 milhões. Nessa linha do balanço, a expectativa é de que as sinergias gerem um incremento anual entre R$ 55 milhões e R$ 70 milhões. “Ainda é muito prematuro avaliar agora qual será o número final. Podemos, certamente, ultrapassar esses valores, especialmente a partir do próximo ano”, disse Tomás.

Esses e outros números despertaram reações favoráveis. A agência de classificação de risco Fitch, por exemplo, colocou os ratings de longo prazo das duas companhias em observação positiva. A empresa destacou que a transação trará maior diversificação ao portfólio da Sonae, composto hoje por nove empreendimentos, o que reduzirá a concentração de geração de caixa por ativos. Já a Aliansce fortalecerá sua estrutura de capital e reduzirá sua alavancagem, entre outros ganhos. A agência também ressaltou questões como a o fortalecimento da diversificação geográfica e a complementaridade das duas carteiras de shoppings, com a inexistência de sobreposição de ativos. Enquanto a Aliansce é mais forte em regiões como Nordeste, sua nova “sócia”tem atuação mais concentrada no Sudeste.

CAPILARIDADE
Além das sinergias de custos e de operação, a capilaridade das duas redes somadas carrega outros benefícios potenciais. “Com essa capilaridade, a nova empresa vai ter maior poder para negociar com lojistas e atrair âncoras e diferentes parceiros”, observa Marinho, da GS&Malls. A fusão também deixa a Aliansce Sonae mais bem posicionada para enfrentar alguns desafios do setor. “É preciso buscar novas fontes para reduzir a dependência das receitas de locação e de estacionamentos”, complementa o especialista.

Uma agenda urgente e atual para todos os segmentos da economia, a transformação digital e as estratégias multicanal são algumas das alternativas para diversificar a geração de receitas nos shopping centers. A Sonae, por exemplo, prepara o lançamento de um marketplace virtual do Parque D. Pedro Shopping, de Campinas (SP). Prevista para entrar no ar neste mês, a plataforma vai reunir produtos de lojistas do empreendimento e oferecer, inicialmente, a possibilidade de o consumidor realizar a compra digital e receber o produto em casa, entre outros recursos. “A Sonae investiu fortemente nesse projeto nos últimos três anos e esse é um aprendizado que pode ser estendido e replicado para os outros shoppings do portfólio”, afirma Marinho. “A fusão deve acelerar esse processo”, acrescenta Terra, da SBVC.

A interação entre as estratégias on-line e off-line abrem ainda outras oportunidades. “Eles vão ter acesso a uma base ampla de dados de comportamento dos consumidores para desenvolver serviços, readequar o mix e fornecer informações mais apuradas para os próprios lojistas parceiros”, afirma Patrícia Cotti, diretora-executiva do Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar). Ela destaca, porém, um aspecto que deverá receber atenção especial: a integração das duas operações, um processo que, normalmente, já é complexo em qualquer setor. “No caso dos
shopping centers, é ainda mais desafiador, pois além do público interno, é preciso
pensar na integração dos lojistas parceiros.”.Moacir Drska . Leia mais em istoedinheiro 14/06/2019