23 abril 2019

Itaú vê potencial de R$ 434 bilhões com venda de ativos e privatizações

Executivo do banco também prevê melhora no mercado de capitais desta semana

Setor elétrico deve responder, conforme as estimativas do Itaú, por R$ 90 bilhões do programa de privatizações; Eletrobras deve ser privatizada

O Itaú Unibanco espera que o programa de venda de participações e privatizações do governo de Jair Bolsonaro movimente R$ 434 bilhões em até quatro anos, de acordo com o diretor geral de atacado do banco, Caio Ibrahim David. Dentre os motores para que essa estimativa seja alcançada, segundo ele, estão o segmento de óleo e gás, que deve responder pela maioria, em torno de R$ 257 bilhões, e ainda a privatização e descotização da Eletrobras.

O setor elétrico deve responder, conforme as estimativas do Itaú, por R$ 90 bilhões do programa de privatizações. Na sequência, estão o segmento financeiro, com R$ 36 bilhões, e indústrias globais, com R$ 33 bilhões. As projeções do banco não consideram ativos imobiliários nem a privatização da Infraero.

Para o mercado de capitais, segundo David, a expectativa do Itaú é de um crescimento “mais expressivo” neste ano. Em 2018, conforme o executivo, o volume de emissões de dívidas e de ações ultrapassou a casa dos R$ 200 bilhões. Até o momento o mercado brasileiro, já foi palco em emissões de dívida e ações. Somente no mercado de renda fixa o montante no primeiro trimestre deste ano totaliza R$ 27 bilhões.

“O mercado de capitais tem suportado bastante bem as grandes empresas do País”, disse David, durante abertura do evento Macro Vision 2019, promovido pelo Itaú Unibanco, na manhã desta terça-feira, em São Paulo.

Tanto é que do lado do crédito tradicional a expectativa do banco, conforme o executivo, é de crescimento mais modesto dos empréstimos para as grandes empresas. Segundo ele, a tendência é a de que a pessoa física continue apresentando uma expansão mais forte por conta do aumento do consumo das famílias no Brasil.

“No mercado de crédito, temos uma boa notícia. Esperamos crescimento em 2019 e 2020, permitindo, que aos poucos o crédito volte a representa ao redor 50% do PIB”, destacou David.

Para o Itaú, a relação crédito/PIB deve passar de 47,4% em 2018 para 47,9% neste ano e 48,7% em 2020. Sobre as projeções da carteira do próprio banco, David disse que o banco mantém os guidances divulgados no início do ano. Depois de ver seus empréstimos totais se expandirem em 6,1% no ano passado, o Itaú espera incremento entre 8% e 11% neste exercício... Leia mais em exame 23/04/2019

23 abril 2019



Unilever compra empresa de suplementos alimentares

A Unilver comprou a Olly Nutrition, uma empresa norte-americana que vende vitaminas, proteína, barritas e suplementos alimentares.

Com sede em São Francisco, a Olly Nutrition foi criada em 2014 por Eric Ryan, que continuará a administrá-la e encarregue do seu crescimento, explorando novas oportunidades nas áreas da saúde e bem-estar. Já o atual diretor de operações, Gerry Chesser, será o CEO.

Este negócio vem fortalecer e complementar o portfólio da Unilever e os seus negócios de beleza, cuidados pessoais, alimentos e bebidas... Leia mais em grandeconsumo 23/04/2019




Tencent investe em banco digital argentino Ualá

A gigante chinesa de tecnologia, Tencent, investiu no banco digital argentino, Ualá, que também conta com George Soros e Point72 Ventures entre seus investidores, disse o fundador da startup.

O fundador da Ualá, Pierpaolo Barbieri, disse que a empresa planeja colaborar com a gigante chinesa para desenvolver ainda mais seu aplicativo.

Ele se recusou a divulgar a quantia do investimento da Tencent.A Tencent, uma das empresas mais valiosas listadas na Ásia, anunciou no ano passado que aumentaria investimentos em várias "áreas-chave", incluindo pagamentos digitais, onde seu serviço compete com o rival Alipay, do Alibaba Group.

"Esse investimento nos permitirá crescer ainda mais rapidamente com nosso plano de produtos", disse Barbieri em um email à Reuters.

As startups argentinas enfrentam obstáculos regulatórios na segunda maior economia da América do Sul, mas o país gerou algumas das startups de tecnologia de maior sucesso da região, incluindo o Mercado Livre e Decolar.com.

O país, que tem uma grande população desbancarizada, também está vendo um boom nas finanças digitais, de empresas iniciantes como a Ualá, a uma nova onda de bancos online que competem com instituições mais tradicionais. Reuters Leia mais em dci 23/04/2019



Movo: startup espanhola vai entrar no concorrido mercado de patinetes elétricos no Brasil

Expansão para o país é resultado de um aporte de US$ 22,5 milhões anunciado hoje pela empresa, que tem o Cabify como acionista

Estando pronta ou não, São Paulo vai receber uma nova operadora de patinetes elétricos. O novo player neste concorrido mercado será a espanhola Movo, que chega em um movimento de expansão após a captação de US$ 22,5 milhões em investimentos. A previsão é que a companhia comece a operar na cidade no segundo semestre deste ano.

A Movo tem como acionista a também espanhola Cabify, que compete no mercado de apps de transporte transporte com Uber e 99. O Brasil faz parte de uma lista de 10 países nos quais a empresa espera chegar ainda em 2019.

Em termos de usabilidade, a Movo não foge muito do que você já viu por aí nos patinetes da Yellow (ou melhor, Grow) e outros concorrentes: um app mostra onde os veículos estão em tempo real, e a câmera do smartphone é usada para a leitura de um QR Code, que permite o desbloqueio do patinete. O preço, ainda não divulgado, deve ser próximo dos praticados por outras startups por aqui.

Já operando em países da América Latina como México, Chile, Colômbia e Peru, a Movo anunciou hoje o novo aporte de US$ 22,5 milhões. Duas empresas entraram na lista de acionistas: a Mutua Madrileña, que liderou a rodada, e o fundo de venture capital Seaya Ventures — ambas se juntam à Cabify e passam a integrar o conselho da Movo. Leia mais em epocanegocios 18/04/2019




Brasil precisa investir em startups e educação para ascender na era digital, alerta presidente da Cisco

Albuquerque disse que é preciso preparar a população para aproveitar os empregos do futuro

O Brasil tem dois gargalos que se tornam barreiras reais para "vencer na era digital" e estão no baixo investimento no ecossistema de startups e em educação, advertiu o presidente da Cisco no Brasil, Laércio Albuquerque, nesta terça-feira (23) em teleconferência para jornalistas da América Latina no Rio de Janeiro.

Albuquerque explicou que na área da educação não é mais aportes em sistema, mas "como preparar a população para poder aproveitar os empregos do futuro", definiu o CEO.

A situação do Brasil nos dois itens citados pelo executivo aparece em um relatório que a companhia de tecnologia formatou sobre como 118 países estão se preparando para encarar a era digital.   Albuquerque diz que são analisados oito pontos para chegar a um veredicto dos países. "Nenhum país da América Latina está no nível mais alto. Terão de investir para crescer", reforça o CEO.

"Quando falo com governos e ministros (no Brasil), digo que precisamos investir nestes dois pontos: startups e educação", comentou o executivo.  O encontro com jornalistas - o Jornal do Comércio é o único do Sul do Brasil a estar na agenda - apresenta o Centro de Co-Inovação (COI) no Rio, único na AL e onde estão diversas soluções em áreas que vão da educação, esportes, saúde, varejo e indústria, como de óleo e gás.    

Uma das características da Cisco é investir e fazer aquisições de startups e empresas que inovam. O forte é o que chamam de parcerias. O diretor do COI, Eugenio Pimenta, comentou que em março a empresa criou no Brasil uma empresa de venture capital, a Decibel, para poder incrementar os investimentos para startps.

Outro detalhe que Pimenta destacou é a relação entre fundadores das empresas inovadoras que são adquiridas com a Cisco. "Hoje 70% a 80% dos fundadores (das startups) estão na Cisco. eles estão no board como executivos", explica o diretor do COI.  - Leia mais em Jornal do Comércio  23/04/2019



Caixa vai listar subsidiárias na Nyse e B3

A Caixa Econômica Federal decidiu que vai ter ações de suas subsidiárias negociadas também em bolsa americana e prepara dupla listagem, no Brasil e nos Estados Unidos, das empresas de seguros, cartões, lotérica e gestora de recursos.

Conforme os planos atuais, as ofertas públicas iniciais (IPOs) serão feitas simultaneamente na B3, em São Paulo, e na Nyse, em Nova York, de acordo com duas pessoas com conhecimento do assunto. .. leia mais em valoreconomico 23/04/2019



Pedro Parente será sócio da gestora EB Capital, após sair da BRF

A gestora EB Capital informou que o executivo atual presidente da BRF, Pedro Patente, se tornará um dos sócios e presidente da gestora de private equity quando deixar a cadeira de CEO da companhia de alimentos.

Atualmente, os sócios da EB Capital são Duda Sirotsky, Pedro Melzer e Luciana Ribeiro. “A relação de Parente com os novos sócios é antiga. Trabalharam juntos entre 2003 e 2009 na RBS. Entre as empresas investidas da EB Capital está a Sumicity, uma das maiores empresas de fibra ótica do Brasil”, disse a gestora em nota.

No dia 28 de março deste ano, o conselho de administração da BRF elegeu, por unanimidade, Lorival Nogueira Luz Jr., atual diretor vice-presidente executivo global, para o cargo de diretor presidente global no lugar de Parente. A posse do novo CEO ocorrerá no dia 17 de junho, quando Parente deixará o cargo que vem acumulando desde 18 de junho do ano passado.

Na data, a BRF informou que Parente continuará na posição de presidente do conselho de administração da empresa, para o qual foi eleito em 26 de abril de 2018, para um mandato de dois anos. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 23/04/19
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Pedro Parente será sócio na EB Capital, com 15% de participação 

O executivo Pedro Parente, presidente da BRF, tornou-se sócio da gestora de private equity EB Capital, de Eduardo Sirotsky Melzer, Pedro Melzer e Luciana Ribeiro.

O Valor apurou que a participação de Parente é de aproximadamente 15%... Leia mais em valoreonomico 23/04/2019



Olfar adquire seis unidades da Cotrigo em leilão por cerca de R$ 40 milhões

Na última terça-feira (16) ocorreu o leilão judicial de bens da Cotrigo – Cooperativa de Getúlio Vargas Ltda, permitindo a Olfar S/A – Alimento e Energia arrematar seis unidades de recebimento, num valor aproximado de R$ 40 milhões.

Um dos principais objetivos da negociação foi a continuidade da relação comercial já construída com os produtores dos municípios de Sertão, Estação, Santo Antônio – Estação, Ipiranga, Souza Ramos – Getúlio Vargas e Erebango. As unidades adquiridas já contavam com o trabalho da Olfar de recebimento de grãos, comercialização de insumos e assistência técnica.

Para a empresa o relacionamento é uma ferramenta essencial para criar e manter uma relação de credibilidade e transparência, bem como o investimento reforça o compromisso com a região e a continuidade do trabalho junto aos produtores. .. Leia mais em jornalboavista 22/04/2019



Fusão de Susep e Previc mira capitalização

A possibilidade de criação de uma agência única para regular o sistema de previdência privada no Brasil pode ser o caminho encontrado pelo governo para gerenciar o regime de capitalização, previsto na reforma da Previdência, na visão de executivos do setor ouvidos pelo Valor.

Apesar de ainda não haver definição sobre o modelo adotado, o nome cotado para tocar esse projeto é o da economista Solange Vieira, atualmente à frente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), criadora do fator previdenciário e também ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Autor: Juliana Schincariol e Ana Krüger Referência: Valor Econômico Leia mais em capitólio 23/04/2019



Pequenas e médias de autopeças passam por momento decisivo no País

Transformações tecnológicas no setor globalmente e maior abertura comercial no Brasil tornam investimentos em competitividade essenciais para a sobrevivência dos fornecedores da cadeia
 Para acompanhar a evolução da indústria automotiva, fornecedores terão que investir em atualização
Para acompanhar a evolução da indústria automotiva, fornecedores terão que investir em atualização

O momento de transformação tecnológica da indústria automotiva global e a maior abertura comercial do Brasil tornam o investimento em atualização do parque fabril imperativo para as empresas de autopeças, não só para evitar um aumento expressivo das importações, mas para garantir a sua sobrevivência.

“Vivemos um momento de mudanças profundas na indústria e no Brasil. O setor sempre contará com pequenas e médias empresas em sua cadeia de fornecimento.

A questão é se no futuro serão as mesmas que existem hoje”, declarou nesta segunda-feira (22) o diretor-geral do grupo Freudenberg do Brasil, George Rugitsky, em evento em São Paulo.Entre essas transformações, ele cita o acordo de livre comércio do setor automotivo com o México, que entrou em vigor neste ano. “É melhor que a indústria esteja preparada para essa nova realidade do que ser pega de surpresa”, assinala.

O executivo acredita que se os fornecedores não se capacitarem para novas práticas e tecnologias, poderão ser substituídos pelas importações. “O acordo com o México foi o primeiro passo nessa direção. O governo sinaliza a intenção de ampliar tratados deste tipo”, acrescenta.

O presidente da Toyota do Brasil, Rafael Chang, afirmou que o País precisa estimular a introdução de novas tecnologias nesse ambiente de maior abertura. “Caso contrário, há risco de ocorrer o que houve na Austrália, que viu sua indústria automotiva sumir após assinar um acordo de livre comércio com a Tailândia.”Ele conta que a decisão de produzir o Corolla híbrido flex no Brasil gerou um desafio em relação aos fornecedores.

 “Estamos trabalhando com uma plataforma específica com dez a 12 empresas. A escala é pequena ainda”, relata.Uma pesquisa realizada com 61 empresas associadas ao Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) – sendo 21 grandes, 19 médias e 21 pequenas – mostra que 90% delas não possuem processos digitalizados e não utilizam a internet das coisas (IoT) para controlar processos produtivos e 81% não têm previsão orçamentária para implementar essas tecnologias.

Das 470 associadas ao Sindipeças, aproximadamente 360 são pequenas e médias empresas (PMEs). “O custo do capital é alto e volátil no Brasil e a carga tributária é pesada. Proporcionalmente, é mais difícil para as PMEs”, avalia o diretor da consultoria A.T. Kearney, David Wong.

Ele explica que em função das dificuldades, as PMEs precisam de parceiros comerciais. “Outra alternativa seria formar clusters, associações de empresas menores para gerar maior valor agregado.”Rugitsky acredita que em um ambiente de economia mais aberta, é importante que os fornecedores diversifiquem e reposicionem seus portfólios.

“Um país nunca será competitivo para produzir tudo. É preciso analisar e encontrar nichos de especialização.”Ele cita o exemplo da própria Freudenberg. “Caso aconteça do motor a combustão deixar de existir, perderíamos 50% de nosso faturamento. Por isso, estamos investindo em linhas de produtos alternativos para eletrificação. Compramos uma fabricante de baterias para veículos pesados, pois queremos ter uma posição relevante no futuro.”

Gestão
O presidente da Bosch América Latina, Besaliel Botelho, conta que a empresa teve que ajudar fornecedores para conseguir manter sua cadeia local. “Desenvolvemos um programa para que também se tornassem fornecedores internacionais.  Tivemos algum sucesso, mas é sempre um desafio em função da gestão inconstante dessas empresas.”

Ele aponta que nem sempre o gestor das PMEs tem a mentalidade de trabalhar com inovação. “Acontece de realizarmos uma parceria e, no momento em que damos as costas, a empresa não consegue caminhar sozinha. Muitas vezes, troca-se o gestor e perde-se toda a essência do que foi desenvolvido.”.. Leia mais em dci 23/04/2019




Produtora de hambúrguer vegetal vai abrir capital e procura valer US$ 1,2 bilhão

Startup desenvolve hambúrger vegetal que diz ter a mesma suculência de um feito de carne

Além de algumas startups veteranas, outra mais jovem também deve abrir seu capital em 2019. Buscando uma avaliação de cerca de US$ 1,21 bilhão, a Beyond Meat, startup que desenvolve e produz hambúrgeres à base de vegetais, está mais próxima de realizar seu IPO após o registro de alguns documentos necessários para isso.

De acordo com o Wall Street Journal, a companhia deve oferecer 8,75 milhões de ações precificadas entre US$ 19 e US$ 21—levando a empresa a valer até US$ 1,21 bilhão. A startup fundada em 2009 já captou mais de US$ 143 milhões de investidores. Na lista estão fundos como o Obvious Ventures e Tyson Ventures.

O IPO pode vir em boa hora para o setor de hambúrger vegetal. A gigante Nestlé lançou uma linha vegana. A Impossible Foods, outra concorrente de peso neste mercado, fechou parceria com o Burger King para vender, ainda que em poucas unidades dos EUA, um sanduíche feito usando o Impossible Burger, sua versão de hambúrger vegetal.

Neste ano, a concorrente da Uber, Lyft, já abriu seu capital. Ela foi acompanhada da veterana rede Pinterest, que realizou seu IPO há poucas semanas. O ano ainda deve ver outras startups com capital aberto, a mais importante deve ser a Uber, que pode atingir valor de mercado de US$ 120 bilhões... Leia mais em epocanegocios 23/04/2019




Insurtech Lemonade é avaliada em mais de US$ 2 bilhões após aporte de US $300 milhões

A Lemonade, uma startup de seguros, levantou US$ 300 milhões em um acordo liderado pelo SoftBank Group, anunciou a empresa hoje. Embora a empresa fintech não esteja divulgando sua avaliação, uma fonte diz que esse investimento eleva seu valor para mais de US $ 2 bilhões.

Com esta última rodada de financiamento, a Lemonade levantou US $ 480 milhões até o momento. O último aumento da startup ocorreu em dezembro de 2017, quando houve uma valorização de cerca de US $ 600 milhões. O Lemonade apareceu recentemente na lista Fintech 50 2019 da Forbes, bem como na lista de 2018 das Start-Billion-Dollar Startups.

Lançada em 2016, a plataforma móvel e on-line da startup oferece alguns dos menores preços de seguros nos Estados Unidos, começando com US$ 5 por mês para o seguro de locatários. Fundada por Daniel Schreiber e Shai Wininger, a empresa opera atualmente em 22 estados, além de Washington, D.C.

Com o novo financiamento, a empresa planeja se expandir para a Europa, bem como para outros estados dos EUA. Embora baseado principalmente em Nova York e Tel Aviv, Schreiber diz que a empresa já montou uma sede européia em Amsterdã. A Allianz, a General Catalyst, a GV, a OurCrowd e a Thrive Capital também participaram da atual rodada de financiamento.

“Não estamos procurando criar um pequeno fornecedor de tecnologia ou qualquer outra coisa neste espaço”, diz Schreiber. “Estamos procurando criar uma companhia de seguros dominante e habilitada tecnologicamente em uma base global”. Fonte: Forbes Leia mais em Insurtech 11/04/2019



Ploomes: CRM para indústria recebe aporte

Investidor é Jander Martins, um dos fundadores da MasterSAF.

A Ploomes, uma startup dona de um sistema de gestão de relacionamento com clientes focado em indústrias e distribuidoras B2B, acaba de receber um investimento de R$ 1 milhão do investidor Jander Martins.

Martins foi um dos fundadores da MasterSAF, uma companhia de software fiscal adquirida pela Thompson Reuters em 2011. Nos últimos anos, o empresário tem investido em startups.

O software da Ploomes já é utilizado por mais de 500 clientes, localizados principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Com o investimento, a startup projeta aumentar 300% o faturamento anual em relação a 2018 e dobrar o número atual de funcionários.

“Nosso objetivo é trazer de volta a antiga potência do setor industrial, buscando maior organização e simplicidade na gestão de seus departamentos comerciais”, explica Matheus Pagani, CEO e fundador da Ploomes.

A Ploomes une funcionalidades como ferramentas para criação automática de orçamentos e pedidos de vendas (CPQ), cadastro de clientes com segmentação avançada, histórico do cliente, integração com ERPs e funil de vendas com fluxo de trabalho.

“A Ploomes resolve uma grande dor de mercado no setor industrial. A empresa demonstra excepcional tração de receitas, uma forte cultura interna e um time com habilidades complementares”, afirma Jander Martins.

Dados coletados pela consultoria Gartner revelam que o mercado global de CRM cresceu 15% em 2017, movimentando mais de US$ 39,5 bilhões. O setor ultrapassou o mercado de ERP e lidera o segmento de softwares corporativos.  Leia mais em baguete 23/04/2019 



Fintech FinanZero levanta R$ 42 milhões em nova rodada de investimento

A fintech de comparação de empréstimos FinanZero, recebeu uma nova rodada de investimento de R$ 42 milhões dos fundos Atlant Fonder, Dunross & Co, Vostok Emerging Finance - que já investiu no GuiaBolso, Creditas e Magnetis.

Os recursos serão usados principalmente em marketing e comunicação e no desenvolvimento do serviço.

Com a nova rodada, a empresa soma R$ 62 milhões captados. "O Brasil continua sendo o mercado de fintech preferido globalmente e, através da .. Leia mais em valoreconomico 23/04/2019



22 abril 2019

Dobrada resistência de Bolsonaro, governo quer privatizar Correios

Paulo Guedes afirmou que Bolsonaro considera a venda de uma estatal em particular, sem dizer qual. Um integrante da equipe econômica, em sigilo, afirma que se trata da estatal de logística

Vencida a resistência do presidente Jair Bolsonaro à privatização dos Correios, a equipe econômica se debruça agora sobre a venda da estatal, disse à Reuters um integrante do time, em meio à avaliação de que a empresa ganhará mais liberdade para se modernizar e responder às mudanças no mercado promovidas pelo comércio eletrônico sem a União como controladora.

Em entrevista à GloboNews nesta semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que seria "um salto muito grande" apontar que Bolsonaro estaria mais próximo de concordar com a privatização da Petrobras, mas afirmou que o presidente considerou essa possibilidade para uma estatal em particular, sem revelá-la.

Segundo a fonte, que falou com a Reuters nesta sexta-feira, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é a companhia em questão.

Publicamente, Guedes tem insistido que o governo federal deve se desfazer de ativos para diminuir a dívida pública, também apontando que o controle excessivo do Estado sobre os negócios abre margem para casos de corrupção nas estatais — como ocorreu na Petrobras, na Caixa Econômica Federal e nos Correios. Reuters Leia mais em epocanegocios 19/04/2019

22 abril 2019



Terna adquire duas concessões para linhas de energia em MG

A empresa italiana Terna, através de sua subsidiária Terna Plus, empresa do Grupo responsável pelo desenvolvimento das operações internacionais, assinou nesta sexta-feira (12) um contrato com a Construtora Quebec, empresa do setor de energia atuante no Brasil, com o objetivo de adquirir o controle majoritário de duas concessões para construir e operar um total de 350km de infraestrutura de eletricidade no território brasileiro.

As duas concessões, que têm uma duração de 30 anos a partir da assinatura do contrato, garantirão a construção de duas linhas de alta tensão de 500Kv para a transmissão de eletricidade no estado de Minas Gerais.  

O valor total do contrato, incluindo os custos de desenvolvimento e construção das obras, é de aproximadamente US$130 milhões e será financiado em grande parte por meio de uma operação de financiamento de projetos.

As novas linhas de energia terão como objetivo possibilitar o aumento da eficiência, segurança e sustentabilidade da rede elétrica brasileira e, ao mesmo tempo, explorar o potencial da geração de energia a partir de fontes renováveis.

O contrato prevê ao grupo Terna o desenvolvimento, a construção e a gestão de ativos, com atribuição à Construtora Quebec das atividades de EPC. De acordo com o documento assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as infraestruturas deverão entrar em operação em março de 2023.

O fechamento do contrato entre a Terna Plus e a Construtora Quebec está sujeito ao cumprimento de determinadas condições, incluindo a autorização do Regulador da Aneel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.  

O Brasil é o maior mercado de energia da América Latina e o terceiro do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.   (ANSA) Leia mais em istoe 12/04/2019
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TERNA: Agreement For The Acquisition Of Two New Concessions For The Construction Of Power Lines In Brazil... Leia mais em terna 12/04/2019



Vestas adquire 25% da empresa alemã de energia sustentável Sowitec

Fabricante passa a ter participação em uma carteira de 60 projetos de energia eólica e solar, totalizando mais de 2.600 MW

A Vestas anunciou nesta quarta-feira (17) a aquisição de uma participação acionária de 25,1% da empresa alemã Sowitec, uma das líderes mundiais em desenvolvimento de energia sustentável e dona de uma carteira de 60 projetos de energia eólica e solar, totalizando mais de 2.600 MW. A aquisição está sujeita à aprovação regulatória e deverá ser finalizada durante o segundo trimestre de 2019, prevendo ainda a opção de compra total da companhia em três anos. A Sowitec deverá reportar uma receita consolidada de cerca de 30 milhões de euros relativa a 2018.

Segundo a fabricante dinamarquesa, a aquisição aprimora a sua capacidade de oferecer soluções completas de energia sustentável, aproveitando a expertise comprovada da empresa alemã em serviços de desenvolvimento. A iniciativa, diz, está alinhada com a estratégia de investir em tecnologia, o que permite o desenvolvimento de soluções de energia sustentável voltadas ao atendimento da demanda atual e futura de seus clientes.

Com a Sowitec em seu portfólio, a expectativa é que a Vestas potencialize parcerias para a elaboração de projetos em mercados específicos e fortaleça a oferta de soluções de usinas fotovoltaicas híbridas – um dos focos de atuação da empresa alemã. Com o aumento da participação sustentável no mix energético global, os projetos híbridos vão se tornar parte essencial para o objetivo da Vestas de desenvolver soluções sustentáveis, com a geração eólica como peça principal.

“Os projetos híbridos estão surgindo como uma solução amigável e econômica que pode armazenar e fornecer energia renovável para a rede quando necessário, e assim aumentar a penetração da energia eólica onshore”, afirma a companhia em comunicado. “Com a aquisição da Sowitec, a Vestas ganha acesso a uma estrutura de desenvolvimento independente que fortalece nosso portfólio e melhora nossas soluções e capacidade em mercados estratégicos na América Latina”, diz Juan Araluce, diretor de vendas da Vestas.

De acordo com Frank Hummel, diretor executivo da Sowitec, o negócio fortalece ainda mais a equidade da empresa e a ajuda a avançar na cadeia de valor. “Estamos orgulhosos de ter a Vestas como parceira estratégica. Juntamente com nosso forte histórico em mercados emergentes e nossa vasta experiência no desenvolvimento de projetos de energia renovável em escala de serviços públicos, esta parceria ajudará a Sowitec a crescer rapidamente e nos dará a chance de lucrar com a experiência e a presença da Vestas em todo o mundo”... Leia mais em canalenergia 17/04/2019



Sandvik adquire a empresa de tecnologia de mineração digital Newtrax

A Sandvik adquire a Newtrax, de capital fechado, fornecedora de tecnologia líder em conectividade sem fio para monitorar e fornecer insights sobre operações subterrâneas, incluindo pessoas, máquinas e o meio ambiente.

“Ao incluir a Newtrax na família Sandvik, fortalecemos ainda mais nossa posição de liderança em áreas relacionadas à automação e digitalização”, diz Henrik Ager, presidente da Sandvik Mining and Rock Technology.

O conjunto líder de ferramentas digitais da Sandvik para analisar e otimizar a produção e os processos de mineração, juntamente com a tecnologia líder em conectividade IoT sem fio da Newtrax, criará uma solução digital poderosa para melhorar a segurança e a eficiência nas operações de mineração subterrânea.

“Combinando nossa oferta atual, OptiMine®, com a oferta da Newtrax, podemos ajudar os clientes a obter um uso mais eficiente de seus recursos. O sistema é agnóstico para redes ou marcas de equipamentos, facilitando uma solução flexível para o cliente ”, diz Patrick Murphy, Presidente da Sandvik Rock Drills and Technologies Division.

A Newtrax está sediada em Montréal, no Canadá e em 2018 a empresa gerou receitas de cerca de 26 milhões de CAD com 120 funcionários.... Leia mais em sandvik 22/04/2019



Mondelez compra participação minoritária em empresa de snacks norte-americana

MondelezA Mondelez International anunciou a aquisição de uma participação minoritária na Hu. A empresa norte-americana, fundada em 2012, é especializada na produção de alimentos baseados na dieta paleo, que privilegia o consumo de produtos frescos. A Hu comercializa snacks pouco processados, como a galardoada gama de chocolate vegan.

“Como fabricante global de snacks, temos como missão liderar o futuro do snacking e testar os limites do que é possível fazer. O investimento na Hu oferece à nossa empresa a oportunidade de fazer exatamente isso”, comenta Tim Cofer, vice-presidente executivo da Mondelēz International.

“A marca Hu dá resposta às novas tendências de consumo. Teve muito sucesso com as gamas de chocolate, mas acreditamos que há oportunidades para expandir a proposta a uma ampla gama de categorias ligadas à alimentação saudável. A Hu criou um hub com uma capacidade única para testar produtos e aprender rapidamente”, acrescenta... Leia mais em hipersuper 22/04/2019



Rival da Starbucks na China apresenta pedido de IPO nos EUA

A rede de cafeterias chinesa Luckin Coffee, uma das principais rivais da americana Starbucks na China, divulgou hoje seus planos para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. .. Leia mais em valoreconomico 22/04/2019




'Vamos concluir mais um negócio nos EUA este ano', diz presidente da União Química

A brasileira União Química, que faturou R$ 2 bilhões em 2018 com a produção de medicamentos para saúde humana e animal, pretende acelerar a internacionalização.

Depois de comprar em outubro de 2018 a unidade de biotecnologia da Elanco, na Geórgia, nos EUA, a brasileira União Química, que faturou R$ 2 bilhões em 2018 com a produção de medicamentos para saúde humana e animal, pretende acelerar a internacionalização.

A empresa analisa a compra de oito a dez ativos, a maioria no exterior, e ainda neste ano deve concluir um negócio na área de saúde animal, também nos EUA. Fernando de Castro Marques, presidente da empresa, diz que reservou US$ 200 milhões para ir às compras nos próximos cinco anos. Para tocar a internacionalização, contratou Rogério Rosso, ex-governador do DF e ex-deputado federal (PSD), que atuou no setor automobilístico.

Por que a internacionalização?
Os empresários brasileiros têm de ficar atentos às oportunidades não só no mercado interno, mas também no externo. É isso que estou fazendo. Neste momento, vejo oportunidade nos dois mercados. Hoje avaliamos a compra de oito a dez ativos dentro e fora do País, com destaque para Chile, México e EUA. Neste ano, devemos concluir um negócio na área de saúde animal nos EUA. A União Química faz aquisições internacionais de fábricas que se complementam. É o conceito clássico de globalização.

Qual foi o impacto para a companhia da compra da unidade de biotecnologia da Elanco?
O projeto era construir uma fábrica no País para produzir o BST (hormônio natural que eleva em 25% a produção de leite em bovinos). Nesse ínterim, surgiu a oportunidade de comprar a planta da Elanco na Geórgia (EUA). Junto com ela compramos a marca do produto e o registro em 25 países. Já somos uma multinacional brasileira. Eu estou nesses países e, como se diz na fazenda, onde passa um boi, passa uma boiada.

Quanto pretende gastar em compras?
Pretendemos investir US$ 200 milhões nos próximos cinco anos em novas aquisições, tanto no Brasil quanto no exterior. A expectativa é de que os negócios externos, que hoje representam 1% do faturamento da empresa, cheguem a 10% ou 15% nos próximos cinco anos.

Quais as metas para o mercado doméstico?
No Brasil continuaremos crescendo na casa de dois dígitos. Vamos contratar 300 pessoas este ano. Temos sete fábricas no País que produzem medicamentos para a saúde humana e animal.

A empresa pretende abrir o capital?
Estamos avaliando abrir o capital, talvez entre 2020 e 2021... Leia mais em terra 22/04/2019



Repsol Sinopec busca cinco projetos de inteligência artificial para investir R$ 4,3 milhões

Em parceria com Senai e Senac, empresa quer soluções para as indústrias de óleo e gás
 Startups inovadoras da área jurídica

Empreendedores que utilizam as tecnologias de inteligência artificial, robotização e digitalização nas indústrias de óleo e gás podem inscrever seus projetos no Edital de Inovação para a Indústria, que terá investimento de R$ 4,3 milhões.

Cada um dos cinco escolhidos receberão apoio da Repsol Sinopec Brasil e aporte de R$ 866,6 mil.

De acordo com o regulamento, o objetivo é impulsionar o desenvolvimento de soluções que integrem sensoriamento, processamento, inteligência artificial, robotização, modelagem computacional direcionada para redução de custos, economia de tempo, aumento da segurança e redução do impacto ambiental no setor.

Os projetos escolhidos receberão apoio desde a parte da validação até a fase de testes, sendo auxiliados por uma rede de 26 Institutos SENAI de Inovação e 58 Institutos SENAI de Tecnologia... Leia mais em dci 22/04/2019



Empresa de jogos SciPlay espera captar US$ 352 milhões em IPO

A empresa de jogos para celular e tablets SciPlay, controlada pela Scientific Games, definiu nesta segunda-feira uma faixa de preço entre US$ 14 e US$ 16 por ação para sua oferta pública inicial de ações.

Com base no preço intermediário da faixa, a empresa espera captar cerca de US$ 352 milhões com a venda de 22 milhões de ações de classe A. .. Leia mais em valoreconomico 22/04/2019



Cade aprova compra da Campeã Agronegócios por controlada da Aqua

Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição do controle da Campeã Agronegócios, empresa do segmento de sementes de soja, pela Rural Brasil, controlada pelo fundo de private equity Aqua Capital .. Leia mais em valoreconomico 22/04/2019



InovAtiva Brasil seleciona 105 startups para seu programa de aceleração

Startups de todas as regiões do País terão quatro meses de mentorias e possibilidade de investimento ao final do programa

O maior programa de aceleração de startups da América Latina, InovAtiva Brasil, escolheu 105 empresas nascentes para o primeiro ciclo do ano. As cinco regiões do País foram contempladas com a iniciativa.

Com duração de quatro meses, o programa oferece atividades online como mentorias coletivas e individuais, capacitações e a presença de empreendedores em eventos pelo País. A última etapa do InovAtiva Brasil ocorre em São Paulo, quando as startups se apresentarão para investidores, em um Demoday.

Fazem parte da iniciativa tanto empresas nascentes em fase mais inicial, ou operacional, como as que estão num estágio mais avançado, o de tração. Além de dez mentorias coletivas, os empreendedores recebem quatro sessões individuais e mais duas especializadas, ou seja, voltado a um determinado assunto que seja mais interessante para a empresa.

Realizado pelo Ministério da Economia e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o InovAtiva Brasil apoiou mais de 2.000 startups de todas as regiões do Brasil entre 2013 e 2018. Leia mais em dci 22/04/2019



Cade aprova compra de fatia adicional da Renova por Cemig e Light

A elevação da participação das empresas Cemig e Light no capital social da Renova recebeu parecer favorável à aprovação pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em março, Cemig e Light fecharam um acordo para aquisição de 7,3 milhões de ações da Renova, hoje detidas pelo CG Fundo de Investimento em Participações, por R$ 14,68 por ação.

Ao mesmo tempo, as duas sócias da empresa de geração renovável informaram que vão lançar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) também por R$ 14,68 por ação... Leia mais em valoreconomico 22/04/2019



Após um ano, só 4 fintechs obtêm aval do BC para virar instituição financeira

A regulação do Banco Central para permitir a transformação de fintechs em instituições financeiras completa um ano neste mês com apenas quatro empresas enquadradas nas regras.

A aprovação mais recente foi divulgada na semana passada, da Mova, enquanto outras 14 estão com processo de abertura em tramitação no BC.

Com as regras, o regulador pretende aumentar a competição no mercado de crédito, controlado pelos cinco grandes bancos do país. A falta de concorrência é vista como uma das razões para os altos juros cobrados do consumidor.

Sem a migração, fintechs de crédito funcionam como correspondentes bancários e precisam de um banco para formalizar o empréstimo dentro do sistema financeiro, o que pode encarecer custos à medida que as operações crescem.

São duas regulações distintas: a SCD (Sociedade de Crédito Direto), que permite a fintechs emprestar dinheiro próprio, e a SEP (Sociedade e Empréstimo entre Pessoas), que regula o peer-to-peer lending, quando a instituição funciona como intermediária entre um credor e uma pessoa que precisa de um empréstimo.

Apesar da estrutura simplificada na comparação com a criação de um novo banco, as regras ainda são rígidas.

A primeira barreira de entrada é a exigência de R$ 1 milhão de patrimônio, o que significa que a empresa novata precisa manter parada parte dos recursos captados com investidores, em vez de dar outro destino, como conceder crédito.

Além disso, há exigências societárias e de regras de controle, para evitar possíveis danos ao sistema financeiro.

Na prática, o que aconteceu é que, das 4 primeiras aprovadas, 3 não estavam diretamente ligadas à ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) e à ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), duas entidades que serviram de ponte para a interlocução entre as fintechs e o BC durante a formulação das regras.

“O que gente observou foram empresas com porte maior e que queriam ser desbravadoras”, diz Rafael Pereira, presidente da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital).

Para Guilherme Horn, conselheiro da ABFintechs (associação de fintechs), ao criar as novas regras, o BC não poderia dizer que seriam exclusivamente para fintechs.

“É uma nova modalidade de instituição financeira, há empresas que viram uma oportunidade de se enquadrar em regulamentações com menos requisitos do que uma instituição tradicional”, diz.

É o caso da QI Tech, que atuava no mercado de crédito havia mais de 15 anos. Com a nova regulação, a empresa viu uma oportunidade de negócio: em vez de contratar um banco que formalize o crédito, decidiu se credenciar no BC para, como fintech, prestar o serviço a outras instituições.

Os bancos que operam como formalizadores das concessões de crédito das fintechs são conhecidos como bancos de serviço (“bank as a service”, no jargão do setor) e operam de forma semelhante nos países desenvolvidos.

“O serviço é ruim, não tem tecnologia, o legado é antigo e voltado para causa própria, para a carteira de crédito do banco”, diz Beatriz Degani, presidente da QI Tech.

“A gente viu oportunidade maior em prover os serviços para outras fintechs ou varejistas online que querem viabilizar isso para eles”, acrescenta.

A QI Tech formalizou R$ 20 milhões em crédito desde março e espera terminar o ano com R$ 500 milhões.

Outra das desbravadoras é a Creditas, especializada em crédito com garantia. A fintech, vinculada à ABCD, entregou a documentação ao BC um mês após a publicação das novas regras.

“Quando a regulação saiu, a decisão já estava tomada”, diz Fabio Zveibil, da Creditas.

Apesar da autorização, a Creditas levará um tempo para começar a operar por meio da SCD (Sociedade de Crédito Direto, que permite a fintechs emprestar dinheiro próprio), pelo trabalho de integração com os sistemas de garantias de imóveis e veículos.

O motivo para a migração, diz Zveibil, não é tanto a economia de custos, mas a autonomia dos bancos para desenvolvimento de novos produtos financeiros.

“Mas há um custo inicial. Já ouvi caras muito pequenos perguntando como fazer [para migrar para SCD]. Faz muito sentido começar com o parceiro bancário”, afirma Zveibil, da Creditas.

Roberto Felipe Tesch, presidente e sócio fundador da Mova, traz o exemplo concreto da flexibilidade de se adequar às novas regras. A fintech recebeu autorização para ser uma SEP (Sociedade e Empréstimo entre Pessoas, que regula o peer-to-peer lending) e fará empréstimos a empresas e a pessoas que pretendem financiar cursos de pós-graduação.

Como o dinheiro do investidor precisa ser pulverizado para que um eventual calote não signifique a perda de todo o valor investido, era preciso gerar uma série de boletos para cada crédito. Isso encareceria o custo e dificultaria a operação.

Com a SEP, a empresa desenvolve a própria operação do zero, sem passar por um banco, apesar de ter como sócio o grupo Omni. Consegue emitir um único boleto de pagamento, concentrando o valor que foi pulverizado.

“Fica muito mais ágil e com uma estrutura enxuta, mas requer estrutura inicial e investimento”, afirma Tesch.

O sistema começará a ser testado entre junho e julho, quando a fintech fará os primeiros empréstimos.

Não existe um levantamento de quantas fintechs de crédito operam no país e que poderiam se transformar em instituições financeiras. A ABFintechs sugere cerca de cem, mas há nesse montante comparadores de taxas de juros e empresas que renegociam dívidas em atraso, por exemplo.

Para Larissa Arruy, sócia do Mattos Filho, essa diversidade de fintechs explica a relativa demora na aprovação do Banco Central.

Cada aprovação levou entre quatro e oito meses —o regulador tem obrigação de concluir a análise em até um ano.

“As fintechs têm naturezas diferentes. Umas oferecem crédito com garantia, outras são focadas em um público específico. Tudo isso influencia no tempo de análise.”

Ela acrescenta que principal tarefa das fintechs foi separar a parte que efetivamente é uma atividade financeira e que precisa ser submetida à regulação das outras atividades exercidas, como serviços de tecnologia.

“Quando há uma empresa que desenvolveu um software de análise de crédito, que ela também licencia para terceiros, esse software está fora da questão regulatória. Não necessariamente faz sentido trazer para atividade regulada”, exemplifica a advogada.

O Banco Central exigiu novo CNPJ das empresas para a instituição financeira, apartado do usado pela fintech inicialmente.

Pereira, da ABCD, diz ainda que deve demorar para a nova regulação trazer transformações para o mercado, pelo prazo de adaptação ao novo sistema e às novas regras.

“É todo um conjunto de ações que vem em direção das necessidades do mercado financeiro”, afirma, ao citar, além da regulação das fintechs, o cadastro positivo e o open banking.

O open banking assume que os dados pertencem ao cliente e, com autorização dele, podem transitar entre instituições financeiras.

O BC discute com o setor financeiro as regras para essa troca de informações, e a primeira etapa de regulação pode sair ainda neste ano. Fintechs que não forem instituições financeiras podem ficar de fora do sistema.

SAIBA MAIS SOBRE AS FINTECHS DE CRÉDITO

Novas regras
BC criou duas regras que permitem às novatas oferecer empréstimos:

1. SCD (Sociedade de Crédito Direto)
A fintech usa dinheiro próprio (captado com investidores, por exemplo) para emprestar a quem pede crédito; ela não pode pegar dinheiro de outros clientes, como fazem os bancos, para emprestar

2 . SEP (Sociedade e Empréstimo entre Pessoas)
Fintechs que funcionam como intermediárias entre investidores e pessoas que pedem crédito (peer-to-peer lending); cada investidor pode emprestar no máximo R$ 15 mil para um único tomador

Vantagens
Após um ano, só 4 fintechs obtêm aval do BC para virar instituição financeira Folhapress Leia mais em vitorianews22/04/2019




Nova gestão do porto de Santos faz reestruturação para abrir o capital

Renegociação de contratos, redução do número de funcionários, reordenamentos de terminais, arrendamentos de áreas, criação de escritórios no exterior, abertura de capital e até mudança no nome —de Codesp, Companhia Docas do Estado de São Paulo, para Santos Port Authority.

Apesar de estar há dois meses no cargo, é ampla a lista de mudanças que está na cabeça de Casemiro Tércio Carvalho, novo presidente do popularmente chamado porto de Santos, o maior do hemisfério Sul.

Ele sucede Luiz Fernando da Silva, que ficou no cargo por três meses após a prisão de seu antecessor José Alex Oliva no âmbito da Operação Tritão, da Polícia Federal.

Carvalho assumiu a empresa em meio a investigações de favorecimento ilícito de empresas e pagamento de propina em gestões anteriores, problemas que ele diz enfrentar no detalhe.

Uma de suas primeiras providências foi derrubar as paredes dos escritórios e colocar a diretoria em ambientes coletivos para que todos pudessem se observar.

“Trouxemos gente do mercado, com experiência comprovada. Agora temos profissionais especializados em direito corporativo, para estabelecer padrões de governança”, diz.

Para ele, “a empresa tem um bom arcabouço normativo, mas ele não funcionava. Nossas salas agora são abertas. Queremos um ambiente ágil e meritocrático em todos os sentidos.”

Em seu extenso plano é preciso, em linhas gerais, cortar custos e ampliar receita.

Um das medidas mais importantes será enxugar o quadro funcional. A empresa tem hoje 1.300 empregados diretos e 900 indiretos. Pela normal internacional, o ideal seria ter cerca de um terço disso.

Para agilizar a redução de funcionários, até o início de 2020 será lançado um PDV (plano de demissão voluntária). “Temos pelo menos 450 já aptos a se aposentar. Se houver caixa para pagar as indenizações, o PDV poderá sair ainda neste ano”, diz Carvalho.

O processo inclui ainda fixar metas de produtividade, diz ele, para implantar uma “nova cultura organizacional”.

Ainda do lado das despesas, a estatal vai se desfazer de ativos que considera pouco viáveis. O primeiro deles é o Terminal Público Pesqueiro de Laguna, em Santa Catarina. A Codesp negocia o repasse do porto a uma estatal do governo catarinense.

As renegociações de contratos com clientes, importantes para o aumento de receitas, já começaram. A gestão de Carvalho fechou três dos chamados contratos de transição —que venceram, mas podem ser renovados até a realização de um novo leilão das áreas.

Foram prorrogados os terminais operados por Fibria, Pérola e Transbrasa, com reajustes de 75%, 68% e 32% nos valores pagos à Codesp, respectivamente.

“Trouxemos gente que já trabalhou no lado dos clientes para fazer as planilhas de custo abertas, e conseguimos chegar a preços mais justos.”

O arrendamento de áreas com contratos a vencer é um dos pontos principais para da estratégia. A Codesp planeja levantar cerca de R$ 500 milhões de investimentos no porto em quatro áreas.

Duas já tiveram edital lançado e vão a leilão em agosto. Uma delas, a STS 13A, será destinada à instalação de granéis líquidos, na Ilha de Barnabé, e deverá receber aportes de R$ 111,7 milhões.

A outra, STS 20, chegou a ser licitada no ano passado, mas não houve interessados. A área terá um terminal para graneis minerais e terá investimentos de R$ 219,5 milhões.

O edital estipula o valor mínimo de R$ 1 para as outorgas.

O porto também vai reordenar e arrendar uma área atualmente dividida entre terminais operados por Rodrimar, Deicmar e Ecoporto.

Também serão unificados em uma única instalação para cargas minerais os armazéns hoje ocupados por Fibria e Rodrimar.

A Codesp estuda, ainda, novos arrendamentos em um local que envolve a área ocupada hoje pela Norfolk, com os berços de atracação 5 e 6, e no terminal do grupo Libra, em recuperação judicial.

O Libra anunciou que os armadores terão os contratos encerrados neste mês.

O contrato do porto com o grupo, em recuperação judicial, termina em maio de 2020. O TCU (Tribunal de Contas da União) anulou a prorrogação do termo até 2035.

O terminal da Localfrio, na margem esquerda do porto, em Guarujá (SP), deverá ser relicitado ou ser arrendado para áreas contíguas.

Ao mesmo tempo em que levanta recursos, está no radar adquirir áreas para futuras expansões do porto.
“É preciso ter novos ativos logísticos para atender a demanda daqui a 20 ou 30 anos. Vamos já fazer projeto, licenciamento ambiental e ocupar áreas, preparando o terreno para construção posterior.”

Outra meta é internacionalizar o porto. Para isso, Carvalho quer usar embaixadas brasileiras e escritórios da Apex Brasil (agência de fomento às exportações) como pontos do porto de Santos no exterior.

Bélgica, China, Hong Kong, Malásia e Singapura são destinos prioritários.

Pacote de concessões inclui até canal e rede de saneamento
A Codesp prepara um pacote de concessões de áreas e serviços hoje realizados pela estatal. A primeira da fila envolve o canal de navegação.

“Queremos ter o modelo dessa concessão pronta em quatro meses. Depois, o projeto ainda passa pelo TCU e por cem dias de consulta pública”, diz Carvalho.

“O objetivo de Santos é atender 100% da nossa demanda. Vamos conceder o canal para ganhar agilidade. O plano envolve atividades como dragagem, sinalização, balizamento, monitoramento ambiental e o tráfego.”

A ideia, segundo ele, é que a Codesp continue com o poder sobre o controle das movimentações de navios. “O comando ainda será nosso, mas executado totalmente pelo operador do canal.”

A remuneração do vencedor do certame seria variável de acordo com a demanda e com indicadores como, por exemplo, o tempo de fila dos navios e o total de movimentos realizados no trimestre.

Um conjunto de 30 quilômetros de ruas e avenidas às margens dos terminais também será concedido.

“Não é a função do administrador do porto fazer pavimentação, não é o que fazermos de melhor. O modelo de concessão rodoviária é ideal.”

O concessionário seria responsável por pavimentação, sinalização, iluminação e monitoramento das vias. Em contrapartida, poderia cobrar tarifas por quilômetro rodado a cada caminhão.

A estatal também pretende mudar o regime da Portofer, ferrovia operada pela Rumo e com contrato até 2025. A Codesp quer negociar com a própria Rumo e com MRS e VLI um sistema de condomínio ferroviário.

Pelo plano, as três empresas teriam acesso aos trilhos e os investimentos seriam rateados a depender do volume transportado por cada marca.

“Temos prevista a instalação de um pátio de manobras e novas faixas de trilhos para viabilizar o acesso de trens aos terminais em períodos de chuva, por exemplo.”

A hidrelétrica de Itatinga, inaugurada em 1903, também deve ser concedida, após passar por uma readequação de sua tensão, atualmente fora dos padrões de mercado.

“É um ativo deficitário, mas que pode ter alguma atratividade depois de ser readequada. Estamos em negociação com a CPFL para analisar a viabilidade dessa conversão”, afirma Carvalho.

Se não houver interessado, a usina será fechada e deverá virar uma área de visitação pública. Com isso, a área em que está instalada poderá ser usada como compensação ambiental em futuros projetos, de acordo com a estatal.

Os serviços de água, esgoto e de gestão dos resíduos sólidos produzidos na área do porto também serão concedidos em um único contrato... Leia mais em portal.newsnet 21/04/2019



Copel inicia processo de privatização de Telecom

A Copel confirmou que já está em andamento o trabalho de organização para privatizar a Copel Telecom. A direção da empresa estima que o valor da venda gire em torno de R$ 1,5 bilhão. Por lei, o processo de venda da estatal ainda deverá passar por avaliação dos deputados da Assembleia Legislativa (Alep) para que seja aprovado. Um grupo trabalho foi formado na Copel para a montagem do projeto inicial de privatização, que deve ser entregue na primeira semana de maio. No estudo, a Copel Telecom analisa valores de venda e o que deve ser feito em relação aos 450 funcionários da empresa. Além disso, o pacote deve, principalmente, organizar o que será feito do papel social da estatal.

A empresa subsidiária da Copel é responsável pelo pelo acesso à internet e redes de comunicação de dados de diversos municípios e escolas estaduais, além de milhares de clientes privados. São 2.205 escolas estaduais conectadas com a internet da Copel Telecom. A empresa atende necessidades de telecomunicações da própria Copel, da Sanepar e do governo do Paraná, com 3.352 acessos de banda larga de alta velocidade aos órgãos do Executivo.

O governador Ratinho Junior (PSD) disse nesta semana que a manutenção dos serviços sociais pode ser incluída como condição no processo. “Como uma moeda de troca. A ideia é a ideia no sentido de a gente fazer a concessão, só que com o governo, além do valor que a empresa que ganhar tem que pagar, tenha que manter os pontos (de internet nas escolas). Isso (de manter serviços da Copel Telecom) vai dar para resolver sem problema nenhum”, adiantou o governador.
A Copel Telecom foi a operadora de banda larga melhor avaliada no Brasil, em uma pesquisa da Anatel com 100 mil usuários, realizada em 2018. No ano passado, a empresa teve um faturamento de R$ 500 milhões.

Assembléia
Deputados chamam presidente da Copel para explicar privatização
Líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri cobrou em sessão plenária que o atual diretor-presidente da Copel Telecom, Wendell de Oliveira, seja convidado para dar esclarecimentos aos parlamentares sobre a situação financeira e organizacional da empresa.
O vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Leandro Grassmann, questionou, em artigo publicado no jornal Plural, os motivos alegados para venda da estatal. “A Copel investiu R$ 2,569 bilhões em 2018. Destes, somente R$ 309,4 milhões foram para a Copel Telecom (cerca de 12% do t otal). Ademais, as empresas do Grupo Copel tem apresentado lucros crescentes, números de fazer inveja em muitas empresas privadas”, pontua.

ENTREVISTA
Copel Telecom não quer concorrer com multinacional, diz Wendell Oliveira

Bem Paraná - Existe um grupo de trabalho para privatização, quando ele foi montado e quem compõe?
Wendell Oliveira - Foi criado há um mês um grupo para fazer estudos de ativos da Copel Telecom e separar esses ativos da Copel. Esse grupo deve apresentar um dado na primeira semana de maio para a gente ter ideia de como funcionaria a separação da Copel. É importante ressaltar que é um grupo de estudo. São três coordenadores, eu, o presidente da Geração e Transmissão e superintendentes e gerentes de todas as três unidades e mais a holding.

BP - Qual o motivo oficial para vender a empresa?
Wendell - “Não existe um motivo oficial. Só existe um motivo. A Copel Telecom é uma empresa de tecnologia inserida num cenário competindo com grandes multinacionais que têm capacidade de investimento brutal. Nós, com as amarras que temos por ser uma empresa pública, é difícil competir. Funcionou bem até agora, mas era um universo não tão competitivo assim. Só a Copel atuava no mercado de fibras. Isso mudou. As empresas de tecnologia exigem investimentos constantes, fizemos esses investimentos, tem uma belíssima infraestrutura, mas não fomos capazes de compor caixa para investimentos. O nosso principal concorrente (Vivo) investe R$ 8 bilhões (no Brasil, mas grande parte fica no Sudoeste). Nós investimos R$ 250 milhões (No Paraná). Me parece mais óbvio focar os investimentos na nossa área que é energia, e precisamos de investimentos. Foi anunciado investimento de 8 bilhões (da Klabin no Paraná) e precisamos levar energia para essa empresa.

BP - Quanto vale a Copel Telecom?
Wendell - Solicitamos um valuation (cálculo de valor da empresa) para especializadas. É muito prematuro dizer um valor. Mas é um ativo valioso, o mercado valoriza, e o timing de vender é agora. Procrastinar faz com que se perca esse ativo. Ativo que tem potencial de ser valorizado por vários segmentos, seja um fundo, de vários players. Pode valer algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Temos uma divida de R$ 500 mi ou R$ 600 mi. Pode entrar (com a venda) algo em torno de R$ 900 milhões ou R$ 1 bilhão. Ainda com impostos e dependendo de uma série de confirmações.

BP - Como a Copel faria para manter os serviços e programas sociais? (internet nas escolas e equipamentos públicos)
Wendell - É um tema que tem gerado uma certa polêmica. As escolas do Paraná são um cliente da Copel Telecom. É o que qualquer um que assumir vai querer manter. Nós não temos nenhum subsídio e nem podemos fazer. Somos uma empresa de economia mista e concorremos como qualquer outra empresa. As escolas fazem parte da Secretaria da Educação. O governo não compra a internet sem uma licitação. A Copel vai participar de uma nova licitação. Não vai acontecer nada com as escolas, provavelmente terão um serviço melhor e mais barato. A Copel, tanto como os equipamentos do governo, são grandes clientes da Copel Telecom e vão sempre buscar o melhor serviço.

BP - O senhor vai à Assembleia?
Wendell - Não recebi ainda o convite, mas terei enorme prazer. A sociedade que está nesse processo e tem seus representantes nos deputados. Então terei prazer em sentar com os deputados, com a sociedade. As pessoas perguntam ‘por que uma empresa que foi eleita a melhor do Brasil está à venda’. Mas quando entramos nos detalhes as pessoas começam a entender.

BP - Já tem interessados em comprar? A TIM, por exemplo, que teria manifestado interesse no ano passado. As empresas já estão atrás das informações, estão em contato com a Copel?
Wendell - Temos uma percepção. O processo não começou, estamos na fase de estudos. Temos uma sensação de conversar com o mercado de que existe uma percepção do mercado positiva. E não tenho a menor dúvida de que muitas empresas estão interessadas.

BP - Há previsão de PDV (Programa de Demissão Voluntária) para funcionários?
Wendell - São 450 funcionários e eles estão na nossa pauta de prioridades. Temos preocupação de no processo de privatização fazer o mais transparente possível, inclusive com leilão em bolsa de valores, o B3. Todos os atores têm que sair satisfeitos com isso - Lembrando que a Copel Telecom é a última empresa de telecomunicação a ser privatizada no Brasil – e os atores são os acionistas, fornecedores, sociedade, mas perincipalmente os funcionários. Não tem como fazermos um processo com funcionários desguarnecidos, desestimulados. Não estamos medindo esforços e nós levaremos (aos funcionários) com uma proposta inovadora, que é a melhor, em que todos os funcionários sairão satisfeitos, eu não tenho nenhuma dúvida. O PDV pode ser uma das alternativas. Só que o PDV é apenas parte do pacote.

BP - A empresa não dá prejuízo, por que vender?
Wendell - Não é uma empresa que dá prejuízo, mas não esta dando caixa. A geração de caixa é de R$ 160 milhões, que é negativo, e não está conseguindo gerar caixa para gerar seus investimentos.

BP - Há quem diga que a Copel investiu nesses anos passados para depois entregar a multinacionais e enriquecer acionistas. O que o senhor diz sobre isso?
Wendell - Não tenho como falar pelas outras gestões. O que temos é um ativo muito valioso. Está presente em todas as cidades do Paraná em rede corporativa e 85 cidades em rede de varejo. Para continuar usando essa malha temos que fazer muitos investimentos. O momento é agora... Leia mais em bemparana 21/04/2019



LTM cria holding e busca aquisições em tecnologia

A LTM, empresa brasileira de fidelidade no segmento corporativo, reestruturou os negócios em março. Seus sócios-fundadores criaram a holding Vertem, com faturamento previsto de R$ 1,3 bilhão em 2019, para reunir as operações da LTM, cinco startups e futuras aquisições.

Os planos são triplicar o lucro operacional até 2020, atrair um fundo como sócio e abrir capital na Nasdaq. .. Leia mais em valoreconomico 22/04/2019



Desafio da Natura para fechar a compra da Avon chama-se Cerberus

A Natura, que está em negociações para comprar a Avon, vai divulgar o balanço do primeiro trimestre em 2 de maio. A Avon marcou o anúncio de seus resultados para o mesmo dia.

As negociações estão avançadas, mas um dos desafios importantes é conciliar os interesses do Cerberus Capital Management, fundo que detém 16,6% das ações da Avon Products, sediada em Londres, e 80,1% da Avon North America, que inclui Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. .. Leia mais em valoreconomico 22/04/2019



PetroRio anuncia Nelson Tanure e Blener Mayhew como membros do Conselho de Administração

A PetroRio informou nesta segunda-feira que Nelson Tanure teve sua nomeação ao Conselho de Administração da companhia ratificada e que Blener Mayhew foi eleito para o colegiado, conforme fato relevante divulgado ao mercado.

De acordo com a empresa, Tanure é um dos "pioneiros do mercado de fusões e aquisições no Brasil" desde os anos 1980, "sendo também um proeminente investidor no mercado de capitais".

Já Mayhew é CFO, Novos Negócios e Relações com Investidores da PetroRio desde 2015 e foi parte integrante da liderança durante o processo de "turnaround" da companhia, afirmou a empresa.  (Por José Roberto Gomes) Reuters Leia mais em dci 22/04/2019




21 abril 2019

Como Bolsonaro vai estimular estados em crise a privatizar estatais

Dentro das estratégias que estão sendo traçadas para ajudar na recuperação dos estados em crise financeira, o governo de Jair Bolsonaro vai estimulá-los estados a privatizar suas estatais.

 A ideia é que os estados entreguem ao BNDES uma lista do que querem vender e que o banco público cuide de toda a estruturação e modelagem da venda. Em troca, os estados teriam parte dos recursos esperados com a privatização antecipados.

A forma como essa antecipação será feita está em estudo, mas deve ser via o próprio BNDES ou através de captação no mercado financeiro, usando garantias da União. O estímulo à privatização fará parte do Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF), um plano B para salvar os estados em colapso financeiro, conforme noticiou a Gazeta do Povo em fevereiro.

O programa será destinado aos estados considerados sem capacidade de pagamento e que, por isso, levam notas baixas (C e D) na avaliação do Tesouro. Hoje, esses estados não podem pegar empréstimos usando a União como garantia.

 Os estados que quiserem aderir ao programa terão de apresentar um plano de ajuste fiscal. Esse plano terá de atender a uma série de requisitos, como a garantia de que não se dará reajuste salarial ao funcionalismo público.

Se o plano for aprovado, os estados com notas C e D poderão contrair empréstimos em bancos públicos e privados usando garantias da União. Financiamentos com garantias da União têm taxas mais baixas de juros. O Tesouro ainda está estudando se também concederá empréstimo diretamente aos estados. A princípio, a captação será somente via bancos.

 O estímulo à privatização
 A inclusão de uma lista de privatizações dentro do plano de ajuste fiscal do estado será opcional, segundo o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida. Mas o estado que quiser vender seus ativos poderá pegar empréstimos maiores usando a União como garantia, em uma forma de antecipação do recurso da venda esperada.

 “Os estados que quiserem privatizar empresas terão direitos a limites maiores de empréstimos. É um incentivo, não uma obrigação”, afirmou Mansueto em coletiva do Tesouro no fim de março. Também está em estudo pelo governo que a antecipação de parte dos recursos esperados com a privatização seja financiada pelo próprio BNDES, já que, ao decidir privatizar alguma estatal, o estado daria uma outorga ao banco para que ele cuide de todo o processo de modelagem da venda.

 Isso inclui avaliação do ativo e edital de leilão. Esses ativos serviriam de garantia para que o BNDES possa emprestar dinheiro para os estados.

 A ideia do governo é ajudar a enxugar a estrutura dos estados e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso a dinheiro para que os governos estaduais em dificuldades financeiras possam reequilibrar seus caixas. ." ..leia mais gazeta do povo 18/04/2019

21 abril 2019



Edtechs: conheça as startups com foco em educação

Veja exemplos de como startups estão ajudando a montar a escola do futuro para alunos, pais e educadores.

 As edtechs, startups de tecnologia da área de educação, chegaram para facilitar a vida de pais, escolas e acelerar o aprendizado.... leia mais em g1 21/04/2019



19 abril 2019

Rede social Pinterest estreia na bolsa com alta de 28%

As ações da rede social de compartilhamento de fotos Pinterest subiram 28,5% ontem, na estreia da empresa na bolsa de valores de Nova York.

Cotados no começo do dia a US$ 19, os papeis da startup encerraram o pregão vendidos a US$ 24,40 - a valorização fez a empresa ser avaliada em US$ 16 bilhões. Além disso, o serviço de chamadas de vídeo Zoom também abriu seu capital, em valorização de 72%.

Os bons números das duas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) mostram o apetite de Wall Street por aberturas de capital de tecnologia em 2019. "Quando se vê uma alta expressiva assim, há um indicador claro que a empresa gera interesse no mercado logo no início", disse Chris Larkin, vice-presidente da consultoria E*Trade Financial Corp, à agência de notícias Reuters.

No caso do Pinterest, a expectativa é de que a empresa - a primeira rede social a abrir capital desde o Snapchat, em 2017 - seja capaz de ter uma investida a longo prazo no mercado, dada sua capacidade de crescer em receita e em número de usuários.

"Há muitas empresas que se atrapalham ao focar no curto prazo e nas notícias que saem na imprensa, mas estamos focados em construir a melhor versão possível do Pinterest nos próximos anos", disse Todd Morgenfield, diretor financeiro da empresa, em nota. PUBLICIDADE inRead invented by Teads No final de março, o Pinterest tinha 291 milhões de contas ativas - alta de 22% contra o mesmo período do ano anterior.

Fundada em 2010 por Ben Sillberman, Evan Sharp e Paul Sciarra, a empresa permite que usuários procurem por imagens de tópicos como decoração, moda ou viagens - com os resultados, chamados de pins (alfinetes) é possível criar "paineis de inspiração". Para faturar, o Pinterest permite que anunciantes sugiram "alfinetes" para os usuários com seus produtos.

Além de Pinterest e Zoom, o maior rival do Uber nos EUA, o Lyft, também entrou na bolsa em 2019, embora tenha apresentado resultados decepcionantes até aqui, com as ações operando 20% abaixo do preço do IPO.

Até o final do ano, ainda há a expectativa da chegada do Uber, do aplicativo de comunicação corporativa Slack e também do Airbnb, outro representante da economia compartilhada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo Leia mais em dci 19/04/2019

19 abril 2019



18 abril 2019

Empresa francesa compra a goiana Clarion Saúde Animal

 Grupo Vetoquinol tem como objetivo figurar no ranking das dez maiores companhias do setor veterinário

 O grupo Vetoquinol, sediado em Lure, na França, anunciou a compra da empresa goiana Clarion Saúde Animal, especializada em produtos veterinários para bovinos, informou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira.

 Com fábrica em Goiânia, a Clarion conta com 180 funcionários, e possui um Centro Tecnológico de P&D próprio, onde são mantidos 45 funcionários, segundo informa Jorge Espanha, executivo responsável pelo comando da empresa.

 Com a compra, o grupo francês aumenta automaticamente a sua participação no segmento brasileiro de produtos veterinários, elevando o faturamento anual dos atuais R$ 50 milhões para R$ R$ 86 milhões.

 Antes da incorporação da Clarion, a Vetoquinol operava com uma única fábrica no Brasil, a unidade em Mairiporã, interior de São Paulo, que pertencia à Farmagrícola, aquisição que marcou o ingresso do grupo francês no País, em 2011.

 Segundo a reportagem do Valor, além de unidade na França, a Vetoquinol tem fábricas no Canadá, Itália e Polônia, e atua fortemente no mercado dos Estados Unidos, onde o grupo também pretende adquirir fábricas.

 Nos cálculos de Jorge Espanha, em 2018, a Vetoquinol ficou na 22ª posição no ranking das maiores empresas do setor veterinário no Brasil.

A meta do grupo é conseguir figurar entre as dez maiores e, para isso, será preciso elevar o faturamento para algo em torno de R$ 200 milhões anuais, diz Espanha.
Leia mais em dbo 17/04/2019

18 abril 2019



Advent busca captação de US$2 bi em fundo de private equity para AL, dizem fontes

A gestora de fundos de private equity Advent International vai lançar um fundo de 2,2 bilhões de dólares para investir em empresas latino-americanas, disseram à Reuters duas pessoas com conhecimento do assunto.

O fundo, que será lançado nos próximos dias, será o sétimo da Advent para a América Latina e o maior da região.

O último fundo latino-americano da Advent alcançou 2,1 bilhões de dólares em captações em 2014.O objetivo da Advent é concluir a captação até setembro, de acordo com uma das fontes. A Advent se recusou a comentar o assunto.

A gestora já investiu em empresas no Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, México e Peru.A decisão da Advent ilustra como os investidores de longo prazo não azedaram o humor com a América Latina, apesar do crescimento mais fraco e dos riscos políticos, apostando na retomada do crescimento da região nos próximos anos, como prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma das maiores apostas da Advent na América Latina foi a aquisição de uma participação de 80 por cento nas operações brasileiras do Walmart em junho passado.

O maior varejista do mundo fez uma baixa contábil de aproximadamente 4,5 bilhões de dólares com a venda da participação.

A Advent deve investir 1,9 bilhão de reais para reverter as operações do Walmart no Brasil.A Advent, que tinha 36 bilhões de dólares em ativos sob gestão em dezembro, já levantou mais de 6 bilhões em fundos de private equity para a América Latina desde 1996.

O portfólio da empresa na América Latina inclui também a processadora de cartões argentina Prisma Medios de Pagos, a empresa de educação Estácio e a peruana especializada em terceirização tecnologia da informação Canvia... Leia mais em dci 18/04/2019



Mercado prevê mais IPOs após o da Centauro

Oferta pública inicial da Vamos Locação pode ser a próxima a ser precificada na bolsa de valores, segundo analistas, que calculam cerca de 30 operações de abertura de capital ao longo deste ano
 B3:

 Especialistas e gestores da Levante Investimentos esperam três dezenas de ofertas públicas em 2019


Após a estreia ontem, das ações da Centauro na bolsa de valores (B3), profissionais de mercado apontam mais ofertas iniciais de papéis (IPOs) ao longo deste ano. A próxima pode ser a da Vamos Locação, já solicitada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo o gestor especialista da Levante Investimentos, Felipe Bevilacqua, a temporada de IPOs, ou seja, a abertura de capital das empresas na Bolsa começa a esquentar. “A operação da Centauro (CNTO3) foi um sucesso com forte demanda dos investidores.

Agora é a vez da Vamos Locação (VAMO3), que começou o período de reservas”, comentou o gestor especialista.

Segundo ele, não é só no Brasil que os IPOs estão em alta. Nos Estados Unidos, está acontecendo um dos IPOs mais esperados da última década: o da Uber. “A companhia busca captar US$ 10 bilhões de dólares, em uma das maiores captações dos últimos anos.

A Uber será negociada na Bolsa de Nova York sob o código de UBER”, disse em seu relatório ao mercado. Bevilacqua explicou que a notícia da volta dos IPOs no Brasil é muito positiva para os investidores e também para a economia. “Nem sempre um IPO é uma boa oportunidade de investimento.

Como qualquer ação, é necessário realizar uma análise profunda e fundamentalista para confirmar se a empresa é um bom investimento (ou não)”, ponderou. O especialista em ações da Levante Investimentos, Eduardo Guimarães, lembrou que nos últimos 5 anos, as empresas praticamente permaneceram em modo de espera das soluções para economia, em um claro reflexo da recessão e da baixa confiança tantos dos investidores quanto dos empresários.

 “Mas agora o jogo começa a mudar. Estimamos que os IPOs no ano de 2019 no Brasil podem chegar a 30”, apontou o especialista.“Empresas como a farmacêutica Blau, a Tivit, Agibank, BB DTVM (Gestora do Banco do Brasil), entre muitas outras, estão no radar.

 O valor das ofertas pode superar os R$ 15 bilhões no total”, calculou.Guimarães completou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado financeiro, também fez sua parte e permitiu que as ofertas sejam confidenciais em um primeiro momento.

 “Também retirou a janela de datas para as empresas fazerem as ofertas, que agora podem ser feitas em qualquer época do ano. Com isso, o mercado brasileiro ficou mais perto dos padrões internacionais, o que deve ajudar a impulsionar um maior nível de IPOs nos próximos anos” conclui Guimarães.

Questão de múltiplos Diferente da compra da Centauro, que foi recomendada pela Levante Investimentos, a instituição financeira não recomenda a participação na oferta da Vamos Locação.

 “O principal motivo para ficarmos fora do IPO da Vamos é que a maior parte dos recursos (75%) será direcionada para os acionistas controladores e não para o caixa da empresa. Avaliamos que o preço pretendido de R$ 19 por ação (faixa média) implica um múltiplo preço/lucro de 18,5x, um múltiplo elevado se comparado às empresas do setor”, relata a Levante. Leia mais em dci 18/03/2019



Cresce o número de IPOs, fusões e aquisições no país

Por Roseli Loturco | Para o Valor de São Paulo A confirmar o ritmo de largada, 2019 pode ser o ano da retomada do ciclo de operações geradoras de riqueza com maior valor agregado para o país.

De janeiro a março, foram registradas 174 transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2018, segundo levantamento da PwC Brasil obtido com exclusividade pelo Valor.

O número está abaixo da média anual de 185 transações, entre 2010 e 2015, mas confirma a retomada das operações de M&A de forma cautelosa, no compasso da execução das medidas econômicas ... Leia mais em valoreconomico 18/04/2019



Laboratório comprado pela Vinci Partners fecha primeiro negócio

A rede de medicina diagnóstica Cura está próxima de anunciar a sua fusão com a concorrente Mérya. Trata-se do primeiro negócio anunciado pela Cura após a aquisição de 70% do grupo realizada pela gestora de fundos de private equity Vinci Partners. A nova empresa vai nascer com um faturamento combinado de 250 milhões de reais.

Enquanto a Cura possui três unidades em São Paulo, a Mérya tem maior participação na região Sul. A rede paulistana fechou 2018 com uma receita líquida de 113 milhões de reais, enquanto a paranaense encerrou com faturamento de 127 milhões de reais. Procuradas, as empresas não quiseram comentar.


Em setembro, a gestora Vinci Partners comprou 70% da rede Cura, o que marcou a sua estreia no setor de saúde. O valor estimado para a transação, na época, foi de 300 milhões reais e a gestora já demonstrava interesse em crescer pelo país por meio de aquisições.

A Vinci tem histórico de investimentos em grandes companhias como a lanchonete Burger King, a rede de locadoras Unidas e a instituição de ensino Uniasselvi.

A nova rede nasce entre as dez maiores do setor. Os líderes, no entanto, estão bem à frente da companhia. No ano passado, DASA e Fleury faturaram, respectivamente, 3,4 bilhões de reais e 2,8 bilhões. Fonte: Portal Exame  Leia mais em panoramafarmaceutico 17/04/2019



17 abril 2019

Petrobras provavelmente reduzirá fatia na BR para menos de 50%, diz CFO

A Petrobras, controladora da BR Distribuidora, muito provavelmente reduzirá fatia na empresa de combustíveis para menos de 50 por cento, afirmou o diretor financeiro da estatal, Rafael Grisolia, após seminário da Fitch, nesta quarta-feira.

Segundo ele, a BR teria mais valor se fosse desestatizada e poderia tomar decisões de maneira mais ágil em um mercado competitivo."Acho que a gente pode trazer valor para a própria Petrobras e para os acionistas da BR... com relação a uma redução de participação que caracterizaria de repente a BR deixar de ser estatal...

Ela precisa ter agilidade para competir com os investidores" afirmou ele, citando Raízen e Ipiranga como as principais concorrentes.

Ele comentou também sobre recente polêmica sobre preços de combustíveis envolvendo da Petrobras e o presidente Jair Bolsonaro, que reclamou de um reajuste do diesel da estatal.

Segundo o CFO, todas as decisões da Petrobras nos últimos tempos foram tomadas de forma estritamente empresarial e por sua própria ótica de riscos.

"As decisões recentes da companhia, dos últimos meses, semanas, dias, são estritamente empresariais, sempre por nossa ótica de gestão de risco", disse o CFO, ao responder pergunta sobre governança e eventual interferência do governo na empresa.

"Sempre falo, se uma empresa como a Shell, a Exxon, tivesse a presença crítica que a gente tem no setor de refino... também teria a mesma sensibilidade", completou."É assim que o time executivo pensa com relação a todas suas responsabilidades."  (Reportagem de Luciano Costa; edição de Roberto Samora).. Leia mais em dci 17/04/2019

17 abril 2019



Família Civita conclui venda da Abril para o empresário Fábio Carvalho

O empresário e advogado Fábio Carvalho encerrou nesta quarta-feira a aquisição do controle do grupo Abril. Com a conclusão da compra, anunciada em dezembro por R$ 100 mil, a família Civita, fundadora do grupo, deixa o negócio.

Carvalho assumirá, na quinta, o cargo de presidente da Abril. "O time liderado pelo advogado tem o desafio de consolidar a transição dos títulos para as plataformas digitais, mantendo a qualidade do jornalismo", informou em comunicado a Legion Holdings, empresa de Fábio Carvalho especializada .. Leia mais em valoreconomico 17/04/2019



Superintendência do Cade aprova aquisição pela B3 de 100% das ações do Portal

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação entre a B3 e o Portal de Documentos S.A. O ato pela aprovação está publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 17.

Segundo informações disponíveis no sistema do Cade, a operação consiste na aquisição pretendida pela B3 de 100% das ações do Portal de Documentos S.A., ou seja, na compra de controle e abrange todas as atividades do Portal.

De acordo com a justificativa apresentada para o negócio, a B3, com a operação, “pretende expandir sua atuação em serviços e soluções ofertados a instituições financeiras para auxiliá-las no acesso e registro de informações e documentos referentes a financiamentos de veículos e financiamentos imobiliários”. “Com a Operação a B3 pretende aumentar e diversificar a oferta de produtos aos bancos que atuam na cadeia de crédito de veículos e imóveis.”

O Portal é uma companhia fechada cujos negócios compreendem três segmentos principais. O primeiro está relacionado às atividades do Portal como intermediário de instituições financeiras em procedimentos de cobrança de clientes inadimplentes dessas instituições, assessorando na emissão de notificações e protestos.

O segundo tem por foco o registro eletrônico de documentos em cartórios, e o terceiro está relacionado a questões imobiliárias, incluindo registro de escrituras e assessoria nos procedimentos de cobrança e execução de dívidas. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 17/04/19 



Caixa informa Petrobras sobre estudos para venda de fatia e possível follow on

A Petrobras diz ter recebido correspondência da Caixa Econômica Federal informando que estuda a possibilidade de vender ações e que o banco já formou um sindicato de assessores financeiros e legais para avaliação das alternativas. Ainda de acordo com comunicado da Petrobras ao mercado, não está descartada hipótese de realização de uma oferta pública secundária de ações (follow on) registrada no Brasil e nos Estados Unidos.

“Dessa forma, a Caixa solicita a cooperação da companhia, seus executivos e assessores, para que sejam disponibilizadas as informações e documentos necessários ao estudo em elaboração, nos termos da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários aplicável”, diz a nota.

No último dia 2, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o banco deve vender pelo menos R$ 15 bilhões em participações em empresas detidas por fundos governamentais administrados pela instituição até junho.

O primeiro ativo da fila foi o ressegurador IRB Brasil Re, cuja oferta, realizada em fevereiro último, movimentou R$ 2,52 bilhões. O próximo follow on seria o da Petrobras, disse. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 17/04/19



Decreto autoriza participação estrangeira de até 100% no capital do Banco Inter

Decreto presidencial publicado nesta quarta-feira, 17, no Diário Oficial da União (DOU) reconhece como de interesse do governo brasileiro a participação estrangeira no capital social do Banco Inter S.A. e, indiretamente, no capital social de sua controlada Inter Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

De acordo com o decreto, a participação estrangeira pode ser de até 100% no capital social do Banco Inter e no capital social da Inter Distribuidora.

O ato diz ainda que o Banco Central deverá adotar as providências que forem necessárias. Estadão Conteúdo Leia mais istoedinheiro17/04/19