14 agosto 2018

Fundadores Do Tinder Processam IAC Por Suposta Subavaliação Da Empresa

Um grupo de fundadores, executivos e funcionários antigos do popular aplicativo de namoro Tinder entrou com processo na terça-feira contra a IAC/InterActiveCorp, alegando que a controladora deliberadamente subavaliou o Tinder para não ter que pagar a eles bilhões de dólares.

O processo aberto na Suprema Corte estadual em Manhattan afirmou que a IAC e sua subsidiária Match Group deliberadamente impediram que os autores da ação judicial exercessem opções de ações e as vendessem para a IAC. Eles buscam indenizações de pelo menos 2 bilhões de dólares.

A IAC não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os autores da ação incluem os fundadores do Tinder Sean Rad, Justin Mateen e Jonathan Badeen, além de vários executivos e funcionários.

A IAC possui mais de 80 por cento da Match, proprietária do Tinder.Por Meio & Negócio Leia mais em meioenegocio 14/08/2018

14 agosto 2018



Kroton anuncia registro de companhia aberta da Saber e aumento de capital

A Kroton informou nesta terça-feira que a CVM concedeu o registro de companhia aberta categoria B para a sua controlada Saber

A Kroton informou nesta terça-feira que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concedeu o registro de companhia aberta categoria B para a sua controlada Saber, holding criada para consolidar todas as operações de educação básica da companhia.

A Kroton também anunciou que foi realizado na véspera um aumento de capital na Saber no montante de 290 milhões de reais, com a emissão de 290 milhões de novas ações ordinárias, por 1 real cada. Com isso, o capital total da Saber passou para 513,48 milhões de reais, disse a Kroton em fato relevante nesta terça-feira. Reusters Leia mais em epocanegocios  14/04/2018



Iochpe-Maxion conclui unidade na Índia e supera marca de 30 fábricas

A Iochpe-Maxion, multinacional brasileira, acaba de concluir a construção da sua terceira fábrica na Índia.

Essa será a 31ª unidade industrial do grupo familiar que nasceu no Rio Grande do Sul há cem anos, trabalhando no setor madeireiro, e que se transformou no maior fabricante de rodas para veículos do mundo. ... Leia mais em valoreconomico 1/08/2018



Alphabet investirá US$ 375 mi na seguradora de saúde Oscar Health

Startup foi fundada em 2012 e já arrecadou US$ 165 milhões em uma rodada de investimento que teve entre os participantes a CapitalG e a Verily Life Sciences

A Alphabet planeja investir 375 milhões de dólares na Oscar Health, ajudando a empresa a se expandir para mais mercados e segmentos de negócios, incluindo Medicare Advantage em 2020, disse nesta terça-feira a startup de seguro de saúde.

O investimento ocorre meses depois que a Oscar Health arrecadou 165 milhões de dólares em uma rodada de investimento que teve entre os participantes a CapitalG e a Verily Life Sciences.

A Alfhabet agora possui cerca de 10 por cento da Oscar, que oferece serviços direcionados à tecnologia para consumidores individuais, de acordo com um relatório da Wired.com.

A controladora do Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Oscar Health foi fundada em 2012 por Mario Schlosser e Kevin Nazemi, que não fazem mais parte da empresa, além de Josh Kushner, irmão do conselheiro do presidente norte-americano, Donald Trump, e seu genro Jared Kushner.(Por Manas Mishra) Leia mais em dci 14/08/2018



Captação via IPO só deve ser retomada depois das eleições

A retomada das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) depende do cenário eleitoral e de mais clareza quanto à política econômica do próximo governo.

Desde maio, a janela de captação nesse mercado está fechada.

 Pelo menos dez companhias que listariam suas ações adiaram os planos ou desistiram. Banqueiros de investimento consideram possível que as empresas voltem à bolsa ainda neste ano, mas só se houver indicação de avanço de uma agenda reformista, que inclua o problema fiscal do país. .. Leia mais em valoreconomico 14/08/2018



Infraero prepara venda de metade do capital por cerca de R$14 bi, diz presidente

Projeto, que já estaria pronto, só deve ser apresentado ao próximo presidente da República

Simultaneamente, a Infraero tem buscado fontes adicionais de receitas, incluindo a ocupação de espaços vagos em grandes aeroportos do país para uso comercial

O presidente da estatal federal de serviços aeroportuários Infraero, Antônio Claret de Oliveira, disse nesta terça-feira que a empresa está com planos prontos para vender 49 por cento do capital por meio de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ou a venda para um sócio estratégico.

"O projeto está praticamente pronto", disse Oliveira durante evento do setor de infraestrutura. No entanto, o executivo afirmou que o projeto só deve ser apresentado ao próximo presidente da República, a ser eleito em outubro.

Segundo ele, a venda de 49 por cento do capital da companhia por IPO ou venda a um sócio estratégico deve render cerca de 14 bilhões de reais.

Como parte dos esforços para tornar a empresa, outrora monopolista do setor aeroportuário brasileiro, Oliveira revelou planos para enxugar ainda mais o quadro de funcionários e elevar receitas.

De uma folha de pagamento com mais de 12 mil empregados no fim de 2015, o montante caiu para os atuais 8,1 mil. E a meta é reduzir a folha para cerca de 6 mil antes de o plano de atração de investidores ir adiante.

Esse corte se dará sobretudo, disse o executivo mais tarde à Reuters, com a transferência de cerca de 1,8 mil funcionários do setor de navegação aérea para a Aeronáutica.

Simultaneamente, a Infraero tem buscado fontes adicionais de receitas, incluindo a ocupação de espaços vagos em grandes aeroportos do país para uso comercial, além de aumentar a capacidade de alguns terminais para receber mais público.

Como exemplo, Oliveira citou a expansão da pista do aeroporto de Foz do Iguaçu (PR), que qualificará o terminal para receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos.

Depois de anos no vermelho, a Infraero teve lucro operacional de 505,4 milhões de reais no ano passado.

Para 2018, a empresa espera lucrar 472 milhões de reais, mesmo com a saída de quatro grandes aeroportos da rede: Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza. Reuters Leia mais em dci 14/08/2018



Coca-cola investe na BodyArmor na tentativa de desbancar Gatorade

Startup, que tem o jogador Kobe Bryant como um de seus investidores, deve atingir faturamento de quase US$ 400 milhões neste ano

A Coca-cola adquiriu uma participação minoritária da BodyArmor, startup de bebidas não-alcoólicas prontas para beber que conta com investidores como o jogador de basquete Kobe Bryant. Essa é a mais recente tentativa da gigante americana de destronar o Gatorade no mercado esportivo.

A startup deve alcançar faturamento de quase US$ 400 milhões neste ano, segundo o presidente Mike Repole. “Vemos na Coca não apenas uma oportunidade para crescer, mas também para expandirmos a marca internacionalmente”, afirmou Repole.

Jim Dinkins, presidente da Coca para a América do Norte, disse que o mercado da categoria de hidratação está crescendo cerca de 6% ao ano em um negócio que chega a US$ 20 bilhões. “E a BodyArmor está bem posicionada nessa categoria. É a sexta marca que mais cresce em valor em todo o setor de bebidas não-alcoólicas prontas para beber. Por isso, vemos isso como um ótimo complemento para o nosso portfólio”, afirmou, acrescentando que o acordo permite à Coca aumentar sua participação na startup ao longo dos anos.

Segundo Dinkins, o portfólio de hidratação da Coca — Powerade, Vitaminwater, Smartwater e Dasani — continuará sendo prioridade. “Há diferentes ocasiões para consumo de bebidas da categoria de hidratação, e vemos cada uma das marcas desempenhando um papel único”, disse o executivo, em comunicado. Por: Natalia Flach Leia mais em consumidor moderno 14/08/2018



Albert Einstein assume hospital em Goiás

O Hospital Albert Einstein, que há cerca de seis anos presta consultoria administrativa e médica para outros hospitais, ampliou o escopo desse trabalho e acaba de assumir a gestão do Hospital Órion, em Goiânia.

O contrato é de dez anos, mas nesse período o Einstein pode vir a comprar o hospital, que receberá investimentos de R$ 350 milhões, incluindo obras civis e equipamentos. A inauguração está prevista para maio de 2019. .. Leia mais em valoreconomico 14/08/2018



Omega Geração adquire 50% do Complexo Pirapora em negócio de R$ 1,1 bilhão

A Omega Geração adquiriu 50% do Complexo Pirapora, considerado o maior parque solar em operação no Brasil, em transação de R$ 1,1 bilhão (Enterprise value), sujeito a certas condições e desembolsos dos financiamentos de longo prazo.

A expectativa é de concluir a transação até o fim de 2018 após o cumprimento de determinadas condições e aprovação da autoridade antitruste brasileira e consentimento de credores.

Pelo acordo, a Omega Geração adquire 30% da participação da EDF Renewables no Brasil e os 20% de participação da Canadian Solar.

Assim, a Omega será sócia na usina da europeia EDF Energies Nouvelles no complexo de 11 usinas em Minas Gerais, que está em operação comercial com contratos negociados em leilões de energia de reserva com duração de 20 anos. São 321 MW de capacidade instalada, com 1,2 milhão de painéis solares instalados numa área de 800 hectares. O complexo é capaz de fornecer energia a 400 mil residências, segundo a Omega.

“Nosso portfólio passará a ser composto por 62% de energia eólica, 25% de energia solar e 13% de energia hidrelétrica. Também estamos felizes em continuar a expandir nossos investimentos em Minas Gerais, estado onde a Omega iniciou sua história há 10 anos com o desenvolvimento da hidrelétrica Pipoca”, afirma o CEO da Omega Geração, Antonio Augusto Torres de Bastos Filho, em nota.

Esta é a segunda aquisição da Omega Geração após abrir capital (IPO, na sigla em inglês), em julho de 2017, tendo adquirido em dezembro 100% do complexo Delta 3 com capacidade instalada de 220,8 MW no Maranhão, em transação de R$ 1,97 bilhão.


O portfólio da Omega Geração passa a ter capacidade instalada de 636,7 MW, o que deve crescer para 744,7 MW no início de 2019 com a previsão de concluir a aquisição dos complexos eólicos Delta 5 e Delta 6, no Maranhão.

“Temos consolidado nossa proposta de expansão sólida e sustentável do negócio a partir da contínua alocação de capital em projetos de altíssima qualidade e com isso pretendemos continuar entregando valor de forma sustentável a todos nossos stakeholders”, completa Bastos.
Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 14/08/18 



CVC Corp anuncia aquisição da Esferatur por R$ 245 milhões

A Esferatur agora é uma empresa CVC Corp. O maior grupo de Turismo do Brasil fechou hoje, por R$ 245 milhões, a compra de 100% dessa que é uma das mais importantes consolidadoras de passagens aéreas do País, cujo faturamento em 2017 foi de R$ 1,8 bilhão. A compra necessita de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A companhia vê a aquisição da Esferatur como estratégica para expandir a atuação no canal B2B. A Esferatur tem 26 anos de atuação na intermediação de passagens áreas para agências de viagens e possui 14 unidades pelo Brasil.

Roberto Santos, presidente e fundador da Esferatur, fica no comando da empresa adquirida pelo menos até junho de 2021, no cargo de diretor geral, assim como os principais diretores executivos da companhia.

LEIA MAIS:
Beto Santos explica por que vendeu a Esferatur à CVC

A Esferatur está entre as três maiores consolidadoras do País. A líder notável é justamente a Rextur Advance, companhia da CVC Corp, e a Esfera divide o páreo com a Flytour Gapnet. Com a aquisição, a CVC Corp soma mais de R$ 5 bilhões em consolidação, já que Rextur Advance faturou R$ 3,2 bilhões em 2017, e a Esfera fechou o mesmo ano com cerca de R$ 2 bilhões. A meta do grupo do ABC é fechar dezembro de 2018 com R$ 6 bilhões.

A CVC Corp esclarece, em comunicado ao mercado, que 50% da compra serão pagos em ações, 20% à vista e os 30% restantes em cinco vezes. Ainda está previsto o pagamento de mais três parcelas de bônus, dependendo dos resultados do EBITDA.

Confira o comunicado na íntegra:
Santo André, 14 de agosto de 2018 - A CVC BRASIL OPERADORA E AGÊNCIA DE VIAGENS S.A. ("CVC" ou "Companhia"), sociedade por ações registrada na Comissão de Valores Mobiliários ("CVM") como companhia aberta categoria "A", sob o código 02331-0, com suas ações negociadas em bolsa de valores sob o código CVCB3, vem, em atendimento ao disposto no § 4.º do artigo 157 da Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada ("Lei das S.A."), nos termos e para fins da Instrução CVM n.º 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, informar aos seus acionistas e ao mercado em geral o quanto segue:

Conforme aprovado pelo Conselho de Administração em reunião realizada em 13 de agosto de 2018, a Companhia celebrou, nesta data, o Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças ("Contrato de Compra e Venda"), por meio do qual, subordinado à verificação de determinadas condições precedentes, a Companhia adquirirá ações representativas de 100% (cem por cento) do capital social da Esferatur Passagens e Turismo S.A. ("Esferatur").

A Esferatur tem 26 (vinte e seis) anos de atuação na intermediação de passagens áreas para agências de viagens e possui 14 (quatorze) unidades que atendem diferentes regiões do Brasil com reservas confirmadas anuais de R$ 1,8 bilhão em 2017.

A aquisição da Esferatur está alinhada com a estratégia da Companhia em expandir a atuação no canal multimarcas (B2B), contribuindo para a posição de liderança no setor de viagens no Brasil.

Como contraprestação pela transferência da titularidade das ações representativas do capital social da Esferatur, a Companhia assumiu, nos termos do Contrato de Compra e Venda, a obrigação de pagar o preço base, no montante de R$ 245.061.000,00 (duzentos e quarenta e cinco milhões e sessenta e um mil reais), sujeito a ajustes com base na variação do caixa líquido mínimo e do capital de giro da Esferatur.

O preço base pela aquisição será pago aos vendedores da seguinte forma: (a) 70% (setenta por cento) na data do fechamento da operação, sendo ao menos 20% (vinte por cento) a ser pago em moeda corrente nacional e até 50% (cinquenta por cento) mediante entrega de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da Companhia; e (b) 30% (trinta por cento) em 5 (cinco) parcelas anuais iguais, a serem corrigidas pelo CDI desde a data do fechamento da operação até o efetivo pagamento de cada uma das parcelas, em moeda corrente nacional.

Além do preço base acima descrito, a Companhia assumiu, nos termos do Contrato de Compra e Venda, a obrigação de pagar um preço variável futuro, calculado com base no alcance de metas do EBITDA (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da Esferatur referentes aos exercícios 2018, 2019 e 2020, a ser pago aos vendedores em 3 (três) parcelas.

A exclusivo critério da Companhia, até 50% (cinquenta por cento) do preço de cada uma das parcelas poderá ser pago em ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da Companhia.

O fundador da Esferatur, permanecerá como diretor geral da empresa, assim como executivos chaves, pelo menos até junho de 2021.

A Companhia se compromete a manter seus acionistas e o mercado em geral informados caso parte do pagamento do preço base e do preço variável futuro seja realizado mediante entrega de ações de emissão da Companhia, bem como sobre a estrutura pela qual a entrega de ações da CVC aos vendedores será realizada.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições precedentes, dentre as quais se incluem: (i) a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), na forma da Lei 12.529, de 30 de novembro de 2011; (ii) a conclusão de reorganização societária para transferência de participação detida pela Esferatur em determinadas sociedades para os acionistas vendedores; e (iii) a aprovação da operação em assembleia geral extraordinária da Companhia, com base no artigo 256 da Lei das S.A.

Embora a operação esteja sujeita à aprovação pela assembleia geral prevista no artigo 256 da Lei das S.A., nesta data a Companhia se enquadra nos requisitos de liquidez e dispersão no mercado previstas no inciso II, itens "a" e "b" do artigo 137 da Lei das S.A., uma vez que as ações ordinárias, nominativas e escriturais de emissão da Companhia integram o índice IBOVESPA e a Companhia não possui acionista controlador. Sendo assim, caso na data da realização da assembleia geral que aprovar a operação, as ações da Companhia continuem a integrar tal índice, ou outro índice representativo de carteira de valores mobiliários admitidos à negociação na forma da regulamentação aplicável, e se mantenha sem acionista controlador, não será a conferido direito de retirada aos acionistas dissidentes, nos termos do referido inciso II do artigo 137 e § 2º do artigo 256 da Lei das S.A.

Caso aplicável, procedimentos específicos para exercício do direito de retirada serão divulgados oportunamente quando da aprovação da aquisição da Esferatur pela assembleia geral extraordinária da Companhia.

Por fim, a Companhia reitera seu compromisso de manter os acionistas e o mercado em geral informados acerca do andamento deste e de qualquer outro assunto de interesse do mercado.CVC Corp anuncia aquisição da Esferatur por R$ 245 milhões.  Rodrigo Vieira     Leia mais em panrotas 14/08/2018

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Beto Santos explica por que vendeu a Esferatur à CVC

"Não venderia minha alma ao diabo", diz o fundador da Esferatur, Roberto Santos, sobre venda para a CVC Corp. Ele garante que DNA permanece o mesmo
Pouca coisa muda na Esferatur com a aquisição feita pela CVC Corp na manhã desta terça-feira, por R$ 245 milhões. Marca, escritório, bases, sistema de vendas, colaboradores e diretores. A consolidadora continuará como concorrente da Rextur Advance. Quem assim avalia é o fundador da Esferatur, Roberto Santos, que de presidente se tornou diretor geral da empresa, cadeira em que continuará sentado pelo menos até 2021.

Beto Santos se restringe a resumir desta maneira principalmente pela espera da autorização das autoridades governamentais, mas independentemente das novidades que virão - se os sistemas de vendas vão migrar, se as bases regionais vão se convergir, entre outras questões levantadas pelo mercado - ele garante: a Esferatur permanece com o mesmo DNA, e o impacto disso para os mais de 400 colaboradores da empresa e para seus clientes, agentes de viagens, será o menor possível.

"Tudo ainda é muito recente, mas nada muda para quem trabalha para a Esferatur e muito menos para os agentes de viagens. São marcas distintas, com DNAs distintos. Com o passar do tempo algumas coisas podem se ajustar, mas a linha de negócios é a mesma e faremos com que no futuro seja melhor para todos", garante o empresário, que vê a venda como uma grande conquista.

"É uma oportunidade muito grande para os sócios da Esferatur e uma oportunidade enorme para os nossos colaboradores. Temos muitos talentos na nossa consolidadora, e isso certamente atraiu a CVC Corp. Contamos com pessoas muito boas, gente que está conosco há décadas. Tínhamos o sonho de vencer e ser a maior empresa de Turismo do Brasil, e sozinho seria muito difícil. Com essa aquisição, meu neto, que hoje tem pouco mais de um ano, vai dizer que seu avô contribuiu com uma parte desse negócio para ele se tornar o que é. Vou continuar trabalhando para colocar a CVC Corp entre as maiores do mundo. Potencial e gente séria para isso os dois lados têm."

O executivo faz questão de frisar que, durante toda a negociação, a maior exigência da Esferatur era a manutenção do recurso humano, segundo ele, reconhecido pela sua capacidade de bem atender.

Emerson SouzaO time de executivos da Esferatur: Fábio da Luz, Carlos Vazquez, Beto Santos, Eduardo Camargo e Elza Breia. Faltou apenas Sérgio Clock
O time de executivos da Esferatur: Fábio da Luz, Carlos Vazquez, Beto Santos, Eduardo Camargo e Elza Breia. Faltou apenas Sérgio Clock
"Podemos contar nos dedos os clientes que deixaram de emitir conosco ao longo desses 26 anos de trajetória, e isso graças à nossa proximidade com eles. Não somos máquina, não tratamos ninguém como números e assim vamos continuar. Entendemos que cada agência tem suas necessidade, e temos uma das melhores equipes de profissionais do Brasil disposta a atendê-las. Os agentes de viagens que já tinham orgulho de atuar ao lado da Esfera, agora podem ter ainda mais, pois temos o respaldo de um dos maiores conglomerados da América Latina. Com tanta coisa ruim acontecendo no País, é uma honra fazer essa movimentação com tanta transparência, competência e honestidade. Eu garanto: não venderia nossa alma ao diabo".

Orgulho também em estar sob o mesmo guarda-chuva de uma consolidadora que sempre admirou. Beto Santos vê na figura de Marcelo Sanovicz, fundador da Advance, um empresário honesto e constantemente preocupado no fator humano. "Sempre trocamos muitas ideias. Tenho Marcelo como uma figura exemplar, honesta, transparente, que quer o bem do mercado e é muito inteligente em suas decisões. Eu era mais próximo da Advance do que da Rextur, mas reconheço que sem a figura de Goiaci Guimarães, fundador da Rextur, o mercado de consolidação não seria o que é hoje, e talvez nem existisse."

Por ora a Esferatur se mantém no mesmo escritório, na rua da Consolação, para onde se mudou no ano passado, mas Beto Santos, esse sim está de mudança. Vem de Blumenau (SC) à capital paulista, já que as exigências serão maiores, embora as horas de sono estejam reduzidas no atual momento. "Ficarei ainda mais perto da equipe, para manter todos motivados. Estou feliz com o momento e tenho certeza de que fiz a coisa certa. A primeira impressão é a que fica, e a forma com que a CVC Corp nos recebeu é um orgulho para nós. Agora perpetuamos nossa empresa e vamos dar chance para nossos profissionais de valor."

QUADRO SOCIETÁRIO
Com o negócio, Beto Santos, que tinha 47% da empresa, não é mais sócio da Esfera, mas o restante permanece com suas margens, pois parte do pagamento é em ações da CVC Corp. Até mesmo Carlos Vazquez, que tinha 28% e até então era vice-presidente da consolidadora, mas deixa tal função. Ele também segue como presidente executivo da Air Tkt.

Elza Breia, Gustavo Pavan e Eduardo Camargo (Campinas-SP), Fabio da Luz (Rio de Janeiro) e o CFO Sérgio Klock detêm o restante.

ORINTER
Desvinculada da Esferatur desde o final do ano passado, a Orinter Tour & Travel ainda tem os sócios da consolidadora em seu quadro, e assim continuará. A operadora, aliás, continuará como cliente da Esfera. "Esse processo foi transparente, feito de comum acordo com a CVC Corp. Os sócios não podem exercer nenhuma função executiva. A Orinter continuará como cliente da Esfera."
 Rodrigo Vieira     Leia mais em panrotas 14/08/2018





Cenário reduz ritmo das operações de fusões e aquisições

Após um primeiro semestre ativo em termos de fusões e aquisições, a expectativa de profissionais da área é que esse tipo de transação arrefeça até o fim do ano. As operações de compra e venda de empresas estão em compasso de espera, aguardando por uma definição do cenário eleitoral e do rumo da política econômica do próximo governo.

As transações anunciadas movimentaram R$ 52 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 120% em relação ao mesmo período de 2017, segundo a Associação Nacional dos Investidores dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Já de acordo com dados da TTR, no primeiro semestre as transações com valor revelado  (incluindo private equity e venture capital) foram de R$ 101 bilhões, 18% a mais que nos seis primeiros meses do ano passado.

No primeiro semestre deste ano foram anunciadas megaoperações como a fusão de Fibria e Suzano, a venda da Eletropaulo para a Enel e a venda de 80% do Walmart para o Advent. Roderick Greenlees, diretor do Itaú BBA, diz que, para os investidores estratégicos, algumas oportunidades de compra podem ser únicas. Como eles têm objetivos de longo prazo, as incertezas sobre o cenário eleitoral acabam não pesando tanto.

O ciclo de fusões e aquisições é longo: as negociações entre empresas costumam durar em média dois anos. Portanto, o mercado está colhendo agora os processos de venda iniciados em 2016 ou 2017, anos de relativo otimismo.

Três variáveis são fundamentais para este mercado: câmbio, juros e crescimento econômico. No primeiro semestre, as transações foram impulsionadas pelos juros baixos e a liquidez externa ainda elevada, que permitem captar recursos para financiar essas operações. "Ficou claro que o Brasil atingiu o fundo do poço e que oferece oportunidade de crescimento num mercado grande, pagando preços razoáveis", diz Luiz Penno, sócio do Ártica. Pesou a favor ainda a desvalorização cambial, que barateou ativos brasileiros.

Henrique Lima, responsável pela área de fusões e aquisições do Bradesco BBI, espera por um segundo semestre menos ativo: "As decisões devem ser temporariamente suspensas por conta da indefinição eleitoral. Quem tem condições de segurar o ativo, prefere esperar até que o cenário clareie". Fabio Nazari, chefe de mercado de capitais de renda variável do BTG Pactual, vai na mesma direção: "Nenhum cliente está fazendo movimentos relevantes, a não ser quem já vinha preparando aquisições há mais tempo, que começou no ano passado para concluir a transação neste ano", diz.

Caso o novo governo interrompa o crescimento da dívida pública, as perspectivas para 2019 são tidas como favoráveis: "Num cenário positivo, os planos de investimento no Brasil voltarão a ficar ativos", diz Guilherme Stuart, sócio da RGS Partners.

Se a situação oposta - o governo for incapaz de encaminhar adequadamente o problema fiscal - se materializar, o mercado deve desaquecer, embora não minguar totalmente: "O ano que vem poderá ser mais positivo ou menos positivo, de acordo com o resultado das eleições, mas esperamos um mercado ativo porque há setores precariamente atendidos, como o de infraestrutura", diz Greenlees.

Neste ano, uma das tendências verificadas foi o aumento das transações entre empresas brasileiras e a diminuição relativa da participação de estrangeiras, conta Rogério Gollo, sócio da PwC. "O investidor nacional já está acostumado a navegar nos nossos ciclos econômicos e tem uma tolerância maior nas épocas de incerteza", diz. Levantamento da PwC mostra que as transações feitas por empresas nacionais cresceram 18% em relação ao mesmo período do ano passado (representaram 65% dos negócios), enquanto as de estrangeiros caíram 13%.

Os estrangeiros andam bem seletivos, diz Felipe Bittencourt, sócio da Vinci Partners: ainda há apetite por ativos brasileiros, mas só para negócios com alto desempenho. E, agora, é necessário ir atrás desses investidores para contar os casos de sucesso e também levar executivos das empresas para venderem seu peixe. Vai longe o tempo em que os estrangeiros batiam à porta dos bancos e assessores em busca de ativos para comprar.Publicado em 14/08/2018 por Valor Online Leia mais em gsnoticias 14/08/2018

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Leia também .. FUSÕES E AQUISIÇÕES: 60 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM JULHO/18

O mês de Julho fechou com  60 transações de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro, o que equivale a uma queda de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2017, quando foram divulgadas 62 operações. Em volume financeiro, essas transações movimentaram cerca de R$ 24,7 bilhões, queda de 27,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

   O acumulado de 2018, com 449 operações, praticamente repetiu o mesmo volume do ano passado, quando foram apuradas 450 transações,  já em relação ao montante dos investimentos, verificou-se  crescimento de 29,1%, alcançando de  R$ 166,0 bilhões. ..http://fusoesaquisicoes.blogspot.com 06/08/2018 



13 agosto 2018

Empresa compra estaleiro para reduzir dependência rodoviária

Com 65 anos de atuação em máquinas agrícolas, a Masal vai apostar em construção naval para transporte fluvial

Em um momento no qual o futuro da construção naval está em xeque no Brasil, o Grupo Masal, de Santo Antônio da Patrulha, adquiriu o estaleiro da Navegação Aliança em Taquari. Os técnicos já trabalham na área, que receberá investimento ao redor de R$ 5 milhões na etapa de preparação.

Em breve, a Masal, conhecida por produzir máquinas agrícolas, começa a fabricar embarcações, o que deverá gerar mais de cem empregos. Presidente da empresa, Claudio Bier avalia que a greve dos caminhoneiros expôs como o país depende do transporte rodoviário. Portanto, precisa de novas rotas de transporte. Como a estrutura está pronta, não deve demorar para começar a funcionar... Marta Sfredo Leia mais em gaúchazh 09/08/2018

13 agosto 2018



Propostas de valor que fazem a diferença

Na última Conferência Nacional da Anjos do Brasil, no final de 2017, os palestrantes, pessoas influentes no ecossistema de empreendedorismo no Brasil e no mundo, foram convidados a trazer alguns insights sobre o caminho de crescimento das startups.

Mike Ajnstajn, investidor a mais de 10 anos e fundador da ACE, levantou a questão da importância da Proposta de Valor de uma startup. Em palavras breves, é a essência do que a startup está vendendo para o usuário.

Olhemos para o exemplo de um aplicativo que faz parte do dia a dia de mais de 100 milhões de pessoas: o Spotify, que é um serviço Freemium, a princípio gratuito, de streaming de músicas. Mas, para a plataforma poder funcionar, foi necessário monetizá-la: para não receber propagandas, poder baixar músicas e escolher a ordem em que elas serão tocadas – o usuário é convidado a aderir a um plano que tem um custo.

No entanto, chegar num Plano de Valor sucinto como este não é uma tarefa simples. Em primeiro lugar, é essencial olhar o mercado e validar o que os consumidores sentem em relação ao produto. E isso não é um jogo de suposições, é necessário levantar dados para poder fazer uma análise objetiva.

Num plano de negócio como Canvas, a Proposta de Valor fica no meio e direcionada ao consumidor, porque ele é uma das incógnitas mais importantes da equação. Afinal, startups precisam gerar receita e ser lucrativas.

Ainda, é importante observar o papel significativo de nutrir o relacionamento com os clientes, e não ficar desesperadamente procurando outros novos. Isso porque a ideia não é que ele venha, compre o produto e não volte mais. É preciso criar esta noção de fidelidade do consumidor.

O que leva para outro ponto fundamental: conversar com quem já adquiriu seu produto. Isso porque o que você acha que está entregando para o cliente e o que ele está recebendo podem ser duas coisas diferentes. Vale a pena estar na mesma página que ele. E a recorrência do consumidor é um ótimo indicativo do trabalho que você está fazendo.

Um ótimo exemplo disso é o caso do Uber: os consumidores sentiram a necessidade de poder agendar uma viagem com um motorista, para não precisarem passar pelo estresse de encontrar um motorista quando precisam sair numa hora determinada. A resposta inicial da empresa foi que, pela sua Proposta de Valor deveria ser sempre possível ter um motorista a um máximo de três minutos de distância. No entanto, hoje já é possível agendar uma viagem. Isso porque a Proposta não está escrita em pedra, é válido ter um mínimo de jogo de cintura e ir evoluindo conforme as demandas dos consumidores.

E, finalmente, é interessante elaborar um Plano de Valor para o investidor: por que ele deveria investir? Que oportunidade a startup traz? Uma dica de Mike Ajnstajn é mostrar ao investidor que é uma oportunidade de se reciclar mentalmente, através no negócio inovador. Leia mais em startupi 01/08/2018



Spotify que se cuide: o Deezer agora vale mais de US$ 1 bilhão

O Deezer, serviço de streaming de música que concorre com o Spotify, recebeu um aporte de 185 milhões de dólares na semana passada e agora vale 1,16 bilhão de dólares.

O aporte veio principalmente de investidores sauditas, dentre eles a Rotana, maior gravadora do Oriente Médio. O objetivo é acelerar o crescimento do Deezer, que tem sede na França e 14 milhões de usuários pelo mundo (contra cerca de 200 milhões do Spotify).

Além de colocar dinheiro no negócio, a Rotana fechou um acordo de exclusividade, para que o app de música distribua as músicas da gravadora. A ideia é fortalecer o Deezer no Oriente Médio e norte da África.

Também participa do aporte a Kingdom Holding Company (KHC), uma das maiores investidoras do mundo, com participação em empresas como Twiter e Lyft.

Enquanto Spotify atua com força no conteúdo em inglês, e domina o mercado dos grandes hits da música pop, o Deezer tem como estratégia buscar conteúdos regionais e focar sua expansão em mercados como América Latina, Ásia e África. O app busca crescer também no Brasil, onde mantém parcerias com TIM e o clube Flamengo. O serviço tem 53 milhões de músicas disponíveis.

Com esse aporte, o Deezer já levantou um total de 531 milhões de dólares em investimento desde sua fundação, em 2007.

Em 2015, o app chegou a divulgar que faria seu IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), mas voltou atrás. Agora, seu CEO  Hans-Holger Albrecht tem dito que não descarta a possibilidade, mas “somente quando for a hora certa”.

O Spotify abriu capital na bolsa de Nova York em abril deste ano, quando atingiu 28 bilhões de dólares em valor de mercado. Em seu último balanço, divulgou um total de 83 milhões de assinantes e 1,27 bilhão de euros em receita. O Deezer ainda está longe disso, mas não pode ser ignorado. * Por Mariana Desidério, para Exame.com Leia mais em stratapi 08/08/2018




FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 06 a 12/ago/2018

Divulgadas 14 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 06 a 12/ago/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 8 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                    
Principais transações




NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil

  • Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica anuncia aquisição do Laboratório Santo Antônio, de Maringá.  - O Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica, um dos maiores do setor no Brasil, e o tradicional  Laboratório Santo Antônio fecharam um acordo de fusão no final da manhã deste sábado (11/8), em reunião na cidade de Maringá. O negócio fechado acima da casa de sete dígitos envolve as 20 unidades do laboratório maringaense. 

"Market Movers” - Exterior


HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • Vento das fusões sopra na telefonia com ação subindo 1.400% - Especulações sobre consolidação são comuns no setor de telecomunicações do Brasil, um ramo altamente competitivo e de crescimento rápido. Agora, as condições para esses planos serem implementados podem estar sendo criadas. A NII Holdings, controladora da Nextel, disparou neste ano no pregão de Nova York, sinalizando que os investidores estão dobrando as apostas em fusões e aquisições em um momento em que dois dos alvos preferidos finalizam processos que poderiam abrir o caminho para acordos. A Nextel Telecomunicações, a unidade brasileira da NII, concluiu a reestruturação de sua dívida e está em melhor forma para ser adquirida em meio à lenta saída do País de uma longa recessão. O mesmo pode ser dito sobre a Oi, a maior operadora de telefonia fixa do País, que está finalizando a maior reestruturação de dívida da história do Brasil… 06/08/2018
  • CSN espera fechar até outubro venda de ativos no exterior - Empresa espera conseguir US$ 1 bilhão com a venda de usinas de aço em Portugal e na Alemanha. A CSN espera concluir até outubro a venda de ativos no exterior, que incluem usinas de aço em Portugal e na Alemanha, em uma estratégia que deve incluir ainda acordo para venda antecipada de minério de ferro, afirmaram executivos da companhia nesta quarta-feira (8). A empresa, que encerrou o segundo trimestre com alavancagem de 5,34 vezes, espera conseguir US$ 1 bilhão com a venda dos ativos e mais US$ 1,5 bilhão com acordo de venda antecipada de minério ferro. 08/08/2018
  • Em recuperação judicial, grupo Libra tenta acelerar venda de ativos - Em recuperação judicial desde o mês passado, o grupo Libra - um dos maiores operadores portuários do País - acelerou nas últimas semanas os planos de venda de ativos para tentar reduzir seu endividamento. Envolvida na Operação Lava Jato e com débitos de cerca de R$ 1,8 bilhão, a companhia atraiu interesse de grupos asiáticos e do Oriente Médio, apurou o ‘Estado’. O negócio mais cobiçado é o terminal do Rio de Janeiro, que ficou sem operar por alguns anos por problemas de dragagem no porto. Entre 2012 e 2015, o ativo recebeu investimento de R$ 500 milhões e hoje é avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. O terminal é alvo de grupos de logística como PSA, de Cingapura, e DP World, de Dubai, além da empresa de navegação CMA CGM, dizem fontes a par do assunto. PSA e CMA não retornaram os pedidos de entrevista. A DP não quis comentar. 10/08/2018
 M & A - COMPRA

  • Taesa deve comprar parte da Eletrobras em cinco linhas - A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), controlada pela mineira Cemig e a colombiana ISA, planeja exercer o direito de preferência para a compra de participação da Eletrobras em cinco empreendimentos de transmissão de energia que devem ser leiloados no segundo semestre. Também está no radar o próximo leilão de linhas de transmissão, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende fazer no fim do ano, com projetos que somarão investimentos da ordem de R$ 15 bilhões ..  07/08/2018
  • Estácio, Somos e Ser disputam unidades de educação do Grupo Positivo, dizem fontes - Elas apresentaram propostas para comprar os oito campi universitários. Grupos brasileiros de educação como a Estácio Participações e a Ser Educacional estão disputando a aquisição de unidades do Grupo Positivo, que considera a venda de ativos como uma alternativa à oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês), disseram duas fontes com conhecimento do assunto. 07/08/2018
  • Votorantim avalia investimentos com recursos de venda da Fibria - O grupo Votorantim vai ampliar seus investimentos em energia e avalia negócios no mercado imobiliário e em infraestrutura, disse ontem João Miranda, presidente do grupo da família Ermírio de Moraes. Para fazer esses investimentos, o grupo vai utilizar os recursos oriundos da fusão entre Fibria e Suzano, anunciada em março. O conglomerado, que reduzirá sua participação na Fibria após ser incorporada pela concorrente, vai usar parte do dinheiro da operação para expandir em segmentos que já atua e também em outros negócios. O Votorantim também é sócio de banco e da Citrosuco e controla uma cimenteira. 09/08/2018
  • Ser Educacional avalia aquisições - A Ser Educacional informou que mantém negociações para comprar outras instituições de ensino, além da Unigranrio, cujo processo de aquisição está em fase de diligência. "Nunca vimos o setor tão aquecido neste segundo semestre desde 2013, 2014", disse Jânyo Diniz, presidente da  Ser Educacional, durante teleconferência para analistas e investidores realizada ontem...  10/08/2018

PRIVATE EQUITY

  • BNDES já vendeu R$6 bi em participações em empresas neste ano, diz diretora - Os desinvestimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em participações em empresas já somam cerca de 6 bilhões de reais neste ano, ante mais de 7 bilhões de reais no ano de 2017, disse a diretora de investimentos do banco de fomento, Eliane Lustosa, nesta quinta-feira. A executiva não revelou detalhes das vendas de participações, mas destacou que o banco tem mais 8,5 bilhões de reais a receber da operação de união entre a Suzano Papel e Celulose e Fibria Celulose, que ainda está em análise por autoridades reguladoras. "Estamos num processo de venda aos poucos por que ninguém vai rasgar dinheiro, mas temos 1,8 bilhão (de reais) em 37 fundos de investimento e num total de 300 empresas ao todo... o volume ainda é pequeno, mas a ideia é avançar cada vez mais em fundos com conteúdo em inovação” 09/08/2018

IPO

  • Odebrecht Engenharia prevê US$18 bi em projetos e IPO até 2020 -  A Odebrecht Engenharia & Construção (OEC) definiu meta de conquistar uma carteira de cerca de 18 bilhões de dólares em projetos no Brasil e no exterior nos próximos dois anos, enquanto avança na preparação para listar ações em bolsa até o início de 2020, disse o presidente da companhia, Fabio Januário. 06/08/2018
  • Minerva inicia estudos para IPO no Chile - Com a trajetória de redução do endividamento comprometida pela desvalorização do real e um prejuízo de quase R$ 1 bilhão no segundo trimestre deste ano, a Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, deu início a estudos para fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) de suas operações internacionais na bolsa do Chile. Em bases anuais, o faturamento das operações internacionais da empresa é de pouco mais de R$ 6 bilhões, 40% da receita total. O plano é que os ativos da Minerva fora do Brasil - o que inclui fábricas na Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia - fiquem sob o guarda-chuva da subsidiária chilena Athena Foods. Segundo o diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, o IPO da Athena seria realizado em até um ano, ajudando a Minerva a acelerar seu processo de desalavancagem. 08/08/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • Netshoes vende operação do México para fundo Sierra Capital - A Netshoes, grupo de comércio eletrônico de moda e calçados, informou à Securities and Exchange Commission (SEC, órgão americano equivalente à Comissão de Valores Mobiliários) a venda da totalidade de sua operação mexicana para o  Grupo Sierra Capital, fundo de private equity que investe no México, na América Central e no Caribe. O valor da operação foi mantido em sigilo pela companhia. O acordo foi firmado por meio das subsidiárias da Netshoes NS2.com Internet e NS5 Participações. A Netshoes informou que espera concluir a venda ainda no terceiro trimestre de 2018...  06/08/2018
  • Grupo australiano ALS compra brasileira LabFor - A Australian Laboratory Services PTY Ltda adquiriu 100% do capital social da brasileira Labfor Análises Laboratoriais Ltda. O valor da transação não foi divulgado. A ALS é uma empresa líder em testes, inspeção e certificação com sede em Brisbane, Austrália. Com atuação em vários setores em todo o mundo, emprega mais de 13.000 funcionários em mais de 65 países. A ALS conta com laboratórios especializados em 18 cidades de sete países latino-americanos. A LabFor fundada em 2010, oferece serviços de análises de laboratório para setores farmacêutico, veterinário e agroquímico… 03/08/2018
  • Cemig vende ativos de telecom por R$649 mi em leilão para American Tower e Algar - A elétrica Cemig recebeu nesta quarta-feira propostas que somaram cerca de 649 milhões de reais por seus ativos de telecomunicações que foram negociados em leilão com sessão presencial realizada na sede da companhia em Belo Horizonte, Minas Gerais. Os ativos foram separados em dois lotes, com o primeiro arrematado pela norte-americana American Tower, com uma proposta de 571 milhões de reais. O segundo lote foi arrematado pela Algar Soluções, com lance de 77,89 milhões de reais.  08/08/2018
  • Grupo Lavoura oficializa aquisição da Patoagro - Após ter anunciado em abril, o estudo para a aquisição da Patoagro, o Grupo Lavoura, confirmou a conclusão do processo, com a compra d 07/08/2018
  • Protom adquire a brasileira Ambra Solutions - A empresa italiana fortalece sua presença na América do Sul ao adquirir a brasileira Ambra Solutions. A Protom adquire o controle da empresa brasileira Ambra Solutions, uma realidade atuante nos setores Aeroespacial e Automotivo, com sede em São José dos Campos, centro tecnológico e sede do maior complexo aeroespacial da América Latina, com faturamento anual de 2,5 milhões de euros . Para apoiar a aquisição, um plano de investimento de três milhões de euros. A Protom, portanto, juntou-se à sede histórica em Nápoles, com a sede em Milão e escritórios na França, Toulouse e Brasil, impulsionando a unidade para internacionalizar seus negócios.  07/08/2018
  • Letti, da família Jank, tem novo sócio e mira triplicar faturamento - A produtora de leite Letti, da família Jank, tem novo sócio. Trata-se da E2E Strategy, empresa criada pelo ex-Tetra Pak Eduardo Eisler em conjunto com os filhos Einat e Amit Eisler. O novo sócio, que fez um investimento cujo valor é guardado a sete chaves, vai dividir a responsabilidade da operação da empresa juntamente com as irmãs Tais e Diana Jank. Filhas do pecuarista Roberto Jank, Tais e Diana assumiram o comando da companhia recentemente, com o intuito de dar um verdadeiro “banho de marketing” no negócio familiar. Na mira da nova gestão está a meta de triplicar o faturamento atual da empresa em três anos. Para isso, as irmãs apostam em novos canais de vendas e produtos baseados na inovação tecnológica da pecuária leiteira da fazenda Agrindus, de propriedade da família Jank desde 1945. O Estado de S. Paulo - Leia mais em datamark 07/08/2018
  • Symplicity adquire a Contratanet - As principais plataformas globais de serviços de carreira se unem para expandir os serviços de classe mundial para instituições de ensino superior e empregadores no Brasil. A Symplicity Corporation, líder global de soluções de empregabilidade de estudantes e uma empresa de portfólio H.I.G. Capital, anunciou a aquisição da Contratanet, a maior rede integrada de portais de carreira para empregos e estágios no Brasil. Com a aquisição, a Symplicity fortalece suas operações no país, oferecendo suporte local e serviços e uma rede de empregadores mais expansiva para as universidades. A Symplicity tem mais de 20 anos de experiência em mercados internacionais. Mais de 1.300 universidades usam sua plataforma de serviços de carreira em mais de 30 países, incluindo o Brasil. Por meio da parceria com o Grupo A Educação, uma holding educacional com mais de 40 anos de experiência no mercado brasileiro, a Symplicity presta serviços e suporte local em todo o país. .. Cerca de 95% da produção da Bemis no país se destina atualmente ao mercado brasileiro. O restante é exportado a países do continente, com destaque para Argentina, Chile, Peru e Uruguai. R$ 2 bilhões - é a receita anual no país 07/08/2018
  • Amcor anuncia a compra da Bemis por 5,26 bilhões de dólares - A australiana Amcor anunciou nesta segunda-feira (6/8) a compra da concorrente norte-americana Bemis em uma transação de ações avaliada em 5,26 bilhões de dólares em uma combinação de ações. A fusão das duas empresas criará o líder global em embalagens de consumo. De acordo com comunicado da Amcor, a compra da Bemis é um esforço para capitalizar as oportunidades de crescimento de embalagens flexíveis na América do Norte e no Brasil. É a maior aquisição na história da empresa tempos, adicionando 4,1 bilhões de dólares à receita da companhia.
  • Resultados Digitais adquire Plug CRM - A Resultados Digitais, empresa catarinense de plataformas de automação de marketing, anuncia a compra da Plug CRM, desenvolvedora de ferramentas de atendimento para PMEs. A aquisição é a primeira da história da RD. Fundada em 2011, a startup brasileira conta hoje com 12 mil clientes e 700 funcionários. Hoje a empresa é focada em um produto, o RD Station Marketing, que permite aos clientes integrar, gerenciar e automatizar suas ações de marketing digital. 06/08/2018
  • Primeira Bolsa de Valores de Bitcoins recebe aporte da Superjobs - Startup brasileira implementa nova forma de negociação de criptomoedas. O crescimento expressivo do mercado de criptomoedas inspira o surgimento de novas ferramentas de organização e negociação da moeda digital. Pensando nisso, a venture builder SuperJobs (www.superjobs.vc) fez um aporte de 11,11% à startup brasileira Wuzu, a primeira Bolsa de Valores de Bitcoins, prevista para entrar em atividade a partir do final de fevereiro. A plataforma propõe um sistema de compra e venda semelhante ao da Bolsa de Valores (B3), mas com negociação de criptomoedas. A nova tecnologia integra a atuação de diversas corretoras em um único ambiente compartilhado e permite a conversão em dinheiro real. 15/02/2018
  • Brasileira PhoneTrack recebe aporte de R$ 3 milhões da Bzplan e FIR Capital - A PhoneTrack recebe aporte de R$ 3 milhões, é a sexta empresa a receber investimento das parceiras Bzplan e FIR Capital. O aporte realizado pela Bzplan, em parceria com a FIR Capital, será empregado para acelerar, ampliar e profissionalizar as estratégias de vendas e marketing da Phonetrack, para consolidar a estratégia de se tornar referência em interface da voz no
  • Brasil. A Bzplan, em conjunto com a FIR Capital, acaba de anunciar investimento de R$ 3 milhões na PhoneTrack — empresa brasileira de tecnologia de voz —, cujo sistema ajuda o marketing na mensuração de campanhas que geram ligações telefônicas, transformando-as em dados. 08/08/2018
  • Fras-Le compra fábrica de autopeças da Fremax por R$ 180 milhões - A Fras-Le fechou nesta quarta-feira, 8, a compra da Jofund, empresa com sede em Joinville (SC), que atua no mercado de autopeças com a marca Fremax. O valor da transação é de cerca de R$ 180 milhões, sujeito a ajustes. “Os principais objetivos da Fras-Le com o negócio são a ampliação do portfólio de produtos e a busca de sua consolidação na posição de liderança de mercado no segmento de autopeças no Brasil, reforçando também seu mix de produtos para oferta global”, informou a empresa, em fato relevante. A Fras-Le, que é controlada pela Randon, assumirá efetivamente o controle e gestão da empresa adquirida na data de fechamento do negócio, que ocorrerá após o cumprimento das condições precedentes, dentre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 08/08/18 
  • Grupo BAUMINAS anuncia aquisição e consolida participação no agronegócio - O Grupo BAUMINAS oficializou a aquisição de 75% da Pigminas, uma das maiores indústrias de micronutrientes de Minas Gerais, dando um importante salto em sua estratégia de se tornar um player relevante no mercado de agronegócio no Brasil. O negócio engloba as três unidades fabris da Pigminas, localizadas em Matozinhos (MG), São Sebastião do Paraíso (MG) e Itapecerica (MG). Com esta aquisição, o Grupo BAUMINAS passará a ter mais uma empresa, a BAUMINAS Agro, que terá uma forte atuação no setor B2B de micronutrientes para nutrição vegetal e animal e compostos químicos para o segmento industrial, além de desenvolver um abrangente portfólio de especialidades na área de produtos foliares.09/08/2018
  • Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica anuncia aquisição do Laboratório Santo Antônio, de Maringá.  - O Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica, um dos maiores do setor no Brasil, e o tradicional  Laboratório Santo Antônio fecharam um acordo de fusão no final da manhã deste sábado (11/8), em reunião na cidade de Maringá. O negócio fechado acima da casa de sete dígitos envolve as 20 unidades do laboratório maringaense. Os valores exatos envolvidos na aquisição não foram divulgados, mas o negócio é parte dos planos de investimento de R$ 300 milhões do Grupo Sabin para os próximos três anos. Com a aquisição do Laboratório Santo Antônio, o Grupo Sabin reforça sua posição de mercado no Paraná. A presidente executiva do Sabin, Lídia Abdalla, ressaltou que a aquisição faz parte do plano estratégico de crescimento da empresa na região Sul. 11/08/2018

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES



CADE aprova definitivamente compra de ativos da Penha pelo Grupo Guanabara

Com o parecer favorável ao ato de concentração, CADE entende que compras de linhas não representam ameaça à competividade no setor

O CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica publicou nesta segunda-feira, 13 de agosto de 2018, o parecer favorável ao ato de concentração entre a empresa de ônibus Nossa Senhora da Penha e a Expresso Guanabara, do grupo de Jacob Barata.
O despacho é de 10 de agosto.

A aquisição das operações da Penha já havia sido realizada, com aprovação da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, mas para alterações de linhas e novos investimentos era necessário este parecer.

A aprovação, sem restrições, também indica que, na visão do CADE, o ato de concentração não desequilibra ou não afeta a competitividade do mercado de linhas rodoviárias.

Como o Diário do Transporte noticiou em maio, o CADE, que é vinculado ao Ministério da Justiça, havia iniciado naquele mês a análise do mesmo ato de concentração, cuja natureza é compra de ativos da Penha pela Guanabara. Relembre:

Segundo o Cade, com base no artigo 90 da Lei 12.529/2011, os atos de concentração são as fusões de duas ou mais empresas anteriormente independentes; as aquisições de controle ou de partes de uma ou mais empresas por outras; as incorporações de uma ou mais empresas por outras; ou, ainda, a celebração de contrato associativo, consórcio ou joint venture entre duas ou mais empresas. Apenas não são considerados atos de concentração, para os efeitos legais, os consórcios ou associações destinadas às licitações promovidas pela administração pública direta e indireta e aos contratos delas decorrentes.

O que determina o tipo de concentração é a natureza da publicidade, que neste caso específico foi de compra de ativos.

Desde o ano passado, a Expresso Guanabara tem comprado mercados (linhas) da Penha.

Em julho de 2017, por exemplo, foram sete ligações: Fortaleza-Rio, Fortaleza-Salvador, Recife-Salvador, Campina Grande- São Paulo, Sobral-Pelotas, Sobral-São Paulo, Recife-Brasília.

A Nossa Senhora da Penha pertencente ao Grupo Comporte, de Constantino Oliveira, e a Guanabara, ao grupo do empresário Jacob Barata.

O procedimento aprovado pelo CADE não se trata de compra da Penha pela Guanabara, mas estes ativos são mercados, ou seja, grupos de linhas, conforme o processo que já passou pela ANTT. Por Adamo Bazani, Leia mais em diariodotransporte 13/08/2018



A corrida digital da Onofre

Depois de um longo processo de reestruturação, após ser adquirida em 2013 pela americana CVS, a rede de farmácias volta a expandir. Mas, ao contrário de seus rivais, com um enfoque no comércio eletrônico

Pisando fundo: Elizangela Kioko, que assumiu o comando da Onofre em 2015, lidera a expansão da rede no digital

Quando a CVS Health, maior rede de farmácias do mundo, anunciou sua entrada no Brasil – com a compra da Onofre por R$ 670 milhões em fevereiro de 2013 – o mercado brasileiro tremeu. Nos Estados Unidos, a empresa é uma verdadeira gigante, com um faturamento de US$ 184 bilhões e mais de 9,8 mil farmácias espalhadas em todos os Estados do país. O temor das principais redes do setor (leia-se RD, Pague Menos e Drogaria São Paulo) era que rapidamente a americana replicasse por aqui o sucesso que conquistou em seu país de origem.

Ao assumir o controle da rede, no entanto, a CVS se deparou com um cenário mais complexo do que esperava e teve que seguir um caminho diferente do previsto pelo mercado. Nos quatro anos seguintes a sua entrada, enquanto seus concorrentes abriam centenas de lojas, a Onofre passou por uma ampla reestruturação. O processo incluiu o fechamento de doze lojas, a revisão de sistemas e gestão, com mudanças na equipe e na cultura. Na empreitada, o tamanho da rede encolheu, passando de 44 lojas, na época da aquisição, para 37 no início do ano passado. “Fizemos uma série de mudanças com o objetivo de tornar a empresa sustentável no longo prazo”, afirma Elizangela Kioko, presidente da Onofre, que assumiu o cargo no meio da reorganização, em agosto de 2015.

O momento de arrumar a casa chegou ao fim em meados de 2017. Desde então, a rede voltou a crescer (hoje são 49 lojas), mas ainda de maneira lenta. Foi só agora, cinco anos e meio depois da aquisição pela CVS, que a empresa decidiu dar tração a essa expansão, com um ritmo maior de aberturas e um investimento intenso no comércio eletrônico. Até o fim deste ano, mais cinco unidades vão abrir as portas, todas no Estado de São Paulo. A expectativa é inaugurar outras 12 em 2019, entrando com mais força nos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, onde detém apenas duas unidades e uma loja, respectivamente.

Apesar das inaugurações, a investida mais intensa da varejista se dará no ambiente virtual – na contramão do que vem sendo feito pelas principais empresas do varejo farmacêutico. Redes como a RD (antiga Raia Drogasil) e Pague Menos têm apostado em uma estratégia agressiva de expansão de lojas físicas, que se intensificou nos últimos anos. “Não acreditamos nesse modelo de uma farmácia em cada esquina”, afirma Kioko. “É uma dinâmica competitiva que fica mais insustentável a cada dia.” Para fugir disso, a estratégia da Onofre consiste no investimento forte no digital e, principalmente, na integração dos canais. Na prática, a ideia é que as lojas físicas sejam um complemento do e-commerce – algo que já está avançado em outros segmentos do varejo brasileiro, mas que no ramo de farmácias ainda é incipiente.

A Onofre finalizou recentemente a migração de seu site para um sistema da Oracle e está realizando um aporte expressivo na mudança dos locais e na automação de seus três centros de distribuição (CD) do e-commerce – localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “É uma estratégia inteligente”, diz Alexandre Van Beeck, da GS&Consult. “Eles estão compensando a baixa capilaridade com uma atuação forte no digital.” Hoje, as vendas online representam 45% da receita, estimada em R$ 700 milhões. A ideia é que os canais cresçam em paralelo e que a proporção se mantenha nesse patamar.

Atualmente, a Onofre já consegue atender 27 Estados com os seus três CDs. Em São Paulo, a rede realiza entregas em 90 minutos. E, em breve, fará o mesmo no Rio e em Belo Horizonte. Uma das grandes barreiras para as vendas online de medicamentos é a exigência regulatória de que o farmacêutico analise a receita antes de vender remédios prescritos. Kioko conta que a Onofre desenvolveu um sistema em que o entregador faz duas viagens, uma para pegar a receita e levar para o farmacêutico e outra para entregar o medicamento. “Como temos um e-commerce forte, com escala, os custos desse processo são diluídos”, afirma a executiva. “Além disso, é um diferencial que estimula o consumidor a comprar outros produtos, aumentando o tíquete.”

Um marco importante do novo momento da Onofre é a abertura de sua loja modelo, na esquina da rua Pamplona com a avenida Paulista, em São Paulo. A unidade deve abrir as portas no dia 13 de agosto e incorpora boa parte das mudanças que a Onofre enxerga para o setor. A operação será a mais digital da rede, com tecnologias como checkout móvel, self-checkout e um robô, desenvolvido pela BD, que substitui o armazém de medicamentos, automatizando o processo de coleta dos remédios. Além das soluções, a unidade é simbólica por ser a primeira que carregará a nova assinatura da rede, que incorpora o nome do controlador: Onofre CVS Pharmacy. A estratégia da varejista passa ainda por um aporte intenso em serviços farmacêuticos. “Nos Estados Unidos, a CVS tem um posicionamento forte em serviços de saúde. Isso deve crescer muito no Brasil”, afirma Alberto Serrentino, da Varese Retail. A Onofre possui espaço para o atendimento clínico em 30 unidades, das quais duas oferecem a vacinação.

A longa reestruturação da rede não foi a única dor de cabeça que a compra da Onofre deu para os americanos. Há, em curso, desde 2016, um processo de arbitragem entre a CVS e a família Arede – antigos donos da empresa – por discordâncias em relação a questões posteriores a compra, como passivos trabalhistas e fiscais. “Em toda aquisição é previsto em contrato que possa ter uma discussão futura. É algo normal”, diz Kioko. “Nossa operação nunca foi comprometida por isso.” Procurado, Marcos Arede não foi encontrado para comentar o processo. Agora, após cinco anos da aquisição, e depois de algumas doses cavalares de remédios, resta saber se a Onofre terá a saúde e o fôlego necessários para acelerar sua corrida e tirar o tempo perdido dos últimos anos. Leia mais em istoedinheiro 10/08/2018



Braskem: Odebrecht pode antecipar venda da sua parte à LyondellBasell

A Odebrecht pode vender sua participação na Braskem para a petroquímica holandesa LyondellBasell antes do programado. Isso porque a auditoria nas informações financeiras (due diligence) deve terminar no fim deste mês.

As informações são do colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim, publicadas no domingo (12). Originalmente, o processo de avaliação das informações da companhia estava previsto para acabar no quarto trimestre, diz o colunista. .. Leia mais em valoreconomico 13/08/2018



Mudança de rumos na Resource

A Resource, uma das maiores empresas de integração de tecnologia do Brasil, deve retomar o crescimento em 2018, ao mesmo tempo em que passa por uma alteração no comando.
Gilmar Batistela.

Gilmar Batistela, fundador da companhia, retomou a posição de CEO, com a saída da empresa no final de junho de Paulo Marcelo.

Marcelo, ex-CEO da Capgemini no Brasil, assumiu o comando da companhia no país em dezembro de 2016, quando Batistela passou para o comando do conselho e administração.

Em termos de crescimento, a Resource espera fechar 2018 com uma alta de 15% no faturamento, chegando a R$ 460 milhões.
A cifra colocaria a empresa acima do resultado de R$ 435 milhões registrado em 2015, patamar que não voltou a ser alcançado desde então.

A Resource patinou em 2016. Em meio à fase mais séria da crise econômica, a empresa perdeu 10% do faturamento, fechando aquele ano com R$ 360 milhões. Já em 2017, veio uma recuperação, com 11%, que deve ser mantida em 2018.
“Acredito que podemos crescer com estabilidade na faixa dos 10 a 15% nos próximos anos”, resume Batistela.

Com um cenário ainda muito incerto, o empresário deixou de lado os planos de atingir R$ 1 bilhão até 2021 (num ritmo de 15% anual, a casa do bilhão chegaria em 2024), em parte porque ele foi concebido tendo um cenário econômico muito diferente.

De acordo com Batistela, a intenção era buscar um aporte de capital e acelerar o crescimento por aquisições. Com a crise, a possibilidade de um IPO se tornou menos atrativa e os investidores, mais arredios.
“Somos procurados com alguma frequência, mas o foco agora é nas margens de lucro e no reposicionamento da empresa”, explica Batistela.

Batistela destaca que a Resource é uma empresa sólida, com mais de 300 clientes, 2,5 mil funcionários e boa penetração entre multinacionais e bancos.

Nos últimos anos, a companhia vem migrando do foco em desenvolvimento de software dos primeiros anos para uma série de ofertas em torno do tema “transformação digital”, incluindo inteligência artificial com Watson da IBM, robotização de atendimento, tecnologias de IoT no mundo de agricultura e uma prática SAP em alta.

Outra novidade é a entrada na área de infraestrutura de TI, por meio de parcerias com Cisco, Citrix e Pure Storage.

Batistela não entra em maiores detalhes sobre a mudança de rumos em relação à saída de Marcelo um executivo experiente que foi CIO antes de fundar a Unitech, uma empresa de serviços de TI que por meio de uma série de fusões chegou a ser a CPM Braxis, adquirida pela Capgemini em 2010.

Seja como for, Batistela frisa a existência de um corpo de 200 profissionais entre VPs, diretores e gerentes, muitos na empresa há anos e conhecedores do mercado.

O CEO da Resource se divide entre o Brasil e os Estados Unidos, onde a Resource montou em 2014 um laboratório no Vale do Silício com intenção de se aproximar de startups promissoras.
“Nossa visão é ser uma integradora para as necessidades do cliente de ponta a ponta, sem estar presos a nenhuma fabricante”, resume Batistela. Maurício Renner Leia  mais em baguete // 13/08/2018 





Startup de inteligência artificial faz testes na rede pública de saúde

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), responsável pela gestão administrativa e processamento de exames de 85 unidades da rede pública de saúde de São Paulo e Goiás, fechou parceria com a Aidoc, uma startup israelense de inteligência artificial que, em cinco minutos, detecta sangramento em tomografias de crânio - esse quadro é um diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC). .. Leia mais em valor econômico 13/08/2018




Diagnósticos do Brasil cresce e incomoda rivais

Fundado há sete anos no Paraná, o Diagnósticos do Brasil (DB) é desconhecido do grande público, mas seu crescimento no mercado de medicina diagnóstica já incomoda a concorrência. A companhia atua na prestação de serviços para outros laboratórios.

O Hermes Pardini, líder no processamento de exames para terceiros, viu a margem bruta desse negócio cair 5,8 pontos percentuais, para 32,5% no segundo trimestre, por conta do avanço do DB. .. Leia mais em valoreconomico 13/08/2018



BC aprova venda do controle da corretora Guide para a Fosun

A venda do controle da corretora Guide para a Fosun Investimentos foi aprovada pelo Banco Central. A informação consta de fato relevante do Banco Indusval publicado nesta segunda-feira, 13, em jornais.

Como anunciado em 26 de fevereiro, o valor é de até R$ 290 milhões por 70% do capital total da Guide. O Indusval manterá uma participação patrimonial minoritária de 20% do capital social.

“A operação deve, agora, por fim, ser objeto de aprovação do Conselho Monetário Nacional e de Decreto Presidencial para reconhecer que é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira no capital social da Guide”, diz o comunicado.

A Guide atua em gestão de patrimônio, plataforma digital, corretora de valores para pessoas físicas e clientes institucionais, planejamento financeiro e venda de seguros. Estadao Leia mais em istoedinheiro 13/08/2018



Moody's vê melhora das condições para empresas brasileiras, mas incerteza política pesa

As condições de crédito para as empresas brasileiras estão mostrando sinais de melhora, enquanto o país emerge de sua mais profunda recessão econômica da história, mas a incerteza econômica persiste antes das eleições presidenciais de outubro, disse a agência de classificação de risco Moody's Investors Service em um relatório nesta segunda-feira.

A moeda fraca do país deve pressionar os preços, embora a inflação e as taxas de juros devam permanecer em mínimas históricas, segundo o relatório.

Para o vice-presidente sênior da Moody's, Erick Rodrigues, "os indicadores de crédito corporativo permanecerão sólidos para a maioria dos exportadores, mas melhorarão muito modestamente para os setores locais em 2018-19, em meio à lenta recuperação econômica, incerteza política e confiança neutra do consumidor".

A agência disse que a Petrobras deve continuar focando na redução da dívida e no fortalecimento de seu desempenho operacional, enquanto os preços do minério de ferro devem se manter estáveis, com a Vale melhorando a qualidade da produção e os custos.

"O aumento da produção e da redução da dívida da Vale é um bom presságio para um ano mais forte em 2019", disse a Moody's.

Já a recuperação do setor siderúrgico vai continuar lenta, com os preços mais altos contrabalançando a demanda mais fraca no segundo semestre deste ano.

A Moody's também vê preços firmes de celulose, que devem melhorar o fluxo de caixa da Suzano Papel e Celulose e da Fibria Celulose, e vê o dólar mais forte impulsionando a receita de exportação das processadores de carnes BRF, JBS, Marfrig e Minerva, embora o setor de aves ainda deva sentir em 2018 a compressão das margens e perdas devido a greve dos caminhoneiros.

Para o setor de construção, contudo, a Moody's vê uma recuperação apenas em 2019. "Essa recuperação dependerá dos resultados gerais das eleições e das perspectivas macroeconômicas do Brasil", acrescentou.. Leia mais em dci 13/08/2018



12 agosto 2018

CSN contrata americano Jefferies para vender ativos em Portugal e Alemanha

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contratou o banco de investimento americano Jefferies para ser o assessor financeiro para a venda de seus ativos em Portugal e na Alemanha. (...) Leia mais Estadao 12/08/2018
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CSN contrata banco americano para obter US$ 1 bi com ativos Portugal e Alemanha

Com o objetivo de vender ativos no exterior, principalmente em Portugal e na Alemanha, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) (CSN) contratou o banco de investimentos americano Jefferies para assessorar na venda das operações nesses países. As informações são da Coluna do Broad, do Estadão, publicada no domingo.

A publicação explica que a intenção de Benjamin Steinbruch é conseguir até US$ 1 bilhão com as vendas, que devem acontecer até outubro. Em terras lusitanas, a CSN é dona da Lusosider, enquanto que na Alemanha detém a SWT.

Como o objetivo é a redução do endividamento no curto prazo, a siderúrgica deve contratar também um banco canadense para auxiliar na formatação do negócio de streaming de mineração, pelo qual a companhia quer injetar US$ 1,5 bilhão em seu caixa, ainda neste ano.

O termo streamig é utilizado para acordos de longo prazo no qual o investidor adquire a produção futura de minério de ferro. Steinbruch disse com todas as letras que seu “desejo pessoal” é de que a alavancagem da empresa caia para 3,5 vezes ainda neste ano. Em junho, estava em 5,34 vezes. Procurada, a CSN não comentou. Leia mais em  Investing 13/08/2018 

12 agosto 2018



Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica anuncia aquisição do Laboratório Santo Antônio, de Maringá.

Negociação milionária foi fechada neste sábado

O Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica, um dos maiores do setor no Brasil, e o tradicional  Laboratório Santo Antônio fecharam um acordo de fusão no final da manhã deste sábado (11/8), em reunião na cidade de Maringá. O negócio fechado acima da casa de sete dígitos envolve as 20 unidades do laboratório maringaense.

Os valores exatos envolvidos na aquisição não foram divulgados, mas o negócio é parte dos planos de investimento de R$ 300 milhões do Grupo Sabin para os próximos três anos.

Com a aquisição do Laboratório Santo Antônio, o Grupo Sabin reforça sua posição de mercado no Paraná. A presidente executiva do Sabin, Lídia Abdalla, ressaltou que a aquisição faz parte do plano estratégico de crescimento da empresa na região Sul.

O maior serial killer de Maringá, Maníaco da Torre vai a júri popular pela morte de Mara, sua última vítima. Denúncia traz agravante de feminicídio

Saiba quem é o Jovem Empreendedor 2018, eleito na manhã desta terça-feira. Prêmio foi criado pelo Copejem em 2007
“Temos previsão de investir no parque tecnológico, em treinamento e capacitação, além de novas unidades. Vamos a partir de agora estudar a cidade e a região para verificar onde poderemos abrir novas unidades e expandir a atuação do laboratório Santo Antônio do Grupo Sabin”, afirmou a presidente em entrevista ao Maringá Post.

O Grupo Sabin, fundado em 1984, é um dos maiores players de medicina diagnóstica do Brasil, com presença em 11 estados e no Distrito Federal e 4.400 colaboradores.

No Paraná, a atuação do grupo foi iniciada em 2016, com a aquisição de um laboratório em Londrina. “Maringá é parte do nosso planejamento estratégico. Iniciamos há seis meses as conversas sobre a possibilidade de parceria com o Laboratório Santo Antônio”, disse.

Em Maringá, os sócios do Santo Antônio, Dr. Luiz Roberto Bigão Giacomelli e Flávia Baptista Giacomelli, vão continuar como sócios do Grupo Sabin e permanecem na gestão das 20 unidades do laboratório na região.

“Vamos unir o Laboratório Santo Antônio a uma empresa que tem compromisso com a excelência de serviços de saúde e compartilha os mesmos valores que nortearam nossa história de 62 anos”, afirma Giacomelli.

A vantagem para os clientes de Maringá, segundo Giacomelli, é a integração com um grupo reconhecido pela inovação, pesquisa técnico-científica e atendimento humanizado.

“Vamos aumentar o portfólio de exames oferecidos nos próximos anos. Planejamos também implantar o Sistema Integrado de Gestão do Sabin que conta com programas de acreditação e certificações que chancelam a constante busca pela excelência”, afirma Lídia.

A presidente executiva afirmou que outra vantagem para a região e a redução dos prazos de liberação dos resultados aos médicos e pacientes. “Vamos trazer um diagnóstico mais rápido e com precisão”.

Saiba mais sobre os números do Grupo Sabin
Unidades: 235
Área de atuação: Mais de 20 cidades brasileiras (11 estados e DF)
Exames entregues por ano: 42 milhões
Clientes atendidos em 2017: 4,2 milhões
Serviços: portfólio com mais de 3,5 mil exames laboratoriais e de imagem, além do serviço de vacinas, que oferece mais de 20 tipos de imunizações, e do Sabin Prime, serviço de check-up executivo. Por: Murilo Gatti -  Leia mais em maringapost 11/08/2018




11 agosto 2018

Um ano após comprar Brasil Kirin, Heineken pode fechar fábricas no país

Segundo jornal, empresa herdou diversos processos judiciais ao comprar a Brasil Kirin, em 2017

A gigante cervejeira Heineken avalia fechar duas fábricas no país, segundo publicação do jornal Valor Econômico desta sexta-feira (10). De acordo com a publicação, a marca holandesa herdou diversos processos judiciais ao comprar a Brasil Kirin, dona da Schin, em 2017.

No negócio, a Heineken pagou 65% menos do que os japoneses da Kirin haviam pago seis anos antes pela empresa. Conforme o Valor, os processos judiciais “herdados” custam R$ 10 milhões por mês.

As duas fábricas ameaças de fechar ficam em Pernambuco. Naquele Estado, a Heineken afirma ainda que está amarrada a uma decisão judicial que tabelou seus preços a níveis "absurdamente baixos", que sequer cobrem os gastos com tributos. Já na Bahia, há um processo judicial que dura mais de 20 anos em área contígua à da maior fábrica da empresa no Nordeste.

O problema é que, atualmente, as outras fábricas da Heineken – são 15 no país – não teriam condições de suprir a produção dessas duas unidades. O governo do Estado de Pernambuco não comentou o assunto. Leia mais em GaúchaZH 10/08/2018

11 agosto 2018



Startups encaram gigantes do agronegócio em edição genética

O baixo custo da técnica de aprimoramento de sementes nivela a disputa entre pequenas empresas e grandes, como Monsanto e Syngenta

Em um laboratório no subúrbio de Minneapolis, no estado americano de Minnesota, uma pequena empresa que nunca teve lucro está pronta para superar as maiores companhias de agricultura no mundo na corrida para levar ao mercado a próxima potencial inovação em engenharia genética: uma lavoura com DNA "editado".

A Calyxt, uma empresa de oito anos, cofundada por professor de genética, alterou os genes de uma planta de soja para produzir óleo de soja mais saudável, usando a técnica de ponta de edição, em vez da modificação genética convencional.

Setenta e oito agricultores plantaram essas sementes de soja em 17 mil acres na Dakota do Sul e em Minnesota, uma safra que deve ser a primeira geneticamente editada a ser vendida comercialmente, superando empresas da Fortune 500.

As gigantes de desenvolvimento de sementes, como a Monsanto, a Syngenta e a DowDuPont, têm dominado a tecnologia de modificação genética de produtos agrícolas, que surgiu na década de 90.

Porém elas encaram uma competição maior de startups e outros concorrentes menores porque a edição genética de sementes tem custos de desenvolvimento drasticamente menores, e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) decidiu não regulá-los.

Empresas relativamente desconhecidas como a Calyxt, a Cibus e a Benson Hill Biosystems já estão avançando com seus próprios projetos de edição de genes na corrida contra as gigantes do agronegócio pelo domínio da tecnologia potencialmente transformadora.

"É uma época muito boa para uma empresa tão jovem", disse o presidente-executivo da Calyxt, Federico Tripodi, que supervisiona 45 pessoas.

"O fato de uma companhia tão pequena e ágil conseguir realizar essas coisas chamou o interesse na indústria."

A tecnologia de edição de genes envolve mirar em genes específicos em um único organismo e interromper aqueles ligados a característica indesejáveis, ou alterá-los para fazer uma mudança positiva. A modificação genetica tradicional, por outro lado, envolve transferir um gene de um tipo de organismo para outro, um processo que ainda não foi completamente aprovado pelos consumidores.

A edição de genes pode significar colheitas maiores de safras com uma ampla gama de características desejáveis --tomates com gosto melhor, trigo com pouco glúten, maçãs que não oxidam, grãos de soja resistentes à seca ou batatas adequadas para estocagem em lugares frios.

Os avanços podem dobrar os US$ 15 bilhões do mercado global de biotecnologia de sementes em uma década, disse o analista Nick Anderson, do banco de investimentos Bernberg.

O USDA arquivou 23 investigações sobre se as sementes geneticamente editadas precisam de regulação e decidiu que nenhum dos pedidos se enquadrava no seu critério para vigilância.

Isso economiza anos e somas incalculáveis para os seus desenvolvedores, comparado com as lavouras geneticamente modificadas tradicionais. Desses 23 organismos, apenas três estavam sendo desenvolvidos por grandes empresas agrícolas.

O novo cenário competitivo pode promover mais parcerias e acordos de licença entre as grandes e pequenas empresas, junto com universidades ou outras instituições de pesquisa pública, disse a representante da Monsanto, Camille Lynne Scott.

A Monsanto, que recentemente foi comprada pela Bayer, investiu US$ 100 milhões na startup Pairwise Plants neste ano para acelerar o desenvolvimento de plantas de edição genética. (Por Rod Nickel) Reuters Leia mais em epocanegocios 10/08/2018



Atuação do BC na compra da XP pode gerar insegurança jurídica

A XP é uma plataforma on-line de negociação de valores mobiliários e de distribuição de investimentos de outras instituições, como CDBs, LCI e outras alternativas de aplicação financeira.

Detém quase 50% do mercado em que atua e é uma das mais bem-sucedidas entre as chamadas fintechs brasileiras.

Nesta sexta-feira (10), o Bacen (Banco Central) decidiu que o Itaú não poderá deter imediatamente o controle acionário da XP.

É uma providência que mitiga os danos causados pela controversa decisão anterior do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que surpreendentemente permitiu a aquisição.

Vista estritamente sobre o mérito, a medida tomada pelo Banco Central foi acertada, pois reforça a concorrência.

Consideradas suas atribuições institucionais, entretanto, a decisão foi um retrocesso, pois o Bacen exorbitou de sua competência.

Esse retrocesso faz crescer a desconfiança —que já não era pequena— entre os consumidores, sobre a real capacidade das diversas agências de regulação econômica do país de exercerem com competência os seus papeis específicos.

De fato, o CADE ter permitido a aquisição da XP pelo Banco Itaú foi muito ruim.

A baixa competição no segmento bancário, que vem se agravando nos últimos anos, só pode ser contrastada pelo surgimento e crescimento das chamadas fintechs —empresas financeiras que, por utilizarem tecnologias mais avançadas e atuarem em nichos, podem operar com custos muito menores do que os grandes bancos.

E elas vêm incomodando as grandes instituições.

Manter um ambiente de independência das fintechs é essencial para que se estabeleça real concorrência no mercado bancário brasileiro.

A conselheira Cristina Alckmin —que foi voto vencido na decisão do CADE— sublinhou exatamente esse aspecto do julgamento: se o CADE autoriza o maior banco privado a comprar a corretora on-line que detinha 50% do mercado dessas plataformas, como o órgão poderá futuramente proibir a absorção de plataformas menores?

Depois do estrago, é claro que a decisão do Bacen é positiva para esse caso específico, mas levanta preocupações sobre a qualidade das instituições que deve zelar pela regulação econômica no Brasil.

Para consertar um erro, o Banco Central cometeu o erro —talvez mais grave— de ir além de seu mandato.

Sempre houve conflito de competências entre o Bacen e o CADE no que respeita os processos de aquisição no setor financeiro.

Esse conflito teria sido dirimido pelo acordo feito pelos dois órgãos, segundo o qual o Banco Central se ateria apenas à análise de risco sistêmico que pudesse haver em processos dessa natureza, enquanto ao CADE caberia a análise estrita de concorrência.

Com a decisão anunciada nesta sexta-feira, o Banco Central rompeu com esse arranjo. Daqui para frente, qualquer decisão do CADE poderá ser desfeita pelo Banco Central.

Em outras palavras, temos insegurança jurídica e desordem institucional.

Para facilitar o entendimento, vale alusão ao futebol. Para evitar o gol contra do CADE, o Banco Central espalmou a bola, mesmo não sendo o goleiro.

A decisão nos salvou de uma derrota feia, mas à custa de as instituições meterem os pés pelas mãos. E assim não se ganha o campeonato. Publicado por Folha de S. Paulo Online Leia mais em gsnoticias 11/08/2018