09 dezembro 2018

88 Insurtechs mostra como usar blockchain em seguros

A plataforma utilizada pela startup permite uma maior personalização dos seguros e a redução de custos, oferecendo melhores experiências aos clientes

Um dos motivos da blockchain ter se tornado um hype não foi apenas sua relação com o Bitcoin. A plataforma passou a ser alvo também de outros setores do mercado por se revelar como um canal de transações descentralizado, aberto, acessível e criptografado.

Tal como os contratos inteligentes podem ser utilizados pelas lawtechs, eles também podem impactar de forma expressiva no setor de insurtechs. Esse é o caso da 88 Insurtech, startup que utiliza a plataforma para trazer assistência aos segurados, conectando corretores e clientes.

“A 88 Insurtech já nasceu digital, utilizando a blockchain como ferramenta de negócio. Conseguimos fazer a transação da captação de informação com o máximo de transparência entre preço e valor, o tornando aceitável para o nosso público”, afirmou Renato Lyra, conselheiro de vendas e seguros da startup. O custo menor também é possível graças ao meio utilizado, já que a blockchain oferece uma infraestrutura de baixo custo.

Os benefícios da blockchain nos seguros
O menor custo não é o único ponto a ser destacado devido a blockchain. Para Ricardo Nishimura, COO da startup, um benefício é que os dados inseridos na plataforma não podem ser mudados, facilitando a capacidade de ser auditável.

Outro benefício é que, por ser descentralizada, a situação passa a ser mais horizontal entre clientes, seguradores e clientes. “A questão de não ser uma rede com um único ponto favorece que não haja conflito de interesses. Ninguém está ganhando desse elo”, comentou Nishimura.

Esses pontos impactam o cliente não apenas na hora de fechar negócio, mas durante o dia-a-dia como segurado, facilitando inclusive que tenham acesso aos produtos contratados. “A autoregulação do sinistro é uma coisa disruptiva no mercado de seguros. No caso de uma viagem, imagina que você comprou um bilhete dentro do aeroporto e o voo atrasa – o smart contract te dará um voucher sem você solicitar. Se demorar mais tempo, ele dá uma acomodação, por exemplo”, disse o COO da 88 Insurtech.

Já na rotina, ao invés de clientes serem recompensados com produtos, podem ser recompensados com tokens da Blockchain. Hoje, a própria tecnologia já funciona dessa forma, através da mineração, ao recompensar os usuários que auxiliam na validação de transações. Conheça a blockchain aqui.

Outra iniciativa que a 88 Insurtech pretende possuir é realizar uma customização mais profunda para os usuários inclusive na individualização de preços. “Queremos entender a pessoa e o consumidor, porque hoje os seguros encaram isso de uma forma muito simples”, finaliza Nishimura. Renato Lyra e Ricardo Nishimura estiveram no Insurance Day 2018, realizado nesta quarta-feira (5) pela StartSe. Tainá Freitas Leia mais em starse 06/112/2108


09 dezembro 2018



As lições do jovem de 32 anos que criou o primeiro unicórnio de Hong-Kong

Depois de largar o colégio e entregar comida para pagar os estudos nos EUA, Steven Lam criou a GoGoVan, empresa de entregas que já vale US$ 1 bilhão

"Apenas comece. Você não chegará a lugar algum se não começar". A frase é do empreendedor asiático Steven Lam. Ele tentou executar uma ideia de negócio aparentemente simples, mas no caminho viu outro problema que podia ser resolvido e deu um passo atrás. Com isso, levou o negócio para seis países e criou a primeira startup a valer US$ 1 bilhão em Hong Kong. O unicórnio em questão é a GoGoVan, empresa de entregas expressas — com vans e caminhões — que possui 2 mil funcionários e uma rede de 8 milhões de motoristas em 300 cidades.

A startup, que afirma ter criado o primeiro aplicativo de entrega de serviços/produtos no país, foi fundada com capital inicial de US$ 2,5 mil e cresceu tanto que recebeu investimentos — incluindo Jack Ma, fundador do Alibaba — até se fundir, no ano passado, com a empresa chinesa de logística 58 Suyu. Por trás dessa história de sucesso, está Lam.

O empreendedor, que vem de uma família de baixa renda, largou o colégio para tentar ganhar dinheiro quando ainda era jovem. Ele voltou a estudar quando mudou-se para os Estados Unidos e foi aceito em uma faculdade comunitária na Califórnia. Após um bom desempenho por lá, conseguiu entrar na Universidade da Califórnia em Berkeley e se formou em administração. Em entrevista ao South China Morning Post, Lam conta que se sustentava nos Estados Unidos vendendo produtos eletrônicos, cachorro-quente e trabalhando em restaurantes. Até que em um dia, quando entregava comida para um restaurante chinês, teve uma ideia de negócio: vender anúncios de publicidade dentro das caixas que embalam a comida.

O ano era de 2013 e ele voltou a Hong Kong junto com dois colegas que seriam seus parceiros na empreitada. Começaram a contatar empresas de logística para oferecer a ideia até perceberem que elas não tinham um serviço estruturado. Como Lam contou em entrevista à CNBC, cada empresa de entrega possuía um número limitado de motoristas cadastrados, embora houvesse muitas vans disponíveis que permaneciam ociosas e estacionadas nas ruas. E as empresas se comunicavam com os motoristas por radiofrequência, o que muitas vezes, atrasava a entrega.

Ao procurar uma solução, o trio percebeu rapidamente que poderia trabalhar com muito mais eficiência se consolidasse os motoristas mais confiáveis em uma única plataforma. "Nessa época, eu nem sabia o que era Uber. Começamos a formular nosso produto por conta própria", contou Lam a CNBC. Eles resolveram mudar a ideia de negócio original e criar, então, uma plataforma para conectar motoristas e entregas sob demanda. Começaram criando pequenos grupos no Whatsapp — na época, os grupos eram limitados a 10 pessoas. Juntaram as economias, contrataram um engenheiro e um designer e montaram, assim, a primeira versão da plataforma da GoGoVan.

“Quanto mais falamos com os motoristas, mais percebemos que eles estavam insatisfeitos com o sistema de radiofrequência”, disse Lam. “E assim fomos estúpidos o suficiente para continuar". Estúpidos porque faltava dinheiro para crescer e eles quase faliram, diz Lam. Foram salvos por um financiamento que conseguiram de US$ 12,8 mil. O negócio então cresceu, chamou atenção de fundos e recebeu investimentos milionários a partir de 2014. Até virar um unicórnio com a fusão com a 58 Suyu.

Na jornada, Lam, hoje com 32 anos, aprendeu que "não existe timing perfeito". “O que é perfeito? Na maioria das vezes não sabemos. Se não sabemos o que é perfeito, por que precisamos de um timing ideal?". Ele também gosta de citar uma lição de Jeff Bezos, da Amazon, que carrega para tomar decisões. "Eu só preciso de 70% das informações. Se esperarmos 100% das informações para tomar uma decisão, é tarde demais. Alguma decisão é melhor que nenhuma". Leia mais em epocanegocios 09/12/2018



BC permite que fintech QI atue como sociedade de crédito direto

Startup de São Paulo é a primeira autorizada a operar na modalidade, definida em abril

O Banco Central (BC) concedeu, na última semana, a primeira autorização de funcionamento para uma fintech (empresa de inovação no mercado financeiro) de crédito operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Nessa modalidade, a empresa pode oferecer crédito com recursos próprios e vender suas carteiras de crédito para outras instituições financeiras. A QI Sociedade de Crédito Direto tem capital social de R$ 2 milhões e sede em São Paulo.

Em abril deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) criou dois modelos para as fintechs operarem no mercado de crédito: a SCD e a sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP). Nesse segundo sistema, empresas ou pessoas físicas entram numa plataforma para emprestar dinheiro a outras pessoas, modalidade conhecida como peer-to-peer (P2P) lending. O objetivo é aumentar a concorrência no sistema financeiro e fazer com que uma parcela maior da população tenha acesso a serviços financeiros, como empréstimos, seguros, investimentos e meios de pagamento.


As resoluções do CMN abriram caminho para as fintechs atuarem sem vinculação a uma instituição financeira convencional. Elas também não podiam emprestar com recursos próprios. O CMN estabeleceu capital mínimo de R$ 1 milhão para as fintechs de ambos os tipos poderem operar. Atualmente, existem 11 pedidos de autorização de funcionamento de SEP e SCD em análise no BC... Leia mais em epocanegocios 09/12/2018




Apple adquire mais uma startup do meio musical, a Platoon

A Apple comprou a startup Platoon, de Londres, que trabalha com músicos – mas também com escritores – para produzir (tem seu próprio estúdio), distribuir e vender seus trabalhos, usando analytics para descobrir talentos, e entender a melhor maneira de direcionar e comercializar esse conteúdo. Trata-se do equivalente tecnológico dos serviços de profissionais de Artists and Repertoire (A&R), divisão de uma gravadora responsável pela pesquisa de talentos e desenvolvimento artístico dos músicos. A notícia foi divulgada no site da Music Business Worldwide. No LinkedIn, o cofundador e CEO da Platoon Denzyl Feigelson confirmou a aquisição.

A Platoon desenvolveu uma série de artistas em estágio inicial no Reino Unido e nos EUA nos últimos dois anos. A empresa trabalhou com artistas como Billie Eilish antes de assinar com a Interscope, em 2017, além de estrelas do Reino Unido como Stefflon Don e Jorja Smith. O primeiro assinou um contrato de sete dígitos com a Universal/Polydor, enquanto o segundo fechou um acordo de distribuição com o The Orchard, da Sony, para seu álbum de estreia, lançado em junho de 2018.

Segundo a MBW, Feigelson liderará a equipe da Platoon a partir de sua sede em Tileyard, em Londres, onde tem dois estúdios de gravação. Tudo indica que a Platoon continuará a apoiar artistas em diversas áreas, incluindo suporte a turnês, conteúdo original, marketing de mídia social e estratégias de expansão global.

Uma fonte próxima à Platoon disse à MBW que o negócio dará suporte à empresa britânica a continuar a desenvolver artistas e conteúdo visual – deixando-os livres para assinarem com quem eles quiserem e distribuir suas músicas onde bem entenderem. A ver.

Outras aquisições musicais

Em maio deste ano, o jornal Financial Times anunciou o interesse da Apple na compra da Beats Eletronics, fabricante de headphones e outros acessórios de música. Em meados de outubro, a empresa californiana havia contratado os fundadores da startup musical Asaii e, em setembro, a Apple anunciou a conclusão da compra da Shazam .

Saída pela música

A Apple precisa se reinventar. E expandir o alcance das ofertas da Apple Music é uma das soluções da empresa. Seu interesse em serviços de música deve estar ligado ao fato de que as vendas de seus iPhones têm diminuído gradativamente, o que faz parte de uma tendência global, resultante da saturação de telefones celulares pelo mundo. E, assim, para continuar aumentando suas receitas globais, a Apple expandiu seu foco para mais serviços que rodam em seu hardware.

Suas operações de mídia e, especificamente, de música, têm sido as principais beneficiárias disso, com algumas das maiores aquisições da Apple sendo feitas para fazer crescer esse negócio... Leia mais em mobiletime 07/12/2018



IBM vende Notes, Domino e Portal por US$ 1,8 bilhão para HCL

A IBM confirmou a venda  dos programas Lotus Notes, Domino e Portal para a indiana HCL por US$ 1,8 bilhão nesta sexta-feira, 7. Em nota publicada no site da companhia foi confirmado que dentro do pacote estão a solução AppScan, de testes e monitoramento de aplicações web, e o Notes & Domino, serviço de e-mail, que tem versão mobile, e de codificação de aplicações.

De acordo com John Kelly, vice-presidente sênior da divisão de soluções cognitivas e pesquisa da IBM, frisou que o momento é ideal para deixar de investir nesses programas, uma vez que sua companhia vem empregando esforço em outras áreas, como inteligência artificial, com o IBM Watson, e em Blockchain, com o Hyperledger. Por sua vez, C Vijayakumar, presidente e CEO da HCL, acredita que os softwares podem ser bem incorporados ao seu portfólio de produtos e atender a demanda de empresas que clamam por mais soluções “as a service”.

O valor da venda foi menor do que a compra da Lotus pela IBM por US$ 3,5 bilhões, em 1995. No entanto, ela pode significar um novo começo para a divisão de software da companhia, que comprou recentemente a Red Hat por US$ 34 bilhões, além de dar um respiro em suas receitas...
Henrique Medeiros | Leia mais em mobile time 7/12/18 



BRF terá que reconhecer perda contábil com venda de ativos argentinos

A BRF terá de reconhecer uma perda contábil com os ativos na Argentina, admitiu hoje o vice-presidente executivo da companhia, Lorival Luz, em teleconferência.

 Embora a perda não tenha impacto sobre o caixa,  pelas regras contábeis deve ser calculada.

Na prática, a BRF venderá os ativos na Argentina por um valor inferior ao que gastou para comprá-los. .. Leia mais em valoreconomico 07/12/2018



Bain dá grande tacada no Brasil com Intermédica

A gestora americana de private equity Bain Capital conseguiu multiplicar por quase seis o capital investido na operadora de saúde Intermédica em menos de quatro anos.

O feito pode ser um dos maiores retornos de fundos de participação no país e ganhou relevância na carteira global da Bain, conforme dois executivos do setor. É a única empresa brasileira no portfólio da casa. .. leia mais em valoreconomico 07/12/2018



Origin Enterprises compra participação em duas empresas no Brasil

Origin Enterprises compra participação de 65% na Fortgreen do Brasil

A Agri-Services Group Origin Enterprises anunciou sua entrada no mercado sul-americano depois de ter fechado um acordo para comprar uma participação de 65% na Fortgreen Commercial Agricola no Brasil.

Como parte do negócio, a Origin também concordou em adquirir uma participação de 20% na Ferrari Zagatto E Cia.

A Fortgreen, com sede no Estado do Paraná, no sul do país, está focada no desenvolvimento de valor agregado de nutrição e insumos especiais.

Fundada em 2004, a empresa fabrica e comercializa um portfólio completo de tecnologias agrícolas relacionadas, abrangendo fertilizantes foliares, bioestimulantes, adjuvantes e fertilizantes de liberação lenta e liberação controlada.

A Ferrari, fundada em 1988 e também sediada no Paraná, é uma das principais fornecedoras de serviços agronômicos, insumos agrícolas e suporte de comercialização agrícola para produtores de grãos e culturas especializadas no estado.

A Origin disse que o Fortgreen é um excelente ponto de entrada para a empresa no mercado brasileiro.

O acordo diz que o acordo oferece ao grupo informações valiosas sobre oportunidades agrícolas diretas mais amplas no Paraná - a segunda maior região produtora de soja e milho no Brasil - e no Brasil em geral.

Grupo Origin Enterprises PLC. Origin é um grupo focado na distribuição de insumos agrícolas e prestação de serviços, com sede na  Irlanda.. leia mais em rte 19/06/2018




08 dezembro 2018

BRF acerta venda de mais de R$800 mi em ativos de plano de R$5 bi até fim do ano

A BRF assinou acordos para venda de 822 milhões de reais em ativos de um plano de desinvestimentos total de 5 bilhões de reais até o final deste ano, afirmou nesta sexta-feira o vice-presidente de operações da companhia dona das marcas Sadia e Perdigão, Lorival Luz.

Segundo o executivo, o valor envolve os acordos anunciados mais cedo nesta sexta-feira com a Marfrig para a venda da empresa argentina Quickfood e de uma fábrica de produtos de carne bovina em Várzea Grande (MT), e ativos considerados não essenciais pela empresa como imóveis no Brasil e no exterior.

Além da meta de venda de 5 bilhões de reais, decidida em meados do ano em um momento em que a empresa vivia os efeitos de uma crise de fracos resultados e investigações desencadeadas pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal, Luz confirmou objetivo da BRF de obter uma relação de dívida líquida sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 4,35 vezes neste ano ante 6,74 vezes no fim de setembro.

Luz não deu detalhes sobre o estágio das negociações da BRF sobre o restante dos ativos a serem vendidos, que inclui outras instalações produtivas na Argentina, além de fábricas na Europa e Tailândia."Nosso objetivo é buscar a contratação dessas transações até o final do ano", disse Luz acrescentando que deve viajar para a Argentina na próxima semana.

Segundo analistas do BTG Pactual, a venda da Quickfood e da fábrica no Mato Grosso marca o início da "saga" da BRF para cumprir a meta de desinvestimentos. "Consideramos o anúncio como positivo (...) Ambos os ativos provavelmente estavam mostrando performance abaixo da esperada nos últimos anos, o que torna impossível calcular razoavelmente valores", disseram os analistas, avaliando que a BRF deve fazer "muitos outros anúncios" de vendas nas próximas semanas e meses.

As ações da BRF exibiam queda de 0,26 por cento às 15h56, a 23,02 reais, enquanto o Ibovespa mostrava estabilidade.

Luz disse que os 60 milhões de dólares oriundos da venda da Quickfood e os 100 milhões de reais da venda da fábrica e terreno no Mato Grosso devem entrar no caixa da BRF em janeiro. A BRF tem vencimentos de 1,7 bilhão de reais em dívidas no primeiro trimestre, e vai usar os recursos com as vendas de ativos para reduzir alavancagem.

Segundo o executivo, a BRF tem "excesso de caixa" se for considerado que a empresa tem recursos disponíveis de 6,3 bilhões de reais, além dos 822 milhões de vendas de ativos e a geração de caixa de 2019. "Temos mais do que o suficiente para pagar toda a dívida", disse o executivo.

Ele acrescentou que a venda da Quickfood deve gerar uma perda contábil para a BRF no balanço do quarto trimestre, diante do valor menor de venda da unidade em relação ao pago pela BRF para ficar com empresa sete anos atrás. O valor do impacto contábil, no entanto, ainda não foi calculado, disse Luz. Reuters Leia mais em dci 07/12/2018

08 dezembro 2018



Avança negociação para compra de controle do Grupo Abril

O Grupo Abril, em recuperação judicial desde agosto, avançou na negociação com Fábio Carvalho, da Legion Holdings, apurou o Valor.

O advogado carioca negocia a aquisição do controle da companhia controlada pela Família Civita e que carrega uma dívida de R$ 1,6 bilhão. .. Leia mais em valoreconomico 07/12/2018



Uber arquiva primeiros documentos na SEC para abertura de capital

A Uber Technologies Inc. arquivou nesta semana os primeiros documentos confidenciais para sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

Com o envio do documento S-1 à Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), o Uber se iguala ao Lyft, seu principal rival no mercado norte-americano, na corrida para abertura de capital. A Lyft apresentou o S-1 ao órgão nesta quinta-feira e, segundo fontes, a empresa pretende estrear no mercado em março ou abril.

A expectativa é de que os IPOs do Uber e da Lyft estejam entre os maiores do pipeline previsto para 2019.

As últimas movimentações do Uber indicam que a empresa pode abrir capital logo no primeiro trimestre, mais cedo do que muitos esperavam. O presidente-executivo da companhia, Dara Khosrowshahi, disse esperar que a estreia acontecesse no segundo semestre do próximo ano.

O Uber apelidou de “Project Liberty” o planejamento em torno de seu IPO, de acordo com uma pessoa familiarizada.

Detalhes sobre a documentação inicial apresentada pelo Uber, inclusive a data exata em que foi arquivada na SEC, ainda não estão disponíveis. Mas os bancos americanos que cuidam da oferta preveem que a empresa possa ser avaliado em US$ 120 bilhões quando fizer sua abertura de capital, conforme o jornal Wall Street Journal. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 08/12/18 



Unigel vai montar fábrica nos EUA e avalia IPO em 2019

Uma das maiores petroquímicas do Brasil, a Unigel está colocando em marcha um novo plano de crescimento.

Após alguns anos de esforços concentrados no controle do nível de endividamento e em reestruturação de dívida, o grupo da família  Slezynger vai instalar uma fábrica de acrílicos nos Estados Unidos e planeja abrir capital em bolsa possivelmente no fim de 2019, se as condições de mercado estiverem favoráveis. .. Leia mais em valoreconomico 08/12/2018




07 dezembro 2018

Guilherme Benchimol é eleito uma das 50 pessoas mais influentes do mundo pela Bloomberg

A revista seleciona as personalidades que atuam nas áreas de negócios, entretenimento, finanças, política, tecnologia e ciência

 O CEO do Grupo XP, Guilherme Benchimol, foi eleito uma das pessoas mais influentes do mundo pela revista Bloomberg. O executivo é o único brasileiro entre os 50 selecionados e, mais que isso, é o único representante da América do Sul. Na América Latina, além dele, a publicação reconhece apenas o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

A revista seleciona as personalidades que atuam nas áreas de negócios, entretenimento, finanças, política, tecnologia e ciência cujas realizações em 2018 foram particularmente notáveis.

“Co-fundada por Benchimol em 2001, a XP mudou a indústria de gestão de ativos no Brasil, dando à classe média acesso a sofisticados produtos de investimento e plataformas de negociação que não cobram taxas de corretagem”, diz a publicação.

No texto, a revista ressalta também a relevância da XP, inclusive depois do acordo com o Itaú. “Depois que o maior banco da América Latina em valor de mercado anunciou a aquisição da empresa, os analistas esperavam que a XP perdesse clientes porque já não era mais tão independente. Mas o oposto aconteceu: os clientes gostaram que a XP tivesse um grande banco como parceiro”, diz a publicação.

E os resultados são impressionantes: os ativos sob custódia aumentaram 51% este ano, para mais de R$ 190 bilhões até outubro, e o número de clientes aumentou também em 51%, para 815 mil.

Os planos da empresa incluem aumentar o número de assessores de investimentos de 3.700 para 10 mil até 2020. “Eu quero, daqui a 10 ou 20 anos, ser ainda maior do que o próprio Itaú”, diz Benchimol, estimando que o valor de mercado da XP esteja em cerca de R$ 30 bilhões hoje.

A lista da Bloomberg, elaborada anualmente, conta com diversas personalidades como o Procurador-Geral da Califórnia, Sarah Friar; o CEO da Nextdoor; o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali; o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa; Amy Hood, diretora financeira da Microsoft, entre outras figuras relevantes. .. Leia mais em  InfoMoney 07/12/2018

07 dezembro 2018



Maior empresa de carregadores de carros elétricos recebe aporte de US$ 240 milhões

Um dos investidores da empresa é a Chevron Technology Ventures, gigante petroleira que começa a visar a mudança do setor de energia.

Maior empresa de carregadores de carros elétricos recebe aporte de US$ 240 milhões

A ChargePoint é hoje a maior rede de carregadores de carros elétricos do mundo, atuando instalando carregadores caseiros e em empresas assim como na criação de “postos” de energia elétrica. Mesmo que a venda de carros elétricos ainda seja pequena, cada vez mais a indústria entende que esse é o caminho a ser seguido. Uma mostra disso foi que a ChargePoint aportou nas últimas semanas US$ 240 milhões, vindos desde montadoras até empresas de petróleo e gás natural.

O valor representa praticamente tudo o que a empresa gastou em seus primeiros 11 anos de operação, e ajudará a aumentar a escala de seus investimento. O CEO e presidente da ChargePoint,  Pasquale Romano, disse que a chegada de “investidores mainstream” é uma prova de que seu produto não é mais especulação. Um dos investidores da empresa é a Chevron Technology Ventures, gigante petroleira q

“A escala desse aporte prova que sem dúvidas nós estamos em um ponto de virada. O tipo de investidores que atraímos não são especulativos. Isso é uma declaração maravilhosa da direção que o mundo está tomando porque sabem onde isso vai chegar. Espero que a mudança aconteça o mais rápido possível para que possamos resolver os problemas climáticos que temos”, declarou Romano para a Fast Company.

Em setembro de 2018, a empresa anunciou que pretende mais do que dobrar sua rede atual até 2025, construindo 2,5 milhões de pontos de carregamento, que seriam colocados desde casas até em lojas de conveniências e estacionamentos de escritórios. A empresa afirma que grande parte dos pontos de carregamento podem ficar em casas e locais de trabalho indo na contramão daqueles que acreditam que é preciso ter carregadores disponíveis nas ruas para incentivar o uso de carros elétricos. A exceção seria a cobertura de carregamento em estradas para que os carros viajem longas distâncias, problema que já está sendo trabalhado pela ChargePoint. Leia mais em istoedinheiro 07/12/2018



Dona da Marlboro anuncia compra de parte de produtora canadense de maconha

A empresa Altria fará um investimento de US$ 1,8 bilhão no Grupo Cronos.

A empresa Altria, dona da marca de cigarros Marlboro, anunciou nesta sexta-feira (7) que assinou um acordo para comprar ações do Grupo Cronos – empresa canadense líder no mercado de maconha. O investimento será de US$ 1,8 bilhão, e dará à Altria uma fatia de 45% do Cronos.

Mas a participação da Altria pode aumentar para 55% nos próximos anos. Isso porque o acordo inclui o direito de aquisição de uma participação adicional de 10% no Grupo Cronos, o que pode acontecer em até quatro anos.... Leia mais em  G1 07/12/2018 



Transmissão de energia pode atrair R$3 bi em fusões e aquisições em 5 anos, diz BCG

O setor de transmissão de energia elétrica do Brasil poderá movimentar cerca de 3 bilhões de reais em operações de fusões e aquisições nos próximos cinco anos, disse nesta quinta-feira o consultor Andre Pinto, sócio especialista em energia do Boston Consulting Group (BCG).

A projeção dá uma mostra do aquecimento visto no segmento de transmissão brasileiro, que tem registrado intensa competição entre investidores nos últimos leilões de concessões para novos projetos do governo federal.

Os números foram apresentados em evento da transmissora de energia Cteep, no qual o consultor afirmou que as perspectivas de movimentação devem-se à entrada de grandes companhias internacionais no setor no país a partir de 2016, após o governo elevar os retornos oferecidos aos empreendedores na construção de novas linhas de eletricidade.

“Os ‘players’ que estão trazendo essa competitividade estão apostando no Brasil não esporadicamente, mas no longo prazo. Não há razão para acreditar que eles entraram nos leilões, com alta competitividade, e agora sairão e ficarão com apenas um ativo”, explicou Pinto.

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Ele citou como exemplos a francesa Engie, a portuguesa EDP Energias do Brasil, a chinesa State Grid e a indiana Sterlite.

“Todos eles devem continuar a ganhar espaço nesse setor, então, se isso acontece, o nível de competitividade vai continuar alto”, apontou.

Por outro lado, segundo o consultor do BCG, empresas menores que arremataram concessões nos últimos leilões, como construtoras e grupos de engenharia, possivelmente aparecerão no polo vendedor nas negociações de ativos previstas para os próximos anos.

“Há muita gente que entra (no setor) com expectativa de venda posterior (do ativo)… acho que esses ‘players’ mais fortes, robustos, vão ter um peso mais importante no futuro… empresas grandes que não estavam olhando agora olham, e elas vão ocupar um pouco o espaço desses menores”, acrescentou.

Além da movimentação em fusões e aquisições, o setor de transmissão deverá demandar 38 bilhões de reais até 2027 em investimentos em novos ativos ainda a serem licitados, segundo projeções do governo federal no Plano Decenal de Energia (PDE). Reuters Leia mais em energia.sp.gov 07/12/2018



Moderna acaba de precificar o maior IPO da história da biotecnologia, avaliando a startup em US $ 7,5 bilhões

Uma das empresas privadas de maior valor em biotecnologia está finalmente se tornando pública.

A Moderna Therapeutics deve começar a operar na sexta-feira, depois de cotar a quinta-feira a US $ 23 por ação. A empresa está vendendo cerca de 27 milhões de ações, avaliando a empresa em cerca de US $ 7,5 bilhões. No total, a empresa está levantando US $ 620 milhões na oferta, tornando-se a maior oferta pública inicial na história da biotecnologia.

A Moderna está desenvolvendo tratamentos médicos baseados em RNA mensageiro, e a empresa ainda está nos primeiros dias de testes em humanos para seus tratamentos, que incluem tratamentos contra o câncer, bem como uma vacina para o citomegalovírus, ou CMV.

Excluindo Moderna, houve 56 IPOs de biotecnologia que levantaram um total de US $ 5,5 bilhões em 2018, de acordo com a Renaissance Capital. É o maior total desde 2014, quando havia 71 IPOs de biotecnologia que arrecadaram US $ 5,2 bilhões.

No início de novembro, Moderna entrou com a Securities and Exchange Commission dos EUA para ir a público, e será negociado sob o ticker MRNA... Leia mais em businessinsider 07/12/2018



Eztec vê oportunidade para compra de ativos após crise

A construtora e incorporadora Eztec vê cenário positivo no próximo ano e está atenta às oportunidades de compra que surgirem após uma das mais severas crises já enfrentadas pelo setor imobiliário brasileiro, disse nesta sexta-feira o diretor presidente da companhia, Silvio Ernesto Zarzur.

“Encaramos esse momento como de ouro porque o cenário é positivo… Passamos por crise grande, tem muitos ativos para (avaliarmos a) compra e estamos preparados para isso”, afirmou o executivo durante encontro com analistas e investidores na capital paulista.

Os comentários foram feitos um dia após a Eztec anunciar planos de elevar os lançamentos de 1 bilhão a 1,5 bilhão de reais em 2019. De acordo com Zarzur, a companhia deve lançar todos os projetos planejados para o próximo ano até outubro ou novembro.

Em 2018, lembrou o executivo, a empresa aguardou o resultado das eleições presidenciais e lançou a maior parte dos empreendimentos após a definição do futuro governo. Até o fim de setembro, os lançamentos somavam apenas 235 milhões de reais, de acordo com balanço do terceiro trimestre.

Segundo Zarzur, o planejamento da companhia prevê até 20 por cento dos lançamentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), mas pode rever esse percentual depois que o projeto de lei que regulamenta os direitos e deveres de compradores e incorporadoras em casos de cancelamento do contrato for sancionado pelo presidente Michel Temer.

A matéria, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira, estabelece multa de 50 por cento sobre o valor pago pelo comprador se o empreendimento estiver dentro do regime de patrimônio de afetação, em que cria-se empresa com patrimônio separado da construtora. Em outros casos, a penalidade será de 25 por cento."Podemos diminuir MCMV e voltar o canhão para a média renda… Vamos olhar com cuidado e tomar essa decisão com calma”, afirmou o diretor presidente.

A Eztec comunicou ao mercado sua intenção de entrar no segmento de baixa renda ainda no ano passado e lançou em outubro deste ano a marca FIT Casa, por meio da qual vai operar no Minha Casa Minha Vida (MCMV).O movimento é similar ao de outras companhias com atuação no médio e alto padrão, incluindo a Cyrela, mas vem na contramão da gigante voltada para imóveis econômicos, a MRV, que retomou projetos financiados com recursos da caderneta de poupança.

O diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Emílio Fugazza, destacou que 1 bilhão de reais do estoque de terrenos (landbank) da incorporadora se enquadra no MCMV e mais 1 bilhão de reais em áreas podem ser convertidas para o segmento. “Então temos um terço do landbank total aderente ao MCMV”, contou Fugazza.

Zarzur revelou ainda que a Eztec tem ambição de iniciar atividades de locação e está estudando um modelo de negócios para seis projetos mistos que reúnem cerca de 500 mil unidades. “Estamos buscando forma de rentabilizar esses ativos, talvez até em estratégia de fundos (de investimento imobiliário)”, contou o diretor presidente. Reuters Leia mais em dci 07/12/2018



Bloomberg: Bradesco vende R$ 8 bi em créditos podres para a Ativos, do BB

O Bradesco (BBDC4), segundo maior banco do Brasil em valor de mercado, vendeu uma carteira de créditos inadimplentes de R$ 8 bilhões para a Ativos, uma unidade do Banco do Brasil (BBAS3), afirmaram duas pessoas com conhecimento do assunto consultadas pela Bloomberg.

De acordo com a reportagem, o banco com sede em Osasco vendeu créditos com recebimento em atraso de pessoas físicas e de empresas pequenas e médias, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as transações não são públicas. A maioria do créditos já havia sido baixada a prejuízo pelo banco, disse uma das pessoas.

A unidade brasileira do Banco Santander também quer vender uma carteira de créditos inadimplentes do varejo, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, disse uma das pessoas. O banco criou um processo competitivo e ainda não escolheu um vencedor.

Bradesco, Santander e Ativos não quiseram comentar. Os bancos brasileiros estão vendo oportunidades no mercado de créditos podres no momento em que o país se recupera da pior recessão já registrada e a taxa de inadimplência começa a cair. Os bancos não apenas estão vendendo crédito com recebimento em atraso como também estão comprando empresas especializadas em recuperá-los.

Em outubro do ano passado, o Bradesco anunciou que comprará uma participação majoritária em uma unidade da PRA Group Inc., a RCB Investimentos SA. Seguiu, assim, o Itaú Unibanco, o maior banco do país em valor de mercado, que comprou a Recovery em abril de 2016, e a unidade do Santander no Brasil, que comprou uma empresa semelhante no ano passado. A Ativos já comprou créditos podres do Bradesco e do Santander antes. Leia mais em  Money Times  07/12/2018 - 9:10



Pizza Hut compra empresa de pedidos on line

A Pizza Hut nos Estados Unidos anunciou a compra da  QuikOrder, que fornece software de pedidos on-line para restaurantes de serviço rápido. Os termos do acordo não foram divulgados, mas é uma das maiores aquisições da Pizza Hut, disse a empresa no comunicado.

A QuikOrder atende a cadeia de pizzas do Texas há quase 20 anos, incluindo o desenvolvimento das atuais plataformas, sistemas e serviços de pedidos digitais da Pizza Hut. Cerca de metade das vendas da Pizza Hut nos EUA foram processadas pela plataforma da QuikOrder em 2018.

"Estamos dobrando nosso compromisso com o digital e este acordo posiciona a Pizza Hut perfeitamente para o futuro", disse o presidente da Pizza Hut, Artie Starrs, em comunicado. "Também estamos tendo acesso a um grupo imensamente talentoso de desenvolvedores e inovadores digitais. Juntos, podemos fornecer mais rapidamente produtos inovadores e serviços convenientes a nossos clientes, o que permitirá uma economia de franquia melhor no longo prazo."

O CEO da QuikOrder, Jim Kargman, disse no comunicado: "Tivemos uma longa e bem-sucedida parceria com a Pizza Hut e eu não poderia estar mais satisfeito com esta próxima fase do nosso relacionamento. Tecnologia e inovação são a espinha dorsal deste negócio e eu" Estou animado com o que o futuro nos reserva. "

Pizza Hut é uma unidade da Yum Brands. "Estamos entusiasmados com a oportunidade que esta aquisição representa e com o potencial futuro de escalar a tecnologia da QuikOrder em toda a família Yum!", disse o CEO da Yum, Greg Creed, em comunicado. Leia mais em tiinside 07/12/2018



Itaú BBA projeta 15 ofertas de ações no país até junho

Nas três últimas semanas, o chefe global de banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenlees, notou uma mudança no ritmo das empresas e investidores.

A marca da guinada foram os primeiros anúncios da equipe econômica do governo eleito, que levou as companhias a abrirem as gavetas para revisitar seus planos de captação e projetos de expansão.

Com isso, começam a retomar contato com investidores estrangeiros, que podem começar a retornar ao país. .. Leia mais em valoreconomico 07/12/2018



Boticário prevê crescer 7% e estuda aquisição

O Grupo Boticário considera que há oportunidade para o seu faturamento avançar ao menos 7% em 2019 ante o montante de R$ 13,1 bilhões previstos para 2018.

A marca de vendas diretas Eudora será a principal responsável pelo crescimento do conglomerado,
que também estuda oportunidade de aquisição na categoria de produtos para cabelos... leia mais em valoreconomico 07/12/2018



BRF vende QuickFood para Marfrig por US$60 milhões

O acordo envolve ainda venda de terreno e equipamento de fábrica da BRF em Várzea Grande (MT) por 100 milhões de reais

A BRF anunciou nesta sexta-feira a venda da argentina QuickFood para a Marfrig por 60 milhões de dólares. O acordo envolve ainda venda de terreno e equipamento de fábrica da BRF em Várzea Grande (MT) por 100 milhões de reais.

O negócio inclui um contrato de fornecimento em que a Marfrig vai fornecer à BRF produtos processados como hambúrgueres, almôndegas e quibes por cinco anos.. Leia mais em epocanegocios 07/12/2018




06 dezembro 2018

FUSÕES E AQUISIÇÕES: 70 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM NOVEMBRO/18

  Queda dos negócios de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro no mês de novembro/18.  Foram realizadas  70 transações, uma queda de 19,5% em relação ao mesmo mês de 2017, quando foram divulgadas 87 operações.  Em volume financeiro, essas transações movimentaram cerca de R$ 13,2 bilhões, crescimento de 44,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
   No acumulado de 2018, com 745 operações, verificou-se um crescimento de 0,3%, em relação  ao mesmo período do ano passado, quando foram apuradas 743 transações. Já em relação ao montante dos investimentos, verificou-se  crescimento de 9,8%, alcançando R$ 245,2 bilhões.
  No acumulado dos últimos doze meses sinaliza uma queda de 1,9% do número de transações, com  858 negócios, comparativamente com o acumulado do mesmo mês do ano anterior.
   Valor médio das transações acumuladas nos primeiros onze meses,  registrou crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
   O maior crescimento do número de transações no acumulado do ano ocorreu nos negócios de  porte de R$ 50 milhões, com 443 negócios e crescimento de  7,3%.
   A maior queda foi constatada no volume de transações de porte maior do que um bilhão de reais, com redução de 11,3% no acumulado do ano.
   Os setores de TI, OUTROS, COMPANHIAS ENERGÉTICAS e HOSPITAIS E LABS. DE ANÁLISES CLINICAS foram os mais ativos nos primeiros onze meses. E os que mais cresceram foram: OUTROS e HOSPITAIS E LABS. DE ANÁLISES CLINICAS
  O maior apetite no mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 51 operações.
  Os Financeiros realizaram 19 operações no mês.
  Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis por 44 operações no mês. No acumulado do ano, 479 operações - crescimento de 3,5%.
  Os investidores de Capital Estrangeiro realizaram no mês 26 operações. No acumulado do ano foram 266 operações, queda de 5,0%
  Por país, os EUA, com 8 operações,  foi o de maior apetite estrangeiro no mês de novembro/18. No acumulado do ano os EUA também lideraram com 97 transações.
  Maiores transações do mês  de novembro/18:  Petrobras cede fatia em campos para Perenco e 3R por US$ 823 milhões

ANÁLISE DO MÊS

Setores mais ativos - Os 5 setores mais ativos responderam por 65,7% do total das operações e 27,3% do valor total dos investimentos.


Queda de 6,7% do número de operações  em relação ao mês anterior. Foram divulgadas com destaque pela imprensa neste mês 70 transações em 20 setores da economia brasileira, registrando uma queda de 6,7% em relação ao mês anterior ( 75 operações). No confronto com o mesmo mês do ano anterior,  constata-se uma redução  de  19,5%, quando foram apuradas 87 negócios.

Evolução nos últimos 5 anos  - No acumulado dos primeiros onze meses de 2018, apuradas 745 operações,  registra um crescimento de 0,3% se confrontado com igual período de 2017,  quando foram realizadas 743 operações.


Maiores apetites x maiores quedas.  Setores mais representativos. No gráfico dos setores mais ativos nos primeiros onze meses do ano de 2018, além de TI, destacam-se OUTROS, COMPANHIAS ENERGÉTICAS  e HOSPITAIS E LAB. DE ANÁLISES CLINICAS.



No acumulado do ano, o segmento com maior crescimento no número de transações em relação o mesmo período do ano passado foi o setor de  OUTROS, com um aumento de 23 operações, seguidos por  HOSPITAIS E LAB. DE ANALISES CLÍNICAS SAÚDE e EDUCAÇÃO.


Os setores que apresentaram maiores quedas no nº de transações no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2017, foram COMPANHIAS ENERGÉTICAS - redução de 21 operações, e ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO.


O acumulado do volume de transações dos últimos doze meses sinaliza queda. O mês sinaliza uma ligeira queda  de 1,9% do número de transações de M&A acumuladas nos últimos doze meses - novembro de 2018, com  858 operações, comparativamente com o mesmo período do mês  anterior. Já em relação ao mesmo período acumulado do ano anterior - novembro/17 - verifica-se um crescimento de 3,0%. Provavelmente o acumulado do ano de 2018 não irá alcançar o memo número de operações de 2017.
No gráfico do acumulado que engloba os registros verificados entre uma eleição presidencial (out/2014) e outra (nov/2018), pode-se inferir ciclos distintos de crescimento e queda do número de transações. Destaca prováveis fatores que mais estão repercutindo nas expectativas de investimentos e, no detalhe, a evolução da série histórica da taxa de câmbio no mesmo período.



Porte: Dois terços das transações no mês são de porte até R$ 50 milhões - Das 70 transações apuradas no mês,  45   são de porte até R$ 49,9 milhões -  64,3% do total e responderam por 3,6% do seu valor. No acumulado do ano de 2018, para este mesmo porte de operações, registraram-se 443 transações representando 59,5% do total  e 2,4% do valor. Este porte foi o único a apresentar crescimento, de 7,3%.


A maior queda foi constatada no volume de transações de porte maior do que um bilhão de reais.  Neste intervalo, a redução foi de 11,3% no acumulado do ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado.
No topo da pirâmide foram apuradas 47 transações no ano, com porte acima de R$ 1,0 bilhão, representando 6,3% do número de operações e responderam por  70,8%   do valor das transações. No mês foram registrados 5 negócios neste porte

O melhor trimestre do ano - tudo indica que o número de operações do quarto trimestre/18, vai ser o mais representativo do ano.



Crescimento de 9,8% do montante dos investimentos no acumulado dos primeiros onze meses de 2018.  Quanto aos montantes dos negócios realizados, estima-se o total de R$  245,2 bilhões, representando um aumento de  9,8%  em relação ao mesmo período de 2017 - considerando Valores Divulgados ( 81,6%)  e Não Divulgados/Estimados (18,4%).
O maior crescimento dos investimentos ocorreu nos negócios acima de R$ 1,0 bilhão - 16,2%



Em novembro de 2018,  o valor dos investimentos alcançou  R$ 13,2 bilhões, representando uma queda de 62,5%  em relação ao mês anterior, e também uma redução  de 44,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.




Valor médio das transações acumuladas no ano registrou crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor médio das transações realizadas no acumulado do ano alcançou R$ 329,2 milhões, contra R$ 300,5 milhões no mesmo período de 2017, representando um crescimento de  9,5%.

O maior crescimento do valor médio ficou por conta das transações de porte superior a R$ 1,0 bilhão, por conta do maior crescimento dos montantes investidos e maior queda do números de operações envolvidas, comparativamente com o mesmo período do ano anterior.



Investidores estratégicos predominam no volume e montante das operações - O maior apetite neste mês ficou por conta dos investidores Estratégicos  com 51 operações (72,9%), e responderam por 61,6%  dos montantes investidos.
No acumulado dos primeiros onze meses do ano, os estratégicos, com  745 operações - crescimento de 1,7% - responderam por 71,7% dos negócios e 75,0%   dos investimentos.


Os Financeiros realizaram 19 operações no mês de novembro, no montante  R$ 5,1 bilhões. No acumulado do ano os investidores financeiros alcançaram  211 operações - queda de 3,2% - correspondendo a 28,3% dos negócios e 25,0%  dos investimentos.


Investidores Nacionais com maior apetite nos primeiros onze meses do ano  no volume de transações.  Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis por 44 operações - 62,9%, no mês.
No acumulado do ano, os investidores nacionais foram responsáveis por 479 operações - crescimento de 3,5% - e  responderam por 64,3% - e investimento da ordem de R$ 98,7 bilhões, o equivalente a 40,2% do total.

Investidores Estrangeiros responderam nos primeiros onze meses do ano por 59,8%  do montante das transações. Os investidores de Capital Estrangeiro realizaram no mês, 26 operações no montante de R$  9,1 bilhões. No acumulado do ano, os Estrangeiro investiram cerca de R$ 146,5 bilhões (59,8%) com crescimento de 12,7%, em 266 operações, correspondendo a uma redução da quantidade em 5,0%.



Por país, os EUA, com 8 operações (31%), foi o de maior apetite estrangeiro no mês de novembro/18. Nos primeiros onze meses  os EUA também lideraram com 97 transações.

Maior transação do mês  de novembro/18.  Petrobras cede fatia em campos para Perenco e 3R por US$ 823 milhões - A Petrobras informou nesta quarta-feira que acertou a cessão da participação total da companhia em três campos de águas rasas da Bacia de Campos e de outros 34 campos de produção terrestre na Bacia Potiguar, para as empresas Perenco e 3R Petroleum, respectivamente, por um valor total de US$ 823,1 milhões.  28/11/2018

SUMÁRIO DOS DESTAQUES DO MÊS - FUSÕES E AQUISIÇÕES
A ordem da relação das transações de Fusões e Aquisições segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e/ou  postadas no blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. onde  podem ser localizadas.



M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DO MÊS tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.

06 dezembro 2018



Daniel Mendez, da Sapore: “A IMC precisa de um operador” Para ele, management está “entrincheirado”

Em fevereiro, vai completar um ano que Daniel Mendez, o fundador e controlador da Sapore, começou a negociar a fusão de sua empresa com a IMC, a dona das redes Viena e Frango Assado.

Até agora, nada feito.

A ação da IMC está de lado desde outubro de 2017, quando a Advent, que criou a companhia, desembarcou da maior parte de sua posição a R$ 8 por ação.... Leia mais em braziljournal 06/12/2018



HSI vende sua metade na GoodStorage

A HSI Investimentos — gestora de ativos imobiliários de Max Lima — acaba de vender 50% de sua participação na GoodStorage para seu sócio americano, a M3 Capital Partners.

A GoodStorage é a maior empresa de locação de espaços para auto armazenagem na cidade de São Paulo, onde já tem 11 unidades prontas e outras seis em fase de lançamento.

A maior companhia do ramo no País é a GuardeAqui, que tem como investidores Sam Zell e a Pátria Investimentos, outra gestora de private equity. Em janeiro deste ano, a companhia disse ter planos de investir R$ 1 bilhão até 2020 para... Leia mais em braziljournal 06/12/2018



Energisa conclui compra da Eletroacre, que pertencia à Eletrobras

A Energisa concluiu a compra da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), que pertencia à Eletrobras e foi arrematada em leilão realizado em agosto. A conclusão dependia de algumas condições, como aprovações pelos órgãos governamentais e a conversão da dívida da distribuidora em capital social pela Eletrobras, no valor de R$ 113,8 milhões.

Foi cumprido ainda um período de direito de preferência e de tag along por parte dos minoritários da Eletroacre, que foi exercido por somente um acionista, que vendeu para a Energisa 1.878.382 ações PN. Assim, a Energisa recebeu 117.540.239.262 ações da Eletroacre, entre ON e PN, que representam 87,61% do capital social total.

Foi firmado ainda um acordo de acionistas entre Energisa e Eletrobras, com aumento de capital obrigatório de R$ 238,8 milhões, ao preço de R$ 0025 por ação. O edital do leilão prevê ainda que a Energisa terá que adquirir as ações ordinárias da Eletroacre que não forem compradas pelos empregados e aposentados, que representam 9,73% do capital. A assinatura do contrato de concessão será realizada nesta sexta-feira, 7.  Estadão Conteúdo Leia mais em itoedinheiro 06/12/2018



Italiana Terna estuda vender operações latino-americanas: Fontes.

A operadora italiana de redes elétricas Terna estuda vender suas operações na América Latina para se concentrar em seu mercado doméstico, disseram pessoas informadas sobre o assunto.

A análise está em fase inicial e não há decisão tomada a respeito de quais ativos vend... - Leia mais em bol.uol 06/12/2018



Aqua Capital investe R$ 400 milhões e faz mais seis aquisições

Ano difícil para muitas empresas brasileiras, 2018 será encerrado em comemoração na Aqua Capital: a gestora brasileira de fundos de participações voltada ao agronegócio concluiu seis aquisições, realizadas no segundo semestre.

Com isso, chega a um portfólio de 17 empresas desde o lançamento de seu primeiro fundo de investimentos no país, em 2012. .. leia mais em valoreconomico 06/12/2018
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Aqua Capital investe R$ 400 milhões e faz mais seis aquisições

"Nossas empresas crescerão organicamente e também via aquisições", afirma Sebastian Popik, sócio-diretor da Aqua

Ano difícil para muitas empresas brasileiras, 2018 será encerrado em comemoração na Aqua Capital: a gestora brasileira de fundos de participações voltada ao agronegócio concluiu seis aquisições, realizadas no segundo semestre. Com isso, chega a um portfólio de 17 empresas desde o lançamento de seu primeiro fundo de investimentos no país, em 2012.

Como sempre, o foco esteve em negócios do chamado "middle market" – empresas familiares com faturamento anual de R$ 60 milhões a R$ 200 milhões, estruturas financeiras sólidas e distantes do radar da grande concorrência.

O pacote de aquisições totalizou R$ 400 milhões e envolveu duas empresas de distribuição de insumos agrícolas (a mineira Grão de Ouro, cuja aquisição ainda está em análise no Cade, e a AgroFerrari, do interior de São Paulo), uma distribuidora de peças agrícolas (a Rech Agrícola, do Mato Grosso) e uma distribuidora de produtos veterinários (a Alfa Distribuidora). Além disso, a gestora incorporou à sua carteira a Cruzília, produtora mineira de queijos premium adquirida pela catarinense Lac Lélo, cujo controle passou para a Aqua Capital no início deste ano.

Segundo Sebastian Popik, sócio-diretor da Aqua, a sexta aquisição refere-se a uma empresa de produção e distribuição de defensivos biológicos, cujo nome será tornado público apenas na próxima segunda-feira, após a formalização do comunicado aos funcionários.

Juntas, as seis empresas faturam cerca de R$ 600 milhões ao ano.

"Nossas empresas crescerão organicamente e também via aquisições, o que aumenta a nossa plataforma de negócios", disse ao Valor Popik, referindo-se ao movimento de compra direta de outros negócios por parte de suas controladas. "Isso tende a se intensificar. Nossas empresas cresceram, em média, 20% ao ano nos últimos três anos".

A leva de compras ocorreu dentro do fundo de investimentos lançado pela gestora em 2016, com US$ 370 milhões – mais que o dobro dos US$ 173 milhões do primeiro fundo. Conforme o executivo, ainda restam cerca de US$ 80 milhões para serem investidos e algumas empresas já prospectadas.

Diferentemente de outras gestoras, a Aqua compra o controle da companhia, mas mantém a família fundadora no dia a dia do negócio. Além da área de laticínios e insumos, onde apostou suas fichas nos últimos anos, há segmentos do agronegócio brasileiro ainda inexplorados pelos investidores estrangeiros – e que mereceriam mais atenção, afirma o executivo. "Por exemplo, o setor de frutas".

Também não há, até o momento, dinheiro chinês à mesa. Mas isso deverá mudar em breve. Uma equipe da Aqua realizou uma visita de duas semanas ao Japão, Coreia do Sul e China, justamente para estreitar o canal de relacionamento entre possíveis compradores e empresas no Brasil. Até então, a Aqua Capital adotava uma postura passiva – apenas recebia interessados chineses em visita ao Brasil. "A China está saindo [do segmento] de commodities e indo em busca de alimentos", afirma Popik.

O exemplo mais recente desse movimento foi a aquisição, no mês passado, da empresa chilena de salmão Australis Seafoods pelo Joyvio Group, de Pequim, por US$ 880 milhões. A Joyvio é a subsidiária de frutas e bebidas do Legend Holdings, dona da Lenovo. A Australis, por sua vez, produz cerca de 64 mil toneladas de salmão por ano, ou 9% da oferta chilena desse pescado.

Nesse sentido, investidores da China atuando diretamente no setor de alimentos no Brasil são esperados, acrescenta. O interesse chinês está em peixes, frutas, vinhos e carnes produzidos no país.

Em 2019, a Aqua deverá realizar a primeira saída de um investimento no país. A primeira empresa já está posicionada na fila de "desinvestimentos", com a possibilidade de saída do fundo de outras duas. E as perspectivas são de continuidade na trajetória de expansão. Com "otimismo moderado", Popik diz ver motivos para a melhora no ambiente de negócios. "Ter um presidente com mandato já é muita coisa. E com orientação pró-negócios, ajuda ainda mais". Por Bettina Barros | De São Paulo Fonte : Valor Leia mais em alfonsin 07/12/2018



Juiz federal de SP suspende fusão entre Boeing e Embraer

No despacho, o juiz menciona a proximidade do recesso do Judiciário, a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, além da renovação do Congresso como motivos

A Justiça Federal de São Paulo suspendeu qualquer decisão do Conselho de Embraer que permita a segregação e transferência da parte comercial da empresa para a norte-americana Boeing.

O negócio criaria uma joint venture avaliada em US$ 4,8 bilhões, em que 80% das ações seriam da Boeing e 20% com a Embraer. A decisão foi tomada na quarta-feira, 5, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que ainda não foi notificada.

A decisão é do juiz Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, em uma ação movida pelos deputados federais do PT Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP) contra a Embraer. No despacho, o juiz menciona a proximidade do recesso do Judiciário, a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro e de sua nova equipe, além da renovação do Congresso como motivos para justificar o deferimento da liminar.

O juiz destaca que haveria a possibilidade de que o Conselho da Embraer efetivasse a segregação no período de transição entre o governo do presidente Michel Temer e o futuro governo Bolsonaro.

Segundo ele, o Conselho poderia criar uma "situação fática de difícil ou de impossível reversão" nesse período. Apesar disso, ele ressalta que não impôs nenhum obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas."Por derradeiro, o juízo não deixou de considerar que a presente decisão não provoca uma grave lesão à economia e ordem pública e se contém, exatamente, no objeto da ação popular no sentido de permitir que o cidadão atue de forma efetiva na proteção do patrimônio público que, no caso, é representado pela ação de classe especial de titularidade da União Federal na Embraer sob ameaça de reduzir-lhe a abrangência, limitando-a apenas a uma parte da Embraer a não ser segregada", diz a decisão. Leia mais em dci 06/12/2018




LRS adquire Drivve Inc.

A Levi Ray & Shoup, Inc. (LRS) de Illinois anunciou hoje a aquisição da Drivve Inc. dos EUA e de suas afiliadas na Europa (conjuntamente referidas como Drivve). A inovadora provedora de software de digitalização se unirá à divisão de gestão de fluxo documental empresarial da LRS, ajudando assim a expandir e aperfeiçoar os serviços de soluções de documentação da empresa.

Fundada em 2008, a Drivve desenvolveu um ecossistema de soluções e serviços para agilizar processos de negócios com fluxos intensos de documentação. Desde a captura de imagem e a tecnologia de roteamento até soluções de gestão documental, o software da Drivve ajuda empresas a melhorar a segurança e a eficiência de fluxos de trabalho empresariais essenciais. A partir de agora, as equipes de desenvolvimento da LRS e da Drivve trabalharão juntas para integrar totalmente esses recursos de digitalização e captura de dados ao conjunto completo de gestão de fluxo documental empresarial da LRS.®

“Assim como a LRS, a equipe da Drivve está focada em otimizar elementos específicos do ciclo de vida de documentação”, afirmou o CEO da Drivve Inc., Thilo Lutzeler. “Separadamente, cada empresa tornou-se líder em seu nicho de mercado. Juntas, poderemos oferecer aos clientes um ecossistema de documentação completo que aperfeiçoe cada aspecto de captura, imagem, gestão, segurança e distribuição de informações. Estamos muito animados em ajudar a LRS a levar ao mercado essas soluções líderes.”

“Ao incorporarmos a funcionalidade de software da Drivve ao nosso pacote de software de gestão de fluxo documental empresarial, expandiremos consideravelmente nossa capacidade de apoiar os projetos de melhoria de processos empresariais e de digitalização das empresas dos nossos clientes”, acrescentou o vice-presidente sênior de gestão de fluxo documental empresarial da LRS, John Howerter.

Sobre a Drivve
A Drivve oferece soluções inovadoras de digitalização, impressão e gestão documental que simplificam e aperfeiçoam processos de negócios com fluxos intensos de documentação. Com um portfólio de clientes que conta com pequenas e médias empresas, organizações presentes na lista Fortune 500, instituições de ensino e órgãos governamentais, a Drivve comercializa, vende e faz a manutenção de suas soluções por meio de uma rede global de distribuidores e revendedores. Para obter mais informações sobre a Drivve, visite o site www.drivve.com.

Sobre a LRS
A LRS é uma empresa americana de capital fechado com sede em Springfield, no estado de Illinois, e com escritórios remotos localizados em todo o país e em regiões geográficas estratégicas espalhadas pelo mundo. Mais da metade das empresas da lista Fortune 1000 conta com as soluções líderes da LRS® e com seus produtos, que são usados em mais de 30 países. Grupos de analistas setoriais reconhecem a LRS como uma líder global em TI. A Software Magazine também inclui frequentemente a LRS como uma das principais empresas de software do mundo. Por PRNewswire leia mais em exame 05/12/2018



Takeda tem aprovação para compra da Shire

A Takeda Pharmaceutical ganhou aprovação dos acionistas para financiar a compra da Shire, por 46 bilhões de libras (US$ 58,4 bilhões), abrindo caminho para a maior aquisição da história empresarial do Japão  e a criação de um laboratório farmacêutico internacional com receitas combinadas de US$ 32 bilhões. .. Leia mais em valoreconomico 06/12/2018



Empresário vê reaquecimento do mercado imobiliário

A aprovação na Câmara do projeto de lei que cria regras para os cancelamentos dos contratos de compra e venda de imóveis na planta - os distratos - é vista por empresários como o combustível que faltava para alimentar o reaquecimento do mercado imobiliário.

"Agora não há por que imaginar que esse mercado não vai crescer", afirma o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França. "Temos melhora das condições macroeconômicas, juros abaixo de dois dígitos, desemprego decrescente e, agora, um marco regulatório que dará segurança para realização dos investimentos."

Na semana passada, Elie Horn, fundador da Cyrela, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, que, com a aprovação do projeto "nada mais seguraria um novo boom imobiliário".

Dados da Abrainc mostram que o setor já está passando por uma inflexão, com retorno do crescimento. No acumulado do ano até setembro, houve avanço de 28,5% nos lançamentos.Na visão do presidente da loteadora Alphaville, Klausner Monteiro, os distratos distorciam o mercado, uma vez que obrigavam a devolução do dinheiro já empregado nas obras, comprometendo o fluxo de caixa da empresa. "A aprovação da nova lei vai gerar um ímpeto de injeção de recursos no segmento de média a alta renda", diz o diretor de relações com investidores da Eztec, Emílio Fugazza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 06/12/2018



BR Malls investe em remodelação de shoppings e retoma aquisições

Maior empresa de shoppings do país, a BR Malls vai investir R$ 400 milhões em cinco anos na remodelação de 10 de seus 40 empreendimentos, para adaptá-los aos novos hábitos do consumidor.

O foco em tornar mais rentável os ativos que já possui não significa o abandono da estratégia de aquisições, marcante na expansão do grupo: neste momento, a companhia negocia a compra de seis shoppings do Grupo Almeida Jr. em Santa Catarina. .. Leia mais em valoreconomico 06/12/2018



Oferta de ações da Notre Dame Intermédica movimenta R$ 2,7 bi

Operadora de planos de saúde fixou em R$ 26 preço por ação e levantou R$ 312 mi só com emissão de novos papéis; oferta secundária levantou R$ 2,4 bi

A operadora de planos de saúde Notre Dame Intermédica fixou em 26 reais o preço por ação nas ofertas primária e secundária de ações, movimentando um total de 2,712 bilhões de reais, informou a companhia em fato relevante e comunicado divulgados nesta quara-feira.

A empresa levantou um total de 312 milhões de reais com a emissão de 12 milhões de novas ações, elevando o capital social da companhia para 1,690 bilhão de reais.

Na oferta secundária, os acionistas da empresa levantaram um total 2,4 bilhões de reais, com a venda de 92,4 milhões de ações.  Leia mais em dci 06/12/2018




Vale fecha compra da Ferrous Resources por US$ 550 milhões

A Icahn Enterprises fechou a venda da mineradora Ferrous Resources para a Vale, por cerca de US$ 550 milhões, segundo comunicado da empresa.

A Icahn Enterprises, que tem participação de 77% na Ferrous, comprou uma fatia inicial em 2012 antes de adquirir o controle da mineradora em 2015.

A expectativa é que a transação seja fechada em 2019, a depender de aprovações regulatórias no Brasil. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 06/12/2018
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Vale compra mineradora controlada por americanos por R$ 2 bi

Negócio foi fechado com o grupo americano Icahn Enterprises, que detinha 77% da Ferrous Resources

A Vale fechou a compra do controle da empresa de mineração Ferrous Resources, que tem operações de minério de ferro em Minas Gerais e na Bahia, por cerca de US$ 550 milhões (R$ 2,14 bilhões), incluindo dívidas. O negócio foi fechado com o grupo americano Icahn Enterprises, que detinha 77% da Ferrous. .. leia mais em estado de SP.06/12/2018





05 dezembro 2018

Fusões e aquisições caem 11% no Brasil em novembro

De acordo com o Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, o mercado brasileiro fechou o mês de novembro com 55 transações, uma queda de 39,5% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram anunciadas 91 operações. Os 26 negócios que tiveram seus valores revelados movimentaram um volume financeiro de mais de 8 bilhões de reais, 11% abaixo dos 9 bilhões somados no mês do ano anterior.

Os anúncios de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras movimentaram, ao longo do ano, 173 bilhões de reais, um leve crescimento de 3% em comparação ao reportado em igual período do ano passado. Em número de operações, foram registrados 1016 negócios de janeiro a novembro, queda de 1,2% ante o total de transações nos mesmos meses de 2017.

O segmento Tecnologia segue como o mais movimentado do ano, em tendência que se mantém desde 2014. No mês, foram oito transações, que somadas às registradas no decorrer de 2018, acumulam o total de 206 operações, um crescimento de 21% sobre os resultados do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor acompanha a alta de 19% das aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

No apanhado do ano, Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com 139 operações, alta de 38%, seguido por Saúde, Higiene e Estética, com crescimento de 24% para 107 transações. O segmento Distribuição e Varejo segue o caminho oposto, e as 98 operações de 2018 representam uma queda de 8%.

Private Equity e Venture Capital

Se 2018 têm trazido resultados abaixo do esperado em operações de M&A no país, o mesmo não pode ser dito sobre os investimentos de Venture Capital.

Foram registradas 188 operações desde janeiro, crescimento de 7% sobre o reportado no mesmo intervalo do ano anterior. As 123 transações que tiveram seus valores revelados totalizam 6,3 bilhões de reais em investimentos, crescimento de 140% sobre o período homólogo de 2017. Os fundos tiveram como alvos preferidos os segmentos Tecnologia, 99 operações no ano, Financeiro e Seguros, 41, Internet, 33, e Distribuição e Varejo, com 17.

Esses números refletem também o crescimento de 11% dos aportes de fundos de Venture Capital e Private Equity estrangeiros investindo em empresas brasileiras.

No panorama dos investimentos de Private Equity também há boas notícias. De janeiro a novembro, crescimento de 12% no total investido, alcançando 18,7 bilhões de reais, apesar da queda de 11% no número de negócios realizados, 81.

Em novembro, o balanço também foi positivo. As quatro operações registradas no mês revelaram valores que somados ultrapassaram a marca de 1,6 bilhão de reais.

Operações cross-border

Apesar da queda de 24% no interesse das empresas dos Estados Unidos por investimentos no Brasil, os norte-americanos seguem como os principais nvestidores estrangeiros no mercado nacional. Desde o início de 2018, as empresas norte-americanas já realizaram 98 aquisições, acumulando o total de 28 bilhões de reais investidos no país. Destas, 21 foram no setor de Tecnologia e 17 no segmento Financeiro e Seguros.

Em termos de valores aportados, detaque para os investimentos realizados por Reino Unido, 19, Canadá, 17, e Japão, 10, que no total por país ultrapassaram a casa dos cinco bilhões cada.

O setor de Tecnologia foi aquele que mais recebeu aportes de empresas estrangeiras em 2018. Destaque também para os segmentos Financeiro e Seguros, Distribuição e Varejo e Saúde, Higiene e Estética.

No caminho inverso, as empresas brasileiras realizaram 38 aquisições no mercado externo, tendo como alvo prioritário os Estados Unidos, onde foram realizadas 10 dessas operações, que somadas chegaram aos 3,7 bilhões de reais investidos. Entretanto, o valor aportado nas operações com empresas norte-americanas não foi suficiente para ultrapassar o investimento realizado na vizinha Argentina, onde foram transacionados mais de 4,7 bilhões de reais em oito operações ao longo do ano.

Mercado de capitais

O mercado de capitais brasileiro chega a novembro com números ainda inferiores ao ano passado. Porém, se em 2017 os 11 IPOs registrados somaram 20,7 bilhões de reais, 2018 ganhou um fôlego em termos de valores. No ano, as seis ofertas iniciais de ações lançadas no país levantaram 19,4 bilhões de reais.

Transação TTR do mês

A transação escolhida pelo TTR como a de destaque do mês foi a aquisição pelo grupo grupo chinês Fosun de uma participação de 69,14% da Guide Investimentos, numa operação avaliada em 287,9 milhões de reais. A Guide é uma empresa brasileira dedicada a oferecer serviços de corretagem de títulos e valores mobiliários. O Banco Indusval manterá uma participação minoritária representativa de 20% do capital social da Guide.

A Fosun foi assessorada na operação pelo escritório brasileiro Costa e Tavares Paes Advogados, e também pela firma norte-americana Paul Hastings. Por sua vez, o Banco Indusval foi assessorado pelo escritório Pinheiro Neto.

Ranking Assessores Financeiros e Jurídicos

O Ranking TTR de assessores financeiros por valores de transações é liderado pelo Banco Bradesco BBI, com acumulado de 60,5 bilhões de reais, resultantes da participação em 20 operações, seguido por Banco Itaú BBA, com 54,7 bilhões de reais, e Bank of America, com 48,1 bilhões de reais.

Já o Ranking de assessores jurídicos por valores é liderado pelo escritório Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados, com 56,9 bilhões de reais, seguido por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, com 53,8 bilhões de reais, fechando com TozziniFreire Advogados na terceira colocação, que acumulou 41,2 bilhões de reais. Leia mais em InvestimentoseNotícias 05/12/2018

05 dezembro 2018



As startups nascidas na garagem que valem mais de 1 bilhão de dólares

Como São Paulo se transformou em um aglomerado de uma espécie bem rara de empresas

Entre maio e agosto de 2012, Ariel Lambrecht e Renato Freitas viraram madrugadas em um casarão da Avenida Ceci, perto do metrô São Judas, onde — sentados em pufes e abastecidos por esfihas — eles trabalhavam em uma ideia que parecia promissora: um aplicativo para as pessoas pedirem táxi pelo celular. No que diz respeito a dinheiro, os dois ex-colegas da Politécnica da USP decidiram colocar, cada um, 1 000 reais por mês na empreitada.

Desse rateio participava também o empresário Paulo Veras, sócio que trouxe para a aventura sua experiência no mundo dos negócios. A vaquinha durou até o fim daquele ano, quando o time já tinha reunido 200 motoristas na plataforma. “Foi um começo bem baratinho, a gente divulgava a marca com panfletos distribuídos nos faróis”, Ariel relembra. Seis anos mais tarde, em 27 de março passado, a 99 Taxis foi comprada pela chinesa Didi Chuxing, que avaliou a empresa paulistana em mais de 1 bilhão de dólares. Nascia assim um autêntico unicórnio, o apelido dado às raríssimas, quase lendárias, startups cujo valor de mercado ultrapassa essa bolada.

À época da transação, o noticiário econômico chegou a chamar a 99 (o nome atual do aplicativo) de “primeiro” unicórnio brasileiro. Não era. Acontece que algumas marcas mantinham seus números em segredo. Além disso, depois da venda da 99, outras negociações de mesmo porte envolveram startups do país. Tudo somado, o ano termina com pelo menos cinco unicórnios made in Brazil: 99, iFood, Movile (dona, entre outras marcas, do próprio iFood), Nubank e Stone. Desses, apenas o último não é nascido ou criado em São Paulo. “Essas marcas mudaram o panorama da cidade. Agora, mesmo executivos experientes pensam em trabalhar em startups”, conta Ariel, que hoje comanda a Yellow, sistema de bicicletas compartilhadas, ao lado de Renato e Eduardo Musa, ex-presidente da Caloi.

 Evento no Cubo, criado em 2015: um dos hubs de inovação
Evento no Cubo, criado em 2015: um dos hubs de inovação (Edu Bandelli/Divulgação)
A maior dessas criaturas — até onde se tem acesso aos dados financeiros — é a Movile, que na verdade surgiu em Campinas, em 1998. A empresa automatizava as mensagens que bancos, companhias aéreas e outros serviços enviavam a celulares. Após se transferir para São Paulo, em 2008, ela passou a comprar outros negócios e se tornou um colosso da tecnologia. “De lá para cá, nossa receita cresceu 300 vezes e saltamos de quarenta para mais de 2 300 funcionários”, conta Fabrício Bloisi, 41 anos, fundador do negócio.


Em 2013, Fabrício percebeu que os celulares iriam revolucionar uma série de atividades cotidianas — e comer seria uma delas. Decidiu, então, investir em um pequeno aplicativo de entrega de comida, que tinha dez funcionários e operava em um prédio comercial de Jundiaí, na Grande São Paulo. Era o iFood. A marca, atualmente, leva 12 milhões de refeições por mês e representa metade do faturamento da Movile.

No dia 13 de novembro, Fabrício aumentou sua participação acionária na startup, dessa vez com um aporte de 500 milhões de dólares (cerca de 1,9 bilhão de reais). Foi o maior investimento privado (ou seja, feito fora das bolsas de valores) em uma empresa brasileira de internet na história. Questionado se isso significa que o iFood também se tornou um unicórnio, Fabrício explica: “Tanto a Movile como o iFood ultrapassaram essa marca em março de 2017, mas naquele momento preferimos não anunciar”.

 Cristina Junqueira, da Nubank: início após conversas em um café
Cristina Junqueira, da Nubank: início após conversas em um café (Divulgação/Divulgação)
Meses depois, seria a vez da Nubank. A empresa de cartões de crédito e contas bancárias digitais nasceu em 2013, a partir de conversas no café do Empório Santa Maria, na Avenida Cidade Jardim. À mesa estavam sentados Cristina Junqueira (ex- Itaú), David Vélez (ex-Sequoia, um importante fundo de investimentos em startups) e o americano Edward Wible (especialista em tecnologia da informação). Definida a ideia, o time se mudou para um sobrado na Rua Califórnia, no bairro do Brooklin, Zona Sul de São Paulo. “Somos uma autêntica startup californiana”, brinca Cristina. “A gente trabalhava em banquinhos de plástico e precisava desligar o micro-ondas da tomada para plugar o laptop”, ela conta.

Hoje, a Nubank tem 5 milhões de usuários de cartão de crédito e 2,5 milhões de correntistas. Ao longo dos anos, a empresa recebeu um total de 420 milhões de dólares (1,6 bilhão de reais) em investimentos. A marca atingiu o patamar de unicórnio, nos cálculos de Cristina, entre o fim do ano passado e o início de 2018.

 Felipe Barreiros, da Mastertech: 3 200 novos programadores formados neste ano
Felipe Barreiros, da Mastertech: 3 200 novos programadores formados neste ano (Alexandre Battibugli/Veja SP)
Esse mapa poderia incluir também mega-startups nascidas no exterior que, após se instalarem em São Paulo, multiplicaram seu tamanho. É o caso da colombiana Rappi. O aplicativo faz entregas de “qualquer coisa” (normalmente, compras de supermercado ou farmácia) em minutos, além de ter um serviço de conveniências das mais diversas (exemplo real: um pedido de reserva no restaurante Arturito, da chef Paola Carosella, em Pinheiros, para três pessoas e de informação sobre o tempo de espera). Fundada em 2015, a marca chegou à capital paulista em julho de 2017.

No próximo trimestre, a cidade deve se tornar a maior operação da empresa — atualmente é a terceira maior. Em setembro, após um aporte de 200 milhões de dólares (780 milhões de reais), a Rappi virou um novo unicórnio latino- americano. “Como estratégia global, vir para São Paulo era indispensável. Além de poder aquisitivo e mão de obra, a cidade tem uma cultura de early adopters (pessoas que abraçam novas tecnologias), o que nos ajudou a crescer no boca a boca”, conta Ricardo Bechara, 30 anos, diretor de expansão da Rappi no Brasil.

Bem além do aplicativo colombiano, São Paulo se tornou um polo global de atração dessas empresas. Um exemplo notável é o dos franceses. Vieram da França para a cidade três unicórnios: BlaBlaCar, Deezer e Criteo. A esses, somam-se startups fundadas aqui por expatriados do país, agora candidatas a virar uma dessas míticas criaturas tecnológicas, como a Loggi, a Dafiti e a Zarpo. De oitenta startups vindas da França ou fundadas aqui por franceses, 76 estão em São Paulo. “Nossa percepção é que somos a maior comunidade estrangeira desse setor na cidade”, diz Aline Bros, diretora da French Tech, iniciativa que reúne esses empreendedores. “O que apreciamos é a mentalidade paulistana. Você marca encontros ou cafés e as coisas já acontecem no dia seguinte”, ela diz.

 Silicon Drinkabout: o evento de confraternização ocorre sempre às sextas-feiras
Silicon Drinkabout: o evento de confraternização ocorre sempre às sextas-feiras (Alexandre Battibugli/Veja SP)
O fenômeno dos unicórnios ainda é incipiente por aqui, é verdade. Pequim, na China, a cidade que mais se destaca no assunto, tem 66 startups desse porte. São Francisco, no coração do Vale do Silício americano, conta com mais de trinta. Mas a novidade consolida uma cena de empreendedorismo digital que tem amadurecido rapidamente em São Paulo. Em 2017, as mais de 2 000 startups da cidade atraíram 61% dos investimentos feitos no Brasil no setor — e o país é, disparado, o principal destino desse capital na América Latina (859 milhões de dólares no ano passado, mais que dez vezes o valor do segundo colocado, o México, com 80 milhões de dólares). “Em São Paulo há todos os elementos para as startups: dinheiro, infraestrutura e mercado consumidor”, diz Michel Porcino, gerente de inovação da SP Negócios, órgão da prefeitura para o empreendedorismo.

Parte disso se deve a gigantes corporativos, da área tecnológica ou não, que enxergaram esse potencial e apostaram na capital paulista. Bancados por eles, vários hubs de inovação pipocaram na cidade nos últimos anos. Os principais são o Cubo (do Itaú e da Redpoint, criado em 2015), o Google for Startups Campus (de 2016, o primeiro espaço do tipo inaugurado pela marca nas Américas), a Estação Hack (do Facebook, surgida em 2017, o primeiro centro de startups da empresa no mundo) e a inovaBra Habitat (aberta em fevereiro pelo Bradesco), além de programas robustos de corporações como Telefônica e Visa. “Afora ajudarem as startups, esses centros de inovação transformam a cidade. Ao redor do Google for Startups (no bairro do Paraíso), por exemplo, surgiu uma série de escritórios e restaurantes, e aqueles que existiam por ali ganharam um ar mais descolado”, conta Danilo Picucci, fundador da ZeroOnze Startups, uma associação das empresas inovadoras paulistanas.

Aline Bros, da French Tech: “líder” da invasão francesa (Alexandre Battibugli/Veja SP)
Nesses espaços acontecem centenas de eventos anuais para juntar essa turma. No câmpus do Google, a média é de quatro encontros diários, sempre gratuitos. No Cubo, que tem sessenta startups residentes, são cerca de seis por dia, que costumam reunir os empreendedores a potenciais investidores. “Antes, as startups tinham dificuldade para entrar nos prédios das grandes empresas e agendar reuniões. Agora, são essas corporações que têm interesse em fazer encontros no nosso espaço”, diz Renata Zanuto, head de ecossistema, responsável pelo relacionamento com startups. “Em qualquer dia útil, acontecem pelo menos dez eventos ligados a startups em São Paulo”, completa Porcino.

Outras tantas reuniões têm como sede os coworkings, escritórios compartilhados que se tornaram berçário de negócios digitais. Atualmente, existem mais de 460 ambientes desse tipo em São Paulo — a maior concentração está no bairro de Pinheiros e no eixo da Avenida Paulista. “Mesmo com essa proliferação, eles mantêm uma boa demanda, porque se especializaram: agora a cidade tem coworkings só para advogados, designers, empresas de e-commerce, e por aí vai”, conta Quitério Melo, sócio minoritário da Plug, um coworking que serviu de primeira casa para marcas como Rappi, Uber, Cabify e Loggi.

Outro aspecto importante daquilo que se pode chamar de infraestrutura paulistana é a oferta de mão de obra especializada. Nesse ponto, São Paulo “tem, mas está em falta”. O Brasil possui um problema crônico no setor (existem 406 000 vagas abertas em tecnologia no país) e a cidade, ainda que parte desse contexto, é onde se encontram mais facilmente esses profissionais. “Eles andam tão disputados que, quando começam a se destacar, logo trocam de empresa ou querem ganhar demais”, diz Felipe Barreiros, fundador, em 2016, da Mastertech, escola que neste ano vai formar 3 200 programadores. Apesar dessa limitação, a capital paulista ainda apresenta um contingente de talentos favorável às startups. “Conseguimos montar rapidamente nosso time aqui”, conta Bechara, da Rappi.

 Michel Porcino, da SP Negócios: 2 000 startups na cidade
Michel Porcino, da SP Negócios: 2 000 startups na cidade (Alexandre Battibugli/Veja SP)
O que falta? Bem, quem sabe um bar que reúna essa turma. No mundo das startups paulistanas, o momento da cerveja se dá (de novo…) em um evento, o Silicon Drinkabout. Surgido em Londres, ele acontece em São Paulo em todas as sextas-feiras que não sejam feriado. É, contudo, uma happy hour itinerante e com vagas limitadas — ou seja, não existe um point oficial dos empreendedores (muitos com aquele ar nerd) na cidade. Mas são encontros animados, nos quais a cerveja quase sempre é gratuita e, felizmente, é proibido fazer palestras ou qualquer intervenção mais “séria”. “São ótimos momentos de relacionamento, porque nos eventos ‘sérios’ de networking todo mundo está sempre tentando vender algo para você. Nos Drinkabouts as conversas acontecem com maior naturalidade”, diz Daniel Godoy, fundador da apponte.me, que faz relógios de ponto digitais, e com mais de 200 Drinkabouts no currículo.

Além disso, é preciso garantir uma estrutura de conectividade cada vez melhor. “Quando a Didi comprou nossa empresa”, diz Renato, fundador da 99, “achei engraçado os executivos nem sequer perguntarem sobre a qualidade da internet por aqui. Na China, a velocidade é tão alta que eles nem ligam mais para o problema”, ele conta. Deveriam ligar. Sabemos que não é raro ficar sem sinal em São Paulo, principalmente em áreas periféricas. Não podemos deixar essa questão de lado se quisermos nos tornar, de fato, um celeiro global de unicórnios. “A gente sempre brinca”, conta Danilo, da ZeroOnze, “que não é preciso muita coisa para criar uma startup. Mas uma coisa de que se precisa é internet. Internet e café”, ele resume. Bom, o café, pelo menos, não há de faltar por aqui... Leia mais em veja 03/12/2018