22 julho 2017

No 5º IPO do ano, Biotoscana movimenta R$1,34 bi

A empresa do ramo farmacêutico Biotoscana precificou nesta sexta-feira sua oferta inicial de recibos de ações (IPO, na sigla em inglês) a 26,50 reais cada, no centro da faixa indicativa, de 24,50 reais a 28,50 reais.

Na tranche primária (papéis novos) foram vendidas 16 milhões de units, perfazendo um total de 424 milhões de reais. A secundária (papéis vendidos por atuais sócios) teve giro de 917,56 milhões de reais. Com isso, a operação movimentou 1,34 bilhão de reais.

Mais cedo nesta sexta, a Reuters publicou citando fontes que a demanda pelo IPO da Biotoscana atingiu quase cinco vezes a oferta, o que tendia a levar a precificação da oferta ao ponto médio da faixa indicativa de preços.

Com sede em Luxemburgo, a Biotoscana Investments, seu nome oficial, se apresenta como maior grupo latino-americano do setor, com operações no Brasil, Argentina, Colômbia, Bolívia, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O escritório de relações com investidores está sediado em São Paulo.

A companhia, que surgiu em 2011 e resultou da fusão das empresas Biotoscana, United Medical e LKM, produz medicamentos para doenças infecciosas ou raras, oncologia e oncohematologia, tratamentos especiais, imunologia e inflamações.

A empresa é dona de marcas como Ambisome, Sovaldi, Vidaza, Tracleer, Opsumit, Abraxane, Zyvalix, Telavir e Ladevina. A Biotoscana tem um centro farmacológico e de pesquisa clínica na Argentina, onde também há duas unidades de produção.

A estreia das negociações das units no pregão da B3 deve acontecer na próxima terça-feira.

Retomada

Com a operação, chega a 5 o número de estreias na bolsa paulista em 2017, com um giro total de 10 bilhões de reais, o melhor ano do mercado doméstico de capitais em quatro anos. Em nove operações de 2013, os IPOs no Brasil haviam levantado cerca de 17,5 bilhões de reais.

Na quinta-feira, o Carrefour Brasil marcou sua estreia no pregão, após movimentar 5,1 bilhões de reais em seu IPO, o maior do país desde 2013. Também neste ano chegaram ao pregão da B3 a companhia aérea Azul, a locadora de veículos Movida e o laboratório médico Instituto Hermes Pardini.

Nas próximas semanas deve acontecer a precificação dos IPOs da resseguradora IRB Brasil, da operadora de planos de saúde Notre Dame, da empresa de tecnologia Tivit Serviços e da geradora de energia Ômega.

No mês passado, o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, disse que o apetite do investidor estrangeiro por papéis de boas empresas brasileiras segue firme, o que deve levar de 15 a 20 delas a abrirem o capital ainda em 2017, mesmo com a crise política no país. Por Aluisio Alves Com reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal Leia mais em reuters 21/07/2017

22 julho 2017



Arauco deve oficializar compra da Eldorado em até duas semanas

De acordo com o jornal Valor Econômico, transação gira em torno de R$ 14 bilhões

A venda da indústria de celulose Eldorado, em Três Lagoas, para o grupo chileno Arauco, deve acontecer em até duas semanas. Conforme o jornal Valor Econômico, a transação deve ser efetivada na primeira semana de agosto. O grupo J&F Investimentos, dos empresários Joesley e Wesley Batista , que detém as ações da empresa, devem receber R$ 14 bilhões pelo negócio.

Para acelerar as negociações, os chilenos já teriam inclusive se instalado no Brasil, tendo ficado no prédio da J&F e da Eldorado, na Marginal Tietê, em São Paulo/SP, para sacramentar o negócio. Segundo o jornal, resta apenas fixar o valor final pela transação para concretizar a venda.

Na última semana, representantes dos fundos de pensão Petros, dos funcionários da Petrobras , e Funcef, da Caixa Econômico Federal, se reuniram com a equipe da Arauco que está no Brasil para negociar  a compra da Eldorado.

Acordo de confidencialidade
No início de junho, a J&F já havia comunicado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre um acordo de confidencialidade firmado com a Arauco y Constituición para negociação da empresa. O consórcio do Chile foi o primeiro a oficializar a intenção de administrar a empresa com sede em Três Lagoas.

Além da Arauco, as empresas brasileiras Suzano Papel e Celulose e Fibria, também demonstraram interesse na aquisição da Eldorado, porém nenhuma formalizou proposta oficial a J&F. A proposta da Arauco já inclui os R$ 8 bilhões de dívidas da empresa. Leia mais em CapitalNews 21/07/2017



Recovery e Ativos querem R$ 4,7 bi em créditos podres do Bradesco, dizem fontes

O Bradesco recebeu ofertas da Recovery, do Itaú Unibanco, e da Ativos, do Banco do Brasil, pela sua nova carteira de empréstimos vencidos, os chamados créditos podres, no valor de R$ 4,7 bilhões, apurou o Broadcast. O número total de interessados, porém, seria menor do que o obtido na operação anterior, que contou com 11 ofertas. O vencedor ainda não foi escolhido.

A operação em questão conta com seis carteiras, tem prazo médio de sete anos e inclui apenas empréstimos para pessoas físicas, de acordo com as mesmas fontes. São empréstimos tanto do próprio Bradesco como do antigo Losango, que vieram juntamente com a compra do HSBC. O prazo para o envio das propostas foi na última quinta-feira (13).

Um executivo do setor de créditos podres, que optou por não fazer uma proposta pela carteira do Bradesco desta vez, explica que ainda não está convencido da retomada no emprego, que é o principal motor para a recuperação de créditos no segmento varejo.

Como a nova venda de créditos podres está sendo feita agora, a contabilização deve ocorrer apenas no terceiro trimestre deste ano e pode empurrar para R$ 8,7 bilhões o total já ofertado pelo banco.

O Bradesco estreou neste mercado no final do ano passado, ao vender R$ 4 bilhões, em duas trances, conforme antecipou o Broadcast, no início do ano. A carteira foi adquirida pela Ativos e compreendia empréstimos para pessoas físicas, vencidos há quase dez anos, sendo 50% em créditos do Bradesco e o restante da financeira oriunda do banco Zogbi, adquirido pela instituição financeira.

Na prática, os bancos têm benefício marginal em termos de resultado com a venda de crédito podre. O ganho é operacional e também sob o ponto de vista de classificação do rating dos clientes. Isso porque os bancos retiram a pior nota e podem reclassificar as operações restantes de um mesmo correntista.

Quem também teria vendido carteira de crédito podre à Ativos no primeiro trimestre, de acordo com fontes, foi o Santander Brasil. O player mais atuante no mercado de créditos podres é a Caixa Econômica Federal. No momento, porém, o banco está impedido de ceder carteiras por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que encontrou indícios de ilegalidade nas operações realizadas.

Procurado, o Bradesco não comentou. Os demais players citados também não se manifestaram. Leia mais ema tarde.uol 22/07/2017



21 julho 2017

Glencore investirá R$ 66 milhões e ficará com 5% da Paranapanema

A multinacional Glencore, uma gigante do mercado de commodities, firmou acordo de investimento na Paranapanema, fabricante de produtos de cobre. A operação faz parte do processo de reestruturação operacional e financeiro da companhia brasileira.

Pelos termos acertados, a Glencore vai aportar R$ 66 milhões (equivalente a US$ 21 milhões) na empresa brasileira, em dinheiro, como parte de um aumento de capital com emissão de novas ações que serão subscritas ...Leia mais em valoreconomico 21/07/2017

21 julho 2017



Biotoscana precifica IPO a R$26,50 por unit, no centro da faixa

Operações primária e secundária da empresa do ramo farmacêutico movimentaram R$ 1,34 bilhão

A empresa do ramo farmacêutico Biotoscana precificou nesta sexta-feira sua oferta inicial de recibos de ações (IPO, na sigla em inglês) a 26,50 reais cada, no centro da faixa indicativa, de 24,50 reais a 28,50 reais.

Na tranche primária (papéis novos) foram vendidas 16 milhões de units, perfazendo um total de 424 milhões de reais. A secundária (papéis vendidos por atuais sócios) teve giro de 917,56 milhões de reais. Com isso, a operação movimentou 1,34 bilhão de reais.

As informações são do website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Reuters Leia mais em dci 21/07/2017



Brookfield negocia compra de rodovias da Odebrecht no Brasil, dizem fontes

Odebrecht concordou há dois meses acelerar a venda de ativos;  escândalos de corrupção aumentaram seus custos de financiamento

A canadense Brookfield Asset Management está em negociações com a Odebrecht para comprar rodovias operadas pela unidade de transporte do conglomerado no Brasil, disseram duas fontes com conhecimento do assunto nesta quinta-feira.

Brookfield e Odebrecht assinaram um acordo de exclusividade para negociar a aquisição, disseram as fontes que pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar publicamente sobre o assunto. As empresas não quiseram comentar. A Odebrecht tem direitos para operar 1.712 quilômetros de sete rodovias em cinco Estados. Uma das maiores é a Rota das Bandeiras, em São Paulo. A fonte não elaborou o valor do negócio.

A Odebrecht concordou com os credores há dois meses acelerar a venda de ativos, uma vez que um escândalo de corrupção aumentou seus custos de financiamento.

O conglomerado, como parte de um acordo de leniência no valor de US$ 3,5 bilhões de dólares com autoridades brasileiras, norte-americanas e suecas, admitiu subornar autoridades em 12 países. Leia mais em epocanegocios 20/07/2017



Previ vende blocos do Condomínio São Luiz por R$ 77 milhões

A Previ vendeu sua participação de cerca de 20% no Condomínio São Luiz por R$ 77 milhões. O empreendimento, que fazia parte da carteira de imóveis do Plano 1, de benefício definido, da fundação fica localizado na cidade de São Paulo. O condomínio é composto por quatro torres e a Previ era dona dos blocos I e III do empreendimento. A venda foi realizada para a SDI Administração de Bens.

A alienação faz parte da estratégia da Previ de aumentar a liquidez no Plano 1, com o objetivo de garantir o pagamento de benefícios dos participantes do plano, que já é maduro. Recentemente a Previ vendeu o edifício Condomínio Centenário Plaza para a BR Properties por R$ 433,4 milhões. A fundação também alienou sua participação na Kepler Weber e na CPFL Energia. Leia mais em investidorinstitucional 17/07/2017



Chineses TPG e ZTE querem o controle da Oi

O fundo TPG Capital, de Hong Kong, e a fabricante de equipamentos chinesa ZTE querem ficar com o controle da Oi. Esse é o ponto chave da proposta que preparam para apresentar à companhia. Conversas preliminares já ocorreram com Anatel, empresa, bancos e credores externos. Uma nova rodada de encontros com a diretoria da Oi foi solicitada.

Longo prazo
Ainda sem nada formatado, os chineses indicaram que o plano poderá ser baseado em agregar valor à companhia, o que minimizaria a magnitude de um eventual desconto na dívida dos credores. Mas os prazos de pagamento poderiam se alongar. A dívida da Oi, em recuperação judicial há um ano, é de R$ 65 bilhões.

Ampulheta
A aproximação do grupo, assessorado pelo Banco Modal, teria agradado parte dos credores e alguns estariam sondando os investidores para que a proposta chegasse antes da assembleia de credores, prevista para setembro. Procurada, a Oi diz que tem mantido agenda regular de reuniões com acionistas, credores e potenciais investidores para buscar o melhor caminho para concluir o seu processo de recuperação. O Banco Modal não comentou. Leia mais em colunadobroad.estadao 21/07/2017



IPOs de 2017 remetem a tempos áureos de ofertas no Brasil

As estreantes na Bolsa brasileira em 2017 estão lembrando os tempos áureos das aberturas de capital, há dez anos, quando centenas de empresas listaram seus papéis no boom de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês).

Na comemoração do IPO do Carrefour, o salão lotado estava decorado com “lojas” das marcas da varejista, como Atacadão, e carrinhos de compras.

Na oferta da Azul, em abril, o espaço Raymundo Magliano Filho também ganhou nova roupagem.

A festa de quinta-feira, 20, reuniu funcionários, executivos da varejista e da Península, gestora que reúne os investimentos da família de Abilio Diniz, além do próprio empresário. Leia mais em colunadobroad.estadao 21/07/2017



Bradesco negocia venda de R$ 4 bi em crédito, diz fonte

O Bradesco está negociando a venda de R$ 4 bilhões em créditos vencidos e não pagos, apurou o Valor. Esse portfólio reúne ativos que eram da financeira Losango, adquirida pelo HSBC, do Banco Ibi - antigo braço financeiro da C&A, que foi comprado pelo Bradesco - e da área de cartões do Bradesco, segundo fontes de mercado.

Como se trata de créditos muito antigos, alguns com mais de dez anos de originação, e de difícil recuperação, o desconto no valor de face tende a ser muito grande. Fontes de mercado avaliam que o valor econômico do portfólio não chega a 1% do valor de face.

O Bradesco tem sido muito atuante na venda de créditos "podres" nos últimos meses. No fim do ano passado, o banco vendeu R$ 4 bilhões em créditos vencidos para a Ativos, empresa do Banco do Brasil, por R$ 80 milhões. Parte dos financiamentos pertencia ao antigo Banco Zogbi, adquirido pelo Bradesco em 2003. A operação foi contabilizada em duas etapas, uma no quarto trimestre e outra no balanço do primeiro trimestre deste ano.

Essas carteiras vendidas, em geral, contêm créditos que já foram baixados para prejuízo no balanço dos bancos. Os maiores ganhos dessas operações para as instituições vêm da parte fiscal e da eliminação de custos operacionais. A estratégia para lidar com esse passivo também pode influenciar os índices de inadimplência e o patamar de despesas de provisão contra calotes, segundo analistas. Procurado, o Bradesco não comentou o assunto até o fechamento desta edição. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 21/07/2017



J&F está perto de vender a Vigor para a Lala por R$ 6 bi, diz fonte

Informação é de uma pessoa familiarizada com a transação que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

Lala está em negociações exclusivas para adquirir a Vigor, disse a pessoa, acrescentando que o acordo pode ser assin... Leia mais em bol.uol 21/07/2017



Modelo de venda da Cedae ao BNDES poderá ser replicado

O modelo no qual o BNDES compra uma empresa de um Estado em dificuldade para posteriormente vender a companhia ao setor privado poderá ser replicado em outros Estados que vivenciarem situações semelhantes à do Rio de Janeiro, apurou o Valor.

Essa possibilidade poderá ser acionada, explicou uma fonte governamental, desde que a operação seja vantajosa para o banco, após análise criteriosa da situação da empresa e das condições do negócio. Sem dar detalhes, BNDES e Cedae confirmaram ontem que uma operação está em estudo.

Outra fonte do governo destacou que esse caminho é o "único jeito" de colocar dinheiro rapidamente no Rio. No caso da Cedae, a visão do governo federal é que o controle transferido ao BNDES daria mais autonomia para definição do modelo e das condições de privatização pelo banco, que hoje é contratado do Estado para operacionalizar a venda. "A gestão será focada nesse objetivo", disse.

Uma das possibilidades levantadas no governo é que o preço de compra da empresa pelo banco estatal possa ter uma cláusula de ajuste, que corrija uma eventual diferença a maior ou menor na posterior privatização do ativo. De qualquer forma, o governo acredita que o negócio será vantajoso para o banco. "Só sairá se for vantajoso", disse a fonte.

Fontes ouvidas pelo Valor descartam qualquer comparação com o conceito de "BNDES hospital" e explicam que a operação de compra da Cedae ainda é uma possibilidade cuja efetivação dependerá de um entendimento entre o banco e o Rio. "O BNDES tem que estar de acordo e não será forçado a fazer nada", disse uma fonte, explicando que a alternativa em negociação tem vantagens sobre a ideia original de realizar um empréstimo com bancos antecipando os recursos da privatização futura.

Uma delas é que o formato deve acelerar a privatização da empresa, que pode ser revendida pelo BNDES já em 2018. A outra é que resolve mais rapidamente o problema financeiro do Estado, que negocia um socorro do Tesouro Nacional no qual uma das premissas é a privatização da Cedae.

Além disso, esse desenho evita a necessidade de o Tesouro ter que dar aval para uma operação de crédito de bancos privados (descobriu-se depois que os bancos públicos não poderiam fazer o empréstimo porque o dinheiro seria usado para pagar pessoal) antecipando parte dos recursos da privatização, a ideia original, que ainda não está totalmente descartada, pois pode ser acionada caso a negociação do Rio com o BNDES fracasse. Se esse crédito não fosse pago após três anos, levaria à execução das garantias e, consequentemente, à federalização da Cedae, cujas ações seriam dadas em contragarantia ao Tesouro.

Após participar de reunião com o presidente Michel Temer, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), afirmou esperar colocar em dia o salário dos servidores estaduais até o fim de agosto. De acordo com ele, os pagamentos serão normalizados em razão dos R$ 3,5 bilhões esperados com algum tipo de empréstimo ou a venda da Cedae.

Questionado pela imprensa sobre valor estimado para venda integral da Cedae, Pezão disse que ainda não há nenhum martelo batido e que é preciso ver que tipo de operação o BNDES pode realizar. "Não temos avaliação do valor da venda da Cedae. Estamos contratando uma instituição para fazer rapidamente a avaliação da empresa", afirmou.

Uma outra fonte comenta que outra diferença relevante com o conceito de "BNDES hospital" é que no caso da Cedae, a empresa não tem problema e é um ativo interessante. "Não é uma empresa que está mal e o BNDES está socorrendo. Quem tem problema é o dono dela", comentou a fonte, destacando que o mesmo raciocínio valeria caso uma operação ocorresse, por exemplo, com o Rio Grande do Sul e o Banrisul.

Outra avaliação dentro do governo é que o BNDES volta a ter papel importante no processo de privatizações no Brasil, incluindo o setor de saneamento. A visão é que esse caminho de vender estatais à iniciativa privada não só ajuda as contas, mas também fomenta os investimentos em áreas carentes, como saneamento. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 21/07/2017



20 julho 2017

AB Inbev compra fabricante de energético americana Hiball

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev NV) segue a mesma estratégia das gigantes de refrigerantes na busca de empresas produtoras de bebidas não alcoólicas saudáveis.

Depois de assinar um acordo no ano passado com a Starbucks para vender um chá pronto para beber, a maior cervejaria do mundo fechou nesta quinta-feira a compra da Hiball, uma empresa de San Francisco, Califórnia, que produz bebidas energéticas orgânicas, sucos gaseificados e águas. O valor da aquisição não foi divulgado... leia mais em valoreconomico 20/07/2017

20 julho 2017



IPO do Carrefour segura empresas de varejo — com uma notória exceção

O IPO do Carrefour Brasil gerou vendas em outras ações do setor de consumo nos últimos dois dias: gestores fizeram caixa para comprar a oferta, que foi precificada ontem no piso da faixa que ia de R$ 15 a R$ 19 por ação, levantando R$ 5,1 bilhões e fazendo deste o maior IPO brasileiro dos últimos quatro anos, segundo nossos colegas da Reuters.

Como às vezes o mercado tem que descobrir um santo para cobrir outro, as ações de Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Lojas Renner caem desde sexta-feira, apesar do otimismo cada vez maior com a próxima reunião do Copom, que levou ao fechamento das taxas de juros nos últimos dias.

Um investidor estimou que cerca de R$ 1 bilhão sairão das empresas de consumo para o IPO do Carrefour entre segunda-feira e hoje, quando o impacto talvez ainda seja sentido. “Quando este fluxo acabar, esses papeis devem ter um alívio,” disse um gestor.

Para um investidor que comprou Carrefour na oferta, o papel saiu a 17x o lucro estimado para 2018 — um desconto de 5%-10% em relação ao Grupo Pão de Açúcar (GPA), 10%-20% em relação a Lojas Renner e cerca de 20% em relação a Americanas.

Segundo este gestor, o Carrefour ainda pode pagar juros sobre o capital próprio (JCP) este ano, o que deixaria o papel mais barato (o management do Carrefour Brasil indicou no roadshow que isto não aconteceria, já que a matriz na França teria que pagar imposto ao receber o JCP...); e a companhia ainda pode usar seu vasto portfólio imobiliário para fazer operações financeiras que aumentem seu lucro, como, por exemplo, a constituição de fundos imobiliários. “É ineficiente carregar imóveis no balanço, tanto é que o Carrefour global está indo na mesma direção [de monetizar imóveis],” disse este gestor.

Mas, do ponto de vista do fluxo, o grande diferencial entre Carrefour e GPA hoje é uma questão técnica: como o Carrefour Brasil será uma ação líquida, e como a posição de Abilio Diniz na companhia será parte do chamado ‘free float’ [as ações fora das mãos dos controladores], isso fará com que índices como o MSCI e o FTSE incluam a ação em suas carteiras teóricas, forçando a compra do papel por investidores passivos.


Para outro gestor, o fluxo saindo de outros nomes do varejo para o Carrefour aconteceu e pode até se intensificar hoje, quando os gestores descobrirão sua alocações. Mas, para ele, alguns papeis estão passando por uma correção simplesmente porque já haviam subido muito. “Qualquer cálculo do tamanho deste fluxo é especulação,” disse.

Remando contra a corrente só mesmo o Magazine Luiza, que se beneficiou de um relatório do Bradesco na segunda-feira estabelecendo um preço-alvo de R$ 395. A ação do Magazine continua a ser reprecificada: os investidores estão começando a reconhecer um componente de e-commerce na empresa, que antes era negligenciado. O papel fechou ontem a R$ 344.

Agora, com o Carrefour listado, gestores de fundos long/short poderão fazer apostas de performance relativa criando novos pares no universo do varejo, mas o mais óbvio será contrapor o próprio Carrefour a seu arquirrival, o GPA.

Para além do denominador comum entre as duas companhias — o negócio de atacarejo — o mercado tentou precificar as diferenças. O Carrefour tem um banco em seu balanço; o GPA não. O Carrefour é dono da maioria dos imóveis que ocupa; o GPA paga aluguel. O GPA é maior em hipermercados, um negócio detestado por consumidores e investidores; o Carrefour, menor.

E, como sempre acontece, o que um investidor via como ‘problema’, o outro via como ‘oportunidade’. “O mix de negócios do Carrefour é mais resiliente,” dizia um. “O GPA tem mais probabilidade de surpreender no lucro,” respondia outro.

Mas apesar de toda a saliva e esforço gastos na comparação, a verdade é que se trata de duas empresas muito similares — e negociando a múltiplos muito parecidos.

Nos cálculos da Eleven Financial, a R$ 15/ação o Carrefour negocia a 9,4x EV/EBITDA (o valor da firma dividido pela geração de caixa) para 2017, enquanto o GPA estaria ligeiramente mais barato, a 8,5x. Já no múltiplo valor da firma/faturamento, usando-se os números do primeiro trimestre para ambas as empresas, o Carrefour (a R$ 15) negocia a 0,69x, e o GPA, a 0,63x — na melhor das hipóteses um empate técnico. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 219/07/2017



O chão está se mexendo: os bancos na era das fintechs

Desde os tempos dos Médici, na Itália do século XV, os bancos têm sido a melhor expressão da solidez no mundo dos negócios: desde então, sua imagem sempre esteve associada à de organizações poderosas.

Mas um diálogo inocente entre meus filhos numa recente tarde de sábado reitera o que todos já sabemos: o chão dos bancos está se mexendo, e os paradigmas estão se quebrando.

Juliana, de 19 anos, perguntou ao Gabriel, de 23, se ele estava acompanhando o caso do hacker que havia invadido o Netflix e ameaçava publicar na internet todos os capítulos da série 'Orange is the new black'. Ela estava impressionada com a capacidade do hacker — afinal de contas, ele tinha invadido o Netflix! Meu filho retrucou: “não vejo nada demais, afinal de contas toda hora vemos casos de hackers que invadem até grandes bancos”. Ao que minha filha, cheia de autoridade, rebateu: “Você quer comparar os bancos com o Netflix?”

A queda dos poderosos é dura.

O mundo digital estabeleceu uma nova relação entre consumidores e marcas. A construção das marcas, mais do que nunca, agora se dá pela experiência do usuário. No Brasil, o Nubank se tornou uma marca de cartão de crédito desejada pelos millenials sem nunca ter gasto muito em publicidade. As empresas digitais investem significativamente menos em branding do que as corporações tradicionais do mundo físico. A Amazon gasta cerca de 6,7% de sua receita bruta em marketing, ao passo que o número do Wal-Mart é de 18,5%, ou seja, quase 3 vezes superior.

As empresas nativamente digitais sabem que, atualmente, é a experiência que ajuda a formar a percepção da marca. E neste processo não importa muito o balanço da empresa ou seu patrimônio. Seus ativos estão no seu relacionamento com o consumidor. A Amazon sabe que um cliente bem atendido ou positivamente surpreendido em seu processo de compra vale muito mais do que qualquer ação de marketing.

Esta nova dinâmica elimina as barreiras entre setores regulamentados e não regulamentados. O consumidor busca as melhores experiências de uso, não importando o segmento. Se ele leva poucos minutos para abrir uma conta e começar a usar o Spotify, ele quer fazer o mesmo com um banco. Se o banco precisa seguir uma regulamentação, cuidar da segurança dos dados, isto é visto como um problema do banco, e não do consumidor. A experiência reina na mente do usuário. Ela deve ser simples, rápida e, se possível, divertida. O Bradesco acabou de lançar o seu banco digital e tentou seguir à risca esta receita. Surpreendeu o mercado com o tom de voz do Next, extremamente informal, como se fosse um jovem falando com outro jovem.

Na nova realidade do mundo digital, a luta de Davi contra Golias tornou-se uma batalha entre iguais. Tamanho não é mais documento na arena competitiva; gigantes incumbentes e pequenos novos entrantes disputam consumidores em pé de igualdade. Para um millenial, abrir conta no Banco Neon é tão atrativo quanto iniciar um relacionamento com o Itaú, não importando se a instituição financeira que está por trás do Neon é o bem menos conhecido Banco Pottencial.

Se a experiência encanta o usuário, ele se engaja e pode até virar um embaixador da marca, recomendando-a nas redes sociais e nos seus círculos de amizade. O Itaú sabe disso e tem investido fortemente na aproximação com este mundo, através do Cubo e outras iniciativas. A compra de participação na XP tem muito desta necessidade de estar conectado a uma nova forma de pensar e atuar.

Esta era da experiência tem também outra característica: uma experiência positiva hoje gera confiança, um atributo poderoso num processo de tomada de decisão. Há tempos atrás não deixaria minha filha entrar num taxi com um motorista desconhecido. Mas hoje não tenho esta preocupação se ela entra num Uber. O TripAdvisor é uma referência importante na escolha de um hotel. Mesmo que as opiniões venham de pessoas totalmente desconhecidas, cujo nível de exigência e preferências pessoais possivelmente seja diferente do seu. Escolher um restaurante com base nas avaliações do OpenTable parece tão natural quanto consultar o Zagat, que já foi a bíblia do assunto.

Nesta lógica, não só os atributos da marca são fortemente determinados pela experiência, mas também a percepção de solidez da empresa, que deixa de ter relação direta com o patrimônio ou o balanço da companhia. E isto tem um impacto forte para as instituições financeiras, uma vez que a decisão de escolha do consumidor historicamente esteve associada à sua percepção de solidez (que remete à confiança). Durante décadas a caderneta de poupança captou bilhões de reais de investidores que sabiam que muitas vezes ela perdia da inflação, mas continuavam lá, porque era ‘segura'.

A questão hoje é: se a construção desta percepção de solidez migrou de ativos reais para a experiência do usuário, a solidez, nos termos em que conhecíamos, já não tem mais a mesma relevância no processo de decisão de compra do consumidor. Vultosas somas em campanhas de ‘branding' não livrarão nenhum grande banco de ter que rever seus processos para passar a priorizar a experiência do usuário. Só assim estes grandes bancos terão condições de competir com o Netflix na mente dos nossos filhos e netos.

*Na foto acima, a Casa dos Médici. Os bancos em breve serão muito diferentes daquilo que eles criaram. - Por Guilherme Horn é diretor de inovação da Accenture, com mais de 20 anos de experiência em fintechs. Foi um dos sócios da Corretora Ágora e da Órama, e é investidor em dezenas de startups. Por braziljournal 20/07/2017



Prumo assina contrato definitivo com GranEnergia para a criação da Dome

A Prumo Logística assinou contrato definitivo para parceria de sua subsidiária Prumo Serviços e Navegação (PSN) com a GranEnergia Navegação, criando a Dome, de serviços para a indústria de óleo e gás.

A parceria havia sido anunciada em outubro do ano passado. A participação de cada empresa é de 50% e se dará inicialmente por meio de um consórcio, depois por uma sociedade de propósito específico.

A Dome se instalará no Terminal 2 do Porto do Açu, ocupando inicialmente uma área de 47 mil m², sendo 17 mil m² com estruturas já construídas, como prédios administrativos, oficinas, galpões, entre outros, informa a Prumo em nota. - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 20/07/2017



Fosun faz oferta avaliando a Guide em R$ 500 milhões

O conglomerado Fosun International fez uma oferta para comprar a Guide Investimentos num ‘valuation' de cerca de R$ 500 milhões, no que pode ser a primeira transação envolvendo uma corretora brasileira depois da venda da XP Investimentos para o Itaú Unibanco.

O grupo chinês está fazendo 'due diligence' na Guide, que pertence ao Banco Indusval, e a compra pode ser anunciada nos próximos dias.

A oferta da Fosun inclui a compra de uma participação majoritária; o restante seria comprado posteriormente, num valor ligado aos lucros da empresa.

A compra da Guide permitirá que o Indusval use os recursos para se capitalizar num momento em que o índice de Basiléia do banco cai a níveis preocupantes: ao fim do primeiro trimestre, estava em 10,9%, próximo ao mínimo exigido pelo Banco Central.

O Indusval tem hoje 96,1% da Guide, fatia que deve cair a 80% depois que todos os executivos exercerem suas opções. O restante está nas mãos da Simplific, gestora de patrimônio carioca comprada no ano passado, e do diretor Alexandre Atherino.

No médio prazo, a ideia da Fosun é integrar a Guide à Rio Bravo Investimentos, que a Fosun comprou há cerca de um ano.

O negociador da Fosun é Carlos Zanvettor, ex-CEO da Contax, que deve assumir uma posição de liderança na empresa que surgir da combinação da Guide com a Rio Bravo.

A Guide é a antiga Corretora Indusval, fundada em 1967, que passou por uma ampla repaginação em 2013, com investimentos em sistemas e foco em pessoas físicas de alta renda. Hoje, a Guide tem 40 mil clientes e R$ 11 bilhões em ativos sob custódia, de acordo com informações disponíveis em seu site.

Nos últimos anos, enquanto o Indusval sofre com prejuízos recorrentes – muito por conta da sua operação focada em crédito e títulos corporativos — a Guide tem crescido e recebido investimentos.

Em 2014, a Guide comprou a corretora mineira Geraldo Corrêa e, no ano seguinte, levou a carteira de pessoas físicas e a equipe da paulista SLW, além da Simplific.

Apesar das receitas crescentes, a operação ainda é deficitária. Em 2016, o faturamento cresceu 25% para R$ 12,8 milhões, e o prejuízo foi de R$ 4,6 milhões. O resultado operacional, no entanto, saiu do vermelho e foi para o azul, em R$ 3,1 milhões.

Se confirmado, o 'valuation' oferecido pela Fosun será a evidência mais recente de como a operação XP-Itaú reprecificou o mercado de instituições financeiras voltadas ao varejo, e confirmará o apetite para crescer no Brasil do empresário Guo Guangchang, que fundou a Fosun quando ainda estava na faculdade e hoje é conhecido como 'o Warren Buffett da China'.

Será também um belo negócio para os acionistas do Indusval, incluindo Jair Ribeiro, um dos fundadores do antigo Banco Patrimônio e um veterano do mercado financeiro.

No início deste mês, a Coluna da Broadcast reportou que “os donos do Indusval têm a ideia de vender a plataforma [Guide] junto com o próprio banco, para o qual buscam um comprador há anos. No entanto, os potenciais interessados não reconhecem valor em uma aquisição agregada, dado o volume de problemas no banco.”

A evolução das conversas com a Fosun sugere que os controladores do Indusval resolveram monetizar o ativo para o qual existe demanda efetiva.

O Indusval está em processo de fechamento de capital desde o ano passado. Mas, no fim de junho, sinalizou que está prestes a vender ativos: pediu à CVM que adiasse o processo da oferta pública de aquisições de ações porque estava em “tratativas confidenciais de parcerias estratégicas”.

Segundo o fato relevante divulgado na época, essas negociações, “apesar de não envolverem o controle da companhia, poderão, caso sejam concretizadas, impactar a sua rentabilidade futura”. O banco disse que esperava ter uma conclusão sobre essa transação em 90 dias.

A Fosun não é o primeira empresa chinesa a olhar para os ativos do Indusval. Há cerca de um ano, a repórter Tatiana Bautzer, da Reuters, noticiou que o banco negociava sua venda para os chineses da Shanghai Pengxin.  Geraldo Samor e Natalia Viri Leia mais em braziljournal 20/07/2017




Petrobras dá primeiro passo para vender Braskem

Estatal negocia acordo de acionistas com a Odebrecht para valorizar sua participação

A Petrobras deu um importante passo para iniciar o processo de venda de sua participação acionária na Braskem, maior grupo petroquímico da América Latina controlado pela Odebrecht. Em fato relevante ao mercado divulgado ontem, a estatal informou que iniciou as negociações com a Odebrecht para revisão dos termos e condições do acordo de acionista entre as duas partes assinado em fevereiro de 2010.

De acordo com um executivo próximo às empresas, essa discussão é fundamental para a Petrobras obter um maior valor por suas ações quando elas forem postas à venda. A Petrobras tem 47% do capital votante da Braskem, e a Odebrecht, 50,1%.

"O objetivo é construir um novo acordo de acionistas entre as duas partes que permita dar maior valor ao ativo que a Petrobras vai colocar à venda. Foi importante a Odebrecht aceitar negociar esse acordo", destacou um executivo próximo às negociações.

Bloco de controle
O acordo de acionistas atual concede à Petrobras poder no bloco de controle da Braskem, que não pode ser transferido ao futuro comprador. Desde o ano passado, a Petrobras já anunciou publicamente sua intenção de sair do setor petroquímico com a venda de sua fatia na Braskem.

No comunicado ao mercado, a Petrobras destaca que essa revisão no acordo de acionistas “busca aprimorar a governança corporativa da Braskem e o relacionamento societário entre as partes”.

A Braskem vem apostando pesado em sua ampliação no mercado americano. A empresa está investindo US$ 675 milhões para construir sua sexta fábrica de polipropileno nos Estados Unidos. No primeiro trimestre do ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016.

A venda da Braskem poderia impulsionar o programa de venda de ativos da Petrobras para o período 2017-2018, no qual a companhia pretende levantar US$ 21 bilhões para reduzir seu endividamento. POR AGÊNCIA O GLOBO  Leia mais em epocanegocios 19/07/2017



Plano da J&F é vender marcas da Flora e sair de cosméticos e limpeza

A J&F, holding que congrega os negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista, deve vender as marcas da fabricante de cosméticos de produtos de limpeza Flora e não a companhia como um todo, segundo uma fonte a par do assunto.

O portfólio - que tem os sabonetes Francis, as linhas para cabelos Ox e Neutrox, e o detergente Minuano como principais produtos - deve ser fatiado para atrair compradores diferentes.

Vender todo o negócio - como ocorreu com a Alpargatas e como a Vigor está sendo negociada - seria uma tarefa difícil, segundo uma fonte. O portfólio da Flora, com no... leia mais em valor econômico 20/07/2017



Cast adquire Logix e movimenta mercado de TI com agenda de aquisições

A agenda de fusões e aquisições no setor de tecnologia da informação está aquecida. A Cast Group, que integra a lista das 10 maiores empresas de tecnologia da informação (TI) do Brasil, quer alcançar o grupo das cinco mais relevantes com uma série de aquisições neste ano. O investimento mais recente foi na Logix, de soluções de automação e que possui clientes como Vale, Cemig e Eletrobrás.

Apetite
Esta é a quarta empresa integrada ao grupo nos últimos dois anos. Para o segundo semestre, a Cast, parceira da alemã SAP, pretende levar mais duas empresas e deve chegar ao fim deste ano com faturamento de R$ 400 milhões. Leia mais em ColunadoBroad.estadao  20/07/2017

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Cast group adquire grupo Logix e passa a atuar no mercado de Automação, Controle, Indústria 4.0 e Internet das Coisas (IoT)

Objetivo da Cast Group é disponibilizar um portfólio de soluções cada vez mais completas para atender às novas necessidades dos clientes.

A Cast group, empresa nacional líder em soluções end-to-end de TI, acaba de dar mais um passo em direção à sua consolidação como uma integradora de tecnologia que atende à demanda de seus clientes de forma completa. A companhia finalizou a aquisição do Grupo Logix, um grande player em soluções de Automação, Controle e Sistemas de Energia.

As negociações começaram em junho de 2016 e a partir de agora, a Logix torna-se parte integrante da Cast Group, que passa a disponibilizar um portfólio de soluções completo para atender às demandas da chamada Indústria 4.0, conceito que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle, IoT, robótica e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura.

Sobre a Cast Group

Com 27 anos de mercado, a Cast é uma empresa nacional de Tecnologia da Informação com larga experiência em grandes projetos para as áreas privada e pública, que atua com consultoria de TI e outsourcing de desenvolvimento, aplicações, infraestrutura, e implementação de soluções ERP, BI, ECM, HCM, CRM, etc., de um ecossistema de parceiros líderes de mercado, tais como SAP, Oracle, IBM, RedHat. Nos últimos anos, a Cast group adquiriu quatro empresas, a Meta, SUM, PowerLogic e HRD, para complementar suas ofertas para o setor privado.

Hoje, a Cast group é reconhecida pelo IDC como a maior empresa em serviços de aplicações de TI para este mercado, com mais de 200 clientes, especialmente nas áreas de finanças, indústrias e serviços, como, Banco do Brasil, Cielo, Codesp, Datasus, Cervejaria Petrópolis, Atento, Libbs, Usiminas, Colgate Palmolive, Lojas Marisa, SUEZ, Farmoquímica, EMS, Votorantim, DrogaRaia e Proderj. Além, disso, a companhia possui as certificações ISO 9001:2008, CMMI e MPS.BR.

Com mais de 2 mil colaboradores e filiais em São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL) e Campo Grande (MS), além de uma fábrica de software em Araraquara (SP), a Cast group atua em todo o Brasil por meio de diversos canais de venda e suporte. A empresa também tem presença internacional com uma filial em Delaware, nos Estados Unidos. Leia mais em logins 20/07/2017



Fnac vai investir em lojas antes de repassar operação no País à Cultura

A varejista francesa de livros e eletrônicos Fnac está deixando o País após 18 anos. Oficialmente em busca de um parceiro para o negócio brasileiro desde fevereiro deste ano, a companhia anunciou ontem um acordo com a Livraria Cultura, controlada pela família Herz. Segundo apurou o ‘Estado’, antes de repassar o negócio por um valor simbólico para o grupo nacional, a Fnac se comprometeu a investir um pouco menos de R$ 150 milhões na rede.

Com apenas 12 lojas no País, a Fnac não fazia novos movimentos no Brasil há três anos, desde que abriu uma pequena unidade no free shop do Aeroporto de Guarulhos. Segundo fontes, o dinheiro que a Fnac, mesmo de saída, vai investir agora será parcialmente destinado à reforma de lojas, que há tempos têm o mesmo design. O negócio operava no vermelho havia anos, e a receita somou ¤ 138 milhões em 2015.

A marca Fnac será usada pela Cultura em um primeiro momento, dizem fontes, mas não está definida como será a relação comercial no longo prazo.

Dificuldades. O anúncio pegou o mercado de livros de surpresa, até porque a Cultura passa por dificuldades, inclusive com atrasos de repasses de pagamento a editoras.

O atraso, que é de cerca de seis meses, segundo fontes de mercado, está em fase de renegociação neste momento e a expectativa é que a situação não deva ser solucionada antes do fim de 2017. Uma fonte do setor diz que as editoras só foram avisadas da união entre Cultura e Fnac na manhã de ontem.

A empresa viu sua receita cair cerca de 17% nos últimos três anos, atingindo R$ 380 milhões em 2016. Além disso, os últimos dois anos foram de cortes no setor administrativo – a companhia demitiu 800 funcionários no período, reduzindo seu efetivo em 40% desde 2014.

Em sua conta no LinkedIn, no entanto, o presidente da Livraria Cultura, Sergio Herz, comemorou ontem o acordo com a Fnac. Segundo ele, trata-se de um passo que vem para transformar o negócio da companhia, fundado há 70 anos. Procurada pelo Estado para explicar condições do acordo, Cultura e Fnac não quiseram se pronunciar.

Em entrevista ao jornal em março, Herz havia minimizado o atraso do repasse às editoras, dizendo que se tratava de um processo “normal” diante da crise do varejo. Em fevereiro, chegou a circular no mercado a informação de que a Cultura estava à venda e que a concorrente Saraiva analisava a aquisição – informação que foi negada pelo empresário.

Na época, Sergio acrescentou que os custos de manutenção de lojas físicas vinham pressionando a operação – por isso, um de seus projetos era reforçar o e-commerce da Cultura. Agora, com a incorporação da Fnac, a rede de unidades deverá ser ampliada para 29 lojas – e os novos pontos de venda serão de maior porte.

Outro desafio da Cultura será aprender a trabalhar no segmento de eletroeletrônicos, que é o carro-chefe da Fnac. Segundo uma fonte do setor, a rede francesa havia praticamente desistido de livros nos últimos meses, reduzindo drasticamente novos pedidos. A Fnac foi assessorada pelo Santander e pela Veirano Advogados. A Cultura teve assessoria do Souza, Cescon Advogados.  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 20/07/2017



Mexicana Lala Foods fecha exclusividade com a Vigor

Alimentos. A candidata apresentou a melhor proposta em termos de preço. Os termos do contrato também foram bem recebidos. No fim, o conjunto da obra colocou a Lala numa posição vantajosa.

A J&F tem pressa para vender os ativos e, por isso, a facilidade e rapidez em concluir as transações são condições valiosas na hora de escolher os futuros compradores de suas operações. A francesa e líder global em laticínios Lactalis também ofereceu um valor atrativo. Entretanto, o contrato sugerido é mais complexo e, consequentemente, consumiria mais tempo para que o negócio fosse concluído.

A Vigor teria recebido ainda proposta não-vinculante de grupos americanos, mas que, por serem mais exigentes em termos de due dilligence, estariam fora do páreo.

 Revanche. A Lala Foods já tentou, há cerca de três anos, comprar a unidade de lácteos da BRF, mas foi a Lactalis que ficou com o negócio.

Bradesco BBI e Santander Brasil, além de credores, assessoram a venda da Vigor. Procurados, os envolvidos não comentaram. O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 20/07/2017



19 julho 2017

Chineses querem comprar Renova Energia e ativos de geração da Light

Grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina

Grupos chineses têm interesse na aquisição da empresa de energia limpa Renova Energia e nos ativos de geração de sua controladora, a Light, além da disposição de injetar recursos nas empresas para continuar projetos em desenvolvimento e pagar dívidas, segundo documento visto pela Reuters.

Tanto Light quanto Renova são controladas pela estatal mineira Cemig, que anunciou recentemente um enorme plano de desinvestimentos para reduzir dívidas que inclui a possível venda integral das duas empresas.

Em uma carta de intenções enviada à alta cúpula das companhias, o grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina e que estes possuem interesse em comprar ativos de geração de energia renovável no Brasil, o que incluiria a totalidade da área de geração da Light e a Renova.

O interesse pelos ativos foi oficializado em 10 de julho, dias antes de a Light anunciar que concedeu exclusividade por 60 dias à canadense Brookfield em negociações para a venda da Renova, em um movimento que indica que possivelmente os ativos das duas empresas não serão negociados em conjunto.

"A PowerChina tem interesse em globalizar suas operações e conta com suporte técnico e parceria financeira com o CIRI para execução desses objetivos", afirma a CIRI, empresa que executa ações de gestão e intermediação de investimentos financeiros para os principais bancos de fomento e investimento da China.

A Light é responsável pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro e possui cerca de 900 megawatts em ativos de geração, além de parte da Renova Energia, que investe principalmente em usinas eólicas.

Na carta, os chineses citam interesse na "realização de oferta de aquisição global do parque gerador do Grupo Light" e dizem que há "disposição para aporte direto de capital primário e secundário" para amortizar dívidas de curto prazo da elétrica, o que se daria em troca da participação societária da Cemig na empresa.

A proposta poderia incluir também a compra integral da área de geração da Light, incluindo participações dos demais sócios da empresa no negócio.

O interesse também envolve a injeção de capital primário e secundário na Renova, com possibilidade de compra da totalidade da companhia (cláusula de "tag along") e garantia de até 100 por cento dos recursos necessários para desenvolver os projetos em desenvolvimento que fazem parte do plano de expansão da geradora renovável.

As propostas evidenciam uma forte movimentação de investidores estrangeiros em busca de ativos de energia no Brasil mesmo em meio à maior crise econômica do país.

Procurada, a Cemig afirmou que não vai comentar o assunto.

A Light disse que "está atenta às oportunidades relacionadas aos seus ativos" e manterá o mercado informado. A Renova não comentou imediatamente o assunto.

A Reuters publicou no início de julho que a Renova Energia já atraiu uma proposta da investidora em empresas em reestruturação Oak Tree Capital Management, além da oferta da Brookfield.

A empresa de energia renovável controlada por Cemig e Light tem sofrido com falta de recursos para tocar um ambicioso plano de investimentos em usinas eólicas e solares desde o fracasso de um acordo com a norte-americana SunEdison --que havia se comprometido a aportar capital na companhia, mas desistiu do negócio após entrar em recuperação judicial nos EUA.

A Cemig também já disse recentemente que pretende vender a totalidade da Light. Em teleconferência neste mês, executivos do grupo mineiro disseram que receberam manifestações iniciais de interesse no ativo por pelo menos 12 empresas.

A Reuters publicou no início de junho que os planos para venda de ativos da Cemig e da estatal federal Eletrobras provavelmente atrairiam interesse de grupos chineses e de fundos de investimento, que têm uma visão de longo prazo em seus investimentos em energia no país. Por Guillermo Parra-Bernal e Luciano Costa Reuters Leia mais em DCI 19/07/2017 

19 julho 2017



Reckitt Benckiser, fabricante do Veja, vende unidade de alimentos para a McCormick por US$ 4,2 bi

A Reckitt precisava reduzir a dívida que assumiu após comprar a Mead Johnson, fabricante do Sustagen, por US$ 16,6 bi.

A fabricante norte-americana de condimentos McCormick venceu a disputa para comprar a unidade de alimentos da empresa Reckitt Benckiser na América do Norte, por US$ 4,2 bilhões.

Em abril, a Reckitt disse que estava revisando opções para a unidade, que tem no portfólio a mostarda e o ketchup French's, para cortar sua dívida após a compra de US$ 16,6 bilhões da Mead Johson, fabricante do Sustagem e outros suplementos.

A Reckitt fabrica essencialmente produtos de limpeza e medicamentos. No Brasil é dona das marcas Veja, Vanish, Dettol e também Naldecon e Luftal.

A venda, anunciada na terça-feira (18), reduzirá a relação dívida líquida/Ebitda da Reckitt de 4,1 para 3,3 vezes. O Ebitda é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e mede a capacidade de geração de caixa da empresa.

Com a dívida menor, a empresa poderá se concentrar mais na saúde do consumidor e em marcas domésticas como os preservativos Durex e os remédios Mucinex.

O preço de US$ 4,2 bilhões representa um múltiplo de 19,6 vezes o Ebitda. Segundo os analistas da Bernstein, o indicador é muito maior do que a média de longo prazo de grandes negócios no setor, de 16,2 vezes o lucro. Também é superior ao recorde de 18 vezes o Ebitda que a Reckitt pagou pela Mead Johnson.

As agências de classificação S&P e Moody's advertiram que a aquisição poderia levar a baixas na classificação de crédito da McCormick.

A projeção é que as vendas líquidas da empresa que surgirá da combinação dos negócios em sejam de cerca de 5 bilhões de dólares 2017, disse a McCormick. Por Reuters Leia mais em G1.globo 19/07/2017



Fnac faz reunião com funcionários nesta quarta e tenta acalmar mercado

A direção da Fnac fez uma reunião com funcionários de primeiro e segundo escalão na tarde desta quarta-feira para informá-los oficialmente sobre as mudanças na empresa.

No encontro, o comando informou que, com o acordo, não haverá o fechamento da operação no país - existiam rumores no mercado a respeito - e que a decisão tomada, de licenciar a marca para a Cultura, teve como objetivo proteger o negócio e os empregos. Leia mais em valoreconomico 19/07/2017



Avast compra Piriform, empresa criadora do programa CCleaner

Um dos programas de gerenciamento de memória mais populares do Windows agora pertence à mesma empresa que faz um dos antivírus mais conhecidos do mercado. A Avast anunciou nesta quarta-feira, 19, a aquisição da Piriform, empresa sediada em Londres e que desenvolve o software CCleaner.

"A marca CCleaner casa muito bem com a Avast por várias razões. Ambos acreditamos em produtos gratuitos de alta qualidade", disse Vince Steckler, presidente da Avast, no anúncio. "Com a aquisição da Piriform, nós aumentamos a nossa presença em Londres, que é um importante polo de empresas de tecnologia."

O CCleaner é um programa utilitário lançado em 2003 com a função de localizar e apagar arquivos inúteis que possam estar desacelerando a performance de um PC. Em 2014, o software ganhou também uma versão para Android, onde já tem mais de 15 milhões de usuários. No total, a plataforma é usada por 130 milhões de pessoas, incluindo usuários de PCs e Macs.

Já a Avast foi fundada em 1988 e é conhecida pelo antivírus de mesmo nome, além de já possuir um "rival" do CCleaner chamado Avast Cleanup. Pouco mais de um ano atrás, a empresa fez outra aquisição relevante: por US$ 1,3 bilhão, ela comprou a rival AVG. Dessa vez, porém, os números da transação não foram divulgados. LUCAS CARVALHO Leia mais em olhardigital 19/07/2017



Acionistas vendem dona da Camel nos EUA à controladora da Souza Cruz

Os acionistas da Reynolds American, dona nos Estados Unidos de marcas como Camel, Pall Mall e Newport, aprovaram em assembleia extraordinária de acionistas a venda do controle da companhia para a rival British American Tobacco (BAT), que no Brasil controla a Souza Cruz.

A BAT fechou acordo em 16 de janeiro para comprar a fatia de 57,8% que ainda não detinha na Reynolds, por US$ 49,4 bilhões, sendo US$ 24,4 bilhões em dinheiro e US$ 25,5 bilhões em ações.

No dia 8 de junho, no entanto, a proposta de fusão das duas empresas foi alterada. Pela proposta aprovada hoje, a Reynolds American se tornará uma subsidiária da BAT.

A proposta foi aprovada por 99,3% dos acionistas. A expectativa da Reynolds American é concluir a operação no dia 25 de julho.

US$ 60 milhões para executivos
Os acionistas também aprovaram uma proposta de pagamento de US$ 60 milhões para executivos como compensação após a conclusão do negócio. O valor inclui um pagamento de US$ 25,6 milhões para a presidente da Reynolds American, Debra Crew, que deveria deixar a companhia em três a cinco anos. Os dois maiores consultores da Reynolds American recomendaram aos acionistas que reprovassem essa proposta de compensação de executivos.

O negócio cria a terceira maior empresa global de cigarros e a maior em cigarros tradicionais dos Estados Unidos. De acordo com a Euromonitor International, a British American Tobacco junto com a Reynolds American detêm 13% do mercado mundial de cigarros, ficando atrás da China National Tobacco Corp (CNTC), com 41,5% do mercado, e a Philip Morris International, com 14,4% de participação. A Japan Tobacco é a quarta colocada, com 8,4% de participação.

No Brasil, a BAT detém 70,7% de participação de mercado, por meio da sua controlada Souza Cruz. A Philip Morris é a segunda colocada, com 20,2% de participação, e a Japan Tobacco é a terceira, com 0,06% do mercado. Leia mais em jornalfloripa 19/07/2017



BNDES avalia comprar Cedae por R$ 3 bi para privatizá-la depois

O governo autorizou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a comprar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Estado do Rio de Janeiro por cerca de R$ 3 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A venda da Cedae é um dos pontos do plano de recuperação fiscal negociado pelo governo fluminense com a União, e o dinheiro obtido com a operação é crucial para que o Rio coloque suas contas em dia, inclusive salários de servidores. O modelo que está agora sendo avaliado é que a Cedae seria adquirida pelo banco de fomento, reorganizada e então privatizada.

A resolução da crise no Rio é um tema importante para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem trabalhado nos últimos dias para acelerar as medidas de ajuda financeira. Maia inclusive pediu ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para agilizar as pendências, dentro do possível.

A proposta de compra da Cedae está sendo costurada entre o BNDES, o Ministério da Fazenda e o governo do Rio. O plano foi apresentado na terça-feira, 18, pelo presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, ao presidente Michel Temer, que concordou com a medida. Rabello argumentou na conversa que a compra da Cedae não seria prejudicial ao banco, e ainda haveria a contrapartida de agilizar o socorro ao Rio de Janeiro, que vive grave situação financeira.

A hipótese está em discussão no governo, e a opção é vista como uma "solução mais ágil para equacionar ativos dos Estados", segundo uma fonte que participa das negociações. Até então, o papel atribuído ao BNDES era de apenas estruturar a operação de privatização da Cedae, que levaria até dois anos para ser concluída, segundo estimativas do próprio governo fluminense.

Em junho, a instituição de fomento já examinava proposta de adiantar recursos a governos estaduais que quiserem vender ativos, como é o caso do Rio. A ideia do BNDES é que esses ativos sejam repassados à iniciativa privada rapidamente, para que a instituição fique o mínimo de tempo "comprada". Esse é o modelo que está agora sendo avaliado para a Cedae, que seria adquirida pelo banco de fomento, reorganizada e então privatizada.

O plano de recuperação já previa que o Rio poderia antecipar até R$ 3,5 bilhões em empréstimos, com o compromisso de quitar esses financiamentos posteriormente com os recursos obtidos com a venda da Cedae. A nova hipótese analisada, contudo, injetaria o valor integral da venda da Cedae imediatamente nos cofres fluminenses.

O Ministério da Fazenda não se opõe à compra da Cedae pelo BNDES, mas ainda estuda como viabilizar a medida. A área técnica, no entanto, vê a iniciativa com reservas diante do grande risco envolvido. O valor da empresa está diretamente ligado à manutenção dos contratos de prestação de serviços aos municípios do Estado do Rio - e não há nenhuma certeza de que esses contratos serão preservados. Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes e Renan Truffi Leia mais em atarde 19/07/2017



Livraria Cultura compra operações da Fnac no Brasil

A Livraria Cultura informou nesta quarta-feira (19) ter adquirido a totalidade da Fnac Brasil. A operação brasileira da rede francesa inclui 12 lojas em sete Estados, além de presença online. Os valores envolvidos no negócio não foram revelados.

A Livraria Cultura conta com uma rede de 18 lojas. Segundo o comunicado enviado pela companhia, "a união entre os dois grupos criará valores e sinergias" e também "permitirá que a Livraria Cultura diversifique seus negócios, adicionando novas linhas dos produtos e serviços". A transação, ainda de acordo com o texto, deverá ser concluída nas próximas semanas.

Em março, a Fnac Brasil emitiu um comunicado no qual afirmava o início de um processo de busca de um parceiro local. A empresa dizia, no entanto, que seu objetivo era "continuar e reforçar sua operação" no Brasil. A Fnac também negou, na ocasião, a intenção de deixar o negócio no País. - Estadão Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 19/07/2017
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Fnac Darty cede atividades à Livraria Cultura no Brasil

A empresa francesa Fnac Darty anunciou nesta quarta-feira (19) num comunicado um acordo com o grupo Livraria Cultura para ceder sua filial brasileira, da qual desejava se desvincular há meses.
O montante da transação, cuja "conclusão está prevista para as próximas semanas", não foi comunicado.

A Fnac Darty anunciou em fevereiro passado seu desejo de deixar os negócios do Brasil, indicando que buscava um sócio para permitir que a filial ganhasse dimensão para se desenvolver. A operação permitirá que o grupo se concentre novamente em suas atividades na França e na Europa.

"A Livraria Cultura tem um projeto industrial ambicioso para a Fnac Brasil e vai se apoiar na forte notoriedade da rede Fnac e na expertise das equipes para dar sequência à sua estratégia de desenvolvimento", indica o comunicado.

"Essa aproximação entre dois grupos de cultura similares e engajados na promoção cultural no Brasil vai criar valor e sinergia", garantiu a Fnac Darty.

A Livraria Cultura poderá "diversificar suas atividades com a entrada dos produtos técnicos da Fnac", completou.

"Para dar ao novo conjunto todos os meios de se posicionar entre os líderes do mercado, a Fnac Darty vai autorizar a utilização da marca Fnac e vai proceder uma recapitalização", explica a nota.
A Livraria Cultura, importante membro do mercado de distribuição cultural nacional, atua em 18 lojas físicas e pela internet.

A Fnac chegou ao Brasil em 1999, com 12 lojas e 550 funcionários. Em 2015, as atividades do grupo no país registraram receita de 137 milhões de euros.

A filial brasileira continuava estruturalmente deficitária dentro de um mercado instável e competitivo. As dificuldades do grupo se agravaram desde que o Brasil entrou em recessão, o que afetou especialmente a aquisição de bens de consumo não alimentares pela população. Leia mais em yahoo 19/07/2017



18 julho 2017

Continental anuncia compra da Quantum Inventions

Empresa quer dobrar suas vendas de serviços de mobilidade até 2020

A Continental anuncia a compra da Quantum Inventions, empresa do ramo de tecnologia de dados baseada em Cingapura, provedora de soluções de navegação conectada, sistemas inteligentes para trânsito e transporte e processamento e análise de dados em tempo real. Com o negócio, a empresa irá adicionar ao portfólio de sua controladora novos sistemas para a promoção do transporte inteligente, incluindo a próxima geração de sistemas de navegação, que são altamente receptivos às informações em tempo real a partir dos dados de tráfego.

O negócio também fará com a Continental incorpore ao seu quadro 120 funcionários da Quantum Inventions, que atuam em seus três escritórios localizados em Singapura, Malásia e Indonésia, além do centro de desenvolvimento na Índia.

“A Ásia continua a desempenhar um papel cada vez maior em nossa estratégia. Iniciativas como a aplicação de estacionamento em tempo real do Park & Go para Cingapura, nossa recente joint venture com a China Unicom, a cooperação estratégica com a Baidu, e agora a compra da Quantum Inventions sublinha nosso foco no desenvolvimento de soluções de serviços de mobilidade. Estamos entusiasmados em fornecer um portfólio expandido de soluções personalizadas no mercado de serviços de mobilidade dinâmica”, afirmou o membro da diretoria executiva da Continental e chefe da divisão de interior, Helmut Matschi.

“A Continental planeja dobrar suas vendas atuais com serviços de mobilidade até 2020. Esta aliança proporciona ao nosso negócio um passo mais próximo do seu objetivo, de criar produtos, sistemas e soluções que, até 2025, assegurará 20 milhões de carros melhores, melhor mobilidade para 25 milhões de consumidores e vinte cidades melhores”, disse o chefe da Continental para a divisão de sistemas de transporte inteligente, Ralf Lenninger.

O CEO da Quantum Inventions, Saurav Bhattacharyya, acrescentou: “Estamos orgulhosos de fazer parte da Continental. Com nossos pontos fortes combinados na área de sistemas de transporte inteligentes, estamos preparados para fornecer uma forte proposta de valor para clientes, OEMs e cidades em todo o mundo”. Leia mais em automotivebusiness 18/07/2017

18 julho 2017



PayPal compra canadense TIO Networks por US$ 238 milhões

A PayPal anunciou nesta terça-feira (18) um acordo para compra da canadense TIO Networks, que faz serviços terceirizados de processamento de contas e cobrança e atende as maiores operadoras de telecomunicações e serviços públicos na América do Norte.

A empresa coleta pagamentos fora dos canais bancários tradicionais, por meio de quiosques de autoatendimento, aplicativos e internet, e integra-se com os sistemas de cobrança das empresas clientes. A Paypal adquiriu todas as ações em circulação da TIO por 3,35 dólares canadenses (US$ 2,64) por ação. O valor foi pago em dinheiro e soma 302 milhões .. Leia mais em valorecnomico 18/07/2017



Grupo chinês Fosun compra torre no Parque da Cidade

O grupo chinês Fosun está comprando uma das torres do Parque da Cidade por cerca de R$ 440 milhões, a primeira grande aquisição do grupo chinês no País depois da compra da Rio Bravo Investimentos.

A compra vem num momento em que o mercado comercial tenta se estabilizar depois da queda violenta de preços nos últimos três anos, resultado da recessão econômica, instabilidade política e sobreoferta.

Localizado ao lado do Shopping Morumbi, o Parque da Cidade é um empreendimento comercial multiuso triple-A, incluindo um shopping que foi comprado pela Previ. A Fosun está comprando o imóvel de um fundo de private equity gerido pela HSI Investimentos, que em fevereiro de 2016 pagou R$ 270 milhões pelo edifício, que anteriormente pertencia a Saul Klein e foi desenvolvido pela Odebrecht.

A farmacêutica Sanofi deve alugar 40% do edifício, pagando cerca de R$ 80 o metro quadrado. A locação é parte do movimento de 'flight to quality’: a tendência de grandes empresas de aproveitar a queda do mercado para trocar endereços menos nobres por prédios melhores e mais bem localizados pagando praticamente o mesmo preço.

Pelo tamanho do cheque, a transação é parecida com aquela que envolveu o Condomínio Centenário Plaza, mais conhecido como Robocop, e o edifício ao lado, o Plaza Centenário. Em setembro passado, a BR Properties concordou em pagar R$ 433 milhões à Previ para levar os dois prédios, que, ao contrário do Parque da Cidade, são mais antigos e precisarão de melhorias.

Esta é a segunda oferta da Fosun por um grande ativo imobiliário em São Paulo. Em fevereiro, o grupo tentou comprar o Tower Bridge Corporate, na região da Berrini, por R$ 703 milhões, mas os cotistas do fundo imobiliário que controla o edifício rejeitaram a oferta. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 18/07/2017



Carrefour levanta R$ 5,125 bilhões na abertura de capital

IPO deverá ajudar o Carrefour Brasil a ganhar força financeira para enfrentar o GPA, que se beneficia do fato de possuir uma rede de lojas com diferentes perfis

O Carrefour levantou nesta terça-feira, 18, R$ 5,125 bilhões em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no Brasil. Apesar de ter sido o maior IPO realizado no País neste ano – até então, o recorde era da companhia aérea Azul, com R$ 2 bilhões –, o valor movimentado ficou abaixo dos R$ 5,6 bilhões esperados pelos acionistas da varejista francesa. Os papéis da companhia saíram por R$ 15, o piso da faixa indicativa – o teto era R$ 19.

Do valor total captado, R$ 3,1 bilhões são da oferta primária, ou seja, das novas ações emitidas, o que significa dinheiro novo no caixa da empresa. Já R$ 2 bilhões são da oferta secundária, da venda de ações dos atuais acionistas – a Península, braço de investimentos de Abilio Diniz, e o grupo Carrefour. Terceiro maior acionista da rede, Abilio chegou ao Carrefour no fim de 2014 tendo como uma de suas metas contribuir para promover a abertura de capital da subsidiária brasileira da rede.

O Carrefour assumiu a liderança no varejo de alimentos brasileiro em 2014 Foto: Estadão
O resultado da precificação das ações do Carrefour reflete preocupações do mercado com a maior rede de varejo de alimentos do País, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Gestores de fundos disseram que o preço na metade superior da faixa indicativa garantiria ao Carrefour um grande prêmio sobre seu maior concorrente, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), apesar da falta de vantagens competitivas significativas.

O Carrefour assumiu a liderança no varejo de alimentos brasileiro em 2014, em meio a uma piora das vendas dos hipermercados Extra, do GPA, controlado pela companhia francesa Casino. A diferença no desempenho dos dois rivais foi encolhendo gradualmente a partir do segundo semestre de 2016, até ser zerada nos primeiros meses deste ano.

De acordo com um relatório do banco Brasil Plural, o Carrefour tem entre suas vantagens um modelo de atacarejo mais maduro e lucrativo, mas que vem perdendo força à medida em que o Assaí, também do Pão de Açúcar, avança.

O IPO, porém, deverá ajudar o Carrefour Brasil a ganhar força financeira para enfrentar o GPA, que se beneficia do fato de possuir uma rede de lojas com diferentes perfis, como o Pão de Açúcar (voltado para classes mais alta) e o atacarejo Assaí.

O Carrefour estreia na B3 na quinta-feira (20) e será listado no Novo Mercado, segmento de exigências de governança corporativa mais elevado da Bolsa./FERNANDA GUIMARÃES, COM REUTERS Leia mais em OEstadodeSPaulo 18/07/2017



H.B. Fuller compra a fabricante de adesivos brasileira Adecol

A norte-americana H.B. Fuller Company assinou um acordo para aquisição da companhia brasileira de adesivos industriais Adecol Ind. Química, Ltda.

A Adecol desenvolve soluções adesivas em hot melt, reativas e à base de polímeros para empresas nos mercados de embalagens, conversão e montagem. Sediada em Guarulhos, a companhia gerou cerca de 40 milhões de dólares em receitas em 2016.

“Com esta aquisição, melhoraremos ainda mais o nosso negócio no Brasil, trabalhado em parceria com os clientes para produzir novos e melhores produtos para fabrico de bens duráveis e de consumo nesta região dinâmica”, afirmou Jim Owens, presidente e CEO da H.B. Fuller.

A empresa espera finalizar a transação nos próximos 60 dias. O valor da transação não foi divulgado. Leia mais em embalagemmarca  18/07/2017
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H.B. Fuller Company Agrees to Purchase Adecol

Supports Company’s Strategic Growth Plan in Emerging Markets

H.B. Fuller Company (NYSE:FUL) has signed an agreement to purchase adhesives company, Adecol Ind. Química, Limitada, a highly respected manufacturer of quality adhesive technologies in Brazil.

Adecol works closely with customers to develop innovative, high-quality hot melt, reactive and polymer-based adhesive solutions for customers in the packaging, converting and assembly markets. Based in Guarulhos, Brazil, this business generated nearly USD $40 million in revenue for the 2016 fiscal year.  The company has agreed to pay 8X 2016 EBITDA for the business....leia mais em php.corporate 18/07/2017



Para ganhar músculo

A rede de academias Selfit deverá investir, até o fim deste ano, entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões para abrir 20 novas unidades no Norte e no Nordeste do país.

Os recursos vêm do fundo de private equity HIG, que fez um aporte na empresa em 2015. O valor não foi revelado.

O investimento para este ano ainda poderá crescer, a depender de negociações com redes em São Paulo. Se fechadas as aquisições em estudo, o montante pode duplicar, segundo o presidente, Leonardo Pereira.

"Outro plano é lançar franquias da marca, além das novas unidades próprias. Em 2017, planejamos iniciar com quatro ou cinco franqueados, como teste do modelo."

A rede, que tem sede em Recife, oferece planos de baixo custo. "É um modelo que atende do público A ao C."  105 é o total de unidades hoje  500 são os funcionários da empresa Folha de S.Paulo - Mercado Aberto  Leia mais em clipping.abinee 18/07/2017



Programa Amigo da Avianca deve se tornar empresa independente até fim do ano

O programa de fidelidade Amigo, da Avianca Brasil, deve se tornar uma empresa independente ainda este ano, indicou o presidente da aérea, Frederico Pedreira. A separação não incluirá qualquer mudança societária. “A empresa será 100% grupo Synergy”, disse. Segundo ele, a separação ocorrerá apenas para dar mais liberdade para o programa, que poderia ser mais agressivo em sua estratégia e buscar novas parcerias.

Independentemente deste movimento, o executivo anunciou que a Avianca Brasil passará a disponibilizar todos os assentos, de todos os seus voos, aos participantes do programa Amigo. Segundo Pedreira, atualmente 15% das rotas da companhia já atuam assim e a ideia é alcançar os 100% nos próximos meses, inclusive para passagens em promoção. “Todos reservam parte para trocar por pontos (…) Mas vamos oferecer sempre, a qualquer tarifa, o cliente vai poder comprar, em dinheiro ou em pontos, até o ultimo assento disponível”, disse, durante evento de divulgação da nova campanha publicitária da Avianca.

Questionado sobre a fusão entre a Avianca Brasil e a colombiana Avianca Holding, também pertencente ao grupo Synergy, Pedreira afirmou que as negociações seguem em andamento. Ele evitou, porém, dar um prazo para a efetivação, inicialmente indicada para ocorrer ainda este ano
Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 18/07/2017



Grupo São Francisco, da Gávea, deve investir mais R$ 40 mi neste ano

Depois de superar a meta para este ano, de R$ 60 milhões em investimentos, o Grupo São Francisco, do setor de saúde, planeja desembolsar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões na segunda metade de 2017. Na mira, além do crescimento orgânico, estão eventuais aquisições. A cifra aportada é mais que o dobro da registrada nos últimos dois anos somados.

Cofre. O empurrão veio da injeção de cerca de US$ 100 milhões do fundo Gávea, comandado por Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, em 2016. O foco continua sendo interior de São Paulo e Centro-Oeste. Até aqui, ir além dessas fronteiras não desperta o interesse do grupo, que no mês passado atingiu a marca de 1 milhão de vidas, considerando as atividades de operadora plano de saúde e odontológico. ColunadoBroad.estadao  · 18/07/2017



Petrobras planeja acelerar venda de ativos a partir de setembro

Mesmo com o anunciado IPO da BR Distribuidora, a Petrobras deve acelerar seu processo de parcerias e desinvestimentos e comunicar a venda de outros ativos nos próximos meses, principalmente a partir de setembro, após as férias no hemisfério norte, segundo a coluna apurou.

A empresa mantém o foco em reduzir o endividamento. A companhia tem uma dívida elevada, que foi refinanciada, mas uma das iniciativas mais importantes para a melhor a relação dívida/Ebitda é o programa de venda de ativos.

A estatal tem cerca de 34 processos de desinvestimento. A meta para 2017 e 2018 é desinvestir US$ 21 bilhões.

Marintec
O portfólio com que a empresa trabalha hoje é de US$ 42 bilhões, o dobro, porque vários dos projetos não terão êxito neste prazo.

Quanto foi feito neste ano?

Zero. O preço do barril de petróleo, apontado como um dos fatores que mais causaram lentidão, não foi o maior obstáculo, segundo se diz considerar na empresa.

A avaliação é que segue grande o interesse pelo segmento de óleo e gás no Brasil. A companhia melhorou a competitividade dos ativos, e aperfeiçoou-se a regulação.

A lentidão deve-se também a outros fatores, como o problema com o TCU, que bloqueou temporariamente vendas da estatal, sob a alegação de falta de transparência.

A empresa demonstrou disposição em fazer ajustes, embora os processos tivessem sido competitivos. Chegou-se a um consenso, as regras foram alteradas, e a diretoria decidiu que todos os processos voltassem à estaca zero.

Quanto entrará desse desinvestimento ainda em 2017? É difícil estimar, porque não se sabe o percentual da BR que irá a mercado. Se a emissão se concretizar, a operação é liquidada na semana seguinte e vai para o caixa de imediato.

A estatal já valeu US$ 300 bilhões na Bolsa. O valor atual é de cerca de US$ 53 bilhões. Fonte: Folha SP Leia mais em portosenavios 17/07/2017



Itaúsa diz que não tem mais interesse em adquirir participação na BR Distribuidora

A empresa acrescentou que analisa novos investimentos

A Itaúsa informou que não tem mais interesse em adquirir participação na BR Distribuidora, a subsidiária de postos de combustíveis da Petrobras, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira.

A empresa acrescentou que analisa novos investimentos e continua avaliando potenciais operações que a permitam participar do capital de outras empresas.

Em novembro do ano passado, a Itaúsa anunciou que estava ingressando formalmente junto com a Brasil Warrant Administração de Bens e Empresas e com a Cambuhy Investimentos na concorrência pela compra de fatia da BR Distribuidora. (Por Gabriela Mello) POR AGÊNCIA REUTERS Leia mais em epocanegocios 18/07/2017



Com reforma no setor, Eletrobras pode privatizar até 14 usinas hidrelétricas

Operação deve reforçar caixa da estatal e elevar conta de luz

AEletrobras pode privatizar até 14 usinas hidrelétrica antigas pertencentes às subsidiárias Chesf, Furnas e Eletronorte, se a reforma nas leis do setor elétrico avançar da forma como o Ministério de Minas e Energia propôs no início deste mês. Esse movimento deve afetar as contas de luz de todos os brasileiros, mas tem potencial de reforçar o caixa da estatal e as contas do governo. Para diluir os aumentos e preparar o sistema elétrico para uma nova forma de comercializar a energia produzida pelas usinas, o governo avalia colocar todo esse volume à venda de maneira escalonada.

Juntas, essas usinas têm hoje capacidade instalada de 13.907,51 megawatts de energia e geram eletricidade suficiente para atender a de 20 milhões a 25 milhões de residências. As 14 usinas da Eletrobras que podem ser vendidas operam cobrando apenas os custos de operação e manutenção, com preços predefinidos, pelo chamado regime de “cotas”. No total, a estatal conta com 47 hidrelétricas.

Entre as principais hidrelétricas que podem entrar na lista para concessão ao setor privado estão o Complexo de Paulo Afonso (na Bahia) e Xingó (entre Alagoas e Sergipe), operadas pela Chesf; e usinas de Furnas, como Marimbondo e a Hidrelétrica de Furnas (ambas em Minas Gerais).

Caso prossigam as mudanças de regulação das elétricas, com a privatização, a estatal poderá trocar o modelo adotado nessas usinas, de preço fixo em cotas pelo preço de mercado, definido de acordo com a demanda.

Modelo para atrair investidor
Atualmente, a tarifa das cotas é de cerca de R$ 60 por megawatt-hora (MWh). Nos contratos do mercado regulado, firmados em leilões, por sua vez, a Eletrobras apurou a tarifa média de R$ 200/MWh em 2016. É daí que vem o aumento na conta de luz. Caso todas as usinas sejam privatizadas de uma só vez, o impacto previsto pelo próprio governo nas contas de luz de todos os brasileiros é de uma alta de até 7%.

Por isso, as hidrelétricas devem ser ofertadas ao mercado de maneira escalonada, tanto para reduzir os impactos nas tarifas, quanto para preparar as distribuidoras para a nova realidade do sistema.

A mudança na forma como a energia dessas hidrelétricas é comercializada tem o objetivo de deixá-las mais atraentes para investidores. Dessa forma, a interpretação é que elas poderiam ser vendidas por preços maiores. O modelo representa o abandono das regras estabelecidas pela medida provisória (MP) 579, publicada no governo Dilma Rousseff, que criou o regime de cotas. Com essa MP, que mudou regras com a promessa de reduzir a conta de luz, a Eletrobras passou a receber apenas uma receita para operação e manutenção desses ativos, que representam cerca de um terço da sua capacidade instalada total.

O governo atual alega que a mudança é inevitável e que a Eletrobras vai ganhar com as privatizações. O baixo preço da energia vendida pelas 14 usinas é apontado como uma das causas do fraco desempenho financeiro da estatal nos últimos anos. Só no ano passado a empresa voltou a gerar lucros, após quatro anos seguidos de prejuízos (2012 a 2015), período em que acumulou perdas de R$ 30 bilhões.

A venda das usinas da Eletrobras não é unanimidade entre especialistas do setor elétrico, apesar de a notícia ter sido bem recebida pelo mercado. Roberto D’Araujo, diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina), avalia que as usinas da Eletrobras exercem funções sociais que vão além da geração de energia. Ele diz, também, que o impacto nas contas de luz ainda não está claro.

"A Eletrobras não é uma empresa de governo, é uma empresa do Estado brasileiro. Há um aumento de tarifa que não está sendo explicitado corretamente. Os R$ 60 são o que nós pagamos. Ali já tem imposto, tarifas de conexão de energia. O preço que realmente é vendido para as distribuidoras é muito mais baixo. Se ocorrer a venda, o aumento será monstruoso", disse o analista.

No Nordeste, a Chesf, por exemplo, é responsável por sistemas de irrigação que atendem a dezenas de produtores locais. Para Fernando Umbria, consultor da LPS Consultoria Energética, no entanto, a energia gerada por essas usinas precisa voltar a ser competitiva.

"O modelo sempre foi aquele que olha para geração de energia como um segmento competitivo, e não como um segmento regulado. A ideia é recuperar o modelo do setor e levantar recursos. Os últimos anos foram ruins para a Eletrobras. Ao abrir mão de usinas, ela vai se tornar uma empresa menor, mais enxuta, com quadro mais adaptado, para se tornar uma empresa viável", disse Umbria.

Mais recursos
Para aumentar o valor das usinas, o governo também deve recalcular a chamada garantia física das hidrelétricas antigas da Eletrobras antes de colocá-las à venda. A garantia física é o total de energia que as usinas podem negociar com o mercado de energia elétrica. Em alguns casos, a garantia assumida é calculada sem levar em conta o quanto a usina pode oferecer. Se a operação estiver superestimada, a hidrelétrica recebe mais dinheiro do que o necessário para operar. Caso contrário, a usina gera mais energia e recebe menos pelo que é produzido. Em todos os casos, os custos são repassados ao consumidor. A intenção, agora, é recalcular o quanto essas usinas podem vender ao mercado e deixá-las mais atraentes para investidores.

O governo, porém, ainda não tem estimativa de quanto poderia ser levantado com as outorgas, que poderiam superar R$ 30 bilhões. Esse valor já despertou atenção da equipe econômica. Por isso, o Ministério de Minas e Energia admite rever a proposta de dividir igualmente entre Tesouro, Eletrobras e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE, um fundo setorial) os recursos que seriam gerados com a venda dessas usinas.

Por pressão dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, a maior parte dos recursos pode ir para o Tesouro. Com necessidade de aumentar a arrecadação diante da queda nas receitas, a equipe econômica defende que a maior parte dos recursos arrecadados com a venda das usinas fosse destinada às contas públicas. Mesmo assim, as propostas foram colocadas em consulta pública com a divisão em partes iguais, o que pode ser revisto. Para a Eletrobras não sair perdendo, posteriormente a estatal receberia recursos por meio de aumento de capital por parte da União.

A consulta pública ficará aberta até agosto. A intenção é levar as mudanças ao Congresso Nacional, por medida provisória ou projeto de lei, em setembro. E, pelos planos dos técnicos do governo, tudo estará em vigor em janeiro de 2018.  POR AGÊNCIA O GLOBO Leia mais em epocanegocios 18/07/2017



Transporte marítimo: cresce a concentração


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Quem acompanha o dia a dia do comércio exterior sabe que ocorre a nível mundial uma intensa concentração no mercado de transporte marítimo, deflagrada por uma nova onda de fusões e aquisições de uma empresa por outra, o que se tem dado especialmente entre as grandes armadoras que transportam contêineres.

Segundo dados da empresa de consultoria inglesa Drewry, a fusão entre K-Line, MOL e NYK, que resultou na nova Ocean Network Express (ONE), colocará este grupo em quinto lugar no ranking mundial de empresas transportadoras de contêineres, com capacidade para 1,7 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), à frente da Hapag-Lloyd, que se fundiu com a UASC, com 1,6 milhão de TEUs, e da Evergreen, com 1,3 milhão.

Embora a CMA CGM tenha adquirido a Mercosul Line, subsidiária brasileira da Maersk, esta armadora continua dominando o mercado, com 4,2 milhões de TEUS (ou 18,4% do total), seguida pela MSC, com 3,1 milhões de TEUs ( 13,5%). A CMA CGM, que vem expandindo seus negócios na América do Sul, ocupa a terceira colocação, com 2,4 milhões de TEUS (10,4% do mercado). A compra da Mercosul Line representou a décima segunda aquisição pela armadora desde 1996, quando a CMA comprou a estatal francesa CGM.

É de se lembrar que essas três armadoras, em 2005, detinham 26% do mercado global, mas hoje já controlam 42%. Em quarto lugar, está a chinesa CoscoCS, que se fundiu com a CSCL, com 1,8 milhão de TEUs. Ressalte-se ainda que a Maersk comprou a Mercosul Line há uma década, mas teve de deixá-la como concessão, negociando-a com a CMA CGM, para seguir com seus planos de adquirir a Hamburg Sud, que é líder no Norte da Europa e na América Latina e opera a armadora brasileira Aliança, líder no setor de cabotagem no Brasil e no continente sul-americano. Hamburg Sud e Aliança são responsáveis por 80% do serviço de cabotagem brasileiro, à frente da Log-In Logística.

Em resumo: as 25 maiores operadoras de carga em contêineres do mundo (incluindo subsidiárias, afiliadas e coligadas) controlam mais de 65% de todos os navios porta-contêineres disponíveis para uso em serviços comerciais. Desde já, o setor alega que esse é um preço a pagar, já que os seus clientes teriam se favorecido durante anos de fretes desvalorizados. Essa seria a razão pela qual as grandes companhias de navegação teriam buscado saída nas fusões e incorporações de concorrentes.

Em função dessa concentração que só cresce, é provável que haja neste segundo semestre de 2017 um melhor desempenho dessas empresas de navegação, mas não é preciso ser especialista para concluir que uma das consequências desse fenômeno é que haverá menores opções para os exportadores/importadores na hora de reservar espaços nos navios. E, com certeza, maiores custos, diante da falta de concorrência mais acirrada. Por Milton Lourenço - presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). Leia mais em campograndenews 17/07/2017



Demanda por IPOs leva dólar a R$ 3,182

O período de reservas para participar da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour Brasil terminou ontem , e, segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a demanda p elos papé is era equivalente a pouco menos de duas vezes a oferta, que pode ficar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,6 bilhões. Além do Carrefour, outras três em presas — Biotoscana, IRB Brasil e Ômega Energia — estão com IPOs em curso.

Essas operações estão contribuindo para segurar o dólar abaixo dos R$ 3,20. Isso porque os in v estid o res estran g eiro s têm in teresse n esses IPOs e, para participar, precisam trazer o dinheiro para o Brasil. A m oeda am ericana teve ontem leve queda de 0,12%, cotada a R$ 3,182.

— A aceleração dos ingressos de recu rso s no p aís po r conta dos IPOs tam bém tem potencial para acentuar a valorização do real ante o dólar no decorrer das próxim as sem anas — explicou R icardo G omes da Silva, superintendente d a C o rrep arti C orreto ra de Câmbio.

O IPO do Carrefour deve ser concluído hoje, com o preço por ação sendo anunciado no início da noite. As projeções do m ontante total levam em conta a faixa indicativa do valor das ações su gerido no prospecto da oferta — o docum ento que reú n e inform ações financeiras, sobre os acionistas vendedores e riscos da opera­ ção. O valor vai de R$ 15 a R$ 19, sem considerar lotes adicionais.

Segundo fontes, ainda não era possível afirm ar se as reservas feitas levariam o pre­ ço mais para perto do piso ou se seria possível superar o valor mínimo.

Em com um , C arrefour, B iotoscana, IRB Brasil e Ômega Energia têm a percepção de que os investidores, em especial os estrangeiros, estão propensos a comprar papéis de estreantes na Bolsa, pois acreditam na retom ada do crescimento da economia brasileira.

— Os bancos envolvidos nas operações viram que há um a dem anda por operações com essas características. Até maio, a perspectiva era melhor.

Mas agora o mercado assimilou a questão da delação da JBS e a crise política, e voltou o interesse pelas ofertas — diz o executivo de um banco de investimento que coordena algumas das operações em curso.

A reserva das ações da Biotoscana, do setor farm acêutico, tam bém se encerrava ontem. Mas a em ­ presa precisou corrigir um a in fo rm ação financeira no prospecto da oferta, e a reserva vai agora até o próximo dia 20.

Já o Ibovespa, índice de referên cia da B3 (antiga Bovespa), re ­ cuou 0,34%, aos 65.212 pontos, depois de cinco altas consecutivas.

Na avaliação de Leandro Martins, analista da corretora Nova Futura, a Bolsa tende a retom ar o m ovimento de alta e u ltra p a ssa r os 68 m il pontos, patam ar que se encontrava antes da divulgação do conteúdo da delação prem iada dos executivos da JBS   - O Globo Leia mais em portal.newsnet 18/07/2017