09 abril 2015

Governo quer IPO de holding de seguros da Caixa em 2015

O governo federal anunciou nesta quarta-feira estudos para criação de uma holding de seguros da Caixa Econômica Federal e posterior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ainda em 2015, operação que poderá reforçar o caixa da União.

"O objetivo é claro: possibilidade de aumentar a presença da Caixa Econômica em segmento importante e também, evidentemente, aproveitarmos a vitalidade do nosso mercado de capitais", disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a jornalistas. Ele estava acompanhando da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, após terem se reunido com a presidente Dilma Rousseff.

No anúncio, frisaram que a Caixa seguirá como banco 100 por cento público, com listagem apenas da unidade de seguros.

Segundo Miriam, o parâmetro básico para o estudo do IPO da área de seguros será o processo de oferta inicial de ações da BB Seguridade, controlada pelo Banco do Brasil.

"Há potencial de crescimento grande e a Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento", disse ela.

Mais tarde, o vice-presidente de negócios emergentes da Caixa, ​Fábio Lenza, disse à Reuters que a holding que pode surgir como resultado do estudo reunirá todas as participações da companhia do ramo de seguridade. A principal delas é a fatia de 48,2 por cento na Caixa Seguradora, que tem a francesa CNP Assurances como majoritária.

A holding incluiria também participações da Caixa na Pan Seguradora e Pan Corretora, que têm o BTG Pactual como sócio, e na Par Corretora.

Sobre as próximas fases da abertura de capital, Levy disse que o governo convidará os principais bancos de investimento para discutir o plano da operação e sua viabilidade.

Questionado sobre se a venda de ações geraria receita para a formação de superávit primário em 2015, Levy salientou que se o IPO revelar que o negócio tem valor acima do registrado contabilmente, a renda adicional será tributada, com efeito positivo na arrecadação, mas não estimou quanto.

A meta de superávit primário deste ano é de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mas a arrecadação fraca e o elevado nível de gasto público dificultam o cumprimento do alvo fiscal. (Por Luciana Otoni, Maria Carolina Marcello e Aluísio Alves) Leia mais em Bol/Uol 08/04/2015

09 abril 2015



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