22 maio 2013

Aquisições acirram concorrência

A Microsoft não é a única companhia de tecnologia interessada em ganhar participação no novo mercado de redes sociais empresariais. Nos últimos anos, grandes empresas do setor passaram a direcionar esforços para se posicionar nesse segmento. A relação inclui nomes como Oracle, IBM e Salesforce.com. O principal caminho adotado por essas companhias foi o investimento emaquisições de empresas de menor porte especializadas nesse tipo de sistema. “O mercado ainda está aberto para fornecedores de todos os portes e existe espaço para a entrada de novas companhias”, disse o analista Mike Gotta, da empresa de pesquisas Gartner, ao Valor.

 Para se posicionar no setor, a americana Oracle investe em um portfólio que combina tecnologias próprias e sistemas de empresas adquiridas nos últimos dois anos, como Involver, Collective Internet, Fatwire e Endeca.

 Na América Latina e no Brasil, a Oracle começou a investir na venda desses softwares há cerca de três meses. A estratégia inicial da companhia é oferecer os sistemas para sua base instalada de clientes na região. “Temos seis projetos piloto no Brasil e outros seis projetos na América Latina”, disse Jorge Toledo, diretor de produtos de relacionamento com cliente da Oracle para a região. Entre os segmentos que estão puxando a adoção das redes sociais empresariais no Brasil, o executivo citou setores como finanças e bens de consumo.

 A América Latina também é uma das prioridades na estratégia global da americana Jive. A empresa inaugurou duas operações diretas na região em 2012, mais especificamente no Brasil e no México. Como pano de fundo para esses investimentos, Fernando De Allende, vice-presidente da Jive para a América Latina, citou o fato de os dois países estarem entre os cinco principais em termos de número de usuários do Facebook. “É um bom indicador da aderência do conceito de rede social e do potencial desse mercado na região”, afirmou o executivo.

 A Jive está em negociação para a implantação de cerca de vinte projetos no Brasil. De Allende estima que o mercado local vai responder por mais da metade da receita da companhia na América Latina. 

Procurada pelo Valor, a Salesforce.com não encontrou um executivo para comentar as estratégias da empresa no setor. (MD)
Fonte: Valor Econômico 22/05/2013

22 maio 2013



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