08 novembro 2011

T-Systems investe em serviços para área de saúde

Mais conhecida no Brasil por sua atuação junto ao setor automotivo, a alemã T-Systems - empresa de terceirização de serviços e infraestrutura de tecnologia da informação (TI) - volta agora suas atenções para a exploração de um novo segmento no mercado local: a saúde.

A companhia - pertencente ao grupo Deustche Telekom - investiu no desenvolvimento de um pacote de serviços específico para o mercado brasileiro de saúde, com foco inicial em grandes hospitais e clínicas da rede privada.

O pacote em questão já é adotado em mais de 270 instituições no mercado europeu. "Essa oferta está bem desenvolvida na Europa. No Brasil, a demanda vem crescendo e o mercado ainda não está consolidado", diz Luiz Hirayama, diretor de desenvolvimento de negócios e portfólio da companhia no país.

A oferta desenvolvida pela T-Systems para o Brasil envolve equipamentos, software e serviços. No caso dos sistemas, a companhia desenvolve adaptações de softwares da também alemã SAP. A partir da infraestrutura de TI fornecida pela T-Systems- que tem quatro centros de dados no país - o modelo digitaliza todos os processos de gestão hospitalar, desde a admissão dos pacientes até práticas administrativas, financeiras e logísticas, como por exemplo, o controle de estoque de medicamentos.

Além dessas funções, um dos principais recursos, explica Hirayama, é o armazenamento eletrônico de todo o histórico dos pacientes por meio de bancos de dados hospedados nos centros de dados da T-Systems. A ideia é que essas informações estejam disponíveis para uma rede interligada de grandes hospitais e clínicas, não necessariamente pertencentes ao mesmo grupo.

Os dados incluem laudos, imagens e registros de exames, medicamentos prescritos, histórico de internações e tratamentos, entre outras informações. Eles poderão ser acessados a partir de qualquer lugar por médicos e pacientes, por meio de diversos dispositivos, entre eles, iPhones e iPads. Os pacientes receberão um cartão com chip que poderá ser usado em qualquer hospital integrante da rede a ser formada pela T-Systems.

Segundo Hirayama, a companhia já mantém conversações com cerca de 15 instituições no país. "Nossa expectativa é alcançar uma receita de cerca de R$ 10 milhões no próximo ano com essa oferta", afirma o executivo.

Hirayama explica que a nova estratégia alinha-se com o direcionamento global da T-Systems para diversificar seus negócios. Atualmente, cerca de 60% do faturamento da companhia no Brasil está ligado ao setor automotivo. O restante está dividido entre segmentos como finanças e varejo.

No início de 2011, a T-Systems anunciou o suíço Dominik Maurer como presidente da companhia no Brasil. A nomeação pôs fim a um período de dois anos em que a empresa atuou sem o comando de um executivo-chefe no país. Para Hirayama, a iniciativa contribuiu para que o processo de diversificação ganhasse força também na operação brasileira. "Hoje, o Dominik tem todo o suporte da matriz para trazer qualquer tecnologia que achar viável para o mercado brasileiro", observa.

Em 2010, a T-Systems registrou uma receita de R$ 367 milhões no Brasil, um crescimento de 10% na comparação com o ano anterior. A receita global no período foi de € 9,1 bilhões (R$ 21,9 bilhões), salto de 2,9%. "O Brasil está entre as seis principais operações da T-Systems. Vamos fechar o ano com um crescimento em torno de 13% a 14% no país", diz Hirayama.
Fonte:Valoreconômico08/11/2011

08 novembro 2011



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